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sábado, 10 de janeiro de 2015

Léo Maia, filho adotivo, conta sobre quem foi Tim Maia na vida real

Por Pedro Zambarda


Léo, o que você achou sobre edição da televisão ao filme de seu pai? Distorceram demais?

Cara, não foi do documentário da Globo que eu não gostei, mas achei de verdade o filme ruim. O diretor [Mauro Lima] deixou minha avó branca no filme, sendo que ela é descendente de índia! Meu avô é descendente de português, não negão. São detalhes que uma pessoa que trabalha com cinema deveria saber que são erros, fora a desorganização cronológica.

Se o Tim estivesse vivo, o que ele faria ao ver o filme, considerando o quanto ele era combativo com a Globo?

Meu pai não é vagabundo, nem porco e nem feio como esses brancos dizem no filme. O Tim Maia, por tudo o que ele fez, aceitaria ouvir a história que contaram sentado num sofá? Ele não aceitaria nada disso. Nascido e criado por ele, eu mesmo não aceito isso. Já vi ele organizar grandes festas e arrumar confusões, mas nunca vi ele arrumar uma briga sem ter as razões dele. Ele brigou para a gente ter nossa própria gravadora, nosso próprio espaço e para fazer a nossa arte. Transformaram meu pai num zé ruela, bicho. Meu pai era um amante do Brasil e de sua diversidade em todos os hábitos da sua personalidade.

Como era o Tim Maia que você conheceu?

Meu pai não era depressivo e nem tinha o olhar de morte daquele personagem do filme. Ele tocava violão e criava músicas geniais pela manhã, num clima bem tranquilo. Meu pai, pra quem conhece, era muito amoroso. Cuidava de 80 crianças e ficava rindo das coisas. Ele fez besteira e foi maluco? Foi. Mas não era só o cara dos antidepressivos. Não conheço ninguém que tenha chamado meu pai de gordo e de filho da puta. Isso tá lá no filme. Ninguém na vida teria a coragem de dizer isso… Ele foi com dois cachorros de verdade numa gravadora porque eles mexeram nos volumes das guitarras, cara!

Tim Maia não levava desaforo pra casa. O diretor do filme levou a liberdade poética ao extremo e não se ateve aos fatos. Tá tudo errado no filme, tá errado do começo ao fim. Tá mal interpretado e não procuraram as pessoas para saber a verdade de todos os fatos. Só alguns amigos do meu pai foram para a versão da TV Globo e defenderam meu pai. A edição deu uma melhorada no desastre que é o filme.

Essas coisas me revoltaram como filho e fica essa molecada vendo isso sem saber a verdade. Os autores fizeram uma pseudopesquisa sobre ele e não retrataram nada sobre a genialidade que existia ali. Tim Maia, por exemplo, tirava o instrumento de quem não sabia tocar e só estava enrolando. E mandava um papo reto. Ele era assim.

A entrevista completa foi publicada no Diário do Centro do Mundo, o DCM.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Música reduz ansiedade de pacientes em hemodiálise

Por Marcela Baggini, do Serviço de Comunicação Social da Prefeitura USP do Campus de Ribeirão Preto
Agência USP de Notícias, Creative Commons

Ouvir música durante as sessões de hemodiálise diminui a ansiedade dos pacientes, como mostra uma pesquisa realizada na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP. O estudo da enfermeira Lucimara Moreli  avaliou o efeito da música como terapia complementar. O trabalho analisou a intervenção nos aspectos fisiológicos e emocionais dos pacientes em hemodiálise. Variáveis como frequência respiratória, cardíaca, temperatura e pressão arterial não sofreram alterações, porém a ansiedade reduziu significativamente.



Com as informações coletadas na Unidade de Diálise do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC-FMRP) da USP, a enfermeira ressalta que pessoas com Insuficiência Renal Crônica (IRC) sofrem modificações em suas atividades, uma vez que têm que passar pelo processo de hemodiálise três vezes por semana.
Durante a pesquisa, com 55 pacientes com IRC, cada um escolheu seu ritmo musical preferido e ouviram durante 30 minutos na sessão de hemodiálise, que dura cerca de quatro horas. “A maioria deles, 43,5%, escolheu sertanejo, mas também recebemos pedidos de pagode, gospel, MPB, jazz e blues”, conta Lucimara.

Terapia complementar

O estudo também analisou o grau de aceitação da intervenção pelos pacientes. “Observamos que os participantes gostaram da terapia complementar e a avaliaram como importante para a melhoria do tratamento”, afirma a pesquisadora.

“Com essa pesquisa, buscamos auxiliar os profissionais da saúde no tratamento dos pacientes com IRC, mostrando que a enfermagem pode e deve realizar intervenções com terapias complementares”, diz a pesquisadora.

A dissertação Efeito da música sobre o estresse em pacientes renais crônicos em tratamento hemodialítico: estudo quase-experiemental, orientada pela professora Emília Campos de Carvalho, foi realizada entre julho e dezembro de 2012 e a defesa em abril deste ano.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Você ouve trilhas-sonoras de filmes? Conheça alguns dos principais compositores

Por Pedro Zambarda

Há cerca de um ano, estou ouvindo com mais atenção as músicas feitas para filmes, de Hollywood até o cinema europeu. Para quem não conhece nada, elaboro um pequeno guia para conhecer alguns dos principais compositores.



Hans Zimmer - Frankfurt, Alemanha


O que ele fez: A Origem (Inception, 2010), novos filmes de Batman (de 2005 até 2012), Homem de Aço (Man of Steel, 2013), Código Da Vinci (2006), Hannibal (2001), 12 Anos de Escavidão (2013), Simpsons O Filme (2007), Rei Leão (1994), O Último Samurai (2003), entre outros filmes.
Características: Piano minimalista, efeitos eletrônicos, música ambiente e momentos de calmaria alternados com instrumentos em volume alto.

John Williams - Nova York, Estados Unidos


O que ele fez: Série Star Wars (de 1977 em diante), Lincoln (2012), série Jurassic Park (de 1993 em diante), série Indiana Jones (de 1981 em diante), série Harry Potter (de 2001 até o Prisioneiro de Azkaban, em 2004), O Terminal (2004), Munique (2006), E.T. (1982), Esqueceram de Mim (1990), A Lista de Schindler (1993), O Resgate do Soldado Ryan (1998), Minority Report (2002), Memórias de uma Gueixa (2005), entre outros.
Características: Música orquestrada, harmônica e voltada para filmes épicos, em sua maioria.

 James Horner - Los Angeles, Estados Unidos


O que ele fez: Star Trek II (1982), Willow (1988), Apollo 13 (1995), Jumanji (1995), Titanic (1997), A Máscara do Zorro (1998), Um Mente Brilhante (2001), Troia (2004), Avatar (2009), Karate Kid (2010), entre outros.
Características: Música minimalista, suave, melodiosa e ambiente. Usa voz com os instrumentos.

Ennio Morricone - Roma, Itália


O que ele fez: O Bom, o Mau e o Feio (1966), Era Uma Vez na América (1984), Os Intocáveis (1987), entre outros.
Características: Música com ópera e orquestrada, com muitos pontos de clímax.

