quinta-feira, 31 de maio de 2012

Um trailer polêmico e o politicamente correto... até nos games


Se existe uma coisa chata no mundo de hoje é o “politicamente correto”. Mas, tão chato quanto ele, é o “politicamente incorreto”, ou seja, aquela mania irritante de simplesmente querer ser do contra. Afirmo isso, porque nesse texto vou correr o risco de cair na segunda opção.

A Square-Enix lançou hoje (30/5) o novo trailer de Hitman: Absolution, novo jogo da série sobre o Agente 47, um assassino de aluguel que se vê caçado pelo próprio sistema do qual fazia parte. Pra quem não conhece a série, ela foi uma das percussoras dos jogos de ação “stealth” na última geração, bebendo da fonte de Metal Gear Solid e dando origem a filhos como Splinter Cell. Quanto a história em si, entre alguns jogos e spin-offs, ela foi no máximo divertida, mas nunca nenhuma obra de arte. O game até chegou a ser adaptado para o cinema em um filme homônimo sem muita graça. Pois bem, a Square promete mudar essa impressão morna que Hitman passa, e vem investindo pesado em seu próximo capitulo, e o trailer é o exemplo máximo disso.

O ponto é que, menos de 24 horas depois de chegar à rede, o vídeo de dois minutos e meio já causou polêmica. Em uma sequencia incrivelmente bonita, o Agente 47 é ataca por assassinas sexys vestidas de freiras e, uma a uma, mata todas, em sequências gráficas e fortes.  No artigo que mais gerou repercussão até aqui, Keza Macdonald, editora da IGN UK, um dos maiores sites de games do mundo, chama a peça de, entre outras coisas, ofensiva, sexista, de mal gosto e “um mal sinal sobre o que público quer dos games”. Você pode ler o artigo clicando aqui.

Pois bem, este é o problema quando se leva muito a sério algo que simplesmente não é sério. Existem games e games. Existem obras pesadas como Heavy Rain ou Red Dead Redemption, que de fato querem passar uma mensagem, obras de arte como Journey ou Shadow of Colussos e existem - a gigantesca maioria - o entretenimento puro e simples. E Hitman não é nada além disso. O trailer, que você pode conferir ao fim do post, parece uma sequência tirada de algum filme trash do Robert Rodriguez (Sin City, Machete e Planeta Terror). Sim, ele é machista, é violento, talvez seja de mal gosto, mas não, não é um mal sinal para a indústria. É apenas uma peça sem qualquer conteúdo mas que traz um visual “legal”, que todo fã do jogo vai adorar. Isso vai gerar hype, vai ajudar a vender mais e só.

Que a indústria dos games hoje é madura o suficiente para ser considerada culturalmente tão relevante e influente quanto a do cinema, não há dúvidas. Mas, assim como no cinema, a grande maioria de seus produtos não é séria, e não deve ser tratada como tal. E não vamos esquecer uma coisa básica: os games cresceram a partir da violência, com um encanador italiano esmagando a cabeça de tartarugas. Sinceramente, um homem de terno matando freiras de lingerie não me parece o fim do mundo.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

House - Everything Ends


Tudo acaba. E quando estamos falando de uma série de TV, é melhor que acabe mesmo, de forma anunciada e programada, mostrando o verdadeiro desfecho que aqueles personagens merecem ter. Mas não há como negar a tristeza que bate quando os créditos do último episódio sobem. Diferentemente de um filme, a longa duração de séries cria uma conexão com o telespectador que vai além de gostar ou de não apreciar. Se torna uma prazerosa rotina e, como tal, é difícil dizer adeus a ela.

Poster do último episódio de House
Pois bem, House acabou. Depois de 8 temporadas e 176 episódios, a que talvez tenha sido a série mais influente e mais reconhecida do século XXI (junto com 24 Horas) chegou ao fim. Obviamente não vou comentar sobre o episódio final, já que ainda não foi exibido no Brasil. Mas algumas coisas precisam ser ditas sobre a série, que viu sua audiência cair um pouco nos últimos meses, assim como uma natural crise criativa. A verdade é que mesmo nos últimos episódios, onde o roteiro parecia já ter se esgotado, House ainda tinha seus momentos brilhantes.

Tendo como principais pilares uma história ousada para a TV da época – a série começou em 2004 –, a performance do comediante inglês Hugh Laurie no papel de House não demorou para se tornar a série mais popular dos EUA, a ponto de colecionar prêmios. De forma sutil, House foi uma adaptação moderna de Sherlock Holmes, apresentando um personagem que em sua genialidade e vício por casos médicos impossíveis Ele era incapaz de estabelecer conexões humanas, exceto com seu melhor e único amigo, James Wilson (e não, ter as mesmas iniciais de John Watson não é mera coincidência).

