sábado, 4 de maio de 2013

Revista e site da Carta Capital mudam de visual para se adequar aos novos tempos

Revista de esquerda dirigida por Mino Carta, o homem que fundou a revista Veja e a Quatro Rodas, a Carta Capital começou o mês de maio de 2013 com um novo visual radical. Abandonando a faixa tingida de vermelho por baixo do logo na capa da publicação, a revista agora aposta em um logotipo mais quadrado e discreto. De acordo com a publisher Manuela Carta, a revista semanal e seu site passarão por uma reforma para apostar mais em imagens, conteúdo dinâmico e voltado para o digital, como a leitura em smartphones, tablets e computadores.

Gostando ou não da publicação, a reforma é uma boa notícia no mercado editorial e no jornalismo, provando que uma boa imprensa não se faz apenas com conteúdo relevante, mas também com um formato atraente. E, por um lado, a mudança na Carta Capital parece pertinente com a forma de apresentar conteúdos em revista, diminuindo a poluição visual nas letras e no esqueleto da publicação.

O grande risco em reformas editoriais, quase sempre, é fazer uma mudança estética e pouco prática para o conteúdo. No entanto, investir em uma imagem simplificada quase sempre coopera para que as informações da publicação fiquem em evidência.

Mais informações, aqui.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Leia a crítica da Ombudsman da Folha sobre a crise do Estadão

Gostou do texto no Bola sobre a crise do Estadão? A ombudsman e jornalista da Folha de S.Paulo, Suzana Singer, fez uma crítica direta ao jornal concorrente. E conseguiu abordar pontos importantes sobre formato de jornal, advento da internet e os cortes de emprego de diversos jornalistas no Brasil.

Separo alguns trechos, logo abaixo.

"O dilema para os jornais hoje, e não só no Brasil, é encontrar um novo ponto de equilíbrio. Se as pessoas têm pouco tempo para ler, vamos escrever menos, mas, se o jornal ficar fino e superficial demais, para que comprá-lo, já que há informação de graça na rede?"

"Oferecer menos conteúdo precisa ter necessariamente como contrapartida uma melhoria significativa na qualidade do que é publicado. Poucos assuntos, mas apurados com precisão e profundidade e editados com inteligência. Se não for assim, estaremos apenas apressando o passo rumo à irrelevância."

Gostou da discussão? Detalhes, aqui.

O Discurso sem Método, o jornal da Filosofia da USP, entrega 700 exemplares em uma semana

Na primeira semana de abril, o jornal O Discurso sem Método, do curso de Filosofia da Universidade de São Paulo, conseguiu um feito para uma publicação universitária: Distribuiu 700 exemplares em apenas sete dias. Como um jornal feito inteiramente por estudantes do curso, ele cumpre seu propósito, sendo um espaço aberto de discussão política, de artes e de poesia, além de conter textos com parte dos conteúdos aplicados nas aulas pelos professores.


"Jornal a serviço da dúvida" está no seu terceiro número e reproduz na capa um quadro do artista Francisco Goya, chamado "O Sono da Razão produz monstros". A publicação vale a sua leitura e é disponibilizado de graça no departamento da FFLCH-USP.

Mais informações no site do jornal.

sábado, 27 de abril de 2013

A crise do Estadão é a crise dos jornalistas brasileiros

Pesquisa feita pelo Portal Comunique-se apontou que mais de 1.230 jornalistas foram demitidos em 2012. Desses mais de mil, o Grupo Estado (O Estado de S.Paulo, Agência Estado e JT) demitiu 20 em fevereiro. Depois, o Jornal da Tarde fechou as portas no dia 31 de outubro e dispensou mais 20 profissionais no final do ano. Em 2013, também no mês de fevereiro, mais 22 profissionais foram demitidos e uma reforma no impresso foi anunciada. O caderno Link, de tecnologia, foi reduzido significativamente. Economia foi unida com Negócios. Já as seções Metrópole e Internacional ficaram juntas no primeiro caderno, que passou a agregar Esportes também. A reforma, segundo os donos, quer vender um jornal mais sintético, com pacotes também para leituras em tablets e na internet (paywall).


A crise do Estadão é a crise dos jornalistas brasileiros, ou, mais precisamente, do modelo de negócio de imprensa no Brasil.

Os cortes começaram pelo site do Estado. A reforma jornalística na versão impressa, por sua vez, torna o jornal cada vez mais parecido com a leitura dinâmica de uma página na internet. Mas parece que faltam investimentos substanciais de uma empresa acostumada com mídia física em uma mídia virtual significativa.

O Estadão ainda é um veículo de prestígio no Brasil. É um jornal com postura editorial política conservadora, visão das elites, e dono de uma das maiores agências de notícias nacionais: A Agência Estado. Vende conteúdos sob a marca Estadão Conteúdo para diversos veículos e portais, como UOL, Terra, iG e sites da Editora Abril.

