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quarta-feira, 11 de março de 2015

Indiretas para Marta Suplicy e retomada da cultura: Encontro com o novo ministro Juca Ferreira em São Paulo

Por Pedro Zambarda

Eu compareci, no dia 4 de março, na Roda de Conversa com Midialivristas no Centro Cultural São Paulo, promovido pelo Ministério da Cultura e com presença do novo titular da pasta, Juca Ferreira. Sem muitas formalidades e com transmissão ao vivo pela internet, o novo ministro do segundo governo Dilma Rousseff disse que agora está mais a par da situação de sua nova gestão e já selecionou os secretários para estabelecer reformas culturais no Brasil.


Ele, no entanto, não poupou críticas à gestão anterior da pasta, de Marta Suplicy. Sem mencionar a ministra nominalmente em nenhum momento, Juca Ferreira mandou suas indiretas: “Estamos implantando a nova gestão do Ministério da Cultura e estabelecendo planos para políticas no país. Queremos retomar o que foi abandonado neste processo, porque tem muita coisa que perdeu densidade. Eu não quero entrar nessa conversa porque você não dirige olhando pro espelho retrovisor, mas dá um trabalho danado recompor o clima do ministério”.

O ministro Juca Ferreira disse que a maioria dos processos em trâmite dentro de sua pasta estava congelado, porque as pessoas tinham “medo de assinar papéis”.  Ele disse que em três ou quatro meses consegue recompor os processos, sendo que houve devolução de dinheiro em projetos de financiamento cultural. “Não dá para trabalhar assim. Os órgãos do Estado precisam recompor um clima de trabalho profissional dentro do ministério”, afirmou o ministro, não poupando Marta e relembrando que a gestão dele foi uma continuação dos trabalhos de valorização social que Gilberto Gil iniciou no primeiro mandato de Lula.

“Quando fui ministro pela primeira vez, me viam como um querido. Hoje, depois que tomei um posicionamento na campanha da presidenta Dilma, tenho mais opositores”, completou.

Além de Marta, Juca critica até Joaquim Levy

 Entre os principais assuntos do encontro, Juca Ferreira debateu a importância dos pontos regionais de cultura, a necessidade da regulamentação dos meios de comunicação e o fortalecimento de veículos públicos. “A EBC, por exemplo, precisa ser uma emissora voltada para o público e não para atender demandas do governo”, disse o ministro.

No entanto, o ministro Juca Ferreira não deixou de criticar a situação do atual governo. “O Brasil está passando um momento delicado economicamente, institucionalmente e as energias corrosivas estão soltas por ai. O país está vivendo um momento de insegurança, de perda de credibilidade na política democrática. Os que foram responsáveis pela consolidação do ciclo de desenvolvimento cometeram tantos erros que hoje estão na berlinda, a verdade é essa. Por isso o Brasil precisa rever seu projeto de nação e incluir mais verba na cultura”, pontuou.

Juca Ferreira admitiu que a consequência da Operação Lava Jato no noticiário e no meio político não será pequena. “E não adianta nós apontarmos apenas os corruptos da oposição. Quando a esquerda fica parecida com a direita, quem ganha é a direita”, frisou o ministro.

Quando aprofundou no tema da economia, ele não deixou de mencionar o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que pretende fazer profundos cortes de gastos do governo. “Mas, pra essa gente, o legal é sempre taxar mais”, criticou.

Lei Rouanet “neoliberal”

Com várias perguntas da plateia, Juca Ferreira esclareceu seu ponto de vista pessoal e o que ele pretende fazer com a Lei Rouanet, que aumenta incentivos privados através de desoneração fiscal. “O que as pessoas não sabem é que essa lei não lida com verba privada, mas sim com um dinheiro público que iria para pagamentos de impostos. Precisamos reformá-la. Ela foi pensada nos anos 90, de uma forma neoliberal”, pontuou, lembrando que ela surgiu depois da Lei Sarney.

O novo ministério da Cultura estuda ampliar os critérios da Lei Rouanet e estimular o investimento direto e não através de desonerações. Juca também criticou a forma como a mídia noticia seu envolvimento com projetos do setor. “Muitos jornalistas forçam a barra querendo sempre me aproximar do grupo Fora do Eixo. Eles participaram de licitações e até perderam em algumas concorrências”, frisou.