Yann Tiersen - Brest, França


O que ele fez: Amélie Poulain (2001), Adeus Lênin (2003) e Tabarly (2008).
Características: Música minimalista, piano, acordeão e melodias leves.

Howard Shore - Toronto, Canadá



O que ele fez: Série O Senhor dos Anéis (entre 2001 e 2003), Seven (1995), Scanners (1981), Naked Lunch (1991), Gangues de Nova York (2002),  O Aviador (2004), série O Hobbit (entre 2012 e 2014), Os Infiltrados (2006), entre outros.
Características: Orquestra e música ambiente.

Danny Elfman - Los Angeles, Estados Unidos


O que ele fez: Batman (1989), Batman Returns (1992), Missão Impossível (1996), série Homens de Preto (entre 1997 e 2012), Alice no País das Maravilhas (2010), entre outros.
Características: Uso de múltiplos instrumentos para criação de tensões musicais. 

Harry Gregson-Williams - Sussex, Reino Unido


O que ele fez: Fuga das Galinhas (2000), série Shrek (entre 2001 e 2010), série Crônicas de Nárnia (entre 2005 e 2008), Prometheus (2012), Total Recall (2012), entre outros.
Menção honrosa: Série Metal Gear Solid, para videogames (entre 2001 e 2014).
Características: Música moderna, com uso de sintetizadores, percussão e instrumentos tradicionais, como violino e piano.

Nino Rota - Milão, Itália


O que ele fez: Mais conhecido principalmente por O Poderoso Chefão (1972) e O Poderoso Chefão Parte II (1974).
Características: Música orquestrada.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

André Forastieri e seu punk rock moribundo

Por Pedro Zambarda
Originalmente postado na Whiplash.net

Eu conheci os textos do André Forastieri como muitas pessoas conhecem: Odiando um deles.

Li, no dia 17 de maio de 2010, o post “Ronnie James Dio, o deus ridículo do rock” e achei prepotente a crítica dele sobre o cantor que fez sua carreira no Rainbow e no Black Sabbath. Concordo com seu amigo, André Barcinski, em reconhecer que o texto é apenas uma tirada de sarro com os metaleiros e fãs acríticos de Dio, mas mesmo assim não consigo gostar até hoje deste texto.

O que eu descobri, pouco tempo depois (e só quando critiquei aquele texto em um texto meu), é que aquela não tinha sido a primeira vez que eu tinha lido Forastieri. Quando tinha por volta de 8 ou 10 anos, fui leitor da Herói em seu auge. E estava viciado no anime Cavaleiros do Zodiáco na televisão. Quando comprei um videogame N64, comprei assiduamente a revista brasileira Nintendo World. E quando veio o vício no Game Boy e em Pokémon, eu tive a coleção completa da revista Pokémon Club. Ou seja, eu fui educado em publicações criadas e/ou editadas pelo André Forastieri.

Recebi então a tarefa, justa eu acredito, de resenhar seu primeiro livro, “O dia em que o rock morreu” (Arquipélago Editorial, 184 páginas). Depois de odiar seu texto sobre Dio, passei a acompanhar o trabalho do André mais de perto. Eu tenho essa mania bizarra de ler pessoas que não concordo muito, até por exercício de jornalista. Milhares de textos dele despertavam discórdia da minha parte. Em outros textos, passei a concordar muito. Mas uma conclusão eu tirei a respeito dele, depois de uma leitura mais assídua em quatro anos: Ele é um crítico de cultura pop, música e videogame com repertório, experiência e coerência, qualidades que são raras em muitos profissionais.

“O dia em que o rock morreu” é um livro passional com alguns dos textos que André Forastieri já publicou, com a adição da entrevista dele com Kurt Cobain, vocalista do Nirvana, um ano antes de seu suicídio, em 93. Não é um livro que vai agradar quem espera material inédito, mas certamente vai agradar os fãs de Forastieri quando ele escrevia na Folha de S.Paulo, na revista Bizz e agora no portal R7, da TV Record.

André absorveu a cultura que o cercou desde a adolescência. Sua família de Piracicaba, interior paulista, não era musical e nem roqueira. “Cresci numa casa sem música. Só havia o radinho de pilha na cozinha. Minha mãe é a rainha do rádio, especificamente da rádio Nacional: A qualquer minuto cantarolava (e cantarola) extenso e refinado repertório dos anos 40-50. Que eu saiba, nem ela nem meu pai jamais entraram em uma loja de discos na vida”. A família dele se parece um pouco com a minha, o que provoca um problema em casa quando você abraça a música jovem que seus parentes não reconhecem.

Suas opiniões sobre artistas são polêmicas, mas coerentes com o que ele pensa. Michael Jackson? “Aprendeu a cantar como um anjo e a dançar como um cafetão fazendo shows em puteiros aos oito anos de idade”. John Lennon? “Minha primeira paixão roqueira”, “um babaca que me traiu” e “hippie-yuppie babaca”. Elvis Presley? “Morreu quando careteou”, ficou careta após se alistar no exército. Lou Reed? “Viveu mais que o provável, pelo mal que fez a si mesmo”. Caetano Veloso? “Não importa há três décadas”. Roberto Carlos? “Virou as costas ao rock e à vida”. Chorão? “Um garoto skatista e destrambelhado, procurando um lar e um amor”. Kurt Cobain? “Um pobre-diabo que precisava ser amado e idolatrado, conseguiu e não segurou a onda”. The Clash? “Banda que me fez pensar grande, ser valente, cortar o cabelo, não entrar em igrejinha, detestar bicho-grilo, largar Piracicaba, ir pra vida de peito aberto, com medo e com um tesão louco”.

Forastieri também alega que o fim da MTV Brasil em 2013 foi no tempo certo e que os anos 1980 realmente formaram os roqueiros no nosso país, embora ele renegue esse suposto rock brasileiro. O punk de São Paulo, para ele, foi determinante. Ele também coloca que a pirataria acaba com os músicos, embora seja algo bom na era digital e para o consumo, reduzindo o preço de muitos serviços.

Sua tese mais ousada no livro é que o rock morreu, foi morto, acabou. E, para ele, acabou não por causa da música eletrônica, do disco ou dos sintetizadores. Acabou porque não há mais bandas medianas. Ou sua banda é de quintal, feita por amigos, ou é uma superprodução pop, o que vai contra a contestação mais “imatura” do rock. Não há mais apelo por capas ou vinis de forma comercial. Há apenas uma nostalgia em forma de “cadáveres” musicais.

André também dedica um capítulo às revistas Heavy Metal e Spin, suas favoritas, e comenta sobre os críticos musicais ruins que puxam o saco de artistas.

Não é preciso concordar com André Forastieri para compreender seu valor cultural como jornalista. Sei que é suspeito um jornalista falar sobre outro jornalista, mas um sujeito que absorve repertório e consegue colocar isso de forma cristalina em seus textos, sejam eles de opinião pura ou análise, terá deixado suas marcas em seus possíveis leitores.

O texto ridículo do Dio está no livro. Reli para tentar enxergar de outra forma. Não consegui, mas o material todo é muito bom. “O dia em que o rock morreu” pode ser lido facilmente em três dias. A prosa de André Forastieri é direta e crua, como seu punk rock predileto. Eu li em dois dias, porque conhecia a maioria dos textos, disponíveis na internet através do blog dele.