Considerando sua relevância em conteúdo, seria importante que um jornal como este se recuperasse da crise que vive hoje, mas os diagnósticos apresentados até agora não parecem satisfatórios. Jornal enxuto vende? E a qualidade das reportagens, como fica? E cadê o investimento no portal na internet? Internet é o futuro como é apresentada hoje?

Façam suas apostas.

Você iria em uma convenção de Doctor Who?

Você iria em uma convenção de seu seriado favorito? Gosta de Doctor Who a ponto de partilhar experiências com outros fãs? No dia 15 de junho, você poderá fazer isso, na Gallifrey Con.


Doctor Who  foi ao ar pela primeira vez em 1963 e ficou na televisão ininterruptamente até 1989, quando a série foi cancelada. Antes da volta triunfal em 2005, com o icônico episódio "Rose", foi lançado um filme em 1996, que apresenta o Oitavo Doutor em uma aventura nos EUA. A série conta as aventuras do Doutor alienígena de 900 anos da raça dos Time Lords de Gallifrey em suas "andanças" pelo tempo e espaço em sua nave Tardis, salvando mundos, como a Terra. Ele faz isso usando sua chave de fenda sônica (sonic screwdriver) ou "revertendo a polaridade do fluxo de nêutrons".

O Doutor já foi interpretado por 11 atores diferentes, dentre eles Sylvester Mccoy (O Hobbit - Uma Jornada Inesperada), Christopher Eccleston (Elizabeth) e David Tennant (Harry Potter e o Cálice de Fogo). As mudanças de elenco são possíveis devido a um dos "poderes" do personagem, de se "regenerar" em outro corpo quando estiver à beira da morte.


A convenção brasileira está na sua segunda edição. Em 2011, contou com um público de mais de 500 pessoas. A Gallifrey Con acontece no dia 15/06/13 na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social - Bunkyo (Rua São Joaquim, 381 - Liberdade, São Paulo - SP) das 10h às 18h.

Detalhes do evento na foto acima.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Bola da Vez #22: Ataque Crítico, um blog que relaciona literatura e games, e que leva jogos à sério

Qual a relação entre o dramaturgo e poeta Bertold Brecht e o game Spec Ops, um jogo com militares americanos? A narrativa, segundo o autor João Neto, do blog Ataque Crítico. Hoje, este site é uma recomendação forte que fazemos aqui no Bola da Foca, sobretudo pelo conteúdo profundo que há nessa página.


O blog faz textos que discutem a relação do novo Tomb Raider com a filosofia alemão Gottfried Leibniz, além de discussões sérias sobre a composição de narratividade, trilha-sonora e composição de design desses produtos eletrônicos.

Os posts não são fáceis de ler, mas vale cada raciocínio mencionado, como aquisição cultural, principalmente.

Obrigado pela recomendação, Paulo Zambarda.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Bola da Foca é destaque no Jornal Destak

Bola da Foca foi destaque na seção "Seu Destak" do jornal gratuito Destak, no dia 3 de abril de 2013. Premiado quatro vezes consecutivas entre os 100 melhores blogs de comunicação do concurso TOP BLOG, este "blog-jornal" teve espaço em uma publicação impressa.


O jornal descreve:

"Blog Bola da Foca é um 'blog-jornal' criado por estudantes de jornalismo para praticarem seus conhecimentos. Amplamente premiada, a página oferece a todos a possibilidade de postar textos e expressar opiniões em um espaço visitado por mais de cinco mil pessoas por mês."
Agradecemos a divulgação e reforçamos que o propósito deste site é ser colaborativo e aberto para discutir jornalismo e comunicação. 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

64% dos jornalistas no Brasil são mulheres


A maioria dos jornalistas brasileiros é formada por mulheres brancas, solteiras, com até 30 anos de idade. No total da categoria, elas representam 64%. A informação detalhada é de uma pesquisa divulgada pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) na última semana.


O estudo Características Demográficas e Políticas dos Jornalistas foi feito a partir de respostas encaminhadas por 2.731 jornalistas brasileiros em todos os estados e em outros países. Os dados foram coletados entre os dias 25 de setembro e 18 de novembro de 2012, por e-mail, redes sociais, notícias em canais especializados e página da pesquisa na internet.

O levantamento também indica baixa presença de negros (pretos + pardos, segundo classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE) na profissão. Os pretos correspondem a 5% dos jornalistas e os pardos, 18%.

Sobre a formação profissional, o trabalho indica que nove em cada dez são diplomados em jornalismo, majoritariamente em instituições privadas de ensino. Além disso, quatro em cada dez têm cursos de pós-graduação. A maioria defende a exigência de algum tipo de formação superior para o exercício da profissão, sendo mais da metade a favor da diplomação específica em jornalismo.

O levantamento mostrou também que quase três quartos da categoria são favoráveis à criação de um órgão de autorregulamentação do exercício da profissão. Dois terços têm renda até cinco salários mínimos e quase metade dos jornalistas trabalha mais de oito horas por dia.

Texto original de Thais Leitão, da Agência Brasil