quinta-feira, 17 de julho de 2008

Anna-Varney Cantodea - Sopor Aeternus & The Ensemble of Shadows

Anna-Varney Cantodea é vocalista e compositor da banda alemã Sopor Aeternus & The Ensemble of Shadows, que se iniciou em 1987, numa casa noturna de Frankfurt, Negativ, quando Varney chamou a atenção de duas pessoas quanto sua crítica sobre a banda que se apresentava. Um dos interessados, Holger, esteve envolvido no projeto por dois anos.
A banda iniciou-se com uma demo-tape chamada "Es Reiten Die Toten So Schnell", que seria a primeira de uma triologia nunca finalizada. A partir daí, mais de dez álbuns foram lançados, além de um projeto em conjunto com Constance Fröhling, chamado "Nenia C'alladhan" (2002).
O verdadeiro nome de Anna-Varney, que prefere ser tratado no feminino, apesar de já ter revelado ter nascido do sexo masculino na revista 'Witchcraft', é um segredo. O nome artístico consiste em Anna, apenas como nome, Varney, nome do vampiro protagonista do folhetim
Varney the Vampire, or the Feast of Blood (James Malcom Rymer, 1847) e Cantodea, que é um vernáculo feminino em latim para som, cantora ou canção. Esse seu anonimato abrange à recusa de se apresentar no palco durante shows e à escassez de informações sobre a artista, o que faz os dados beirarem da verdade ao boato, como histórias sobre sua infância e a agressão dos pais que sofria.
Anna-Varney é tida como o único membro da banda Sopor Aeternus, por conta do desconhecimento da composição de "The Ensemble of Shadows". Cantodea diz que eles são espíritos que a ajudam a compôr as músicas, tais quais as Musas, da mitologia grega, que inspiravam os músicos e poetas.
The Ensemble of Shadows surgira quando Varney estava à beira do sucídio, aos 20 anos. A depressão, que adquirira aos seis anos, estava em seu ápice, fazendo Cantodea não sair mais ao sol e assim, adoecer. Para fugir da dor, a artista dormia e, em seus sonhos, ouvia as melodias de 'Ensemble of Shadows', que eram músicas suas para si mesma. Varney afirma que trabalhar com Sopor Aeternus é uma forma de lidar com seus conflitos, procurando elevar-se espiritualmente.
A dúvida sobre a sexualidade de Anna-Varney é comum quando se vê fotos da cantora, que comumente aparece nua. Cantodea não fez nenhuma cirurgia de mudança de sexo, diz que prefere ter as genitais trabalhadas no computador, daí tendo a versatilidade de as fazer feminina ou apenas desfazê-las. Varney diz que isto está associado a conflitos espirituais. A compositora aborda principalmente esse assunto em suas canções, sendo mais notável nos álbuns "The Inexperienced Spiral Traveller” e "Voyager - Jugglers of Jusa".

"I wish I cut my genitals and threw them to the dogs"
Eu queria cortar minhas genitais e jogá-las aos cachorros.

Não obstante, a vocalista tem a capacidade de entonar sua voz como feminina ou masculina.


Anna-Varney influencia suas músicas no planeta Saturno, nomeando essa tendência astral como "Saturnian Path". É possível remeter à mitologia grega, em que Saturno equivale a Chronos, que por sua vez, tem a etimologia de seu nome obscura, surgindo assim a ligação com "cornos", que rege o demônio indiano Kroni ou a divindade levantina El. O próprio símbolo da banda é o símbolo astronômico de Saturno () sobreposto pelo símbolo de Júpiter (), fazendo-se assim a analogia mitológica entre os planetas, em relação à paternidade de Saturno quanto Júpiter.



A música de Anne-Varney Cantodea tem toques de medievalismo, é emocional, melancólica e é composta por instrumentos como violinos, sinos, flautas, órgão, guitarra, além de arranjos de teclado. Apesar da temática sobre a sexualidade ser mais evidente, além do obscurantismo, as músicas também tratam sobre suicídio, amor não correspondido, dor, morte, solidão, tristeza, astrologia, sonhos e figuras mitológicas. Um bom exemplo inaugural seria a música The Conqueror Worm, que tem como letra o poema de Edgar Allan Poe, em que são tratados temas como a mortalidade do homem e sua inevitabilidade.



Anna-Varney participou, em 1995, da compilação "Jekura - Deep the Eternal Forest" com quatro músicas: duas canções de "White Onyx Elephant", seu projeto instrumental paralelo ao Sopor, e dois covers do Black Sabbath, "
Paranoid" e " A National Acrobat", publicados com acentuação estranha e os nomes invertidos. Atualmente Sopor Aeternus & The Ensemble of Shadows possui 16 álbuns.

33 comentários:

Pedro Zambarda disse...

Eu sou muito crítico quanto a músicas obscuras e sombrias.

Mas adorei o texto, a artista escolhida e o bom gosto dela (covers pesados e góticos de Black Sabbath devem ficar do cacete).

Fisicamente, ela me lembrou o Marylin Manson. Mas sem aqueles surtos (que eu considero)estúpidos dele, acho.

Pedro Zambarda disse...

O fato de usar poesias em música é um repertório a ser levado em conta.

Ela gosta de Arthur Rimbaud?

Lidia Zuin disse...