André se formou com o The Clash. Música boa pra ele tem três acordes, e eu gosto das que tem mais acordes. Ele viveu os anos 80 e trabalhou a cultura pop brasileira nos anos 90. Eu nasci nos anos 90. Fui leitor das publicações dele. Eu me formei com um Black Sabbath deslocado do meu tempo, mas estou vendo o final da banda que revolucionou os anos 70. Vejo todo o dilema do mercado musical que André relata. Não gosto de tudo o que o mainstream e o pop tentam me fazer engolir, mas vivo uma época muito mais fácil para ouvir músicas se comparada com a procura louca atrás de vinis e raridades.

André acredita que o rock morreu. Eu discordo, porque o rock’n’roll é a trilha-sonora ideal para uma São Paulo tomada por protestos desde junho de 2013. As manifestações não tem música própria, então eu crio a minha, com velharias de outras épocas. O heavy metal e o punk combinam com a cidade cinzenta onde vivo. A mesma cidade que André Forastieri viu se formar.

Não sei se o livro será um sucesso de vendas. O que sei é que a experiência de jornalista e de crítico deve ter um envolvimento com os assuntos que você trata. André teve uma relação com games, com a imprensa e, principalmente, com a música. Não basta, então, criticar algo, se você não tiver nenhum envolvimento.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Christopher Lee, o Saruman do Senhor dos Anéis, lança EP de heavy metal aos 91 anos

O ator e cantor Christopher Lee lança hoje, digitalmente, a EP Metal Knight. O material terá as músicas "I, Don Quixote", "The Impossible Dream", "The Toreador March" e "My Way (Radio Edit)". Lee estreou em quase 300 filmes, desde ¨Senhor dos Anéis¨, ¨Star Wars¨, ¨007 contra o Homem da Pistola de Ouro¨, ¨Drácula¨ até os mais recentes filmes da trilogia ¨Hobbit¨. Ele tem 91 anos.


A nova EP está disponível para compra na Amazon. Christopher Lee tornou-se o homem mais velho a gravar heavy metal quando fez álbum conceitual "Charlemagne: The Omens Of Death".

Informações via Whiplash.net.

domingo, 11 de maio de 2014

Metal robótico, pop e decadente

Entre 1973 e 1976, o Black Sabbath passou por transformações depois de estourar com quatro discos: Black Sabbath (1970), Paranoid (1970), Master of Reality (1971) e Vol. 4 (1972). As primeiras mudanças ocorreram em Sabbath Bloody Sabbath (1973) e Sabotage (1975). Technical Ecstasy, lançado no dia 25 de setembro de 1976, é um álbum que traz um heavy metal robótico, um rock profundamente pop e uma banda em um começo de decadência.



O disco tem um total de oito composições e abre com Back Street Kids, uma música sobre se tornar um astro do rock, ficar alto e ter dinheiro. Apesar dos flertes constantes do Sabbath com o rock progressivo, inclusive colocando Rick Wakemen do Yes em algumas músicas, esta música soa mais punk e mais parecida com a primeira fase da banda, com Ozzy Osbourne cantando com voz desafinada, acompanhada por riffs bem demarcados de Tony Iommi em sua guitarra canhota. Gerald Woodruffe colabora com entradas estratégicas de seu teclado, enquanto Bill Ward (bateria) e Geezer Butler (contrabaixo) fazem a cozinha consistente de fundo.

You Won't Change Me dá uma diminuída no ritmo frenético da abertura do disco e retoma a atmosfera mais densa do Black Sabbath, com efeitos pesados dos instrumentos, mas sem temas muito fantasiosos nos versões. O refrão desta composição, no entanto, mostra o dom de Ozzy para cantar música pop acompanhada por uma guitarra pesada. Esta segunda faixa seria confundida, facilmente, com alguma da carreira solo do Madman, além de conter um dos solos mais rápidos e jazzísticos de Tony.

Eis que surge uma surpresa muito diferente e agradável neste disco, que vale sua compra. It's Alright é uma música completamente diferente do que o Sabbath tinha composto até aquele fatídico ano de 76. Ao invés de ter Ozzy nos vocais, é o baterista Bill Ward que empresta sua voz, tocando bateria ao mesmo tempo. A letra simboliza as brigas pessoais e empresariais que a banda estava tendo na época, endividada com impostos e abusando de bebida e drogas. Bill tentou transmitir, com aquela letra, uma sensação de que tudo vai dar certo, mesmo com todas as dificuldade entre os quatro fundadores da banda. A bateria consistente é novamente acompanhada por outra guitarra elétrica inspirada, dando um brilho ao álbum. O Guns N'Roses faria um cover da música quase duas décadas depois. A música é muito parecida com o som de Beatles, uma das influências fortes do Sabbath, segundo o próprio Ozzy Osbourne (que não canta nesta ocasião).


Gypsy é outra pérola do disco, com uma letra sobre esoterismo, uma cigana e tentações. All Moving Parts (Stand Still) abre a segunda parte do álbum com uma melodia mais ritmadam sobre sentimentos, e como eles estão decadentes. Em seguida, vem Rock 'n' Roll Doctor, sobre como a música nos ajuda a superar problemas. A letra, em parte, reflete as dificuldades de Ozzy com a cocaína e com o excesso de bebedeiras na época.

Ozzy coloca sua história na música She's Gone, sobre os problemas que ele enfrentava em seu casamento com Thelma Riley, mulher que ele agredia e amedrontava com sua personalidade instável. É o momento mais melancólico do disco. Sua vida mudaria, anos depois, com Sharon Arden, a futura empresária de sucesso Sharon Osbourne.

Dirty Women fecha o disco sobre vida noturna, prostituição e vida urbana. Technical Ecstasy só ganhou um disco de ouro no dia 19 de junho de 1997, 20 anos depois do lançamento do material. Foi um álbum complicado na carreira do Sabbath, com a banda mergulhada em dívidas, em brigas e competindo com o emergente punk rock dos Ramones, que prometia acabar com o rock progressivo e com o metal acompanhado por composições mais simples e cruas.


Ozzy tem uma opinião particular sobre o disco, especificamente sobre a capa dele, feita pelo artista inglês Hipgnosis, de Londres. Ele escreveu em sua autobiografia:

"O pior de tudo, no entanto, é que perdemos nossa direção. Não era a experimentação com a música. Parecíamos nem saber mais quem éramos. Um minuto você tinha uma capa como a de Sabbath Bloody Sabbath, com o cara sendo atacado por demônios, e na seguinte tinha dois robôs transando enquanto subiam uma porra de uma escada rolante, que era a arte de Technical Ecstasy. Não estou dizendo que o disco era todo ruim - não era. Por exemplo, Bill escreveu uma música chama 'It's Alright' que eu adorei. Ele cantava também. Tem uma ótima voz e eu fiquei mais do que feliz por deixá-lo cantar. Mas comecei a perder o interesse e fiquei pensando em como seria ter uma carreira solo. Até fiz uma camiseta com 'Blizzard of Ozz' escrito. Enquanto isso, no estúdio, Tony estava sempre dizendo: 'Devíamos soar como o Foreigner', ou 'Devíamos soar como o Queen'. Mas eu achava estranho que as bandas que antigamente influenciávamos agora estavam nos influenciando".