Retomada da cultura tradicional com tecnologia

Juca Ferreira diz que sua gestão anterior foi marcada por uma cultura voltada para a sociedade. Em seu discurso em São Paulo, ele defendeu uma reforma de instituições como a Funarte (Fundação Nacional da Artes), para estimular mais espetáculos de dança, circo e artes plásticas, saindo do campo do cinema e do audiovisual, projetos que deram certo na gestão anterior do ministro.

Perguntei ao ministro Juca Ferreira se o governo pode intervir na reforma do Museu do Ipiranga, que foi fechado em 2013 e só seria reaberto em 2022. Seria uma manutenção mais prolongada do que museus internacionais, como o Louvre. Ele não respondeu a pergunta, mas disse que a pasta pretende fazer investimentos em acervos grandes e menores, mais regionais.

O Ministério da Cultura pretende fazer esses investimentos através do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). A ideia é revitalizar acervos que já existem e investir na criação de pequenas instituições para valorizar a cultura regional.

“Mas também teremos um trabalho forte em cultura digital. Precisamos, para implantar boa parte das mudanças, que exista um avanço no plano nacional de banda larga. E teremos uma conversa próxima com o Ministério das Comunicações”, finalizou, dando um sinal que trabalhará junto de Ricardo Berzoini dentro do governo Dilma. O comentário também surgiu quando eu mencionei projetos digitais bem-sucedidos na área da Lei Rouanet, como é o caso do game Toren que será lançado no Brasil e internacionalmente neste ano.

Confira o vídeo da conversa completa logo abaixo.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Eu me arrependo de quem eu votei em 2014 para presidente?

Por Pedro Zambarda

Votei na Dilma Rousseff nos dois turnos na eleição passada. Não sou petista e nunca fui filiado a partido nenhum. Cheguei a votar em Marina Silva em 2010. Já anulei votos. Me arrependo do meu voto na presidente pelos ministérios e pela condução econômica. Não me arrependo se a opção fosse Aécio Neves, considerando as acusações pesadas de corrupção de seus aliados, como é o caso de José Agripino Maia do DEM.


Tenho amigos tucanos e tenho amigos que votaram em Aécio Neves por razões que considero justas. Respeito é bom e todo mundo gosta.

Não sou de esquerda, por mais que amigos tentem me convencer do contrário. Tenho forte simpatia com a esquerda dos meus tempos de grêmio na escola, mas mantive uma militância apartidária - e simpática aos partidos. E aumentei minha simpatia pela esquerda após a crise americana de 2008, fora a crise européia. Conheço teses liberais e apoio a livre iniciativa. O problema é que o capitalismo conservador caminha pra formação de oligopólios e isso é tudo, menos um sistema econômico saudável.

Digo tudo isso pra expressar: Se você culpa petistas ou pessoas de esquerda pela crise no Brasil, você só contribui para aumentar o problema. A grande maioria dos escândalos de corrupção no país é formado por conluios empresariais que abastecem políticos e impedem o progresso para atender demandas particulares.

Mesmo se a gente tivesse eleito Jesus Cristo pro cargo de presidente do país, ele seria trapaceado por um congresso comprado e com uma população leniente. São pessoas que se assustam com vidraça de banco quebrada num protesto e não entendem o que é uma formação de cartel corporativo.

Votei na urna sabendo do escândalo da operação Lava Jato que se aprofundava na Petrobras, das alianças do PT com o PMDB ao longo de mais de 10 anos e da precariedade de Dilma em falar em público, pois encontrei ela pessoalmente pelo menos duas vezes cobrindo eleições. Mas lembrei do escândalo do Helicoca de Aécio Neves em Minas Gerais, da Sabesp e Geraldo Alckmin em São Paulo, além do cartel de trens e metrôs do conluio Alstom-Siemens que une alguns dos principais nomes do PSDB.

Votei consciente e não tenho culpa nenhuma caso o governo federal se prejudique na condução de sua gestão. Quem vai sofrer não são os petistas "burros" que votaram em Dilma Rousseff. Seremos todos nós. Estamos dentro do mesmo barco e no mesmo processo político. Não ganhamos nada pensando em separar as pessoas em blocos A ou B.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Confira o resultado das pesquisas Datafolha e Vox Populi neste segundo turno

Por Mariana Tokarnia, da Agência Brasil

Pesquisa feita pelo instituto de consultoria Vox Populi, a pedido do grupo Record, mostra empate técnico entre o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, e a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT). Segundo o levantamento, Dilma aparece com 46% das intenções de voto e Aécio com 43%. Votos brancos e nulos somam 5% e indecisos, 5%.


