quinta-feira, 31 de julho de 2014

Prefeitura de São Paulo vai criar política pública para grafite, diz Vejinha

Por Pedro Zambarda

A gestão Fernando Haddad (PT) na Prefeitura de São Paulo vai criar uma comissão para cuidar da arte de rua na capital. Os grafites de São Paulo deverão ter tratamento melhor do que a famigerada tinta cinza usada pela prefeitura para encobri-los.


O grupo será formado por representantes da prefeitura, grafiteiros, artistas que trabalham com estêncil e lambe-lambe e especialistas em urbanismo.

Uma lei federal de 2011 estabelece que o grafite não é crime, desde que autorizado pelo proprietário do muro. Em São Paulo, quando há dúvida se a intervenção é pichação ou arte, as equipes das subprefeituras devem enviar fotos para uma análise das imagens. Se essa comissão concluir que artistas não são criminosos, a expressão poderá ser preservada legalmente.

Em 2013, Haddad se reuniu com alguns artistas e deu início ao processo de diálogo. Somente a subprefeitura da Sé gasta 23 mil reais por mês para cobrir uma média de 20 mil metros quadrados de pichações. Até junho deste ano, a subprefeitura havia pintado 97 mil metros quadrados com tinta cinza.

Via Veja São Paulo e Brasil Post

12ª Flip deve reunir 25 mil visitantes em Paraty. Homenageado é Millôr Fernandes

Agenda inclui cerca de 200 atividades, entre debates, shows, exposições, oficinas, exibições de filmes e apresentações escolares

Por Agência Brasil, via Portal Brasil


A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), um dos maiores eventos literários do mundo, iniciou sua 12ª edição nesta quarta-feira (30). Os ingressos para as 20 mesas de debates foram esgotados em poucos dias e nem mesmo a chuva e o frio parecem incomodar os visitantes que passeiam pelas ruas de paralelepípedos desnivelados da cidade histórica de Paraty, na Costa Verde fluminense, às vésperas do evento.

A estimativa de público para os cinco dias de evento é de cerca de 25 mil pessoas, quase a população total da cidade, de pouco mais de 30 mil habitantes. Segundo a prefeitura, a ocupação hoteleira já chega a 92% e deve alcançar os 100% no fim de semana.

As atividades desta terça (29) ficaram por conta da Flipinha, um dos eventos paralelos à feira, voltado para o público infanto-juvenil. Apesar da chuva e do frio, a tenda de 700 metros quadrados ficou repleta de pais, professores e, sobretudo, crianças, que apresentaram os trabalhos desenvolvidos nas escolas da região ao longo do ano.

A auxiliar administrativo-financeiro, Will Gonçalvez, levou a filha de 3 anos, que se apresentou no palco com os coleguinhas da escola. Para Will, que participa da Flip há dez anos, a inclusão das crianças na festa tem se intensificado. “A organização está tendo uma preocupação maior com as crianças, que estão participando mais. Isso é muito bom, pois contribui para a formação de futuros leitores”, avaliou. “Ela tem os livros dela, gosta de pegá-los, saber do que tratam. Percebo que ela já tem muito interesse”, completou.

A curadora da Flipinha, Gabriela Gibrail, explicou que, além das atividades permanentes, foi criada uma biblioteca com acervo de 12 mil livros para as crianças e adolescentes da cidade. “A Flipinha é uma festa para comemorarmos os resultados deste trabalho de base desenvolvido ao longo do ano”, comentou ela.

Quarenta e sete autores estão confirmados no evento oficial e a agenda inclui cerca de 200 atividades, entre debates, shows, exposições, oficinas, exibições de filmes e apresentações de escolas.

Uma das novidades deste ano é que o show de abertura, com a apresentação da cantora Gal Costa, foi gratuito. Além disso, haverá transmissão ao vivo da programação principal em um telão na praça central da cidade. O evento também poderá ser visto pela internet.

O homenageado desta edição, o escritor, cartunista, dramaturgo e jornalista Millôr Fernandes, que morreu em 2012, terá mesas de discussão sobre sua obra e importância para a sociedade brasileira e até um jornal diário durante todo o evento, o Daily Millôr. Os debates serão divididos em temas: Crítica ao Poder,  Imprensa, Questão Indígena, Ciência e Humor.

Os eventos paralelos são gratuitos e também muito disputados. O FlipZona, criado em 2009, é dedicado aos leitores adolescentes. O Circuito Off Flip, criado há dez anos para prestigiar as produções artísticas e culturais alternativas e independentes, cresceu tanto que divide as atenções dos participantes do circuito oficial com atrações espalhadas pela cidade e dezenas de autores e convidados.

Pela primeira vez em Paraty, a antropóloga equatoriana Janet Yepez pretende assistir aos debates sobre poesia e questão indígena, além de participar de algumas atividades da Flipinha. "Faço canções de ninar para crianças, então, para mim algumas atividades da Flipinha são imperdíveis, pois esse mundo das crianças para mim é incrível", disse. Janet pretende voltar a Paraty para conhecer melhor a cidade. "É uma cidade belíssima, mesmo com chuva. Voltarei com certeza”.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Manifestantes protestam contra posição do Brasil de condenar ofensiva de Israel

Da Agência Brasil
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Mais de 100 pessoas participaram de uma manifestação hoje (30) em frente ao Ministério das Relações Exteriores contra a posição do governo brasileiro de condenar Israel "por uso da força desproporcional" na Faixa de Gaza.


Líderes dos manifestantes foram recebidos pelo subsecretário para Assuntos de África e Oriente Médio, o embaixador Paulo Cordeiro, e conversaram por cerca de uma hora. O embaixador recebeu um manifesto de entidades cristãs e da comunidade judaica no Brasil. Segundo a assessoria de imprensa do ministério, os documentos serão analisados pelo Itamaraty.

Para os manifestantes, o governo brasileiro errou ao condenar Israel sem fazer qualquer menção ao movimento islâmico Hamas. Os manifestantes, de igrejas evangélicas e da comunidade judaica, também criticaram a decisão do governo brasileiro de chamar o embaixador do Brasil em Tel Aviv para consultas.

Segundo Kélita Rejanne Machado Cunha, que participou da manifestação, o subsecretário disse que o Brasil não tem a intenção de romper relações diplomáticas com Israel, mas não há previsão de retorno do embaixador brasileiro para Israel. De acordo com a manifestante, Cordeiro também enfatizou que o país não é a favor dos atos praticados pelo Hamas.

A manifestante acrescentou que a comunidade judaica e cristãos vão continuar a defender uma mudança na postura do governo brasileiro. “A gente vai continuar a dizer que o Brasil precisa ter uma posição coerente, de equilíbrio, uma postura de mediador. Essa forma do Brasil conduzir a situação não vai levar a nenhum tipo de solução”, acrescentou.

Na última quinta-feira (24), o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, defendeu a posição do governo brasileiro que, em nota divulgada no dia 23, condenou “energicamente o uso desproporcional da força” por Israel em conflito na Faixa de Gaza, levando à morte centenas de civis. O ministro também disse que o Itamaraty já havia divulgado nota condenando o movimento islâmico Hamas pelos foguetes lançados contra Israel, e também Israel pelo ataque à Faixa de Gaza.

O chanceler também defendeu a posição brasileira assumida no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. O Brasil votou favoravelmente à condenação da atual ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza e à criação de uma comissão internacional para investigar todas as violações e julgar os responsáveis.

Vencedores do chamado Nobel Alternativo assinaram uma declaração em que denunciam a "matança" de crianças e civis em Gaza e exigem o fim do conflito. "Como vencedores do Right Livelihood Award, popularmente conhecido como Prêmio Nobel Alternativo, nós condenamos energicamente a matança de centenas de crianças e civis inocentes, executada em Gaza pelo exército israelita, além do indiscriminado lançamento de mísseis por parte do Hamas sobre civis de Israel", diz o comunicado.

No abaixo-assinado, subscrito por 56 vencedores, é citado o abastecimento precário de água e eletricidade em Gaza, situação que ficou pior ao longo dos 23 dias de confronto, e o fato de "aproximadamente 24% de todos os que perderam as suas vidas em Gaza serem crianças". Entre os assinantes estão o brasileiro Leonardo Boff, professor universitário conhecido pela defesa de causas sociais; o canadense Tony Clarke, fundador do Instituto Polaris, que apoia movimentos civis pela mudança social democrática; e o holandês Theo van Boven, professor emérito de Direito Internacional e ex-diretor da Divisão para os Direitos Humanos das Nações Unidas, em 1977.

O prêmio foi fundado em 1980 e é apresentado todos os anos no Parlamento da Suécia. O prêmio nasceu da necessidade de "honrar e apoiar aqueles que oferecem respostas práticas e exemplares aos desafios mais urgentes que enfrentamos hoje". O Right Livelihood já foi entregue a 153 pessoas de 64 nacionalidades diferentes.

Os 42 demitidos do Metrô

Por Mídia NINJA
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Os vagões seguem carregando 4,6 milhões de pessoas todos os dias em São Paulo. Mas para esses 42 trabalhadores demitidos a greve histórica do metrô não acabou.

