sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

TinTim é Spielberg dirigindo uma animação 3D redonda em sua produção


Cineasta de 65 anos de idade, Steven Spielberg completou 40 anos de carreira profissional e resolveu caprichar no lançamento desta temporada. As Aventuras de TinTim, feito em 3D, conta com sua peculiar direção e todos os recursos desenvolvidos por Peter Jackson, o homem responsável pela trilogia Senhor dos Anéis.

Spielberg não faz uma animação de TinTim completamente fiel aos gibis, mas traz os principais elementos do personagem criado pelo belga Hergé: O espírito aventureiro do repórter, a pancadaria, o tiroteio e os amigos carismáticos do herói. Focado no quadrinho O segredo de Licorne, o longa-metragem introduz e conta a história de um dos principais companheiros de TinTim, que é o capitão Hadoque. Alcoólatra e descendente de um grande navegador, o capitão dos mares não tem medo do perigo e abusa da sorte.

O filme foi construído para ter cenas de ação a cada minuto, muitas delas conduzidas por Milu, o cachorro de TinTim. Mesmo com esse excesso de movimento e de perseguições para descobrir a história dos barcos de Hadoque, o novo longa de Spielberg cansa um pouco nas cenas que mostram grandes viagens. No entanto, esse é um pequeno defeito diante de tantas qualidades.

TinTim foi feito, além da tecnologia 3D, com captura de movimentos dos rostos dos atores, um recurso usado no personagem Gollum de Senhor dos Anéis. O resultado é um personagem dos quadrinhos verossímil e frenético nesta temporada de filmes. Se você ainda não viu nos cinemas, é uma boa oportunidade para observar um uso adequado das três dimensões na telona.

Steven Tyler desafina ao cantar o hino nacional dos Estados Unidos


Vocalista da banda de hard rock Aerosmith e jurado do reality show American Idol, que mostra novos músicos, Steven Tyler pagou um micão neste mês: Foi convidado a cantar o hino nacional dos EUA em uma partida de futebol americano e desafinou em rede nacional. O cantor foi vaiado no estádio e foi criticado até nas redes sociais.

Veja o incidente com o músico no vídeo abaixo. A performance, despreocupada com a letra e com a afinação, seria até perdoável em uma música de rock. No entanto, na hora de cantar o hino, os deslizes se tornaram imperdoáveis para o público, resultando em vaias.


Relembre: Anonymous tentou agitar pessoas antes do Occupy Wall Street


Além de revidar a prisão do dono do Megaupload e as leis antipiratarias, o grupo Anonymous também agitou a sociedade americana para ocupar "praças públicas" entre março e julho de 2011. O motivo? Derrubar o presidente do Banco Central americano, o Fed, Ben Bernanke. Segundo eles, ele foi um dos principais responsáveis pela crise econômica de 2008 nos EUA e no mundo.

Veja os dois vídeos que antecipam o movimento Occupy Wall Street, mobilização que é contra as pessoas e as instituições que causaram a quebra da economia e dos bancos dos Estados Unidos.





PS: Occupy Wall Street começou no dia 17 de setembro de 2011.

Anonymous se movimenta contra leis antipiratarias dos EUA. Relembre os ataques


O FBI fechou o site Megaupload no dia 19 deste mês. Seus líderes, incluindo o executivo Kim "Dotcom", foram presos na Nova Zelândia. No mesmo dia, o grupo hacker conhecido como Anonymous (quer saber mais sobre eles? Clique aqui) fez ataques em sequência a sites, se vingando contra as prisões do Megaupload e a tentativa de aprovação do SOPA e do PIPA, leis antipirataria e download nos EUA. Veja os detalhes desses ataques logo abaixo.

- Por volta das 19h, o Anonymous começa sua ofensiva. "O Governo derruba o #Megaupload? 15 minutos depois o #Anonymous derruba os sites do governo e das gravadoras" afirmou o grupo em um de seus twitters.

- Naquele momento, caíram os sites da Justiça Americana, da Universal Music, da Associação Cinematográfica (MPAA, que produz os longas de Hollywood) e da Associação da Indústria de Gravação da América (RIAA).

- Às 22h30 daquela quinta-feira, o site do FBI caiu. Na manhã seguinte, o site estava de volta, no ar. Kim Dotcom foi detido na Nova Zelândia.