Depois deste disco, Ozzy tentaria sair do Sabbath pela primeira vez. Voltaria para gravar Never Say Die! (1978) e encerrar a fase clássica da banda criadora do heavy metal.  

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Polivox: Lobão, um músico talentoso virando apenas e tão somente um polemista

Por Pedro Zambarda
Postado originalmente na Whiplash.net


Meu xará carioca, o jornalista Pedro Sprejer, escreveu uma carta aberta ao músico Lobão que merece ser lida. Não sou militante de esquerda e tenho minhas críticas à esquerda, mas é realmente suspeita essa atual "onda conservadora" entre roqueiros brasileiros. O caso de Lobão vai além de simpatias ou antipatias ao governo do ex-presidente Lula, ao PT ou à presidente Dilma Rousseff. Me parece que o músico transformou-se numa espécie de agitador oportunista, aproveitando-se do atual contexto político, e fazendo pouca arte. O que são as músicas atuais de Lobão se comparadas à discografia das décadas de 80 e 90?

Segue a carta aberta de Pedro, que é muito mais completa do que qualquer explicação minha. O texto tem autorização do próprio autor.

por Pedro Sprejer

Eu te acompanho desde meados dos anos 80, quando, ainda criança, pulava na frente da TV, e do rádio ao som de “Vida Bandida” e “Corações psicodélicos”. Essas e outras canções constituíram o meu repertório afetivo-musical, e sempre olho para elas com carinho. Hoje, entretanto, sua voz me soa amarga. Acho que cansei dela. E me atrevo a falar em nome de outros fãs que estão desapontados com o papelão que você tem feito por aí.

Você e Cazuza foram os artistas mais provocadores da geração 80, os mais autênticos. Cazuza foi um libertário genial, com sua ironia, homossexualidade escancarada, e entrega total à vida. E você, com um rock maníaco-depressivo foi mesmo uma ovelha negra dentro da MPB, como gosta de dizer. Você acrescentou à MPB algumas doses a mais, trouxe euforia, porra-louquice, mas também melancolia e desespero, fazendo a trilha dos anos 80, entre festas homéricas e ressacas suicidas. E ainda colocou na canção brasileira, comportada e luminosa na maior parte das vezes, uma violência crua. A mesma violência que já estava nos filmes do Cinema Marginal, nos contos do Rubem Fonseca ou nas peças de Plínio Marcos.

Depois de debutar com um rock dançante adolescente, você enveredou por um lado selvagem da motocicleta. Mergulhou na vida louca e bandida dos anos 80 para contar a história do personagem que “chutou a cara do cara caído” e “bateu no seu melhor amigo” e também a do que “sem dó, nem pena, sem um telefonema, matou a família e foi ao cinema”. Você propôs um verão na boca do lixo, ainda que esse universo decadente e sujo às vezes se parecesse mais com uma história de Charles Bukowsky ou com o “Taxi Driver” de Scorcese.

Sua história deu um livro, Lobão. Você fez de tudo um pouco, inclusive “Me chama” e outras belas canções. Lançou discos bons, como “Nostalgia da modernidade” (1995). Lutou uma briga boa contra as grandes gravadoras e o jabá nas rádios. Fez também, vale lembrar, uma certa dose de músicas que me parecem muito ruins.

Mas o que eu acho curioso é como você é até hoje associado aos anos 80, mesmo tendo feito tantas coisas depois. Por algum motivo, ao longo das décadas seguintes, sua música foi saindo de cena lentamente. Aí te vimos ressurgir das estepes, lobo escaldado a latir com raiva, primeiro como um entrevistado que premiava os repórteres com declarações polêmicas, depois como apresentador de TV e, por fim, colunista da Veja.

Sua primeira aparição nacional como pugilista verbal foi na longa discussão com o Caetano, que teve ótimos momentos, e gerou sua incrível “Para o mano Caetano”, na qual acertou Caê à queima-roupa, brindando-o com o maravilhoso epíteto “dandi dendê”, batendo forte, mas também o reverenciando como mestre ao mesmo tempo. A discussão virou até matéria no Fantástico. Havia ali um diálogo interessantíssimo entre duas vertentes nem sempre opostas da canção brasileira, entre o tropicalismo e uma geração roqueira que o absorveu e negou ao mesmo tempo.

Só que parece que foi justamente isso que você perdeu, Lobão, a capacidade de dialogar, entrando numa certa “décadence sans elégancé”. Tornou-se uma das figuras beligerantes de “penas afiadas e garganta acelerada” tão bem descritas numa coluna recente do Thomaz Wood Jr.

Andou injuriando por aí gente como Chico, Tom, Gil e tantos outros. Não me entenda mal, acho saudável questionar ícones, em arte nada deve ser sagrado. Há de fato, muito o que se discutir na postura aristocrática e mesmo no conjunto da obra de nossos medalhões (vide o papelão que fizeram na questão das biografias). É verdade que nem a quase extinta bossa-nova, nem a sua filha MPB, como fizeram crer, são capazes de representar e traduzir o país, se é que isso um dia chegou a acontecer.

Só que a sua virulência leviana, o seu jeito de atacar os consensos sem nada de novo para oferecer, não me parece rebeldia, mas uma outra coisinha que às vezes é confundida ingenuamente com iconoclastia: niilismo. Isso mesmo, uma negatividade incapaz de criar qualquer horizonte.

É justamente o contrário do que faz o artista. Se é o artista quem puxa o nó da realidade e faz de tudo que vê um “link” para a criação, o difamador maledicente usa da retórica apenas para destruir e mortificar.

Sabe, Lobo, a gota d’água que me motivou a escrever esta carta-beliscão foi a besteira que você falou a respeito dos Racionais MC´s, um grupo que sempre admirei e que tem como líder aquele que é, sem dúvida, o melhor letrista a despontar no Brasil nos últimos 25 anos. (Se você não acredita, ouça “Eu to ouvindo alguém me chamar” ou “Capítulo 4, versículo 3”). Procure saber.

Então, Lobão, os Racionais são mesmo, como você escreveu no último livro que lançou, “o braço armado do PT”? Como é isso? Panteras-negras-bolivarianos? Ou uma facção leninista do PCC? Aliás, recentemente você voltou a provocar, chamando, em sua coluna na Veja, os Racionais, o MST e outros de “rebeldes chapa-branca”. Tentando botar uma pimenta na sua salada envenenada maluca, disse que Mano Brown e seus manos “sobem nos palanques, têm o beneplácito da mídia oficial bancada pelo governo e, mesmo assim, são revoltadíssimos com o sistema!”. Uma frase acusatória com vestes de denúncia desprovida de qualquer dado concreto, que desemboca rasteiramente numa bobagem malvada e infame.

Como se os Racionais não tivessem legitimidade para falar em nome da periferia. Como se qualquer discurso socialmente engajado fosse oportunismo. Ou os próprios rappers fossem apenas populistas que se beneficiam de um discurso revolucionário. Lobão, o golpe foi baixo, mas o movimento previsível demais. Você apenas pega o que outros articulistas de direita falam sobre Lula e encaixa grosseiramente em Mano Brown.