Diego Guimarães Pereira, Camila Ribeiro Duarte Lisboa, Ricardo Senese, Celina Mara Araújo Maranhão e Alex Alcazar Fernandes 
Está nos olhos de cada um dos retratados a coragem necessária de parar São Paulo há alguns dias da estreia da Copa do Mundo. Nesta cidade de 20 milhões de habitantes, o enorme déficit no transporte público e um clima de insegurança - orquestrado por uma campanha apocalíptica da grande mídia - foram os elementos que possibilitaram uma das mais importantes greves do ano no país.

Em terra de maquinista grevista é rei

O sangue frio, o jogo de xadrez, as táticas e estratégias para protagonizar mudanças trabalhistas em um ambiente dominado por ganância. A demissão sumária dos 42 grevistas foi a última cartada do governo, de um estado dito democrático mas que permite a criminalização e o esmagamento das lutas sociais.

Foram demitidos com base nos artigos 260 a 262 do Código Penal, que trata do impedimento ao funcionamento de transporte público e de estradas de ferro, e 482 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que prevê justa causa por "incontinência de conduta ou mau procedimento".

Conquistas, vitórias. Demissões à parte

A empresa que comanda o Metrô não conseguiu comprovar nenhuma das acusações contra os metroviários e chegou ao absurdo de emitir uma segunda justificativa das demissões, numa tentativa de corrigir o erro cometido.

Uma campanha nacional de luta pela readmissão foi proposta pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo, que teve como deliberações o uso do adesivo da campanha pela readmissão, a suspensão das horas extras, um abaixo-assinado, a realização de ato-show e atos públicos pela readmissão. Entre as iniciativas está também uma ação na Justiça, cujo documento foi protocolado na última quinta-feira (16).

A primeira vitória da campanha foi a reincorporação de dois trabalhadores demitidos "por engano", o que mostra, segundo o informativo do Sindicato, que é possível reverter as outras demissões.

A multa milionária solicitada pelo Ministério Público Estadual (MPE) aos metroviários de São Paulo no valor de R$ 354,4 milhões foi rejeitada pela Justiça. Na decisão foi avaliado que a Justiça Comum não pode analisar a ação que julga o direito de greve da categoria.

Nós somos metroviários

“Nossa luta não é só pela readmissão dos metroviários. É também pela readmissão dos trabalhadores do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], pela libertação dos presos políticos e contra a repressão imposta aos movimentos sociais”, disse o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Prazeres.

A luta dos metroviários é contra os ataques ao direito de liberdade de manifestação e de organização, em defesa do direito de greve e em defesa do transporte público de qualidade.

Felipão recebeu R$ 4,1 milhões de rescisão contratual com a CBF, diz Folha

Por Pedro Zambarda

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) vai gastar R$ 4,1 milhões na rescisão de contrato com o técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão, responsável pelo 7x1 que o Brasil sofreu contra a Alemanha na Copa do Mundo 2014 em nosso país. Informação é do jornal Folha de S.Paulo nesta quarta-feira.



O valor total do desligamento da comissão técnica, incluindo o coordenador Carlos Alberto Parreira e o auxiliar Flavio Murtosa, passou R$ 9 milhões, de acordo com a publicação. O presidente José Maria Marin dissolveu a comissão no dia seguinte ao da final da Copa, em 14 de julho.

A seleção brasileira encerrou o torneio em quarto lugar após um final desastroso, com derrotas categóricas contra Alemanha e, depois, ao enfrentar a Holanda. A demissão foi sem justa causa para os três funcionários.

Via DCM e Terra

Pesquisadores brasileiros da Embrapa desenvolvem teia de aranha sintética

Por Andreia Verdélio, da Agência Brasil
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Por essa, nem o Homem-Aranha, super-herói dos quadrinhos, esperava. A fabricação de teias de aranha em laboratório é realidade para pesquisadores brasileiros, que, no futuro, podem também fazê-las crescer em plantas.


A pesquisa é desenvolvida na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília, e liderada pelo pesquisador Elíbio Rech. Ele explica que a teia de aranha é um produto com alta aplicabilidade comercial e a forma como pode ser produzida define o conceito de sustentabilidade e uso racional da biodiversidade.

“Nós não precisamos mais entrar na floresta para pegar nenhuma aranha. Você vai lá, conhece as propriedades, pega alguns poucos organismos, retira o que precisa e nunca mais volta, você faz sintético. Esse é o caminho real de sustentabilidade, usar a tecnologia para que você não tenha que devastar a floresta para isolar um determinado composto”, disse o pesquisador.

Rech conta o caso da artemisina, produzida pela planta artemísia, um forte componente contra a malária. “Foi feita uma avaliação e começaram a produzir em larga escala, mas foi economicamente inviável porque precisava de áreas enormes. Então, usando a engenharia genética, um grupo da Califórnia produziu em levedura e o composto foi lançado por uma empresa farmacêutica no ano passado. Um produto contra a malária, que veio de uma planta, mas que não precisa mais usar a planta, você faz tudo sintético.”

A pesquisa da Embrapa começou em 2003 com a prospecções na Amazônia, na Mata Atlântica e no Cerrado de aranhas que produzem fibras e o mapeamento genético das glândulas que produzem as proteínas que vão dar origem à seda da teia.

Segundo a pós-doutoranda da Universidade de Brasília (UnB) Valquíria Lacerda, que trabalha no projeto, a criação em laboratório das proteínas da aranha é feita pela bactéria Escherichia coli. “Ainda não existe um organismo ideal para produzir em grande quantidade. Tem pesquisadores que já colocaram em células de mamíferos, de insetos, em bactéria, o mundo inteiro ainda procura uma biofábrica ideal para fazer extração reduzindo o custo desse material”, disse a bióloga.

O passo seguinte consiste na extração das proteínas. Para isso, a massa de bactérias E. Coli é diluída em meio líquido e as proteínas de teia de aranha são resgatadas com uma sequência de DNA específica. Com auxílio de uma seringa especial que simula a espirineta (órgão da aranha que expele a teia), os pesquisadores vão liberando e enrolando a fibra.

“Da última vez, de 100 microlitros, que é a décima parte de um mililitro, conseguimos fazer um fio muito grande, foram mais de 10 metros, rendeu bastante”, contou Valquíria, explicando que as fibras de teia de aranha natural podem variar de 2 a 4 nanômetros e a produzida na Embrapa tem em torno de 40 nanômetros. “De 20 a dez vezes mais espesso do que encontramos na natureza, o que pode ajudar a ser mais forte”, destacando que os próximos passos envolvem testes de extensão e resistência.

Para explicar os possíveis usos dessa fibra, o pesquisador Elíbio Rech faz a comparação com o plástico, ou seja, serve para quase tudo. “É um material novo que tem duas características, flexibilidade e resistência, e também é biodegradável. Ele tem uma característica física que permite um melhor desempenho para tudo.”

Pode ser usado na produção de tecidos, em fios para sutura, para quem tem alergia ao nylon, por exemplo, e também em nanopartículas para o endereçamento preciso de drogas e medicamentos no corpo humano.

Também em composições metálicas e plásticas para placas e peças de aviões e para os cascos de navios. “Qualquer material que dure mais vai reduzir o custo de manutenção. Ao conseguir fazer com que um material trabalhe mais e seja mais leve, você também reduz o gasto de combustível, reduz emissão de gás carbônico na atmosfera, então tem todo um ganho direto e indireto do uso de um material como esse”, disse Rech.

Além das inúmeras aplicações e benefícios para o desenvolvimento de diversos setores da economia, o fato de os estudos serem baseados em aranhas brasileiras permite agregar valor à biodiversidade nacional.

Segundo Rech, a tecnologia da produção de fios de teias de aranha já está dominada. O próximo passo é definir um meio econômico, rápido e seguro para a sua produção em larga escala. “O nosso interesse era juntar as duas coisas, que nós possamos produzir essa fibra, que está sendo feita hoje em bactéria, em uma semente de soja ou em outra planta, de forma a reduzir o custo de produção.”

Os pesquisadores já fizeram testes preliminares para introduzir em plantas, mas precisam de mais pessoas para compor o grupo. “No setor público temos dificuldade em manter os grandes cérebros, as pessoas vêm, ficam um tempo, recebem outras propostas e acabam saindo. Isso não é ideal para o projeto, mas faz parte da formação, o país ganha com isso”, disse Rech.

Para o pesquisador, a empresa pública já cumpriu seu papel de gerar um ativo tecnológico ao produzir essas fibras em bactérias. “Esse é um potencial produto muito importante, agora o setor privado tem que fazer a outra parte, escalonar e transformar isso em um produto comercial. Ainda precisamos reduzir um pouco o custo de produção, nós saberíamos como fazer, também com outro laboratório e equipamentos, mas, como eu disse, faltam pessoas para colaborar com a gente.”

A utilização de plantas, micro-organismos e animais geneticamente modificados como biofábricas é estudada para a produção não apenas desses fios, mas também de medicamentos e outros insumos essenciais à população.

Na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia são desenvolvidos estudos em plantas de soja transgênica capazes de produzir o fator 9, uma proteína responsável pela coagulação do sangue. Os hemofílicos não produzem essa proteína e precisam dela para melhorar a sua qualidade de vida.