No levantamento anterior, Dilma tinha 45% dos eleitores consultados e Aécio, de 44%.

Considerados os votos válidos, excluindo-se os votos brancos, nulos e indecisos, mesmo procedimento utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial, Dilma tem 52% e Aécio, 48%. Configurando também empate técnico.

Dilma Rousseff se sai melhor entre os eleitores das regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. Aécio lidera no Sul e no Sudeste.

Quanto à avaliação de governo, 43% consideram o governo de Dilma bom ou ótimo; 36%, regular; e, 21%, ruim ou péssimo.

O Vox Populi ouviu 2 mil eleitores no sábado (18) e no domingo (19), em 147 cidades. O nível de confiança é 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01136/2014.


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Pesquisa Datafolha divulgada ontem (20) mostra a candidata do PT, Dilma Rousseff, com 46% das intenções de votos. Aécio Neves, do PSDB, tem 43%. Dada a margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois seguem empatados tecnicamente. Esta é, no entanto, a primeira vez, no segundo turno, que Dilma aparece numericamente à frente de Aécio no levantamento.

Na pesquisa anterior, Dilma tinha 43% e Aécio, 45%. Votos brancos e nulos somam 5%. Não souberam ou não responderam, 6%. Considerados os votos válidos, excluindo-se os votos brancos, nulos e indecisos, mesmo procedimento utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial, Dilma tem 52% e Aécio, 48%.

Quanto à avaliação do governo de Dilma, 42% julgaram a administração boa ou ótima, 37% consideraram regular e 20% ruim ou péssimo.

O Datafolha ouviu 4.389 eleitores nesta segunda-feira, em 257 municípios. O nível de confiança é 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01140/2014.

No primeiro turno, Dilma Rousseff obteve 41,59% dos votos válidos e Aécio Neves, recebeu 33,55%. A votação será no dia 26 deste mês.

Promessa: Dilma diz que até 2018 universalizará a banda larga no país

Por Bruno Bocchini, da Agência Brasil

A presidente da República e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, disse ontem (20) que, se reeleita, universalizará a banda larga no país até 2018. Segundo ela, universalizar significa que 90% dos domicílios terão banda larga, via fibra ótica, com velocidade de, no mínimo, 25 megabytes por segundo.


“Consideramos que a internet tem a mesma importância que, por exemplo, a universalização da energia elétrica. A internet é tão importante hoje para as pessoas como é o caso da energia elétrica. Ou seja, é um dado do consumo que a gente não pode deixar de considerar como integrante da vida das pessoas. Faz parte do cotidiano”, salientou Dilma, em entrevista coletiva em um hotel na região da Avenida Paulista.

De acordo com a candidata, o Banda Larga para Todos, como é denominado o programa de universalização, será realizado por meio de parcerias público-privadas e demandará investimento do governo da ordem de R$ 40 bilhões, que serão originários do orçamento da União, de créditos tributários e financiamentos a juros subsidiados.

“[Com o plano], pretendemos dobrar o número de conexões no Brasil. Passaremos dos atuais 150 milhões para 300 milhões no fim de 2018. Hoje, a velocidade média da banda larga é de 2,3 a 5,5 megabytes. Queremos chegar a 25 megabytes por segundo no fim de 2018", acrescentou.

Dilma disse, ainda, que o governo exigirá das operadoras a oferta de um pacote popular, com parâmetros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Como contrapartida, vamos exigir, de qualquer um dos modelos possíveis, a oferta de um pacote popular alinhado com critérios da OCDE, que são a conexão de banda larga fixa de, no mínimo, 25 a 32 megabytes”, salientou.