Você que viveu e cantou sua vida bandida no Leblon deveria ter mais boa vontade com o relato daqueles que vivem a vida loka nas ruas das Ruandas brasileiras. O Haiti é aqui, Lobo.

É curioso te ver reagir assim uma das expressões mais interessantes surgidas no Brasil dos anos 90, década em que o rock dos 80 foi perdendo a força até virar praticamente só a saudade da Legião e o “retorno triunfante” da Capital Inicial. Sim, é engraçado, pois foi justamente o rap, como o Chico Buarque notou, que fez com que a violência real do país passasse a jorrar na música brasileira, sedimentada desde os anos 30 em torno da ideia de conciliação e apaziguamento das tensões sociais. Se para você a MPB é “paumolescência” e o rap oportunismo, o que sobrará? Respondo: o niilismo. Lágrimas no escuro.

Lobão, você gritou “Lula” no Faustão, em 89, e, pelo andar da carruagem, qualquer dia ainda vai gritar “Olavo de Carvalho!” no Circo Voador. O problema, porém, não é a sua “conversão”. O triste é ver um músico talentoso virando apenas e tão somente um polemista, espalhando niilismo coxinha e faturando com a idiotização do país, a polarização burra. Lobo de patas dadas com as raposas, papagaiando e batendo palma pra macaco. Para um ex-fã é um espetáculo triste.

Greil Marcus, considerado por muitos o maior crítico musical americano, definiu o ethos do rock como “uma afronta à entropia” e “um combate contra a mesmice”. Talvez esses elementos estejam no ímpeto das suas críticas, Lobão, mas te falta uma noção básica de hegemonia e contra-hegemonia, para saber que hoje é você, e não o Mano Brown, quem está do lado mais poderoso, do lado daqueles que dão as cartas mais valiosas no país e no mundo, valendo-se do controle da economia e da mídia. Não, Lobão, os comunistas não mandam no Brasil. Você ainda não percebeu?

A triste conclusão, porém, é que talvez sejam justamente besteiras infundadas desse tipo que os seus novos admiradores querem ler. Eu não, me inclua fora dessa. Daqui em diante, dançarei “Corações psicodélicos” nas festas (como resistir?). E só.

Um abraço sincero e um gancho metafórico de esquerda, do teu ex-fã,

Pedro.

domingo, 13 de abril de 2014

Ouça, veja e sinta David Bowie

Só até o dia 20 de abril, domingo, você pode conferir uma exposição exclusiva baseada na carreira artística do cantor e músico David Bowie, no Museu da Imagem e do Som - o MIS, na Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo. Fui ver a mostra, que trouxe os figurinos de Bowie, gravações, registros e outros dados do "Elvis inglês" que revolucionou o rock dos anos 70, 80 e 90, permanecendo relevante até hoje.


Ao entrar no MIS, você pode conferir uma exposição gratuita do fotógrafo Mick Rock do lado de fora da mostra principal, que não inclui apenas fotos de David Bowie, mas também imagens de Lou Reed, Ozzy Osbourne, Blondie, Freddie Mercury, Syd Barrett, Joan Jett e até de Mick Romson, guitarrista de Bowie. Ao entrar na exposição exclusiva do camaleão inglês, você é proibido de tirar fotos e de filmar, coloca um fone de ouvido especial e embarca em uma viagem.

David Bowie: The Exhibition não foi organizada em ordem cronológica. Você começa por Space Oddity, de 1969, com o homem chegando na Lua, mas vê as fases Thin White Duke e os anos 80 em seguida. Vê pedaços dos anos 90. Vê a participação de Bowie em filmes. Vê as influências da arte oriental na roupa e na arte do cantor. E o que é inovador nesta mostra? Os fones de ouvido exibem músicas diferentes com os sensores dos ambientes dentro do evento.

Um dos pontos mais altos é o jogo de espelhos com o clipe de Starman, do personagem alien Ziggy Stardust, acompanhado pelo figurino andrógino de David Bowie. Essa exposição interativa mostra como Bowie tem diversas faces. Você se sente acompanhado pelo artista, e, ao mesmo tempo, tem uma experiência solitária e pessoal dentro de sua vida multifacetada.

Outro clipe também mostra David Bowie trancado dentro de um manequim estático cantando The Man Who Sold the World. Bowie também explica como utilizou uma máquina que embaralhava e buscava palavras em jornais e livros para sugerir termos para suas letras, buscando recursos para permanecer criativo e diferenciado. A mostra também mostra a recuperação, entre 2003 e 2013, de David Bowie até o lançamento do último disco, The Next Day.

A exibição toda vale por ouvir as músicas, que emocionam, ver as roupas de cada fase nos mínimos detalhes, além de instrumentos, trechos de documentários e análises sobre a obra estética, conceitual e cheia de conteúdo do roqueiro inglês. Se você é fã, não deixe de ir ao MIS conferir isso nesta última semana. Se você não conhece David Bowie, é uma excelente oportunidade para dar o pontapé inicial.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Entrevista com Neal Morse, cantor do Transatlantic: "Ao me tornar cristão, isso mudou toda a minha vida"

Por Diego Cabral Câmara e Pedro Zambarda
Originalmente postado na Whiplash.net.

Um dos mais conhecidos e exaltados músicos do progressivo da atualidade, o multinstrumentalista NEAL MORSE, conhecido por ter sido um dos fundadores da banda de rock progressivo SPOCK’S BEARD, além do projeto TRANSATLANTIC e de um artista solo, foi alvo de uma breve mas reveladora entrevista para o whiplash.net. Sempre bastante calmo e de serenidade impressionante, Neal conversou sobre sua saída da SPOCK’S BEARD, sobre sua carreira solo e o TRANSATLANTIC, com vindoura apresentação no próximo dia 13 de fevereiro, além de um pouco sobre sua vida dedicada ao cristianismo e como isso afeta sua música.

Neal Morse

Olá Neal, tudo bem? Você deixou o SPOCK’S BEARD em 2002, quando a banda lançou o álbum conceito “Snow”. Você lamenta alguma coisa nesta decisão? Qual a coisa que mais sente falta da banda nesses mais de 10 anos desde que saiu dela?

Neal Morse: Estou bem, obrigado. Eu não lamento em nada a minha saída do SPOCK'S. A coisa que mais sinto falta de estar naquela banda era o companheirismo dos rapazes. Eu realmente não percebi que nós não nos veríamos quase nada desde minha saída. Claro que ainda vejo meu irmão [Alan Morse, guitarrista do SPOCK’S BEARD], mas sinto muita falta dos [outros] rapazes.

O que você acha dos últimos trabalhos do SPOCK'S BEARD com o seu irmão Alan Morse?

Neal Morse: Penso que o último álbum deles está incrível! Um dos melhores que eles já fizeram.

Hoje, quanto o cristianismo afeta sua carreira solo? E sua performance enquanto vocalista no TRANSATLANTIC?

Neal Morse: Bem, ao me tornar cristão, isso mudou toda a minha vida. Então, a música que eu escrevo e as palavras que saem de minha boca... e enquanto estou cantando muitas vezes penso no Senhor. Quando eu primeiramente vim com tudo isto em 2002, eu estava tão entusiasmado em apenas cantar o que estava em meu coração no álbum “Testimony”. E desde então eu tenho feito as mesmas coisas, embora às vezes é um pouco mais para frente, e às vezes um pouco menos dessa maneira, mas a mensagem é a mesma.