Também há a soja com gene que estimula o hormônio do crescimento (GHC) e plantas transgênicas para combater a aids. “A soja é uma planta realmente maravilhosa porque é uma semente que tem 40% de proteína e o restante de óleo”, disse Rech. “Você tem uma semente e um sistema de produção fenomenais. É imbatível.”

Segundo a Embrapa, o faturamento da biotecnologia na indústria farmacêutica mundial cresceu muito nas últimas décadas e hoje alcança aproximadamente US$ 10 bilhões ao ano. Os produtos biotecnológicos estão em franco desenvolvimento e hoje alcançam 10% dos novos produtos atualmente no mercado.

Todas essas pesquisas são realizadas em parceria com outras unidades da Embrapa, instituições de pesquisa e universidades do Brasil e do exterior.

Uso da internet nas escolas públicas cresce, mas conexão é lenta

Por Fernanda Cruz, da Agência Brasil
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O percentual de professores de escolas públicas que utilizaram a internet durante as aulas em 2013 foi 46%. O número representa crescimento de dez pontos percentuais em relação a 2012 e foi divulgado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), na pesquisa Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação (TIC Educação).



O levantamento, feito com 994 escolas públicas e privadas de todo o país, revelou também que a velocidade de conexão com a internet é menor nas instituições públicas do que nas particulares. Os dados revelam que 43% das escolas particulares dispõem de internet com velocidade entre 5 e 10 mega. Por outro lado, entre as instituições públicas, 52% contam com conexão a internet de até 2 mega.

Entre os recursos educacionais mais usados pelos professores, estão imagens, figuras, ilustrações ou fotos (84%), textos (83%), questões de prova (73%), vídeos (74%), jogos (42%), apresentações prontas (41%), e programas e softwares educacionais (39%).

A coleta de dados desta quarta edição da pesquisa ocorreu entre setembro e dezembro do ano passado. Foram entrevistados 939 diretores de escolas, 870 coordenadores pedagógicos, 1.987 professores e 9.657 alunos.

De acordo com as informações, a sala de aula cresceu como local de uso do computador e da internet, o ambiente mais comum para o uso de computador ainda é a casa do estudante. Apenas 7% dos alunos da rede pública e 2% dos estudantes de escolas particulares disseram que acessam a internet, mais frequentemente, em suas escolas. A maioria usa a rede mundial de computadores com mais frequência em casa: 68% dos alunos de escola pública e 93% dos matriculados em escolas particulares.

Escola de SP utiliza Google Apps for Education

Por Pedro Zambarda

O Colégio Mater Dei, de São Paulo, utiliza a tecnologia Google Apps for Education, pacote de soluções voltado para escolas do mundo inteiro com produtos da marca. A solução é implantada desde 2013 e a instituição criou também um espaço para crianças de 12 anos aproveitarem dispositivos fixos e móveis com software do gigante de buscas. A ideia de toda a estrutura é instigar os alunos a pensarem com criatividade ao invés de aprender apenas com a memória.



Como seria estudar com o Google? Imagine pufes no chão, tablets, smartphones e smart TVs sendo utilizados nas aulas. Imagine ensinar utilizando a interatividade. O Colégio Mater Dei leva estudantes a visitarem o mundo com o Google Earth. Um dos professores, André Godoy, utiliza os sites do Google e o Google Glass para mover robôs com o toque dos dedos na aula de eletrônica. Instrutores de biologia estão utilizando o app Biodigital Human do Google Play para tornar a anatomia mais realista em 3D.


Todos esses recursos deixam os estudantes mais entusiasmados durante as aulas. E é bacana saber que iniciativas com alta tecnologia do Google existem de fato no Brasil, um país com alto déficit educacional.

Imagens de Milton Larsen Burgese, do setor de educação do Google Brasil.

Via Google Discovery

terça-feira, 29 de julho de 2014

Robôs podem auxiliar humanos nas tarefas diárias, dizem pesquisas da USP

Por Agência Acadêmica, via Agência USP de Notícias

Duas dissertações de mestrado do Laboratório de Robôs Sociáveis da USP apresentaram os mais recentes esforços dos cientistas em impregnar nas máquinas nuances de relações autenticamente humanas. A ideia é criar uma nova geração de máquinas capazes de auxiliar os seres humanos em suas tarefas diárias, como se lembrar dos aniversários ou mesmo de fazer uma ligação importante, indo além dos assistentes de voz que já existem para celulares e computadores.

Especialistas da chamada Computação Afetiva, braço da Engenharia que estuda a representação da emoção humana em robôs, os engenheiros Diego Cueva e Rafael Gonçalves, orientados pelo professor Fabio Gagliardi Cozman, do Departamento de Engenharia Mecatrônica, lançaram-se a um desafio nada modesto: desenvolver um algoritmo capaz de reconhecer a emoção de seres humanos em diferentes meios, como vídeo, áudio e até redes sociais. Para se ter ideia do tamanho do problema, estudos recentes mostram que a frase “Eu sou um homem”, pode ter 140 significados diferentes, dependendo do contexto, momento e entonação.

Os trabalhos de Cueva e Gonçalves fazem parte de um projeto maior, orquestrado por Cozman e pelo professor Marcos Pereira-Barretto, coordenador do Laboratório de Robôs Sociáveis. O objetivo é fazer parte da coalisão brasileira no esforço mundial em criar robôs capazes de compreender os humanos e agir de acordo. “Não queremos criar extra-terrestres ou seres que vão dominar o mundo”, brinca Barretto. “Assim como o carro nos ajuda na locomoção e uma máquina de café na preparação de uma bebida saborosa, a ideia é desenvolver seres que possam ser significativamente úteis aos humanos”, diz. “Queremos ir além da Siri, o assistente eletrônico da Apple para celulares e tablets, promovendo diálogos inteiros com as máquinas em vez de frases curtas e pontuadas.”

Desde a década de 1980 que cientistas tentam criar androides e replicar o comportamento humano em máquinas. Mesmo estando relativamente fora do circuito principal de tecnologia robótica, o Brasil oferece muito espaço para a execução de um projeto científico tão ambicioso. “A maior parte do trabalho já desenvolvido na área de Computação Afetiva serve para a língua inglesa”, explica Barretto. “O trabalho da Poli, e de outros centros de pesquisa brasileiros, se concentra no português do Brasil e constrói, tijolo por tijolo, as bases para que no futuro, quando a tecnologia alcançar maturidade necessária, nossa língua não fique de fora.”

Já existem dispositivos que analisam no ato qual emoção melhor se aproxima de um rosto numa foto. Contudo, essa técnica está longe de ser a ideal. “A análise de fotos por vezes engana o observador, pois o algoritmo poderia identificar raiva, quando na verdade o fotografado estaria pronunciando uma vogal fechada”, diz Barretto. O desafio então é ter os mesmos resultados dos algoritmos instantâneos, mas com imagens em movimento, que se aproximam das situações reais.

A pesquisa de Gonçalves e Cueva dão passos nessa direção. Gonçalves desenvolveu um programa de computador que percorreu trechos de 5 segundos de vídeo e identifica as alterações na musculatura da face que caracterizam sentimento de alegria ou medo, por exemplo. De acordo com resultados preliminares, o trabalho de Gonçalves conseguiu identificar (em vídeos gravados especialmente para o mestrado) com 90% de acerto quatro tipos de emoção em seres humanos; alegria, tristeza, raiva e medo.

Cueva analisou a conotação que as palavras têm nos diálogos. Pegando trechos de áudio, o especialista comparou os dados de um algoritmo de reconhecimento de emoção de voz com informações publicadas no Twitter, a rede social de microblogs. “A palavra ‘viagem’, por exemplo, possui uma conotação mais positiva”, explica Barretto. Cueva buscou indicadores na rede para descobrir qual impressão geral que as pessoas na rede social têm sobre algumas palavras. “Morte, por outro lado, é mais associada a coisas negativas”, diz Barretto.

Apesar de promissores, os trabalhos desenvolvidos na Poli representam passos iniciais de uma área que tem muito a crescer. “Não tenho expectativa de ver esses robôs funcionando no meu tempo de vida”, explica Barretto. “Simular o comportamento humano, mesmo em situações ridiculamente simples é estupidamente difícil.” Apesar disso, os pesquisadores seguem confiantes. “Ainda estamos longe do objetivo principal, mas a cada dia descobrimos uma coisa nova.”

Jô Soares é internado em São Paulo com princípio de pneumonia; deve sair nesta semana

Por Pedro Zambarda

O apresentador da TV Globo Jô Soares foi internado na última sexta-feira (25) com um princípio de pneumonia. Jô está no hospital Sírio Libanês, em São Paulo.



Jornalista deve receber alta ainda nesta semana. De acordo com o jornal O Globo, o hospital ainda não divulgou o boletim médico sobre o estado de saúde dele. As gravações do Programa do Jô desta semana foram suspensas.

Ontem foi exibida uma entrevista com Ariano Suassuna.

Via Portal Imprensa

Financiamento ainda é o principal desafio da ciência no Brasil, afirma especialista

Por Mariana Tokarnia, da Agência Brasil

A cidade de Rio Branco (AC) sediou um dos maiores fóruns para a difusão dos avanços da ciência e para debates de políticas públicas do país, a 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Às vésperas do evento, que ocorre desde 1948, a presidente da entidade, Helena Nader, conversou com a Agência Brasil.