Conforme a candidata, os 10% de domicílios que não serão atingidos pelo programa utilizarão outros meios de acesso à internet, como rádio, satélite, o 3G ou o 4G, que são tecnologias utilizadas pelos smartfones.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Um debate importante sobre segurança em um possível segundo mandato de Dilma

Por Pedro Zambarda

Estamos chegando ao fim do segundo turno das eleições presidenciais de 2014. O tucano Aécio Neves disputa com a petista Dilma Rousseff o cargo de presidente da República. Dilma destacou-se em seu primeiro mandato com avanços na educação federal, no combate à fome e na política externa menos dócil, principalmente com o escândalo de espionagem digital dos EUA. No entanto, a gestora fraquejou no avanço da economia e foi dona de uma política de segurança dura durante manifestações, que mostraram sua face inflexível durante a Copa.


Em julho deste ano eu pude conversar com Inauê Taiguara para o site Diário do Centro do Mundo (DCM). Inauê foi preso durante a reintegração de posse da reitoria durante a greve da USP em 2013, sem provas de ter depredado o local, e participou de protestos que ocorrem desde junho do ano passado. Comentamos sobre abusos dos governos e até sobre as reações violentas durante a Copa do Mundo de 2014.

Ao contrário do que o título da matéria dá a entender erroneamente, Inauê não é líder do Movimento Passe Livre (MPL), mas apenas teve uma participação junto com vários coletivos que fizeram parte das mobilizações populares.

Para entrar no debate sobre segurança, é fundamental relembrar os abusos policiais contra protestos sem nenhum motivo ou prova, além dos dados de roubos, assaltos e da criminalidade real das grandes cidades.

Recomendo a leitura da entrevista no DCM.

domingo, 12 de outubro de 2014

Como foi participar do Roda Viva de Lira Neto, biógrafo de Getúlio Vargas

Por Pedro Zambarda

Há mais de um mês, no dia 25 de agosto, participei como tuiteiro do Roda Viva na TV Cultura com Lira Neto, o novo biógrafo de Getúlio Vargas, que lançou sua obra em três volumes generosos da República Velha ao suicídio do estadista. Com presença do mediador Augusto Nunes (revista Veja), o debate foi acompanhado pelos jornalistas Alberto Dines (Observatório da Imprensa), Eleonora de Lucena (Folha de S.Paulo), Ana Weiss (ISTOÉ) e Oscar Pilagallo, além da professora de história da USP Maria Aparecida de Aquino.


O programa foi interessante em abordar a relação de afinidade entre Vargas e o fascismo italiano, além da simpatia entre os militares que apoiavam o jornalista Carlos Lacerda da UDN e os Estados Unidos. O debate falou abertamente sobre a influência externa que criou regimes totalitários no Brasil.


Augusto Nunes escreveu uma resenha muito favorável a Lira Neto na revista Veja. Crítico dos governos do PT, o jornalista demonstrou uma grande simpatia pelo biógrafo, tanto ao vivo quanto nos bastidores. No entanto, quando foi perguntando em quem Lira votaria nas eleições de 2014, veio a resposta desconfortável com um silêncio: "Entre os candidatos postos, votarei na presidenta Dilma Rousseff". Para o intelectual, o Partido dos Trabalhadores representa a social-democracia hoje.

Certamente Nunes discorda do escritor, mas ficou nítido que o entrevistado enxerga o petismo como um movimento político singular no combate às desigualdades sociais, mesmo com todos os defeitos de seus governos. Entre os jornalistas, Alberto Dines e Ana Weiss foram precisos ao questionar Lira Neto se ele apoia ou não Getúlio Vargas, além de traçar paralelos com a política atual nas eleições presidenciais.

Confira o programa.




quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Dilma defende combate ao racismo e à homofobia em discurso na ONU

Por Luana Lourenço, da Agência Brasil

A presidente Dilma Rousseff defendeu ontem (24), em discurso na abertura da 69ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o combate ao racismo, à homofobia e às desigualdades entre homens e mulheres.


“Ao lado do desenvolvimento sustentável e da paz, a ordem internacional que buscamos construir funda-se em valores. Entre eles, destacam-se o combate a todo o tipo de discriminação e exclusão”.

Dilma disse que a promoção da igualdade racial no Brasil é uma forma de compensar os séculos de escravidão a que os negros foram submetidos e que a miscigenação é um orgulho para os brasileiros.

“O racismo, mais que um crime inafiançável, é uma mancha que não hesitamos em combater, punir e erradicar. O mesmo empenho que temos em combater a violência contra as mulheres e os negros, os afro-brasileiros, temos também contra a homofobia”, disse a presidente, ao citar decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo.