- No dia 21, sites brasileiros foram atacados também por Anonymous. O grupo não tem lideranças e faz ataques de Negação de Serviço (DDoS), sobrecarregando os sites de visitas. Os membros do Anonymous podem ser qualquer pessoa na internet. Estima-se que 5.600 indivíduos tenham feitos os ataques. Os sites brasileiros afetados depois foram sites do governo do Distrito Federal e da cantora Paula Fernandes.

- No dia 22, Anonymous divulgou informações sobre o diretor do FBI, Robert Mueller.

- No dia 23, Anonymous divulga a discografia da Sony para download, como protesto. Na mesma data, um suposto ataque ao Facebook é anunciado, mas negado depois.

Quer se informar sobre o Anonymous? Confira os twitters @anonops e @youranonews.

Parece roteiro de filme? Não, foram notícias na imprensa. Neste mês.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Aplicativo do Orkut para iPod e iPhone: Primeiras impressões

Mais simples que o app do Facebook e lançado nessa semana, o Orkut tem visual leve e carrega rapidamente seus status, scraps e aniversários de amigos. Chegou meio tarde pra um aplicativo de rede social, mas vale baixar pela nostalgia.

Com poucos cliques, é possível "gostar" de comentários e postar fotos. Os contras do programa é a total incompatibilidade com as comunidades e o touch meio falho.

Vale a pena rever essa que foi a maior rede social no Brasil.




quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Hoje é dia de manifestação anti-SOPA (na internet)



Wikipedia deu o pontapé inicial hoje para iniciar as manifestações contra o SOPA e PIPA, projetos de lei norte-americanos para combater a pirataria na rede. O site de Jimmy Wales tirou a versão em inglês do ar.

Além dele, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, postou uma mensagem de protesto em sua rede. Milhares de outros sites também estão se manifestando. Abaixo, veja a mensagem de Zuckerberg, que eu acho adequado para a data.

"A internet é a ferramenta mais poderosa que temos para criar um mundo mais aberto e conectado. Não podemos deixar que o pensamento pobre saia das leis para o meio do caminho do desenvolvimento da internet. O Facebook se opõe ao SOPA e ao PIPA e nós vamos continuar a nos opor a qualquer lei que interfira na internet.

O mundo de hoje precisa de líderes políticos que sejam pró-internet. Estamos trabalhando com muitos deles por meses em melhores alternativas a essas propostas. Eu encorajo você a investigar mais sobre esses assuntos e dizer aos seus parlamentares que você quer que eles sejam pró-internet"

Para quem quer saber mais e quiser ver plebicitos, clique aqui.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Game é arte! (Não é tão) Simples assim...

De tempos em tempos – em períodos cada vez mais curtos – a indústria dos games se vê em uma discussão no mínimo necessária: Os games são, ou algum dia serão, uma forma de arte? Pergunte isso para entusiastas e a resposta de virá de forma rápida, com um sonoro e agressivo “sim”. Quando o questionamento é levado para pessoas com mais afinidade mídias reconhecidamente artísticas, como cinema ou literatura, a discussão ganha uma densidade necessária.

Volto a esta discussão graças a um texto publicado no blog do Inácio Araújo, blogueiro que geralmente não concordo muito, intitulado “Os games são a forma de arte do futuro?”. O texto é raso, mas chega a uma conclusão que vale a discussão: A interatividade dos games impossibilita que sejam uma forma de arte. É uma opinião dele - “chutada”, como ele mesmo diz. A principio critiquei, mas graças a uma discussão via Facebook com um amigo, ponderei: Estaria Araújo certo?

Para chegarmos a alguma conclusão, temos que passar por uma das perguntas mais chatas existentes: O que é arte? De forma simples e direta, para mim arte é aquilo que, além de uma qualidade acima do normal (requisito básico), propõe algo diferente, foge à regra e transcende o óbvio. Portanto, não importa que um game seja absurdamente bom tecnicamente, ou que te divirta como nunca, afinal esta é a proposta dos videogames, mas que ele traga algo novo. Sendo assim, chegamos a uma conclusão um tanto quanto óbvia, válida para tudo. Alguns games são forma de arte. Outros, não.