Só que o mais importante e o principal motivo por trás da popularidade e da qualidade da série é o fato de não ser uma série médica. Alguns até podem dizer que a viam por conta dos casos, mas o que cativava em House era uma humanidade difícil de achar nos seriados atuais. Cada episódio dissecava mais profundamente os personagens. E quando achávamos que os havíamos entendido, tudo se revirava. Não porque o roteiro era indeciso, mas porque as pessoas o são.

O que fica é que, depois de 8 temporadas, House precisava de um fim, porque tudo precisa. O seu maior legado é a certeza de que vale a pena investir personagens controversos, que obscurecem qualquer relação entre bem e mal. O certo e o errado que tínhamos, até então, em séries. A TV americana soube aproveitar isso. Séries como Mad Men, Justified, Game of Thrones e Dexter são descendentes diretas de House. Fica a esperança de que algum dia, em um futuro que parece ser distante, a TV brasileira também aprenda essa lição.

domingo, 27 de maio de 2012

Edu Falaschi no Angra: Uma estrada de altos e baixos


Edu Falaschi saiu do Angra no último dia 24, deixando, na banda, quatro álbuns e um EP. Cobrado desde sua entrada, em 2000, para superar o cantor André Matos, Falaschi enfrentou altos e baixos no grupo. Para entender melhor sua passagem no Angra, comentarei sobre o material que contou com a participação do vocalista ex-Symbols, que atualmente está no Almah.

Rebirth é um CD muito parecido com o primeiro disco, o de estreia, Angels Cry, e com o som tradicional que o Angra fazia até então.

Lançado em 2001, com um DVD ao vivo em seguida, o material mostra Edu Falaschi tentando cantar como André Matos, em composições que abusam de notas altas e falsetes no vocal. 

O resultado não é 100% do que Falaschi poderia oferecer para a banda, mas as canções estavam inspiradas na época. Grudentas, como Nova Era e Heroes of Sand, elas continuam no setlist da banda em suas apresentações hoje.


Hunters and Prey é um EP que segue apenas como uma continuação de Rebirth. Chama atenção pela faixa título cantada tanto em português quanto em inglês, além de outras surpresas.

Edu Falaschi arriscou um cover de Mama, do Genesis. A música pop não ficou ruim em seus vocais, mas é notável que foi apenas uma homenagem despretensiosa.

Mesmo com esse bom material de 2002, o Angra parecia se repetir com Edu Falaschi nos vocais. Foi nesse ponto da trajetória que eles se prepararam para produzir o melhor material até então.


Temple of Shadows foi uma surpresa muito positiva em 2004 e foi provavelmente o melhor álbum de Falaschi com o grupo. Os falsetes ainda estão com o Angra, mas Edu Falaschi aprendeu a usar os graves sem mudar muito o tom das músicas. Kiko Loureiro estava inspirado nos solos. Rafael Bittencourt fez bases de arrepiar. Aquiles Priester e Felipe Andreoli fazem uma das cozinhas mais consistentes da história da banda.


Se Edu Falaschi deixou alguma herança na era pós-André Matos, foi este CD: Um material de qualidade, com alcance internacional e absurdamente rápido e empolgante.

Vale até pela participação de Milton Nascimento.

Foi a partir de Aurora Consurgens, o último disco com o baterista Aquiles Priester, que o Angra de Falaschi começou a derrapar.

Os vocais de Edu Falaschi já não tinham a mesma potência aguda, o que aumentou as comparações com André Matos entre os fãs. Poucas músicas grudaram na cabeça do ouvinte deste CD, como The Course of Nature.

A banda tentou experimentar novos sons, fazer elaborações dignas de metal progressivo, e não do som que faziam até então. Isso foi 100% ruim? Não, mas não fez tanto sucesso.



Por fim, Aqua volta a ter uma pegada próxima de Temple of Shadows em músicas como Arising Thunder. Mesmo assim, Falaschi não faz um trabalho notável, assim como a banda, em tentar composições simples e empolgantes.

O conceito por trás desse CD é a obra literária A Tempestade, de William Shakespeare. A ideia é interessante, mas a execução não parece clara. Para quem não sabe a história, Aqua pode passar em branco quanto a sua temática.

Esse lançamento encerra a era de altos e baixos com o cantor Edu Falaschi na banda. O Angra precisa se reinventar? Precisa. Mas é possível perceber que os fãs gostam de um determinado tipo de som na banda.