Por que o TRANSATLANTIC não é o seu projeto principal? É porque Mike Portnoy não está sempre disponível? E os outros caras?

Neal Morse: Sim, agenda é definitivamente um problema. Mas eu sinto que está bom da maneira que está... nós nos juntamos e gravamos quando sentimos que devemos e está tudo bem. Houve alguns momentos quando eu senti que gostaria de gravar com a banda e não era possível por causa das agendas... mas tudo sempre funcionou bem no final.

Transatlantic

Você poderia fazer uma lista das 10 melhores bandas do rock progressivo e metal progressivo dos últimos anos?

Neal Morse: YES, GENESIS, KING CRIMSON, EMERSON LAKE AND PALMER, JETHRO TULL, GENTLE GIANT, SPOCKS BEARD, TRANSATLANTIC, FLOWER KINGS e PREMIATA FORNERIA MARCONI.

Quem são seus músicos e bandas favoritas?

Neal Morse: Muitos dos que estão na lista acima. Em adição a estes grandes artistas eu também adicionaria: PETER GABRIEL, PAUL MCCARTNEY, OS BEATLES e claro... THE WHO... todo o tipo de grandes músicos. Há muitos para contar!

Você ouve outros estilos de músicas? Quais?

Neal Morse: Eu escuto muito música clássica atualmente. Eu amo Beethoven, Mahler, Wagner... este tipo de música. Eu também ouço muita música cristã. Gosto de artistas como Steven Curtis Chapman, Jars of Clay, etc.

Como um cristão, o que você acha da Igreja Católica e do novo Papa Francisco?

Neal Morse: Ouço coisas boas sobre o novo Papa. Eu sei que tudo trabalha unido para o bem daqueles que amam a Deus!

O Heavy Metal pode ser um estilo para se cantar sobre questões espirituais?

Neal Morse: Acho que você pode cantar sobre coisas espirituais em vários estilos musicais. Pessoas cantam sobre questões espirituais no heavy metal todo o tempo. Eu sei que não é o estilo que domino, mas isso realmente não importa. As pessoas devem fazer aquilo que elas sentem, e isso é entre elas e Deus.

Vamos falar um pouco sobre esta nova turnê. O que as pessoas no Brasil devem esperar se forem ver o TRANSATLANTIC pela primeira vez?

Neal Morse: Certamente será uma noite cheia do prog! De verdade, será uma noite incrível de música para não ser perdida, por sem dúvida alguns dos melhores músicos do planeta na atualidade. Você simplesmente tem que vir! Você não vai se decepcionar!

Ouvimos seu novo álbum algumas boas vezes. “Kaleidoscope” é muito diferente dos outros lançamentos do TRANSATLANTIC. Há mais poder e energia do que no “Whirlwind”, por exemplo. Qual a pegada sua e do resto da banda nas gravações e composições deste novo álbum?

Neal Morse: Realmente fluiu de uma maneira linda. Digo, acho que nós gravamos as músicas mais rápido que nunca. Penso que fizemos 15 minutos de música no primeiro dia. Foi realmente espetacular. Foi um tempo mágico, penso eu...

Houve um grande número de resenhas antes do lançamento de “Kaleidoscope”, e então em torno de quatro dias antes do lançamento oficial eu vi que o álbum vazou na internet. O que você acha dos vazamentos de discos antes do lançamento e a distribuição ilegal? E especificamente sobre “Kaleidoscope”, a banda tomou alguma ação contra quem vazou ou sabe quem seria?

Neal Morse: Bem, nossa gravadora está de olho neste tipo de coisa e também tenho um cara que trabalha nestas coisas para mim. Eu penso que é esta a maneira do mundo agora. Mas eu desejo que as pessoas não façam isso. Eu acho que muitas vezes são fãs e eles pensam que estão nos ajudando, mas nós realmente preferimos que a música seja lançada pelos canais tradicionais. Ajuda a todos se os artistas fazem dinheiro com sua música, porque então nós podemos dar ao luxo de continuar fazendo isso!

Muitos dos fãs da música progressiva dizem que o TRANSATLANTIC é cada vez mais e mais uma banda cristã e falam como isso os irrita. Por outro lado, um álbum como “The Whirlwind” fala muito sobre questões importantes na vida atualmente e tocam o coração de muitas pessoas, cristãs ou não. O que você pensa sobre a música que você faz atualmente e como isto transmite sua própria vida?

Neal Morse: Bem, eu sou um cristão, claro, por isso certamente não me incomodo! Eu entendo que algumas pessoas não querem ouvir este tipo de mensagens... mas eu sei que as pessoas podem entender que, nas porções de música que eu escrevo no TRANSATLANTIC, eu devo escrever aquilo que sinto no meu coração. Eu certamente não estou tentando acertar alguém na cabeça com uma mensagem cristã, mas eu estou dizendo o que eu penso que é verdade e o que eu sinto que é importante. Eu penso que muitas pessoas apreciam isto e sentem também.

Portnoy fez muitas visitas ao Brasil: primeiro com o ADRENALINE MOB, e então com o WINERY DOGS e agora com o TRANSATLANTIC. Parece que Pete Trewavas também irá no mesmo caminho, agora com o TRANSATLANTIC e em maio ele voltará com o MARILLION por um show bastante esperado. Há alguma chance de vermos você outra vez no Brasil para, talvez, um show da banda solo? Talvez trazendo o FLOWER KINGS também?

Neal Morse: Nós amaríamos isto! Somente digam e nós amaremos estar aqui. Deixe-nos saber quando... nós apenas precisamos de um produtor que irá tomar conta de nós e fazer tudo ocorrer e nós adoraremos vir tocar a nossa música para este povo maravilhoso.

Para encerrar, há alguma mensagem que você gostaria de mandar para os seus fãs no Brasil?

Neal Morse: Eu não posso esperar para ver vocês face a face pela primeira vez! Penso que será um concerto maravilhoso e eu espero ver muitos de vocês lá. Que Deus os abençoe e até breve!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Cantor do Iron Maiden dá aula sobre música e pirataria na Campus Party

Por Pedro Zambarda, originalmente postado na Whiplash.net
Fotos: Campus Party/Flickr/Creative Commons

Na terça-feira, dia 28 de janeiro, o frontman do Iron Maiden, Bruce Dickinson, deu uma aula sobre música e empreendedorismo a partir das 13h. No entanto, o cantor também falou bastante sobre pirataria e downloads ilegais, dando exemplos de como o Maiden aprendeu a ganhar dinheiro com os fãs mesmo sem faturar tanto com os discos.


"Fazemos as turnês para cobrir os custos de um disco novo. É puxado, mas, ao fazer shows em todos os continentes, nós conseguimos fazer isso. E eu criei minha empresa de aviação para suprir uma necessidade do Iron Maiden", explicou Bruce, ao tirar sarro de contadores e dos profissionais responsáveis pelas finanças da banda.

Depois de falar sobre o sucesso da Apple, a suposta "maldade" da Microsoft e sobre produtos de sucesso, Bruce então falou sobre como ganhar dinheiro na música mesmo com downloads ilegais.