“Acreditamos firmemente na dignidade de todo ser humano e na universalidade de seus direitos fundamentais. Estes devem ser protegidos de toda seletividade e de toda politização tanto no plano interno como no plano internacional”, acrescentou.

Durante o discurso, em que falou principalmente de economia e questões internacionais, Dilma também defendeu um novo modelo de governança da internet para garantir o respeito aos direitos humanos nos mundos real e virtual.

“Em setembro de 2013, propus aqui, no debate geral, a criação de um marco civil para a governança e o uso da Internet com base nos princípios da liberdade de expressão, da privacidade, da neutralidade da rede e da diversidade cultural. Noto, com satisfação, que a comunidade internacional tem se mobilizado, desde então, para aprimorar a atual arquitetura de governança da internet”, avaliou.

Dilma também falou sobre as negociações para um novo acordo global sobre o combate às mudanças climáticas e voltou a defender um texto “equilibrado, justo e eficaz” e com graus diferentes de responsabilidades para países ricos e nações em desenvolvidos.

“Esperamos que os países desenvolvidos, que têm a obrigação não só legal, mas também política e moral de liderar pelo exemplo, demonstrem de modo inequívoco e concreto seu compromisso de combater esse mal que aflige a todos nós”, cobrou. A presidente defendeu a criação de mecanismos de desenvolvimento e transferência de tecnologias limpas, principalmente em favor dos países mais pobres.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Truco - Eles falam, nós checamos - por Agência Pública

Por Agência Pública
Creative Commons

O que é este projeto?

O horário eleitoral gratuito na TV é uma das peças mais importantes da disputa pela presidência. Mas até que ponto o que os candidatos dizem na propaganda é verdadeiro? O contexto correto muda a informação? Ou o que diz o candidato é simplesmente falso?


No Truco! vamos checar os dados mais relevantes apresentados pelos presidenciáveis durante os programas exibidos nas noites de terça, quinta e sábado. Também podemos “pedir o truco”, um desafio público às campanhas para que expliquem promessas ou dados importantes aparentemente insustentáveis . Também podemos discordar frontalmente dos candidatos quando acharmos suas propostas perigosas para a democracia e direitos humanos. Aí vamos carimbar um “Que medo” e fazer uma materinha explicando por quê.

Ao verificar esses dados, nosso objetivo é melhorar a qualidade do debate e estimular os eleitores a questionar o discurso dos presidenciáveis. Para isso, vamos convidar o público a participar, sugerindo informações que devem ser checadas e contribuindo com dados relevantes sobre cada tema.

Também estaremos nas ruas fazendo uma série de reportagens investigativas que serão publicadas semanalmente na seção “Cartas na Mesa”.

Série semanal de reportagens

No início da campanha, as reportagens vão ter como foco a população negativamente afetada por ações, projetos e propostas dos candidatos. Serão três matérias.

Na segunda parte da série, o foco das reportagens serão as propostas dos candidatos para três áreas consideradas prioritárias, julgadas por especialistas e movimentos sociais.

A nossa checagem

Não é Bem Assim: Informação exagerada, distorcida ou discutível.

Tá Certo, Mas Peraí: Informação correta mas que merece ser contextualizada. Existem mais dados que o eleitor precisa saber do que os que foram apresentados durante o programa eleitoral.

Blefe: A informação é falsa. São usados dados de outras fontes ­– de preferência independentes – e auxílio de especialistas para confrontar a versão apresentada.

Zap!: Informação correta e também relevante dita pelo candidato. Para isso, são apresentados números que confirmam e expandem o que foi falado.

Truco!: Informações insustentáveis e promessas grandiosas, sem explicação de como serão implementadas. O Truco! é um desafio público enviado às equipes de campanha para que o candidato responsável pela frase dê mais explicações ao eleitor. As respostas obtidas serão divulgadas assim que a campanha responder.

Que medo!: Algumas propostas podem causar uma série de transtornos ou afetar negativamente alguns grupos da população. O selo servirá de alerta nesses casos e virá acompanhado de um texto que mostrará problemas que aquela ideia traz.

Rodada de promessas

Em breve, publicaremos um quadro com a compilação de todas as promessas apresentadas pelos presidenciáveis durante o horário eleitoral em áreas como educação, saúde, segurança e economia.