Caprica, prequel de Battlestar Galactica: Primeiras impressões


Para quem quer ver um lado mais humano no enredo de Battlestar Galactica, e já viu o seriado original, Caprica é uma série recomendado. Lançado em janeiro de 2010, o prequel trata, única e exclusivamente, sobre a origem dos Cylons, as máquinas que exterminam a raça humana. E na gênese dos robôs, está uma pessoa.

O seriado aborda a história de Zoe Greystone, integrante de um grupo monoteísta chamado Soldiers of the One. O mundo das 12 colônias em Galactica, como se sabe, tem a religião politeísta entre os humanos. Por esse motivo, os Soldiers decidem fazer um atentado terrorista em um metrô em Caprica, porque eles são uma minoria rejeitada na sociedade. Uma das pessoas que morre é, justamente, Zoe. Isso acontece logo nos primeiros instantes do primeiro episódio.

Com esse plot, a história se desenvolve com Daniel Greystone, o pai da jovem. Ele é um industrial que criou uma máquina que transporta os homens para um mundo holográfico. Após o desenvolvimento dessa tecnologia, ele foi escalado para criar robôs militares, chamados por ele de Cylons.

Mas essa tecnologia não possui uma consciência humana. E ai, então, que Daniel descobre que sua filha criou uma versão digital dentro de seus hologramas.

Com as informações da jovem em mãos, David Greystone decide colocar a consciência de Zoe no primeiro robô. Dai em diante, basta que você veja o seriado, para descobrir mais.

Há outros personagens no seriado, como Joseph Adama, o pai do comandante William Adama, que será líder da Galactica da série original.

Confira o trailer.


Edu Falaschi sai do Angra depois de quase 12 anos


Na madrugada da última quinta-feira, dia 24, Eduardo Falaschi anunciou sua saída da banda de heavy metal brasileiro Angra. O vocalista, que aceitou o convite em agosto de 2000 para entrar no grupo, substituiu André Matos por quase 12 anos.

No mesmo dia do anúncio, o cantor publicou uma carta aberta. Veja abaixo:

"Caros amigos, fãs e parceiros,

Há alguns momentos na vida de um homem que é necessário tomar algumas decisões radicais para seguir em frente.

Vivo um momento muito feliz, onde hoje, aos 40 anos de idade, me sinto pleno e altamente satisfeito por ter conseguido realizar praticamente todos os meus sonhos pessoais e profissionais.

Tenho uma família linda, muitos amigos e fãs maravilhosos que me acompanham nesses mais de 20 anos de carreira, com mais de 15 álbuns gravados, diversas turnês mundiais e milhares de cópias vendidas no mundo todo.

Sou uma pessoa afortunada por ter conseguido chegar tão longe fazendo Heavy Metal no Brasil e desbravando o planeta fazendo a música que mais amo.

Venho pensando, já algum tempo, sobre os caminhos que devo seguir e finalmente cheguei a conclusão que é chegada a hora de tomar, o que talvez seja, a decisão mais difícil da minha vida.

É com um misto de alívio, paz e tristeza que venho declarar que a partir de hoje não sou mais a voz do ANGRA. Estou saindo da banda, já com muitas saudades de tudo o que construímos juntos, principalmente dos tempos alegres de ´Rebirth´ e ´Temple of Shadows´. Jamais esquecerei tudo o que vivemos, desde os bons até os maus momentos, afinal, sempre devemos ver o lado bom das coisas, sobretudo nas dificuldades.

Todos nós sabemos que nada é eterno e que as separações, uma hora ou outra, acontecem. Vivemos juntos por uma década, e isso é uma vida. Tivemos nosso momento, fizemos história, uma fase linda e inesquecível da qual serei eternamente grato por esses 10 anos de muitas vitórias e por todas as oportunidades que me foram dadas! Desejo-lhes sorte nos caminhos que decidirem trilhar.
Tenho e sempre terei muito orgulho da nossa história! Enfim, minha vida é a música e a música é meu alimento do espírito.

Tenho muitos planos e projetos para o futuro, e em breve todos saberão! Alguns deles já estão bem consolidados, crescendo a cada dia, fortes e gerando ótimos frutos que demandam e merecem a minha inteira dedicação. Sendo assim, precisarão da dedicação de outros envolvidos e, por razões óbvias de logística, ocorrerão algumas mudanças naturais nos meus trabalhos fora do ANGRA, como a saída do Felipe Andreoli do Almah, que se dedicará somente ao ANGRA e seus outros projetos.

Quanto ao Felipe, todos nós do Almah sentiremos muitas saudades e seremos eternamente gratos por sua essencial contribuição com nossa história, que continua firme e em frente.

