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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Os 70 anos de Roger Waters em sete músicas

Roger Waters completou 70 anos nesta sexta-feira. Nasceu no dia 6 de setembro de 1943, no Reino Unido devastado pela Segunda Guerra Mundial. Baixista no Pink Floyd, compôs obras-primas como Dark Side of the Moon (1973) e The Wall (1979). Teve também uma carreira solo de sucesso, com músicas próprias e de sua banda anterior.


Confira sete sucessos de Roger com o Floyd para celebrar suas sete décadas:

1. Brain Damage

Uma das faixas mais enigmáticas de Dark Side of the Moon, Brain Damage trata sobre a loucura humana e é uma das músicas que melhor encaixa com a voz mais grave de Roger, que contrasta em relação às melodias vocais e na guitarra de David Gilmour, um dos líderes do Pink Floyd na década de 70. A versão acústica mostra toda a habilidade de Roger, cantando e tocando os principais acordes.


2. Confortably Numb

Esta música ficou mais famosa na voz de David Gilmour, mas Roger Waters fez história em 2012 ao tocá-la com o cantor do Pearl Jam, Eddie Vedder, para arrecadar fundos para as vítimas do incidente climático Sandy, nos Estados Unidos. É uma das melhores versões do clássico do Pink Floyd que você pode conferir ao vivo.


3. Another Bick in the Wall, part. 2

O maior clássico de Roger Waters no contrabaixo, com um ritmo contagiante, permanece contagiante nos tempos atuais. E é provavelmente uma das músicas mais lembradas do Pink Floyd na história.


4. Nobody Home 

Música que é, como Another Brick, do disco The Wall. Roger fez história mais uma vez ao cantar essa música em 1990, em um concerto em Berlim, após a queda do Muro de Berlim. É uma das composições que explora as separações e as superficialidade que existem no mundo capitalista.




5. In The Flesh, part. 2

Dentre as composições do The Wall, In The Flesh é a que melhor sintetiza a crítica de Roger Waters aos sistemas totalitários. Ele encarna, dentro da música, uma versão do personagem Pink interpretando o papel de um ditador fascista, que manda pessoas para o muro, condenando-as à morte.

6. Wish You Were Here

Separados por 24 anos, o Pink Floyd se reuniu, integralmente, em 2005, para um show no Live 8. Um dos grandes pontos do show doi a execução da música Wish You Were Here, que foi composta por David Gilmour e Roger Waters, músicos que brigaram nessas duas décadas. O reencontro musical é emocionante.



7. Mother

Angustiante, sentimental e reflexiva, Mother é a música que Roger compôs para falar sobre as limitações que nossos pais nos colocam. E sobre como precisamos ser rebeldes para superá-las.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Roger Waters, Rolling Stones e músicos farão concerto por Sandy em 12/12/12



Roger Waters, Rolling Stones, Bruce Springsteen, Eddie Veder, Dave Grohl e The Who, entre outras atrações, farão o concerto 12.12.12: The Concert for Sandy Relief, evento beneficente após o temporal e a tempestade Sandy que afetou Nova York e os Estados Unidos. 

Os shows serão no Madison Square Garden, em NY, ainda hoje.

VH1 Brasil e Multishow farão transmissões das apresentações às 22h30, aproximadamente.

Informação via Tenho Mais Discos do que Amigos

Roger Waters, The Wall e como o rock'n'roll permanece vivo em 2012


A revista Pollstar afirmou, em julho deste ano, que os shows da turnê "The Wall Live", do músico Roger Waters, ex-Pink Floyd, faturaram 158,1 milhões de dólares nas bilheterias do mundo todo no primeiro semestre de 2012. Um músico de rock progressivo, apresentando um CD conceitual de 1979, bateu Bruce Springsteen, Lady Gaga, Coldplay, Madonna e outros astros do mundo pop no faturamento. Ficou em primeiro lugar da lista, contrariando as expectativas.

Com sua apresentação envolvendo um muro imaginário, baseado no Muro de Berlim, Waters certamente se beneficiou de ingressos caros e dos fãs fiéis do Pink Floyd em seus concertos ao redor mundo. No entanto, sua liderança neste ranking de 2012 surpreende por mostrar que o rock clássico ainda cativa mais público do que muitos artistas recentes.

Roger Waters prova que, apesar cerca de 60 anos de história de rock'n'roll, o estilo não perdeu carisma e, com apresentações de qualidade, sua música permanece viva entre os fãs.

Para saber como foi a passagem de Waters pelo Brasil, por São Paulo, confira a resenha do show de seu muro aqui.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Roger Waters e a arte do show com qualidade: The Wall em São Paulo




Um muro em construção, trajes militares, fogos e muito rock conceitual. Foi assim que Roger Waters, ex-baixista do Pink Floyd, abriu seu show baseado no CD The Wall em São Paulo, no último domingo (1). Com o refinamento de um maestro, Roger conduziu uma apresentação que contagiou de imediato pelo cuidado com o som, que repercutiu sem falhas por todo o Estádio do Morumbi, e pelas diversas animações projetadas nos tijolos do muro, catapultando todos os presentes para dentro de um videoclipe de alta qualidade.

Foi difícil não se emocionar com as letras de Waters nesse disco executado na íntegra, que abordam desde o totalitarismo (concentrado em seu protagonista, o introspectivo Pink) passando pela relação problemática com os pais e até chegar no sensação de solidão. As 26 músicas desse épico foram executadas na íntegra, com alguns acréscimos em Another Brick in the Wall Part 2 e passagens mais modernizadas entre as canções. 

Roger Waters também aproveitou o show todo para prestar homenagens para a família do brasileiro Jean Charles de Menezes, assassinado pela polícia britânica sob a suspeita falsa de terrorismo, além de relembrar os mortos nas guerras do Afeganistão e do Iraque. "Dedico o concerto a Jean Charles e sua família pela luta pela verdade e justiça e a todas as vítimas do terrorismo de Estado", afirmou Waters, arrancando aplausos entusiasmados da multidão que lotava o Morumbi. A apresentação era o seu protesto pessoal e coletivo, com seus fãs, contra o que ele considera abusivo e monstruoso na sociedade contemporânea.

O show fez os olhos dos presentes brilharem quando, em Goodbye Blue Sky, Roger Waters projetou aviões de bombardeio derrubando desde a foice e o martelo socialista até o símbolo do dinheiro e de corporações como a Shell. The Wall é um manifesto sobre loucura, totalitarismo e luta contra todos os poderes e símbolos que predominaram no século XX até a queda do muro de Berlim.

Quando o concerto se aproximou das músicas finais, como The Trial, o sistema de som começou a se tornar ensurdecedor, como se estivéssemos na paranóia de seus personagens, afetados pelas guerras mundiais e pelas guerras sem sentido. Os paulistanos gritaram, com força, "tear down the wall", enquanto Waters destruía seu próprio espetáculo, derrubando o muro.

Ao testemunhar o show de um homem que domina a arte da apresentação, toda a plateia sente uma espécie de libertação e de renovação. The Wall de Roger Waters em São Paulo, mesmo sem os integrantes do Pink Floyd originais, traz essa sensação.

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