Quem faz o Truco?

O Truco é um projeto realizado pela equipe da Agência Pública de Jornalismo: Alexandre De Maio (ilustrações), Andrea Dip, Bruno Fonseca, Ciro Barros, Giulia Afiune, Jessica Mota, Luciano Onça, Marina Amaral, Marina Dias, Marcelo Grava, Maurício Moraes e Natalia Viana

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Eduardo Campos era um político promissor, diz a petista Dilma Rousseff

Por Paulo Victor Chagas, da Agência Brasil
Creative Commons

A presidente Dilma Rousseff voltou a se manifestar nesta tarde sobre a morte do ex-governador de Pernambuco e candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos. Segundo ela, Campos era um político promissor que poderia galgar os mais altos postos do país. “Em nome do governo brasileiro e do povo brasileiro, gostaria de dar os mais profundos pêsames à família de Eduardo Campos; à sua mãe, Ana Arraes; à dona Renata, como ele carinhosamente chamava sua esposa; a seus filhos e a toda família”, disse há pouco, no Palácio do Planalto.



Dilma disse que ainda não conseguiu falar com a família do ex-governador, apesar de tentar contato com Ana Arraes, ministra do Tribunal de Contas da União, mas telefonou ao governador do estado, João Soares Lyra Neto, colocando à disposição de Pernambuco todas as condições materiais que puderem ser fornecidas pelo governo federal. Consternada, a presidente garantiu que irá ao velório do político “sem sombra de dúvidas”.

“O Brasil perde uma jovem liderança com um futuro extremamente promissor pela frente. Um homem que poderia galgar os mais altos postos do país”, afirmou. A presidente disse esperar que o exemplo de Campos sirva para mantê-lo vivo nas memórias e corações dos brasileiros. “Devemos acatar com reconhecimento que nós, seres humanos, somos afetados pela fragilidade da vida, mas também pela força e exemplo das pessoas”.

Dilma também estendeu condolências às famílias dos assessores que acompanhavam o político na tragédia e dos tripulantes. “Para além das nossas divergências, sempre mantivemos uma relação de respeito mútuo”, disse.

Conforme nota oficial divulgada anteriormente, Dilma frisou o luto de três dias e a suspensão de sua agenda por três dias. “O Brasil vai agora prantear esse grande brasileiro que morreu no dia de hoje”, disse.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Tecnologias de informação não podem ser campo de batalha entre países, diz Dilma

Por Danilo Macedo
Da Agência Brasil, por Creative Commons.

Dilma Rousseff durante abertura do debate geral da 68ª Assembleia-geral das Nações Unidas (Roberto Suckert Filho/PR)

A presidente Dilma Rousseff propôs ontem, dia 24 de setembro, ao abrir a 68ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, o estabelecimento de um marco civil multilateral para a governança e uso da internet na proteção de dados. Segundo ela, a espionagem dos Estados Unidos – a cidadãos, ao governo e a empresas brasileiras – transcende o relacionamento entre os países, afeta a comunidade internacional e exige uma resposta.

“As tecnologias de telecomunicação e informação não podem ser um novo campo de batalha entre os Estados. Este é o momento de criarmos as condições para evitar que o espaço cibernético seja instrumentalizado como arma de guerra por meio da espionagem, da sabotagem, dos ataques contra o sistema e infraestrutura de outros países”, disse Dilma. “A ONU deve desempenhar um papel de liderança no esforço de regular o comportamento dos Estados ante essas tecnologias e a importância da internet para a construção da democracia no mundo”.

Dilma disse que a revelações das atividades de espionagem provocaram indignação e repúdio na opinião pública mundial, com destaque para o Brasil, que foi alvo, incluindo informações empresariais de alto valor econômico estratégico. Dilma ressaltou que uma soberania não se pode firmar em detrimento de outra. “Jamais pode o direito à segurança dos cidadãos de um país ser garantido mediante a violação de direitos humanos e fundamentais dos cidadãos de outro país. Pior ainda quando empresas privadas estão sustentando essa espionagem”, disse. Segundo ela, os argumentos de que a interceptação ilegal de informações e dados destinam-se a proteger as nações contra o terrorismo não se sustentam.