"Nós músicos sabemos que vocês baixam músicas ilegalmente. Vamos fazer o que em relação a isso? Virar e dizer 'malditos fãs, eles não querem pagar pela música'? Transformar consumidores em inimigos? Claro que não. Temos que ser criativos para encontrar soluções. As gravadoras não tem fãs, e é por isso que elas estão acabando", explicou o cantor.

Foi nesse momento da palestra, perto do fim, que Bruce Dickinson falou de sua última sacada de marketing contra o mercado de downloads ilegais. "Tivemos uma ideia bacana nos últimos tempos. Vendemos camisetas e outros produtos com a marca Iron Maiden. Rende? Rende um pouco. Mas pensamos em um outro produto que tem tudo a ver com nosso público. Quando você está ouvindo Iron Maiden, o que você gostaria de fazer? Beber cerveja, claro! Então fizemos a cerveja Trooper, para você baixar nossos CDs e, claro, tomar a sua cervejinha".


O cantor falou bastante sobre como a música sobrevive com fãs fieis e produtos diferenciados como a cerveja Trooper. E cravou a seguinte frase que guiou toda a palestra: "Você não está vendendo um produto, mas está sim vendendo uma única coisa, que é uma relação com o consumidor, com o fã".

domingo, 22 de setembro de 2013

Banda Gameboys tocará rock de videogame de graça em São Paulo

O grupo de rock Gameboys irá tocar temas de jogos Mario, Zelda, Sonic, Street Fighter, Final Fantasy, Chrono Trigger, Castlevania, Mega Man e Pokémon no próximo dia 3 de outubro em São Paulo. O show será gratuito no Teatro da Faculdade Santa Marcelina (FASM), a partir das 20h30.


A banda promete não só arranjos de rock nos temas, mas também influências de salsa e jazz no som. A apresentação é o primeiro evento oficial da banda desde o ingresso de Joel Bertolini, baterista que vem substituir Fernando Lima.

Os Gameboys se formaram em junho de 2007, com Fernando Lima (bateria), P.H. Mazzilli (baixo), Ricardo Marques (guitarra) e Wilson Esteves (teclados). Todos eram, na época, alunos do curso de música da Faculdade Santa Marcelina, e resolveram interpretar temas de jogos de videogame que marcaram a geração dos anos 80 e 90, em consoles como Nintendinho, Master System, Mega Drive, Super Nintendo, Playstation e Nintendo 64. Eles já abriram o evento Videogames Live (Canecão, RJ, 2009), já se apresentaram em diversos palcos em São Paulo (Teatro da FASM, PUC, Unicamp, Memorial da América Latina, etc), além de festivais em Amparo (SP). Eles também fizeram o arranjo da música First Tower, parte da trilha sonora do jogo independente Out There Somewhere, idealizado e produzido no Brasil pela MiniBoss.

Os GameBoys possuem um canal no Youtube. O último vídeo no ar é uma versão rock da música de batalha de Pokémon, lançado em julho. Confira abaixo:


Serviço
Data e horário: 3/10/2013, quinta-feira, às 20h30
Duração: 110 min.
Local: Teatro da FASM (Faculdade Santa Marcelina)
Endereço: Rua Dr. Emílio Ribas, 89 - Perdizes, São Paulo
Informações: (11) 3824-5800
Indicação Etária: LIVRE
Acessibilidade: Sim
Capacidade: 304 lugares
Entrada franca

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O que aconteceria se a Sonata ao Luar, de Beethoven, encontrasse a Marcha Imperial, de Star Wars?

O resultado seria este, a música erudita original com improvisações em um vídeo do compositor e intérprete Richard Greyson, de 2009.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Claude Debussy faria 151 anos hoje. Compositor descontruiu e construiu o tempo na música

O francês Claude Debussy é, ao lado de Igor Stravinsky e Arnold Schoenberg, um dos principais nomes do começo do século 20 na música erudita, que ajudou a desconstruir o romantismo tradicional de Beethoven, no impressionismo. O Google fez hoje uma bonita homenagem ao músico, colocando a música Clair de Lune.


No entanto, se você quer conhecer o Debussy que explora a dissonância e a desconstrução, sugiro conhecer abaixo a música Etude No. 1 'Pour les cinq doigts', além de ler uma entrevista com Vladimir Safatle, professor de Filosofia da Música na FFLCH-USP, no Estadão (é velha, de 2010, mas vale).

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Os 50 anos de James Hetfield, do Metallica, em cinco vídeos

O guitarrista e cantor James Hetfield, frontman do Metallica, completou 50 anos no dia 3 de agosto de 2013. Ele nasceu em Downey, no estado americano da Califórnia. O artista foi um dos fundadores da banda de heavy metal em 1981, ao lado do baterista Lars Ulrich. Com cinco décadas de idade, o cantor começou no rock'n'roll em 1978, nos Estados Unidos.

James Hetfield em 2012, na cidade de Paris. Foto: Wikimedia Commons
Para homenagear sua carreira e seu aniversário, selecionamos cinco vídeos que mostram sua relevância musical com o Metallica.

1º) O Metallica tocou de The Four Horsemen em 1986, na cidade canadense de Quebec. A música é a segunda do disco de estreia da banda, Kill'Em All, de 1983. O período era considerado de ouro da banda, mas tanto Hetfield quanto seus companheiros ainda eram iniciantes nos palcos, tocando de maneira mais crua. O vídeo está disponível apenas no YouTube, neste link (embed não está liberado).

2º) Em Seattle, no ano de 1989, a banda tocou a música Blackened, do disco ...And Justice for All (1988). James Hetfield ganhou mais qualidade técnica como guitarrista base, embora a composição ainda soe como uma porrada dos primeiros anos da banda. Confira abaixo.


3º) No MTV Awards de 91, o Metallica tocou Enter Sandman, de seu álbum preto lançado no mesmo ano. Apesar do peso, James toca de uma mais simples e até pop. Foi a fase de maior sucesso do cantor após o começo da banda, apesar de muitos fãs gostarem mais de composições antigas do grupo.


4º) Na Holanda, em 96, James Hetfield sozinho, com um violão, tocou Mama Said, música do disco Load (1996). Considerado um dos menos heavy metal da carreira da banda, o material é odiado por alguns fãs, mas tem seu valor no mercado musical. E mostra um Hetfield buscando novas influências.


5º) Em 2009, na cidade de Quebec, Canadá, James Hetfield tocou a música My Apocalypse, do disco Death Magnetic (2008). A música marca um retorno do Metallica ao som genuinamente pesado.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O guitarrista "pai do heavy metal" é neto de brasileira

Tony Iommi, o guitarrista canhoto criador das músicas Iron Man, Paranoid e War Pigs (ao lado de Ozzy Osbourne e do Black Sabbath), é neto de uma brasileira. O inglês de Birmingham seria um descendente do Brasil.


A informação está em sua autobiografia, "Iron Man: Minha Jornada com o Black Sabbath", que foi traduzida pela editora Planeta para o português. 

O pai chamava-se Anthony Frank Iommie e era filho de uma brasileira. Já a mãe, Sylvia Maria, era italiana. Embora tivessem religião, Tony Iommi herdou apenas a crença em Deus, sem nenhuma filiação à Igreja Católica.