Para ela, a participação de indígenas e extrativistas nesta edição do encontro será fundamental. Depois de 14 anos de espera, a comunidade científica vê avançar no Congresso um projeto de lei que trata do acesso à biodiversidade. O projeto foi encaminhado pelo Executivo no fim de junho e deve tramitar em regime de urgência. “O momento é ideal, porque essa legislação influencia diretamente a esses dois grupos”, defende a presidenta a SBPC.

Durante a entrevista, ela citou a falta de financiamento como o principal entrave da ciência brasileira nos dias atuais. “Enquanto nós investimos 1,1% do PIB [Produto Interno Bruto], a China investe mais de 3%”, afirmou a cientista. “Se não tiver recursos, o Brasil não vai dar o salto”, disse a presidenta da SBPC destacando que a ciência também precisa do aporte do setor empresarial.

Helena Nader ressaltou ainda os preparativos para levar a reunião ao extremo oeste do país. Os voos estão esgotados, assim como as reservas nos hotéis. No entanto, até a semana passada, o encontro tinha menos inscritos que edições de anos anteriores. Até o momento, são 4,5 mil inscritos contra 22,9 mil no ano passado, no Recife (PE), e 11,9 mil, em São Luís (MA), em 2012. O número ainda pode crescer. A expectativa dos organizadores é reunir de 10 a 12 mil pesquisadores.

Veja, abaixo, os principais trechos da entrevista concedida por Helena Nader à Agência Brasil.

Agência Brasil: Quais são as novidades da 66ª Reunião da SBPC e qual será a importância da participação de indígenas e extrativistas?

Helena Nader: Este ano, teremos o Dia da Família na Ciência [ou SBPC Família]. Queremos trazer a família para dentro da SBPC, com atividades voltadas para esse público. Queremos desmistificar a ciência, mostrando para todos que ela está presente no dia a dia. Teremos palestras, atividades lúdicas, isso é uma novidade. A SBPC Indígena ocorre já há dois anos. A gente tem trazido as populações tradicionais para mais perto da comunidade científica com mais frequência. Nesta edição isso será especialmente importante porque recentemente, depois de 14 anos, o projeto de lei de acesso à biodiversidade foi encaminhado ao Congresso. Infelizmente, com um rótulo de regime de urgência. A gente espera que isso seja retirado. O projeto é bom, traz avanços, mas tem que ser melhor discutido. O momento é ideal para ter essas duas reuniões [SBPC Indígena e SBPC Extrativista], porque essa legislação influencia diretamente esses dois grupos.

Agência Brasil: Por que a escolha do Acre? Como foram os preparativos?

Helena Nader: São os estados e as universidades que se candidatam, o Acre pediu para sediar o que chamou de a maior das copas, a da educação e da ciência. A organização foi fantástica. As pessoas da cidade estão muito envolvidas. Infelizmente, não tem mais pessoas vindo porque estourou o número de acomodações, embora muita gente esteja sendo acomodada em casas de estudantes e em casas de família. A enchente do Rio Madeira bloqueou o acesso a Rio Branco, que depende de uma balsa. Há hotéis novos que estão prontos, mas faltam algumas etapas. Há móveis que não conseguiram chegar. Mas isso não impede de fazermos uma grande reunião. Vamos ver a importância da Amazônia. O estado do Acre foi o que menos desmatou, mas nos últimos anos, 2012 e 2013, no Brasil, o desmatamento que vinha caindo, cresceu. Isso é um sinal vermelho. Vai precisar ter o desmatamento em alguns lugares, isso é óbvio, porque tem que dar condições de vida para a população, mas tem que fazer isso com equilíbrio.

Agência Brasil: Na pauta da ciência e tecnologia, qual o maior desafio atual?

Helena Nader:  Os principais desafios continuam sendo o financiamento e um fluxo constante de financiamento. O Brasil melhorou, mas ainda está muito aquém do que precisa para dar aquele salto. Continuamos na 13ª posição em termos de publicação em periódicos indexados [registrados e avaliados]. Nosso impacto, em termos de publicações, tem aumentado, mas ainda está aquém do que o Brasil pode fazer. Enquanto nós investimos 1,1% do PIB [Produto Interno Bruto], a China investe mais de 3%. Para que façamos nosso gol, precisaríamos chegar a 2%. Por isso, lutei tanto pelos royalties do petróleo [que foram destinados para saúde e educação]. Vou continuar lutando pelo Fundo Social [do pré-sal], 50% vai para educação e saúde. Ainda tem mais 50%, vamos tentar por 10% em ciência. Se não tiver recursos, o Brasil não vai dar o salto. O setor empresarial também tem que investir mais. O governo é o que mais investe. O investimento, em muitos lugares, está meio a meio, mas há lugares onde o governo investe 100% e o setor empresarial, zero.

Quais são as bandas que João Gordo escuta? Ele ainda é punk?

Por Pedro Zambarda, Durr Campos e Diego Camara
Originalmente postado na Whiplash.net

Após a coletiva de lançamento do disco “Século Sinistro”, no dia 30 de maio, o vocalista João Gordo (João Francisco Benedan) puxou um papo com a equipe da Whiplash.net. Ele criticou a cobertura da grande mídia, de veículos como a revista Veja e a TV Globo, nos protestos que começaram em junho de 2013. “É a repressão, cara. A polícia desce o cacete nos manifestantes, nos Black Blocs, ocorrem prisões e essa imprensa cretina dá retaguarda pra esses caras. A política brasileira inteira está uma merda, e é só ver a transformação do Lula até a presidência, muito diferente dos comícios. Não vejo muita saída, mas os protestos sem violência não vão ocorrer”, disse o cantor.



Mas João Gordo não falou só sobre isso. Confira abaixo algumas perguntas que ele respondeu à Whiplash.net.

Gordo, que bandas você ouve hoje em dia, cara?

João Gordo: Não ando ouvindo muito punk ultimamente, mas sim thrash metal, metalcore e estilos mais misturados. Gosto da Test, da banda Facada e ouço bastante Krisiun, que representa o metal. Poucas bandas que eu conheço continuam tão loucas, tocando com muita energia sem cair numa baladinha. O metal trouxe uma disciplina de agressividade que a gente, como punk, não tinha.

Cara, que história é aquela de que você recebeu 40 mil reais da igreja?

JG: Foi o salário que eu tive lá. Tem trouxa escrito na minha testa? Tinha dívidas, casa pra construir e filhos pra criar. Ganhei 40 paus por mês nos três anos que trabalhei na TV Record. Mas é um lixo estar ali. Eu cumpri meu contrato direitinho, apesar de ter pisado na bola e até me trataram bem um tempo. Mas botaram numa geladeirinha quando precisou, sabe? Sem dar muito destaque pro cara, aquele escroto. Mas o salário, olha, compensava. Faz as contas: 40 mil vezes 36.

Estamos vendo o disco novo de vocês do Ratos de Porão e gostaríamos de saber: As letras tem a ver com os protestos e os Black Blocs de São Paulo?

JG: É a nossa realidade, né cara? É a realidade Brasil-horrível e Brasil-merda. Povo escroto fascistão, político corrupto, impunidade e treta...

Ou seja, é basicamente o que o Ratos sempre falou desde o primeiro disco, não?

JG: Tudo isso, exceto consumo de droga, talvez. Hoje a gente nem usa mais. Eu nem curto mais pó. E não é politicamente correto isso, eu só estou velho.

Se você escrevesse hoje uma música sobre pó [cocaína], como ela seria? Se tornaria uma letra maluca, mesmo não usando mais?

JG: Tem a “Toma Trouxa”, do disco “Guerra Civil Canibal” (2000), mas não vejo muito sentido em escrever algo assim agora, sério.

Gordo, o que você faria se encontrasse o Dado Dolabella hoje em dia?

JG: Nada, cara. Aquela merda que aconteceu lá atrás [Dado e João Gordo brigaram em um programa da MTV] não vale mais nada. Que se foda...

João Gordo, o que é ser punk hoje em dia? Você é punk? Não enche o saco quando aparecem moleques dizendo que você traiu o movimento?

JG: Cara, eu sou punk, mas eu tenho 50 anos hoje. Punk tem a ver com o “faça-você-mesmo”, mas hoje eu tenho contas pra pagar. Não dá pra eu ser jovem o tempo inteiro. Vou ser, tipo, o Sid Vicious? Ou não sou o Sid Vicious. E essa galera novinha, que nem viveu a época, fala isso porque vive na internet. Como eles ficam na rede, aquela é a realidade deles. Então esses comentários ruins que fazem de mim eu nem ligo. Tô cagando mesmo.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Existe moda feminina heavy metal no Brasil? Conheça a HauteXtreme

Por Pedro Zambarda
Originalmente publicado na Whiplash.net

Normalmente, o mundo fashion é voltado para a alta costura e para as grifes. Mas será que ele teria espaço para mulheres metaleiras? Mesmo num universo dominado pelos homens? Conversamos com Larissa “Lari” Maza, que possui a loja digital HauteXtreme e pretende levar a moda de alta qualidade para o universo do heavy metal e do visual dark.