Antes do início da sessão, Dilma se reuniu com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Ele e John Ashe, presidente desta sessão da Assembleia Geral da ONU, abriram o evento antes do discurso de Dilma. A tradição de o primeiro orador na Assembleia Geral da ONU ser um brasileiro surgiu a partir de Oswaldo Aranha, então chefe da delegação do Brasil, que abriu a primeira sessão especial em 1947.

Dilma chegou ontem às 6h55 a Nova York. À noite, ela teve duas reuniões no hotel onde está hospedada. Uma com o ex-presidente norte-americano Bill Clinton e outra com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner.

Dilma ainda participa da primeira reunião do Fórum de Alto Nível de Desenvolvimento Sustentável, que reunirá, a partir desta sessão, ministros de Meio Ambiente anualmente e chefes de Estado a cada quadriênio. A meta é implementar as metas estabelecidas no documento final da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, intitulado O Futuro Que Queremos. Os países se comprometeram, durante a conferência do Rio de janeiro, em 2012, a definir objetivos concretos e mensuráveis para a eliminação da pobreza e da fome no mundo com desenvolvimento sustentável.

sábado, 16 de abril de 2011

Governo Dilma prevê salário mínimo de R$ 616 para próximo ano



O novo governo já prevê salário mínimo de 616,34 reais no próximo ano, mesmo com os cortes no orçamento neste ano. Reajuste obedece a fórmula aprovada pelo Congresso no início do ano, que estabelece correção pela inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos atrás, que foi 7,5% em 2010.

Ou seja, o aumento do rendimento do brasileiro vai acompanhar a inflação, que não se sabe se será maior do que no governo Lula. A estimativa, no entanto, leva em conta a inflação mais baixa que a apontada pelo mercado. Segundo o Planejamento, o IPCA acumulado neste ano será de 5%.

O relatório Focus, outra pesquisa divulgada toda semana pelo Banco Central, aponta que a inflação oficial fechará 2011 em 6,26%, apostando em um dado maior. Os dois percentuais, ainda assim, mostram um controle efetivo do governo sobre a economia.

Fonte: Agência Brasil

domingo, 10 de abril de 2011

Dilma completa 100 dias de um governo diferente de Lula


A nova presidente do Brasil completa três meses e 10 dias com uma gestão peculiar frente ao Brasil. Dilma Rousseff parece ter uma abordagem mais técnica sobre os problemas econômicos do país, sobre a postura política que um governo deve ter e, inclusive, sobre sua própria postura diante de líderes de outros países, como Barack Obama, que visitou as terras brasileiras mês passado.

Confira, abaixo, 10 acontecimentos que marcam a gestão Dilma com as atuais comemorações:

1) Presidente transformou o palácio do Planalto em uma mostra aberta de 80 artistas plásticas brasileiras, mulheres, incluindo Tarsila do Amaral e seu Abaporu.

2) Dilma não fez alarde durante seu almoço com o vocalista do U2, Bono Vox, na sexta-feira. Órgãos de comunicação do governo não transformaram o evento em uma "festa", como seria na gestão de Lula. Eventos similares, especialmente solenidades, foram tratados da mesma maneira. Alguns acusam o governo de estar vetando o acesso da imprensa para determinadas decisões.

3) O governo ficou com imagem de austero durante a sucessão da presidência da mineradora Vale. Segundo reportagens de O Estado de S.Paulo e da Folha de S.Paulo, o ministro Guido Mantega tentou intervir para que a saída de Roger Agnelli diminuíssem as exportações de recursos para a China. Na visão dos analistas de Dilma, a força da Vale internacionalmente enfraquece o mercado nacional.

4) O ministro da Fazenda, Guido Mantega, decepcionou em tentar conter a constante desvalorização do dólar, que chegou na faixa de R$ 1,65 neste semana. A ausência de medidas econômicas por parte do governo pode fazer explodir a inflação no país.

5) José Sarney, novamente presidente do Senado, suspende concursos públicos e benefícios de horas extras, tentando tirar sua imagem de patriarcalista como autoridade política. Os cortes estão em sintonia com a contenção de gastos do governo.

6) Henrique Meirelles aceitou o cargo de responsável pela Autoridade Pública Olímpica (APO). Seu trabalho, depois de sair do Banco Central, será organizar toda a estrutura do país para eventos esportivos internacionais. Até o momento, isso permanece uma incógnita.

