Mostrando postagens com marcador conteúdo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conteúdo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O problema do plágio, em dois atos

Plágio normalmente é definido como a apropriação indevida de obras de outras pessoas. Como se trata de um ato que contraria a moral e a ética da criação de conteúdos artísticos, informativos e inventivos, não se trata de uma infração clara para todas as pessoas. Ele se encaixa como infração de direitos autorais (Copyright) se a obra da pessoa estabelece que ela não pode ser reproduzida sem autorização.

Os tempos atuais, no entanto, são da internet. Compartilhamos conteúdo e a informação normalmente foge da fonte original para terceiros. No entanto, criadores de conteúdos com ética devem saber que, mesmo se apropriando de conteúdo alheio, você deve citar a fonte.

Isto está claro na nova licença de direitos autorais chamada Creative Commons (Copyleft), adotada inclusive neste Bola da Foca. Nela, fica estabelecida a livre reprodução de obras, desde que a fonte seja devidamente citada e credenciada.

Sabendo disso, vê qual é o problema das duas imagens abaixo?



Sim, amigos, tanto Leandro Stenland (Blah Cultural) quanto Carla Tambellini (Portal Networking) fizeram um "trabalho" de plágio puro com meus textos, apenas alterando seus títulos (os originais eram "Iron Maiden: polêmica no RIR ao fazer propaganda de cerveja" e "A diferença entre publisher e criador de conteúdo"). Copiaram seus conteúdos. Leandro o fez alterando radicalmente o título utilizado na nota redigida no site Whiplash.net. No texto, eu apenas levantava questões sobre a propaganda que o cantor Bruce Dickinson (Iron Maiden) fez da cerveja de sua banda em um evento patrocinado pela Heineken (Rock in Rio). Em momento nenhum do texto eu disse que sua banda estaria banida do festival, mas questionei o clima entre o evento e o grupo musical após o show. Nem tenho informações para fazer tal afirmação.

O caso de Carla foi ainda mais grave. Ela é diretora-executiva do portal onde postou meu texto do Bola da Foca, redigiu seu currículo acima da cópia e reproduziu o texto (original de fevereiro/2013 no mês de julho/2013, chequem no Google), alterando apenas um acréscimo no final. Se não mexeu em meu texto, por que não citou o autor original ou o veículo?

A Whiplash.net é um site de grande tráfego. Portanto, casos de plágio são mais comuns na internet com os textos de lá, ainda mais os que dão audiência. No entanto, o caso do Portal Networking foi puro aproveitamento do conteúdo de um blog que é, modestamente, pequeno.

O grande problema de cópias sem autorização da internet não é simplesmente o aproveitamento do conteúdo, mas a falta de conduta do autor uma vez que é constatado o plágio. Ao descobrirem o problema no texto do Leandro, a equipe de seu site tratou de pedir desculpas e fazer a correção. O Portal Networking foi informado às 12h de ontem e não tomou nenhuma providência até o momento.

Falta de ética no jornalismo e na criação de conteúdos: Até quando? Plágio e infração de direitos autorais geram processos, vocês sabiam?

Em tempo: Sei que o plágio "pode ser uma forma de elogio", mas custa citar a origem em um texto?

segunda-feira, 21 de março de 2011

"Ter um blog é como ter uma banda de rock"

Blogs podem começar do nada, do talento de uma única pessoa ou através da reunião de várias com perfis diferentes. Blogs podem unir gostos em comum ou colocar divergências para discutir. Escrevi certa vez, no twitter: "Ter um blog é como ter uma banda de rock".

E não retiro nenhuma letra dessa declaração. É exatamente a mesma coisa, como analogia. Num blog você tem integrantes que se destacam e outros que auxiliam para que o ideal dele se mantenha vivo. Existem blogs que, rapidamente, conseguem se tornar comercialmente rentáveis. Outros serão, para sempre, empreendimentos para os tempos livres ou para quem não se importa em não ganhar dinheiro.

Blogs geram reputação. Blogs arruínam boas reputações. Blogs abordam temas específicos e podem, em nome do dinheiro, abordar assuntos populares que rendem anunciantes ou posts pagos. Blogs podem criar novos estilos de sites.

Comentários de blogs podem dar nos nervos. Comentários também podem esclarecer ideias que não estavam nítidas para o criador do espaço online antes. Comentários numerosos podem atrair ainda mais pessoas, como um show com uma quantidade respeitosa de pessoas.

Há blogs que se sustentam apenas por causa de um leitor. E não deixam de ser geniais, mesmo com um público tão restrito. São cantores de um bar vazio, que também são felizes.

Blogueiros se juntam. Blogueiros brigam. Blogueiros se separam por falta de tempo, por divergências de opiniões e até por motivos que nem eles sabem explicar. Blogueiros criticam a normalidade e são um tipo de criador de conteúdo que continuará na internet, sem uma identidade certa e comum.

Blogueiros atiram regras, como guitarristas virtuosos. Blogueiros escrevem coisas que nem eles conseguem explicar de onde saiu. Blogueiros são viciados. Viciados em falar. Blogueiros são rebeldes. Rebeldes de teclado e de ideias. Eles conseguem protestar, mesmo sem sair de casa. Mudam a imprensa e são mudados. Tem tanto gosto por um bom texto quanto uma música que derruba o público de um bar pulguento.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Google fala sobre comunicação e publicidade


TV Avesso, parceira deste blog, conversou neste mês com Julio Zaguini, diretor de relacionamento com agências do Google, sobre publicidade online e como está a transição no Brasil. A entrevista mostra o papel da comunicação e da propaganda num cenário onde o usuário pode interagir e gerar seu próprio conteúdo. E o papel do Google com seus clientes é divulgar que o consumidor é o mesmo do mundo offline, mas com um comportamento diferente.