Com 25 anos, Lari teve a ideia de sua própria grife em 2010 e está, há quatro anos, buscando firmar sua marca no mercado com um negócio próprio.

HauteXtreme? Que nome é esse?

“HauteXtreme é um neologismo. Uma fusão entre a expressão francesa haute couture, alta costura, e extreme, do inglês. O nome representa a junção do sofisticado com o pesado, o sombrio. As pessoas têm alguma dificuldade para pronunciar - assim como algumas das melhores bandas. Faz parte do conceito (ri)”, disse Lari Maza, em entrevista. A estilista se formou em Moda na Faculdade Santa Marcelina (FASM).

O meio universitário ajudou ela a ter uma ideia de uma grife com peças que são vendidas pela internet. “A ideia começou a tomar forma no meu último ano da faculdade. Mesmo muito afastada da cena underground do heavy metal que tanto frequentei, os meus gostos sombrios não haviam mudado e foram para a moda. Abracei então minhas raízes, e fiz o meu TCC inspirado na banda Dimmu Borgir, mas sem corpse paint e caneleiras de spikes. O resultado foi o pontapé que eu precisava para perceber que o que eu queria fazer não existia no mercado brasileiro ainda. Uma marca com origem dark que evoluísse junto com a personalidade das pessoas”, afirma a entusiasmada Lari.

De 2010 para cá, a loja HauteXtreme lançou sua fanpage no Facebook e já conquistou mais de 18 mil fãs. “As diferenças entre nós e a Galeria do Rock, por exemplo, se resumem a dois aspectos: Versatilidade e contemporaneidade. Digo com todo o respeito, porque o estilo das lojas físicas de moda rock costuma ser mais tradicional, bastante atrelado à visão clássica da moda alternativa. E não há nada de errado nisso. Mas a visão que temos é mais mutável e orgânica, absorvendo influências externas e trazendo elementos de outras tendências para dentro do dark. O movimento inverso também ocorre e levamos o dark para fora, impactando outras pessoas que podem não levar um estilo de vida alternativo, mas se identificam com o visual”, explica.

A loja vende roupas em quais tamanhos? Quais são suas coleções?

“Nossa tabela de tamanhos foi criada com base no corpo real das mulheres. Ninguém gosta de ir a uma loja e se frustrar com um G que mais parece um PP. E tem funcionado, porque nosso índice de trocas é muito perto do zero”, diz Lari, a dona da HauteXtreme.

A empreendedora também nos explicou detalhes sobre a entrega de peças em todo o Brasil. “Fazemos em parceria com os Correios, como muitas outras lojas virtuais, e nunca tivemos problemas. O frete varia muito de acordo com a localidade, mas na capital de São Paulo costuma girar em torno de R$ 9 via PAC”.

As roupas e acessórios variam entre R$ 36 e R$ 160, quantia próxima que você gastaria num shopping center. “Priorizamos sempre a qualidade em nossos produtos, utilizando somente tecidos e aviamentos muito bem selecionados, e profissionais altamente qualificados. Cada peça é provada e ajustada em seus mínimos detalhes antes de seguir para a produção. Os preços são justos, mas é difícil competir com as grandes magazines de fast-fashion que usam mão de obra escrava”.

Sobre as coleções, Lari explicou que há uma linha de produtos fixos e outros mais variáveis. “Nosso modelo de lançamentos não se baseia em coleções que trocam a cada estação, como as marcas tradicionais de moda. Temos um acervo semi-permanente que sempre recebe novas adições. As peças que mais fazem sucesso continuam no ar, enquanto que outras vão se esgotando e saindo de cena. Funciona, porque não somos uma marca que muda completamente de estilo a cada coleção. É um DNA só”, diz.




E qual peça vende mais nesta moda dark e metal? “A legging com o símbolo do Baphomet (foto acima) é o nosso best-seller. O que ilustra o conceito da nossa marca é o todo, com aquela peça no look certo, com a maquiagem e o cabelo compatíveis. E as peças são produzidas de forma artesanal, em um ateliê pequeno”, afirma Lari Maza.

E os homens, terão uma moda própria?

Sobre isso, Lari é mais enigmática. “Teremos moda masculina só daqui a alguns anos. Depois que a hauteXtreme estiver plenamente estabelecida no mercado feminino. Homens, vocês não foram esquecidos por nós!”, finaliza.

Quais são as principais notícias da Comic-Con 2014?

Por Pedro Zambarda

Você quer saber as principais novidades da Comic-Con, que ocorreu em San Diego, nos Estados Unidos, entre os dias 24 e 27 de julho? Eu também quero saber. Vamos lá.



– Um vídeo mostrou os erros de gravação da quarta temporada de Game of Thrones;

– Foi exibido o trailer do novo Jogos Vorazes, com a participação da Margaery de Game of Thrones;

– O diretor dos filmes O Hobbit, Peter Jackson, andou pelo evento vestido de palhaço bobo da corte e ninguém percebeu que era ele. O cineasta postou a façanha no Instagram;


– Um vídeo apresentou os novos personagens que estarão na quinta temporada de Game of Thrones;

– O primeiro trailer do novo Mad Max: Fury Road;

– Um vídeo mistura parkour da vida real com o ambiente de Assassin’s Creed;

– Apareceu o trailer da quinta temporada de The Walking Dead;

– A primeira foto da Mulher-Maravilha do filme Batman vs Superman foi mostrada no evento;

– O teaser de Batman vs Superman que foi filmado clandestinamente;

– O crossover entre Family Guy e Os Simpsons foi épico no evento;

– O trailer da quarta temporada de Once Upon a Time foi exibido com a primeira cena de Elsa e Anna, de Frozen;

– O trailer de Gotham, a série ambientada no universo do Homem-Morcego, estreia em setembro e foi exibido no evento.

Brasil é o segundo maior público do YouTube, diz o site

Por Pedro Zambarda

Amy Singer, gerente de parcerias estratégicas do YouTube, afirmou que os brasileiros formam o segundo maior público consumidor de vídeos do canal na internet. Em primeiro lugar está os Estados Unidos.



Informação foi divulgada durante o 9º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, mas Singer não detalhou a quantidade de acesso da população brasileira.

O YouTube faz uploads de 100 horas de vídeo por minuto, o que tem ganhado mais força por causa de parcerias com canais informativos que hospedam seus conteúdos nele, como a Vice e outros veículos noticiosos.

Via Diário do Centro do Mundo (DCM) e Info EXAME

Anarquista Mikhail Bakunin "é procurado" pela Polícia Civil do Rio de Janeiro

Por Pedro Zambarda

O jornal Folha de S. Paulo afirma que, em um inquérito de mais de 2 mil páginas produzido pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, o pensador anarquista Mikhail Bakunin foi acusado de vandalismo entre os manifestantes na capital carioca. O russo é considerado um dos pais do anarquismo do século 19 e morreu em 1876, há 138 anos.


O filósofo Mikhail Aleksandrovitch Bakunin foi citado por um manifestante em uma mensagem interceptada pela polícia, de acordo com a Folha, e classificado como um “potencial suspeito”. A professora Camila Jourdan, de 34 anos, uma das investigadas, menciona esse nome para demonstrar a fragilidade do inquérito.

Essa não é a primeira vez que intelectuais já falecidos figuram em autos das autoridades brasileiras. Durante a ditadura militar, Karl Marx era um dos fichados no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), um dos principais órgãos de repressão aos movimentos políticos e sociais identificados como “subversivos”.

Via Revista Fórum e Folha de S. Paulo

Lego lança set de montagem Hobbit – The Lonely Mountain

Por Pedro Zambarda

A Lego anunciou na Comic-Con um set de montagem com 866 blocos com o nome Hobbit – The Lonely Mountain. O brinquedo vai trazer o dragão vermelho Smaug, da ficção criada por J. R. R. Tolkien. O set estará na pré-venda por US$ 129,99 no site da Lego americana, entre novembro e dezembro.



Via Blog de Brinquedo

Veja o primeiro trailer do terceiro filme de O Hobbit

Por Pedro Zambarda

Você gostou dos dois primeiros capítulos do Hobbit? Vem ai o terceiro filme da série, chamado "A Batalha dos Cinco Exércitos". Na Comic-Con 2014, que ocorreu em San Diego, nos Estados Unidos, entre os dias 24 e 27 de julho, foi anunciado o primeiro trailer do novo longa-metragem. Confira abaixo.



O filme promete batalhas épicas dos exércitos humanos, e alguns elfos, contra Smaug, o dragão da Montanha Solitária, que se apoderou da riqueza dos anões. Peter Jackson, o diretor responsável pela adaptação de um livro que virou uma série de filmes, parece inserir muitos de detalhes de outra obra que não é o Hobbit, mas sim Silmarillion.

Aproveite para ler as críticas publicadas no Bola da Foca sobre o primeiro Hobbit e o segundo Hobbit.

Via Empire

Assista o documentário sobre a carreira do jornalista Elio Gaspari

Por Pedro Zambarda

Ex-Veja e autor de livros, o jornalista e colunista Elio Gaspari é personagem central de um documentário feito pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) em parceria com a João e Maria Doc. Repórter, Elio atualmente assina coluna nos jornais O Globo e Folha de S.Paulo.