Com essas grandes mudanças de ciclo e de renovação de energias, eu sigo para construir um futuro de paz e harmonia, com os meus ideais e minha carreira como cantor, compositor e produtor ao lado dos meus fãs e amigos.

Sempre primando pela amizade, humildade, união e igualdade!

Muito obrigado a todos!

Para um coração limpo nada é impossível!

Com carinho...

Edu Falaschi"

Fãs agora esperam para saber quem será o próximo vocalista, já que o Angra decidiu continuar com sua carreira. Alguns especulam sobre uma volta de André Matos, que vai se apresentar com sua antiga banda Viper.

Edu Falaschi é vocalista desde 1989. Já passou pelas bandas Mitrium, Venus e Symbols. Atualmente, toca seu projeto solo que foi transformado no grupo Almah.

Via Whiplash.net.

domingo, 20 de maio de 2012

Donnie Darko, um herói contra seu tempo


Lançado no dia 26 de outubro de 2001, Donnie Darko trouxe aos cinemas uma história ambientada nos anos 80 muito cativante para quem gosta de roteiros de ficção complexos. Escrito e dirigido por Richard Kelly, o filme conta a história de um jovem portador de esquizofrenia que tem um encontro sinistro com um homem vestido de coelho.

O adolescente Donnie Darko (Jake Gyllenhaal) encontra Frank (James Duval), o coelho, que traz uma previsão apocalíptica: O mundo vai acabar em 28 dias, 6 horas, 42 minutos e 12 segundos. O encontro ocorre em uma madrugada, com o coelho guiando o jovem sonâmbulo. No mesmo momento, uma turbina de um avião cai em sua casa, exatamente em seu quarto.

Com a previsão do estranho personagem, Donnie decide então caçar todas as injustiças que existem em sua escola, na sua casa e em sua vida. Em seções de terapia e contatos com amigos, ele descobre uma teoria sobre realidades tangentes. O protagonista descobre, então, que ele vive uma realidade alternativa que vai acabar exatamente no tempo em que o coelho determina.

O filme, que completou dez anos em 2011, é recomendável para quem quer ver um tipo de ficção diferente. Recentemente, o Jovem Nerd fez um podcast criticando o roteiro do longa. Vale ouvir, também.

sábado, 19 de maio de 2012

Mark Zuckerberg se casa com Priscilla Chan um dia depois do IPO do Facebook


Esta foto acima foi divulgada no perfil pessoal do CEO do Facebook. Mark Zuckerberg casou-se hoje com Priscilla Chan, sua namorada desde 2003. Em um relacionamento de quase 10 anos, o empresário decidiu se casar com a descendentes de chineses um dia depois do IPO do Facebook.

Priscila Chan é formada em medicina pela Universidade da Califórnia, São Francisco.

Na abertura da oferta inicial de ações da rede social, Mark apertou o botão para abrir o pregão da Nasdaq em Menlo Park, no Vale do Silício. Rodeado por funcionários, a cerimônia do CEO foi transmitida ao vivo em telões no Times Square. A abertura do Facebook na Nasdaq eleva o valor de mercado da empresa para o patamar de US$ 104 bilhões. A ação foi fixada em US$ 38.

Depois dessa ação para expandir a empresa, casar não parece má ideia, não?

Jornalismo no Vietnã: Uma profissão perigosa para mulheres?


A colega de profissão que já colaborou para este blog, Larissa Tsuboi, deu um depoimento interessante sobre os problemas e a situação da imprensa no Vietnã para a Folha de S.Paulo. Larissa está trabalhando como voluntária nas terras vietnamitas atualmente e, além da grande diferença de fuso horário lá comparado com o Brasil (cerca de 12h), ela está testemunhando uma cultura muito diferente da nossa, de um país que convive com um governo socialista.

Segundo ela, o governo veta acesso às redes sociais online, como o Facebook, e as faculdades exigem uma prova no final do ensino médio. Ao contrário do Brasil, o Vietnã exige uma especialização do estudante de jornalismo, colocando ele para seguir em TV e Radiodifusão, Rádio, Internet, Jornal impresso, Fotografia ou Gravação a partir do segundo ano no ensino superior. Estudantes disseram a Larissa que a profissão é considerada arriscada para mulheres e que o país ainda mantém uma cultura altamente machista.

Larissa Tsuboi já escreveu um diário de viagem durante sua passagem no Japão neste blog, chamado Diário de uma Arubaito. Se quiser ler, para conhecer mais de suas impressões fora do Brasil, também em terras asiáticas, clique aqui.