"Acho que minha avó era do Brasil. Meu pai nasceu no aqui (na Inglaterra). Ele tinha cinco irmãos e duas irmãs. Meus pais eram católicos, mas só os vi ir à igreja uma ou duas vezes", diz o guitarrista. A revelação aparece no primeiro capítulo do livro, "O nascimento de um lobinho".

Além de Ozzy, Tony Iommi teve parcerias históricas com Ronnie James Dio, Glenn Hughes e Ian Gillan do Deep Purple. Também formou os músicos Ray Gillen e Tony Martin, dentro do Black Sabbath, entre 1986 e 1995.

Fonte: Whiplash.net

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Concerto Games Classic vai rolar na cidade de Curitiba

Você gosta de música erudita e de videogame? A cidade de Curitiba recebe no mês de julho o evento Games Classic. 


Composto por uma orquestra com 45 músicos instrumentistas, coral com 12 cantores e uma banda de rock, o espetáculo traz a energia das trilhas sonoras dos grandes clássicos dos videogames.

O evento apresenta uma proposta inovadora e imersiva. Diante de telões, a orquestra toca em sincronia com vídeos e show de luzes, trazendo a plateia para dentro do universo dos games.

Um dos destaques desta edição do Games Classic é participação do músico Nino, um dos pioneiros da Game Music, guitarrista e fundador da popular banda MegaDriver. Com sua guitarra estilizada, Nino executará os temas de dois jogos que consagraram sua banda, Sonic The Hedgehog e Top Gear.


O espetáculo terá, ao todo, 90 minutos de duração, abordando games clássicos como Super Mario Bros, The Legend Of Zelda, Chrono Trigger, Final Fantasy, Diablo, World Of Warcraft, Street Fighter 2, Mega Man, entre diversos outros.

O Games Classic será realizado no dia 28 de Julho, domingo, às 16h. Ocorrerá no Teatro Guaíra em Curitiba, Paraná.

Mais Informações: gamesclassic.com.br

segunda-feira, 25 de março de 2013

Dark Side of The Moon, do Pink Floyd, completa 40 anos em 2013: O que você deveria saber sobre esse disco?

Oitavo álbum em estúdio, o Pink Floyd lançou o disco The Dark Side of The Moon no dia 1º de março de 1973, 40 anos atrás. O material é considerado um marco no rock progressivo e na música internacional, ditando tendências da década de 70 e nas composições conceituais, que trabalham com um enredo por trás das faixas instrumentais e das canções.


Há detalhes sobre o sucesso e a peculiaridade de Dark Side no mundo do rock. Você pode conferir a seguir:

- O disco foi gravado em duas sessões, em junho de 72 e em janeiro de 73, no Abbey Road Studios, em Londres, no mesmo lugar que os Beatles gravaram seu último disco. O local fica perto da estação St. John Wood de metrô, em um bairro onde os Rolling Stones também compuseram parte de Satisfaction, no coração do Reino Unido.

- Exceto pelas músicas Speak to Me e Any Colour You Like, o baixista Roger Waters participou da maioria das composições de Dark Side. O álbum foi o primeiro material que Waters conseguiu elaborar conceitos de conflito, ambição, passagem do tempo e distúrbios mentais na criação das letras.

- O engenheiro de som era um homem chamado Alan Parsons. O sucesso de Dark Side foi tanto que motivou Parsons a formar seu próprio grupo, chamado Alan Parsons Project. A qualidade da sonoridade do Pink Floyd foi melhorada graças aos sintetizadores incluídos no som. David Gilmour, Roger Waters, Nick Mason e Richard Wright também participaram da produção do disco.

- Assim que foi lançado, Dark Side chegou no topo do ranking da Billboard Top LPs & Tapes, nos Estados Unidos. O disco ficou no ranking por 741 semanas, até o ano de 1988, quando Waters estava fora da banda e gastando muito dinheiro em processos contra David Gilmour e outros integrantes do Floyd.

- As vendas estimadas do álbum são de 50 milhões de cópias autenticadas. O disco está no topo dos mais vendidos da história, junto com Thriller, de Michael Jackson, no primeiro lugar.

- Há um livro traduzido para o português chamado de The Dark Side of The Moon: Os Batisdores da Obra-Prima do Pink Floyd. O livro foi escrito por um jornalista e crítico da BBC, John Harris, que acompanhou de perto o fenômeno do quarteto de músicos do rock progressivo.


Sabe mais detalhes do Pink Floyd? Deixe seus comentários no Bola da Foca.

sexta-feira, 1 de março de 2013

The Next Day, de David Bowie, pode ser ouvido de graça no iTunes

O camaleão do rock, David Bowie, ficou praticamente 10 anos sem material novo e vai lançar em 2013 o disco The Next Day. Para os fãs, ele liberou um streaming gratuito do álbum inteiro no iTunes até o dia 13 de março. Você pode ouvir neste link!



Antes desta página no iTunes com streaming, Bowie liberou duas músicas: We Are We Now e The Stars (Are Out Tonight). Resenhas em publicações como NME deram nota 8 de 10 para o novo álbum de David Bowie.

E ai, ansioso? Ouça agora.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Blind Guardian revela nomes das novas músicas de um álbum previsto para 2013

A banda de power metal Blind Guardian revelou os nomes de algumas músicas de um álbum previsto para ser lançado ainda em 2013. Encrypted Time, The Ocean, The Irish Hill, Prophecies, Soundtrack 2 e Midtempo Song são os nomes de algumas músicas citadas em uma carta escrita pelo vocalista da banda, Hansi Kürsch.


Segundo Hansi, a banda sofreu influências do rock progressivo de Emerson, Lake & Palmer (ELP) e do art rock do Savatage. O cantor também descreve Prophecies como uma música com elementos orquestrais e progressivos de bandas como o Queensrÿche. O título Encrypted Time foi inspirado, provavelmente, na paixão do guitarrista André Olbrich pelo jogo do MMORPG World of Warcraft.

Ou seja, podemos esperar um material muito bem trabalhado do Blind ainda neste ano.

Notícia via Whiplash.net

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Dupla de orientais faz um cover de Gangnam Style no violão

Uma dupla de garotas orientais fez um cover acústico, uma versão, da música Gangnam Style, do rapper Psy. A composição retira os efeitos eletrônicos e a edição pop e deixa uma música simples, mas agradável e macia para o ouvinte. Parece um pouco com a bossa nova brasileira.


Psy é rapper e atualmente se tornou um ícone do chamado K-pop, a música popular sul-coreana. Seu nome verdadeiro é Park Jae-sang e ele nasceu em 1977. Ele começou a aparecer na televisão coreana em 2000, após abandonar os estudos na Universidade de Boston, nos Estados Unidos.

O vídeo de Gangnam Style original foi visto 1,2 bilhão de vezes desde que foi publicado em julho de 2012. A agência AFP informou que a música Gangnam Style gerou ao todo US$ 8 milhões ao YouTube só em publicidade no YouTube.

EDIT: As duas orientais são, na verdade, Janice e Sonia. Elas vivem em Sydney, na Australia, e tem parentes sul-coreanos. No dia 16 de fevereiro de 2013, o vídeo chegou em 10 milhões de pageviews no YouTube. Mais informações no canal Jayesslee.

Veja abaixo o cover das duas orientais.


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