Elio Gaspari é avesso às apresentações em público e foi homenageado na Universidade Anhembi Morumbi, na Vila Olímpia, durante o Congresso da Abraji na semana passada. Ele também cobriu presencialmente nas Jornadas de Junho, em 2013.

Assista o filme de quase 25 minutos logo abaixo.




Via Comunique-se

Dream Theater retorna ao Brasil para apresentar "Dream Theater"

Por Pedro Zambarda

Dream Theater virá pela quinta vez ao Brasil entre o final de setembro e o início de outubro. Informação é do jornal Destak. É a segunda apresentação da banda com o novo baterista Mike Mangini no lugar do fundador Mike Portnoy.


O DT veio em turnê  em agosto de 2012 promovendo o disco "A Dramatic Turn of Events", de 2011. O quinteto tocou em Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília.

A banda faz turnês regulares no Brasil desde 1990, quando era uma das atrações da edição de 1998 do festival Monsters of Rock em São Paulo. No entanto, sem ser em festivais, esta é a quinta vez do grupo em terras brasileiras.


A banda pretende levar as músicas de seu novo álbum "Dream Theater", lançado no ano passado. O álbum é bem avaliado por trazer os principais elementos da banda e buscar resumi-la em uma sonoridade renovada, sem muitos conceitos complicados, mas com todos os elementos do rock e do metal progressivo.

Depois deste trabalho, ainda saiu o DVD "Live at Luna Park", gravado ao vivo na Argentina, na turnê de 2012.

Entre os integrantes, o vocalista James LaBrie é um dos cotados para voltar ao Brasil em novembro, para um show do projeto Metal All Stars.

Via Whiplash.net e Destak

Sai o novo teaser de Batman vs Superman, a continuação de Homem de Aço

Por Pedro Zambarda

Dirigido por Zack Snyder, filme deve ser a continuação de O Homem de Aço (2013), que teve produção de Christopher Nolan. Batman vs Superman deve trazer outros heróis da DC Comics, como Aquaman e a Mulher-Maravilha. Filme vem oxigenar a lucrativa indústria de filmes inspirados em quadrinhos. Teaser é da Comic-Con 2014.



Via Brasil Post

sábado, 26 de julho de 2014

Biblioteca virtual oferece 10 milhões de páginas de jornais e revistas do Brasil

Por Portal Brasil
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São jornais, revistas, anuários, boletins e outras publicações brasileiras desde 1808 até os dias atuais



A historiografia brasileira, de 1808 até os dias atuais, pode ser consultada na Hemeroteca Digital Brasileira (que pode ser acessada aqui), que leva ao público uma coleção de jornais, revistas, anuários, boletins e outras publicações seriadas da coleção da Biblioteca Nacional. Por meio da Lei do Depósito Legal - obrigatoriedade do depósito na Biblioteca Nacional de um exemplar de tudo o que se publica no país –, a instituição se beneficiou com a aquisição de milhões de páginas de nossa memória impressa.

Considerada a mais antiga e completa do país, a Hemeroteca Digital Brasileira, a partir de 2011, com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), começou a digitalizar e disponibilizar dez milhões de páginas de periódicos brasileiros, que estão em domínio público. E, por meio do Plano Nacional de Microfilmagem de Periódicos Brasileiros (Plano), iniciou a localização, reunião, organização, recuperação e preservação do acervo de outras instituições brasileiras.

Fazem parte da coleção jornais raros, extintos e correntes como o Correio da Manhã (1901) - um dos mais importantes da história da imprensa brasileira e o jornal extinto mais consultado na Biblioteca Nacional -, O Paiz (1860), Gazeta de Notícias (1875), Gazeta do Rio de Janeiro (1808) e Correio Braziliense (1808).

O acervo inclui, ainda, uma coleção, de 1907 a 1945, da revista Fon-Fon, "um semanário alegre, político, crítico e esfusiante" (com grafia da época), segundo a própria publicação.

Do século XX, há revistas como Careta, O Malho, Revista da Semana, Klaxon (revista sobre arte, criada depois da Semana de Arte Moderna, realizada em 1922, pelos participantes do Movimento Modernista), entre outras. Jornais que marcaram a história da imprensa no Brasil, como A Noite, Correio Paulistano, A Manhã e Última Hora, também podem ser consultados.

Com a morte de Suassuna, Academia Brasileira de Letras perde o terceiro acadêmico em um mês

Por Marcelo Brandão e Paulo Virgilio da Agência Brasil
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Morreu no dia 23 de julho, de parada cardíaca, o escritor, poeta e dramaturgo Ariano Suassuna. Ele estava internado, desde segunda-feira (21) no Real Hospital Português, após ter sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico.

A Academia Brasileira de Letras (ABL) determinou luto oficial de três dias. Em nota divulgada logo após tomar conhecimento da notícia, Holanda Cavalcanti lembra o fato de que Suassuna é o “terceiro grande acadêmico” que a  academia perde no espaço de um mês – ele se referia a Ivan Junqueira, morto no dia 3 deste mês, e a João Ubaldo Ribeiro, no dia 18.

“Estendemos à família de Ariano nossos profundos sentimentos de pesar. E, à multidão de seus amigos, leitores e admiradores no Brasil e no mundo, nossa solidariedade  pela imensa perda. Ariano reunia em sua pessoa as extraordinárias qualidades de homem de letras e de intelectual no melhor sentido da palavra, alguém que, dispondo de uma cultura invulgar, era, ao mesmo tempo, um homem de ação. À sua maneira ocupava-se e preocupava-se com os problemas sociais, focado nos da sua região”, destaca o presidente da academia.

Geraldo Holanda Cavalcanti destacou também o engajamento do escritor paraibano com o Movimento Armorial, “através do qual buscava revigorar a identidade nordestina e suas peregrinações, levando, com humor, sua mensagem por todo o Brasil”.

Ariano Suassuna era o sexto ocupante da Cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, para a qual foi eleito em 3 de agosto de 1989, na sucessão de Genolino Amado. Em 2004, a ABL apoiou a produção do documentário intitulado O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado e exibido na Sala José de Alencar da instituição.

Campanha da USP leva conhecimentos de genética a usuários do metrô

Por Breno França, do USP Online via Agência USP de Notícias
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Uma iniciativa do Instituto de Biociências (IB) da USP vai levar conhecimento científico sobre genética aos paulistanos que usam o metrô e também aos estudantes de Ensino Médio de todo o Estado de São Paulo. O Centro de Pesquisa sobre Genoma Humano e Células-Tronco, um dos Centros de Pesquisa Inovação e Difusão (Cepid) ligados à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), criou cartazes e um hot site para divulgar a campanha “Semelhantes, mas diferentes”, dentro do Projeto Semear Ciência. A intenção dos organizadores é despertar a curiosidade do público para os assuntos ligados à genética, dando conta de uma de suas missões, que é a difusão do conhecimento.

“Os centros de pesquisa da Fapesp têm que cumprir três funções: ‘pesquisa’, ‘transferência de tecnologia’ e ‘educação e difusão’. Dentro desses pilares, surgiu a ideia de levar um pouco dos conhecimentos científicos de genética para a população em geral”, conta a professora Eliana Dessen, uma das criadoras do projeto. A campanha alerta as pessoas sobre a semelhança genética que outros seres vivos guardam com o ser humano, reafirmando a teoria da evolução das espécies concebida por Charles Darwin, ainda no século 19.

A professora revela que no início a ideia era fazer uma exposição no metrô. Uma exposição com painéis maiores em uma única estação. “Depois, nós pensamos na possibilidade de fazer os painéis menores que podem ser distribuídos e expostos em diversos locais”, conta. Ao todo serão cerca de 200 cartazes espalhados no metrô de São Paulo, expostos de agosto a setembro deste ano. Além disso, as peças também serão colocadas em terminais de ônibus e possivelmente dentro dos coletivos, atingindo ainda mais pessoas.

Apesar da intenção inicial ser alcançar os usuários do transporte público paulistano, “a ideia evoluiu” e se ampliou para atender às escolas públicas do estado. A equipe entrou em contato com a Secretaria de Educação e os cartazes também serão distribuídos para as 3775 escolas de Ensino Médio localizadas em São Paulo. Além dos cartazes informativos, o programa também prevê uma vídeo-conferência que vai orientar os professores sobre como abordar o assunto na sala de aula. Uma vídeo-conferência está marcada para o dia 8 de agosto com os 91 professores coordenadores de núcleos pedagógicos do estado. Eles vão receber orientações, conhecer os cartazes, o hot site e entre outras informações. “A partir disso, estarão capacitados para orientar os respectivos professores”, projeta Eliana.

Divulgação


Depois de seis meses de trabalho, desde a concepção da ideia até a elaboração dos cartazes, a iniciativa agora se encaminha para a fase final de divulgação. “Os 35 mil exemplares já foram impressos. A quantidade destinada ao metrô já foi entregue e a primeira metade destinada às escolas já está em posse da Secretaria de Educação de São Paulo para distribuição”, anuncia a professora. Docente aposentada do IB, Eliana cuida especialmente de projetos como o Semear Ciência e empolga-se com novas ideias que vão ser colocadas em prática. “Nossa intenção é fazer duas campanhas como essa por ano. Depois que acabar o ‘Semelhantes, mas diferentes’, nós vamos fazer outra com o título: ‘É genético?’”, revela. A proposta é buscar características comportamentais do ser humano e explicar se elas têm alguma ligação com fatores genéticos ou não.