7) Dilma mostrou envergadura, diante da visita de Obama no Brasil, para tratar de assuntos delicados sem desrespeitar o presidente americano. Dilma quer garantir um local no Conselho de Segurança da ONU e está insistindo com Barack Obama para melhorar as relações entre os dois países. Ponto muito positivo para um começo de mandato.

8) A postura do governo se tornou mais crítica em relação ao Irã. Ao contrário de Lula, os ministros de Dilma criticam o autoritarismo de Mahmoud Ahmadinejad e seus constantes desrespeitos aos Direitos Humanos.

9) O governo Dilma criticou a intervenção americana na Líbia, mantendo coerência diplomática.

10) Dilma reforça a estratégia de Lula com o aumento do Bolsa Família, mas traz um enfoque para as donas de casa, tendo um diferencial. O objetivo, desde o governo anterior, é aumentar a entrada de pessoas para a classe média.

Com informações da Agência Estado e do site Exame.com.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O problema do spam na campanha eleitoral


Confesso que fiquei sensibilizado - tanto que resolvi divulgar nas últimas horas em meu twitter - com os tuites do blogueiro e empresário Edney Souza, o Interney. Ele recebeu uma mensagem de convite em sua caixa de correio para receber notícias da assessoria da candidata presidenciável Dilma Rousseff. Edney não solicitou tal mensagem e, se a candidata planejava ter mais um eleitor, perdeu um voto.

Existem milhares de maneiras de se fazer uma campanha efetiva e limpa. Uma delas seria criar um canal efetivo de comunicação no twitter, com conversas e não só o relatório das palestras da candidata. Tratar sobre assuntos que não estão na agenda, mas que podem interessar novos eleitores ou mesmo pessoas importantes da imprensa. Mas não, a campanha brasileira fica nesse esquema quadrado, fútil, sujo e muito desinteressante.

Quem quiser me acusar de anti-Petista, pró-Serra, o diabo a quatro, fique à vontade nos comentários deste texto. Só exponho aqui parte do que penso sobre a prática de SPAM na internet, indesejável por muitos, suja segundo as leis eleitorais. E não faço essa crítica no intuito de denegrir a candidata, mas sim de mostrar que existem outros caminhos. Fazer um blog com conteúdo independente da política, mas sintonizado com o Brasil, já atrairia mais valor à campanha eleitoral. A geração atual não está, nem um pouco, afim de mais entulho publicitário barato. Tem que haver inteligência.

Se alguém ainda achar esse texto "serrista", leia este outro. Pra mim, os dois "maiores candidatos" estão errados. Muito errados.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Marginal fede

A Marginal Pinheiros fede. Eu não queria que fedesse, mas fede. O ar nauseabundo entra pelas minhas narinas e impregna.

Passo pela ponte Cidade Universitária. Todo dia eu passo pela ponte Cidade Universitária. Dá pra contar nos dedos os dias que a Marginal não fede. O ambiente fedorento contrasta com as árvores da USP. O ambiente fedorento contrasta com São Paulo, com a modernidade, com a vida. O ambiente fedorento não teve colaboração minha. Não teve colaboração de muita gente que anda por ali. Teve colaboração de muitos dos carros na ponte. Ponte fedorenta.

Passo a ponte e chego no trem. Vou de trem para a Deslu, para a vila, para a olímpica via. Vou trabalhar no fedor. Volto para estação Vila Olímpia, com satisfação de trabalhador. Vejo uma massa uniforme, disforme em vontades. Vejo um centro careca. Penso se não morreu ninguém. Vejo a massa se mover também. Descarto o óbito e me aproximo. Estava vivo, apesar das olheiras.

Era José Serra, quatro em ponto, na tarde ensolarada e fedorenta. Era o candidato à presidência, perto da marginal do lixo. Marginal fede. Não me decido nas urnas. O tempo urge. O trem fechou com a careca. Sociedade carece.

Vi Marina, vi Dilma e vi todos os candidatos naquele senhor baixo, parecido com senhor Burns. Vi a minha indecisão decidida. "Votar no menos pior", como o fedor do rio. Votar para não virar lixo de vez, mas para permanecer água, ainda que suja. Marginal fede.

Baseado em fatos reais, do dia de hoje.

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