Não há demérito algum em um game não atingir um patamar artístico. Pelo contrário, pois muitos deles cumprem sua função de forma magistral. Exemplos como Uncharted, Gears of War, Batman: Arkham City, apenas para citar mais recentes, são provas vivas de que os games não devem em nada para o cinema mais. São bem produzidos, bem escritos, e entregam tanta emoção quanto qualquer grande produção de Hollywood. Mas falta neles o mesmo que falta em qualquer grande produção de Hollywood: O algo a mais. E aí que entram obras como Shadow of Colossus, The Legend of Zelda: Wind Waker (ou qualquer um da série) e a saga Metal Gear Solid.

A grande questão então está neste “algo a mais”, o que é ele? Uma grande história? Com certeza, mas não apenas, afinal isto boa parte dos jogos de hoje tem. Visual único? Talvez sim, mas oras, MGS por exemplo nunca foi além do realismo. É uma ideia que o amigo citado acima, Stephano Nunes – para dar o crédito – soltou, de que cada aspecto do game é uma forma de arte em separado, mas quando se juntam, algo se perde, talvez na jogabilidade, pois este elemento não pode ser trabalhado desta forma, já que depende da interferência do jogador...interatividade.

Apesar desde forte argumento contra, existe um fator que talvez seja colocado de lado nesta discussão. Quando tudo que constrói um game se converge ao redor do jogador e transforma aquele personagem/avatar em parte da mensagem, o que temos é algo que nem o cinema pode entregar. A percepção do jogador passa a fazer parte daquela nova forma de arte. Quando a Nintendo resolve, em 2011, não dar fala a Link, em The Legend of Zelda, pois quer que o jogador pense nele mesmo como Herói do Tempo, isto também é uma forma de arte. Quando o ICO Team cria cenários e inimigos tão grandes contrastando com um personagem relativamente pequeno, e ressalta tal inferioridade através da conclusão de seu roteiro, isso é uma forma de arte. A arte não está na jogabilidade em si, mas na forma como o jogador a percebe e se relaciona com ela. E quando tudo isto ocorre, quando tudo se converge ao redor do jogador de uma forma coerente e uniforme, o que temos não apenas um game AAA. Temos uma experiência única e marcante, tanto quanto qualquer outro meio pode entregar.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Contar as verdades sobre o jornalismo com metáforas e nomes trocados



Taiaçupeba, distrito que fica em Mogi das Cruzes, pode ser a cidade de São Paulo toda. Rádio Caramelo pode ser Rádio CBN. TV Caramelo pode ser TV Cultura. É através desses nomes que escondem (um pouco) a realidade, como as metáforas, que o jornalista Heródoto Barbeiro conta as histórias dos bastidores do jornalismo no livro Fora do ar.

Com esse material bem humorado e recheado de ensinamentos sérios sobre a prática da imprensa, Heródoto nos conta as crônicas de repórteres, estagiários, estudantes de jornalismo, produtores e vários tipos de profissionais que acompanharam sua carreira. Sem fazer menção direta às personalidades polêmicas da profissão, o jornalista aponta absurdos que foram cometidos na cobertura dos ataques do PCC em São Paulo, um ano antes do livro. 

Também conta a história de um apresentador de TV que, por conta de implicar com o pessoal da área técnica ao querer um programa "a sua imagem e semelhança", teve seus equipamentos molhados com urina alheia. Um problema de ego que resultou numa situação vergonhosa.

O autor narra todas essas histórias de maneira leve, com uma média de duas páginas por crônica. O material foi lançado em 2007 e oscila entre a realidade e a ficção, sempre trazendo ensinamentos sobre a área profissional. Em algumas narrativas, Heródoto aproveita para homenagear produtores de rádio como Johnny Black, que o ajudaram a evoluir seu trabalho de locutor desde os anos 70/80.

É claro que o autor também mostrar alguns problemas nítidos, mas pouco discutidos, da profissão de jornalista: Os cortes salariais, os salários mal-pagos, as condições de trabalho precárias, as crises nas redações e os profissionais que tiveram suas carreiras manchadas após executarem de maneira antiética o seu ofício. Conta histórias sobre jabás, intrigas publicitárias e problemas políticos. A escrita de Heródoto é elegante no texto, sem apelar para polêmicas desnecessárias, apostando no sintético. Para quem quer conhecer o jornalismo na prática, com uma pitada de humor, este livro é altamente recomendado.