O Semear Ciência é o primeiro projeto especialmente voltado e idealizado para o público em geral. Na maioria dos casos, os projetos desenvolvidos pelo Centro de Pesquisa buscavam se aproximar mais dos professores e alunos de Ensino Médio da rede pública estadual. A professora cita como exemplo o Aulas práticas nas escolas e relata que nesse projeto foi levado um laboratório móvel até as instituições de ensino. “Os professores interessados recebem capacitação e o material fica emprestado à escola durante três semanas”, explica.

Atualmente, o projeto atende a 52 escolas e em 2015 serão 60. Os microscópios e os seis kits de laboratório abrem uma nova possibilidade para os estudantes. “Esse projeto sempre dá um resultado muito positivo. Primeiro, porque os alunos podem ter uma aula em laboratório, o que é raro para as escolas da rede pública. Segundo, porque incentiva as escolas a montarem seus próprios laboratórios, já que os professores recebem treinamento e percebem que os materiais não são assim tão caros”, afirma Eliana.

O Centro de Pesquisa sobre Genoma Humano e Células-Tronco continua aumentando o número de projetos e servindo de inspiração para outros Cepids. De acordo com Eliana, outros centros se interessaram pela iniciativa e estratégia de divulgação e pretendem estruturar projetos com a mesma configuração. “Nós acreditamos que as próximas campanhas terão sua elaboração e aplicação cada vez mais rápidas, dado que a fase burocrática já foi superada dessa vez”, diz a pesquisadora. Dessa forma, a tendência é dar cada vez mais acesso para a população ao conhecimento científico produzido na Universidade.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Você ouve trilhas-sonoras de filmes? Conheça alguns dos principais compositores

Por Pedro Zambarda

Há cerca de um ano, estou ouvindo com mais atenção as músicas feitas para filmes, de Hollywood até o cinema europeu. Para quem não conhece nada, elaboro um pequeno guia para conhecer alguns dos principais compositores.



Hans Zimmer - Frankfurt, Alemanha


O que ele fez: A Origem (Inception, 2010), novos filmes de Batman (de 2005 até 2012), Homem de Aço (Man of Steel, 2013), Código Da Vinci (2006), Hannibal (2001), 12 Anos de Escavidão (2013), Simpsons O Filme (2007), Rei Leão (1994), O Último Samurai (2003), entre outros filmes.
Características: Piano minimalista, efeitos eletrônicos, música ambiente e momentos de calmaria alternados com instrumentos em volume alto.

John Williams - Nova York, Estados Unidos


O que ele fez: Série Star Wars (de 1977 em diante), Lincoln (2012), série Jurassic Park (de 1993 em diante), série Indiana Jones (de 1981 em diante), série Harry Potter (de 2001 até o Prisioneiro de Azkaban, em 2004), O Terminal (2004), Munique (2006), E.T. (1982), Esqueceram de Mim (1990), A Lista de Schindler (1993), O Resgate do Soldado Ryan (1998), Minority Report (2002), Memórias de uma Gueixa (2005), entre outros.
Características: Música orquestrada, harmônica e voltada para filmes épicos, em sua maioria.

 James Horner - Los Angeles, Estados Unidos


O que ele fez: Star Trek II (1982), Willow (1988), Apollo 13 (1995), Jumanji (1995), Titanic (1997), A Máscara do Zorro (1998), Um Mente Brilhante (2001), Troia (2004), Avatar (2009), Karate Kid (2010), entre outros.
Características: Música minimalista, suave, melodiosa e ambiente. Usa voz com os instrumentos.

Ennio Morricone - Roma, Itália


O que ele fez: O Bom, o Mau e o Feio (1966), Era Uma Vez na América (1984), Os Intocáveis (1987), entre outros.
Características: Música com ópera e orquestrada, com muitos pontos de clímax.

Yann Tiersen - Brest, França


O que ele fez: Amélie Poulain (2001), Adeus Lênin (2003) e Tabarly (2008).
Características: Música minimalista, piano, acordeão e melodias leves.

Howard Shore - Toronto, Canadá



O que ele fez: Série O Senhor dos Anéis (entre 2001 e 2003), Seven (1995), Scanners (1981), Naked Lunch (1991), Gangues de Nova York (2002),  O Aviador (2004), série O Hobbit (entre 2012 e 2014), Os Infiltrados (2006), entre outros.
Características: Orquestra e música ambiente.

Danny Elfman - Los Angeles, Estados Unidos


O que ele fez: Batman (1989), Batman Returns (1992), Missão Impossível (1996), série Homens de Preto (entre 1997 e 2012), Alice no País das Maravilhas (2010), entre outros.
Características: Uso de múltiplos instrumentos para criação de tensões musicais. 

Harry Gregson-Williams - Sussex, Reino Unido


O que ele fez: Fuga das Galinhas (2000), série Shrek (entre 2001 e 2010), série Crônicas de Nárnia (entre 2005 e 2008), Prometheus (2012), Total Recall (2012), entre outros.
Menção honrosa: Série Metal Gear Solid, para videogames (entre 2001 e 2014).
Características: Música moderna, com uso de sintetizadores, percussão e instrumentos tradicionais, como violino e piano.

Nino Rota - Milão, Itália


O que ele fez: Mais conhecido principalmente por O Poderoso Chefão (1972) e O Poderoso Chefão Parte II (1974).
Características: Música orquestrada.

sábado, 19 de julho de 2014

Morre o escritor mineiro Rubem Alves

Por Pedro Zambarda

Rubem Alves faleceu neste sábado, 19 de julho, aos 80 anos. Ele foi vítima de falência de órgãos múltiplos. Alves era educador, teólogo, psicanalista e professor. O intelectual lançou mais de 120 livros, sobre religião e educação, além de obras infantis.



Na literatura, tinha como inspiração Friedrich Nietzsche, T.S. Eliot, Guimarães Rosa, José Saramago, Fernando Pessoa, Adélia Prado e Manoel de Barros. Escreveu "O que é Religião", "Filosofia da Ciência" e "Protestantismo e Repressão".

O autor estava internado desde 10 de julho no Hospital Centro Médico de Campinas, interior de São Paulo, para tratamento de uma pneumonia. 

Via iG

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Morre João Ubaldo Ribeiro e faltam crônicas de jornal

Por Pedro Zambarda

Faleceu na madrugada de hoje, em sua casa no Rio de Janeiro, o escritor e membro da Academia Brasileira das Letras (ABL) João Ubaldo Ribeiro. Aos 73 anos, era autor de "Viva o Povo Brasileiro", "Sargento Getúlio", "A Casa dos Budas Ditosos" e "O Sorriso do Lagarto". Deixa quatro filhos e ocupava a cadeira 34 da ABL, além de ser colunista dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo.


Velório ocorrerá às 10hrs desta sexta-feira. O baiano João Ubaldo morre no mesmo dia de aniversário do líder sul-africano Nelson Mandela, que ganhou um dia internacional hoje. A morte do escritor brasileiro diminui o time de cronistas de alta qualidade da imprensa brasileira.

Via Estadão

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Para entender Paulo Maluf nas eleições ao cargo de governador em São Paulo

Por Pedro Zambarda

Confira a entrevista que o político Paulo Salim Maluf concedeu ao jornalista Paulo Moreira Leite, do programa Espaço Público (TV Brasil), com participação de Florestan Fernandes Júnior e Cynara Menezes.



Maluf revela em primeira mão a aliança que tentaria fazer com Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo do estado em São Paulo. Entrevista foi no dia 27 de maio de 2014. No entanto, Paulo Maluf depois recuaria para apoiar o candidato do PMDB Paulo Skaf, que está subindo nas pesquisas eleitorais e pode encarar Geraldo Alckmin, do PSDB.

O político também diz que saímos da ditadura militar graças a ele. Paulo Maluf atualmente é procurado pela Interpol e é acusado de improbidade administrativa em suas gestões na prefeitura paulistana.


Um resumo da Copa do Mundo do Brasil por quem viu todos os jogos


Por Pedro Zambarda

Acompanhei todos os 64 jogos da Copa do Mundo 2014 para fazer mais os posts do blog ao vivo do Diário do Centro do Mundo (DCM). Vi a maioria na televisão, acompanhei streamings na internet e vi até os protestos que acompanharam boa parte do mundial, até as quartas de final, antes das prisões das polícias no Brasil.



Confira um resumo de tudo.

Uma Copa recheada de grandes jogos

As melhores partidas da Copa do Mundo foram um misto de jogos equilibrados com algumas goleadas históricas. A vitória de 5x1 da Holanda sobre a Espanha foi uma humilhação, mas ela marcou pelo gol de cabeçada de Robin Van Persie, voando como um peixinho, no dia 13 de julho. No dia seguinte, a Itália de Mario Balotelli fez uma disputa equilibrada com a Inglaterra de Wayne Rooney, vencendo por 2x1.