Segue abaixo:

O que é tipografia?

Trabalho do leitor e colaborador do Bola da Foca, Danilo Braga, o vídeo abaixo é uma explicação simples sobre tipografia voltada, principalmente, para profissionais de design e arte. O curta-metragem foi feito com os programas Adobe After Effects, Adobe Photoshop, Adobe Illustrator e Apple Final Cut. Confira:

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ei, jornalista! Entenda o Adsense

Anúncios que rendem 0,07 dólares por clique, feitos gratuitamente pelo Google para seu site. Parece algo sensacional, não é mesmo? No entanto, entender o funcionamento do Google Adsense, que não é segredo para qualquer blogueiro e criador de conteúdo sério, não é algo simples, tampouco prático. Requer um estudo prolongado sobre o público do seu site, além de intensa atividade de produção de textos, áudios e vídeos. A propaganda que a Google pode vincular com seu site pode render algumas doletas, mas não é fácil.

Jornalistas precisam ter consciência de como funciona esse recurso, tanto para ganho financeiro indireto quanto para não usar essa ferramenta, tendo um conhecimento prévio, ou comprovado pela experiência. Ao acessar o menu design do Blogger, por exemplo, já existe a opção de inserir o Adsense em partes determinadas do blog, que serão devidamente delimitadas como propaganda. No Wordpress, o processo não é tão automático, mas é simples de ser colocado no HTML do template. Uma vez acertado o local da página, resta fazer o cadastro no sistema, que, além de dados pesssoais, irá vincular sua conta a um determinado endereço físico. A cada 10 dólares acumulados por clique, a Google enviará um cheque por correspondência, financiando seu site como vinculador de conteúdo e produtos à venda, ou seja, propaganda também.

Mas cuidado. Cliques vinculados à sua conta ou à sua pessoa física culminarão para o cancelamento da conta. Não seja espero de tentar aumentar, artificialmente, o número de cliques. E, dica especial para iniciantes: não tenham o Adsense como fonte principal de rende. Para quem começa, não há conteúdo suficiente para veicular diferentes propagandas e cliques.

Melhore o seu conteúdo para vincular propaganda. E como criar conteúdo não é uma receita de bolo, vale ideias suas e ideais de blogs de sucesso. Saiba medir isso. E boa sorte.

Curiosidade: Usamos Adsense aqui no Bola da Foca. Serve para pagar a hospedagem do blog no domínio .com. E toda o rendimento adicional será revertido diretamente ao site.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Defesa de produtores de conteúdo

Imagem retirada do blog Do Be Do Be Do

Ressalto que a internet é sempre para criadores.

Programadores, designers na web e outros especialistas técnicos podem conectar todo o tipo de aplicativo, linguagem ou inovação nessa grande rede que é a web. Mas a constatação óbvia e mais boba é que eles e os espaços que eles criam não são nada sem nós escritores, jornalistas, documentaristas e desenvolvedores de conteúdo.

Blogs não proliferaram por acaso: com o espaço cedido gratuitamente para qualquer um escrever, é óbvio que aqueles que são minimamente curiosos tentarão criar e recriar seus espaços próprios. No entanto, a manutenção deles e o reconhecimento só chega para aqueles que realmente desenvolvem alguma informação, sendo ela útil ou inútil, legível ou ilegível, popular ou segmentada.

Faço então a defesa dessas pessoas. Não se trata apenas de defender blogueiros ou um tipo específico de desenvolvedor. Não se trata de defender o twitter ou as mídias sociais. Não se fala de espaços ou de usuários quando falamos de conteúdo, mas sim dos indivíduos aptos a escrever, seja no seu tempo livre ou por força da profissão que exerce.

Então, caso você esteja lendo este site na web, ou outros, saiba que não precisa ficar apenas lendo. Se você está na moda dos tweets, saiba que deveria estar criando algum texto para ser divulgado nesses meios socializados. Caso você esteja imerso em várias idéias contidas em vários links, saiba que não está sozinho.

E dessa posição de acreditar nos desenvolvedores, também lanço um incentivo: não fique parado na frente do computador pensando e desperdiçando tempo. Na verdade, qualquer lugar, inclusive fora da web, é espaço para idéias novas. Mas aqui é especial. Aqui você pode disseminar algo em questão de minutos com apenas o custo da sua conexão.

Este texto não traz nada de aparentemente novo, ele é apenas resultado dos tempos atuais. Valorizam demasiadamente o twitter e as mensagens de 140 caracteres que seguram, quase sempre, um link. Algumas pessoas fazem uma leitura exaltada dizendo que os microblogs vão substituir os blogs e sites. Não me parece plausível que textos menores, interligados com outros maiores, apague o desenvolvimento maior de conteúdo. A palavra que deveria marcar, entre todas as mídias, deveria ser a soma, o agregar, mesmo que soe clichê demais.

Por isso, e por muitos outros motivos, desenvolva. Crie sua figura, seu material exclusivo e dê suas pautas, por uma internet melhor, menos repetitiva e cada vez mais repleta de indivíduos interessantes que geram assuntos distintos. Não tenha medo de conflitar suas idéias em fóruns, ter bate-bocas no orkut e até de desperdiçar tempo vendo informações totalmente inúteis.

Fala-se de um público que lê apenas o que lhe interessa. No entanto, há pouco incentivo para a criação, para uma leitura que agrega e que pode tomar outras direções, mesmo tratando de assuntos voltados para um determinado nicho.

Posts mais lidos