Costa Rica foi a grande surpresa da primeira fase, das oitavas e das quartas de final, vencendo o Uruguai por 3x1 e a Itália por 1x0. Empataram com a Inglaterra no 0x0 e com a Grécia, por 1x1. O último jogo deles foi na Arena Fonte Nova, em Salvador, contra  Holanda no dia 5 de julho. Seguiram empatados no 0x0, para sofrer com o goleiro reserva holandês Tim Krul, escolhido a dedo pelo técnico Louis van Gaal nos pênaltis, perdendo por 4x3. Mesmo sem vencer o mundial, está foi a melhor Copa dos costa-riquenhos, conhecidos pelo apelido de “ticos”.


A França e os Estados Unidos foram boas surpresas na Copa. Os americanos tombaram para a Bélgica no dia 1º de julho, não sem antes resistir antes a toda poderosa Alemanha. Os franceses deram uma goleada de 5x2 na Suíça no dia 20 de junho. O muçulmano francês Karim Benzema cativou por seu futebol, apesar de não cantar a Marselhesa, o hino oficial da França, pelo massacre que ela provocou na Argélia, terra de seus pais. A França tombou para a Alemanha, no dia 4 de julho por 1x0.

As oitavas de final foram tomadas por times latino-americanos, sendo sete dos 16 classificados. Destes, só restaram o Brasil e a Argentina nas quartas, embora os esforços do Chile, do Uruguai, do México, da Colômbia e da Costa Rica foram dignos de nota. Se os hermanos argentinos superarem os alemães, será uma vitória inédita desde a Copa de 90, quando eles foram vices.

De longe, o time que mais me deu orgulho nesta Copa do Mundo foi a Argélia, resistindo bravamente aos alemães no dia 30 de junho, mas perdendo por 2x1. O goleiro M’Bolhi fez defesas espetaculares e foi considerado o homem do jogo pela Fifa, mesmo com a derrota argelina. O escritor e intelectual Albert Camus, se estivesse vivo, teria orgulho do time “pied-noir” que jogou nesta Copa brasileira.

As decepções também fizeram parte do mundial

Jogos de times como a Rússia, Coreia do Sul, Bósnia-Herzegovina, Irã, Honduras e Camarões (exceto quando perdeu para o Brasil) deram sono. Eles são países com fraca tradição no futebol, o que se reflete em jogadas monótonas ou imprudentes. Entre si, os jogos eram parados. Contra times estruturados, eles perdiam por muitos gols. A única exceção que abro foi o jogo entre Irã e Argentina, no dia 21 de junho. De tão monótono, quase tivemos a impressão que o gigante Messi ia tombar para os iranianos. Mas o craque mudou o placar no final. 

No entanto, a grande decepção desta Copa do Mundo aconteceu com o próprio Brasil. Os brasileiros começaram bem a campanha derrubando Croácia, Camarões e Chile. No dia 4 de julho começou o primeiro capítulo da tragédia, com a joelhada do colombiano Juan Zúñiga na coluna do jogador Neymar Jr. O jogador teve a vértebra lombar fraturada, ficando fora da Copa. Mesmo assim, o Brasil ganhou por 2x1.


A grande decepção veio no dia 8 de julho de 2014, a partir das 17hrs. O Brasil foi massacrado pela Alemanha por 7x1. Apesar de serem cotados como favoritos, a seleção do técnico Luiz Felipe Scolari chegou na semi-final desgastada, pouco treinada e com poucas substituições. A falha tática de Felipão abriu espaço para que os alemães goleassem. Só no primeiro tempo, foi 5x0. O jogador Oscar fez o único gol brasileiro da partida.

O resultado péssimo levantou o caso de corrupção dos cartolas da CBF, aumentou a pressão para a retirada de Felipão da comissão técnica. Isso ainda deve causar grandes mudanças no futebol brasileiro, endeusado há cerca de 100 anos, mas com problemas muito presentes. Nossos craques não jogam mais pelo país e são constantemente comercializados por clubes europeus. A mídia esportiva, que tratava a seleção como recreação, está se vendo obrigada a adotar uma postura crítica. A reação de tristeza dos brasileiros neste dia ficou bem evidente.

Os protestos e os abusos do Estado continuaram acontecendo no mundial

No dia 12 de junho, na abertura da Copa, os protestos com o mote “se não tiver direitos, não vai ter copa” chamaram atenção. As polícias militares agiram com a truculência desproporcional que já era empregada antes do mundial. Perto do Itaquerão, uma equipe da emissora CNN chegou a ser atingida por bombas da polícia.

O estudante e funcionário da USP, Fábio Hideki Harano, foi preso no dia 23 de junho, acusado de ser líder dos black blocs. Manifestante pacífico, Fábio estava com capacete de motoqueiro, para se proteger de balas de borracha, e portava um vinagre na bolsa. A polícia implantou um coquetel molotov e o caso de falso flagrante ganhou repercussão nas mídias sociais. Enquanto vídeos mostram ilegalidade na prisão policial, o secretário de Segurança Pública do governador tucano Geraldo Alckmin, Fernando Grella, reforçou a acusação sem ter mais provas. Fábio está preso no presídio de Tremembé até agora.


A maioria dos jogos da Copa do Mundo tiveram protestos, em maior ou menor proporção. No Rio de Janeiro, barricadas foram criadas nos arredores do Maracanã para separar o conflito entre as manifestações e a polícia da torcida dos jogos. No entanto, quem invadiu o Maracanã de verdade foram os 200 torcedores chilenos no dia 18 de junho. Enquanto rolava o jogo Espanha contra Chile, a manada de invasores destruiu a sala de imprensa do estádio. O motivo da mobilização foi a falta de ingressos.

Dois repórteres do Mídia NINJA foram presos, um no Rio de Janeiro e outra em Minas Gerais. Mesmo com as detenções, o coletivo de reportagem continuou transmitindo os protestos. 

A polícia também reprimiu as festas no bairro de classe média Vila Madalena, em São Paulo. O motivo das medidas de segurança foi o horário das festividades, que mergulharam na madrugada paulistana. O problema é quando o procedimento incluiu lançar bombas de gás lacrimogêneo contra torcedores argentinos.

E a internet foi palco de memes

Com as coisas boas e ruins, a rede foi responsável por brincadeiras sem fim. O craque holandês Arjen Robben ficou famoso por se jogar no chão para forçar faltas. A internet, sem perdão, fez montagens do jogador com uma bailarina. No dia 24 de junho, o atacante uruguaio Luis Suárez mordeu o zagueiro italiano Giorgio Chiellini e foi banido da Copa do Mundo. O mundo online transformou Suárez em um tubarão, em um cachorro louco e até em um vampiro.

A derrota brasileira humilhante também virou piada. Usuários disseram que “nunca viram a Volkswagen produzir gols tão rápido”. O jogador Fred foi comparado com um cone e com a personagem “Mulher Invisível”, do quadrinho Quarteto Fantástico. A performance pífia de Hulk também foi vítima de brincadeiras, assim como seu nome foi diretamente relacionado ao monstro verde musculoso. A coluna vertebral fraturada de Neymar e a campanha pela sua melhoria também foi debochada por muitos internautas que não são tão ufanistas.

O maior meme de todos sem dúvida foi com o cantor dos Rolling Stones, Mick Jagger. Conhecido por seu pé-frio na Copa de 2010, as apostas do artista também se mostraram furadas neste mundial. Ele apostou que Portugal venceria a Copa antes mesmo do começo. O time de Cristiano Ronaldo foi eliminado na primeira fase. Jagger torceu então pela sua amada rainha Inglaterra, que tombou junto com os portugueses. Ele também apostou na Itália, que caiu na mesma fase. Por fim, o craque estava torcendo pelo Brasil contra a Alemanha, no dia dos 7x1. Ou seja, todos os times que Mick Jagger queria ver como campeã tombaram rapidamente, exceto talvez pela seleção brasileira.



Mick também virou vítimas de montagens dos internautas, especialmente no Twitter. Todos os times odiados pelo Brasil tiveram pelo menos uma imagem envolvendo o artista. Segundo as redes sociais, Mick Jagger já foi colombiano e até argentino, sendo que o astro sequer torceu para essas equipes. A apresentadora Luciana Gimenez, sua ex-mulher, chegou a reclamar dos internautas, pelo “bullying” exercidos contra o cantor e seu filho, Lucas Jagger.

Copa do Mundo foi uma festa

O mundial foi uma diversão para quem o viveu, com estrangeiros elogiando o comportamento de brasileiros. As festas em Recife, Rio de Janeiro e São Paulo evidenciaram o lado positivo do evento. Durante os jogos, algumas reclamações ocorreram, mas as arenas conseguiram receber grandes quantidades de torcedores, chegando em uma faixa entre 40 mil e 70 mil pessoas.

Reclamações foram registradas na Arena da Baixada, em Curitiba, no Itaquerão, em São Paulo, e no Maracanã, no Rio. Técnicos reclamaram da qualidade dos gramados na semana do dia 20 de junho. Jogadores também sofreram em jogos às 13hrs em Fortaleza, horário de sol intenso. Mesmo com esses problemas pontuais, os eventos esportivos ocorreram com animação e infraestrutura.

E você, o que achou da Copa?

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