Não sei dizer do que ela gosta, existe pouca informação sobre ela. Mas realmente, ela lembra o Marilyn Manson na época do Mechanical Animals... mas não tem como ela surtar, porque ela nem se apresenta... porém, eu acho muito legal a 'dança' que ela faz enquanto canta... é um movimento de mãos bastante presente em bandas de gothic metal.. já vi isso sendo reproduzido pela Vibeke, que era do Tristania, também pela própria Tarja Turunen e a vocalista do Within Temptation.

Jorge Telles disse...

Pelo amor de deus (se ele existir)!!! SAI DESSA VIDA, GAROTA!

Jorge Telles disse...

Além do mais, o texto está MUITO mal escrito!

Pedro Zambarda disse...

Mostre-nos, Telles, como ele está mal-escrito.

Estou (muito) ansioso pra saber.

Abraço.

Lidia Zuin disse...

Quanto ódio no seu coraçãozinho. Se eu ao menos fosse como a Anna-Varney, poderia me criticar, mas estou somente passando a informação de que ela existe enquanto a humanidade se enche de pessoas anônimas com críticas sem fundamento...
Até não ser provado lógicamente porque meu texto está ruim, continuarei com a minha própria opinião positiva.

Pedro Zambarda disse...

Eu queria entender qual a relação entre a vida da autora do texto e o assunto abordado.

Pessoal vê o diabo onde não tem, mesmo. Esse é um dos problemas de tratar do tema do obscurantismo.

Fora os anônimos "engraçadinhos" que andam aparecendo por aqui.

Lidia Zuin disse...

Pois é... Deve ser mais fácil falar de High School Musical e Hanna Montana que de Sopor Aeternus... Pena que eu não procuro pelo mais fácil, daí tenho que arcar com as conseqüências hahaha

Anônimo disse...

Independentemente do embate intelectual e falando de um plano mais carnal achei a Aninha um tesão e quanto ao talento literário de Lidinha uma prerrogativa idiota do Jorginho. Voltando ao âmbito carnal a Lidinha também é muito apetitosa e acho que deve´riamos todos nós levarmos essa conversa pra cama bem goooooooostoso!!!!!!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

(o Texto é ótimo)

Anna Varney Cantodea é perfeita, tenho toda a discografia ainda farei uma tattoo da simbologia que ela utiliza. Quando ouço suas melodias me traz até arrepios hihihi, seu trabalho é exelente e incrivelmente ela conseguiu atrair todo tipo de pessoa que faz parte da cena gótica que apreciam diferentes variações de sub-gêneros musicais existentes na sub-cultura.

Há mais informações neste site:

http://www.carcasse.com/revista/passaros_negros/sopor_aeternus/index.php


Abraços!

Anônimo disse...

O link se entrerrou :-p

Vou enviar outro, tive que dar espaço, mas é só copiar e colar na barra de endereço.

http://www.carcasse.com/revista/pas

saros_negros/sopor_aeternus/index.p

hp


Abraços!

sandra disse...

esse blog muitu legal......eu nunca tinha ouvido falar dessa banda,,nem dessa vocalista,,,axei muitu manero...apesar de eu curtir rap..bjoss

Anônimo disse...

I need to hear just what Russ will say with that :P

Carmela

Anônimo disse...

Great read! I wish you could follow up to this topic :)

Julia disse...

Eu acho que o texto é mal-escrito se pensarmos que se refere à Anna como homem. É apenas educado se referir a uma mulher como mulher se é isso que ela deseja. Eu gostaria de abstrair disso, mas acho que não dá pra entender boa parte da música do Sopor sem entender isso sobre a Anna.

Christian Muner disse...

É raro achar alguma coisa sobre a Anna Varney, o que achamos em todos a web são textos com as mesmas informações escritas de forma diferente, algumas entrevistas e só, até porque como essas pequenas biografias informam, o trabalho da Anna nunca foi direcionado à um público ou à alguém e sim, somente à ela mesma. Quando ela disse que 'Sopor Aeternus' foi criado como único intuito resolver conflitos PESSOAIS e com uma possível evolução espiritual, na minha opinião, fica claro e óbvio o porque da falta de informação sobre ela.
Deveríamos nos contentar com a obra de arte que ela nos oferece, a música! E deixar de lado essas outras questões.

Anônimo disse...

O que dizer sobre Anna varney, simplesmente quando conheci, estralei os olhos, e disse " Não posso ter encontrado a banda que procurei a minha vida toda"... Nossa, desde que conheci, até deixei bandas que curtia de lado, só para ir em busca de albuns dela (originais e baixados via internet), é um(a) cantor(a) talentos(a), acho que ela escreve e canta coisas e sentimentos que muitos como eu se identificam. Gosto muito desta banda pelo fato de me identificar muito com os conflitos pessoais dela (mesmo não me parecendo nada com ele(a). Escrevo poesia a um bom tempo, e acho que como a Anna diz, isso tira um certo peso dos ombros.
Só queria deixar minha opinião em relação a escrever "ELA" ao invés de "ELE", acredito que escrever e chamar de "ELA" é questão de respeito e consideração, até por que, ela sabe de seus sentimentos, e de como acha que se enquadra nos termos de "sexualidade".
Achei o texto muito bom na verdade, estão de parabéns.
Escutem o novo disco se puderem da trilogia a triptcon of ghosts, esta demais, tem 3 albuns o 1º: A strange thing to say, 2º Have you seen this ghost.? e por fim, para fechar com chave de ouro 3º Children of the corn... Quero dar destaque a duas faixas muito boas, as melhores do album, pelo menos pra mim são "bis zum hahnenschrei" e "to walk behind the rows".

Abraços. ^^

Filipe Tenebrae disse...

Muito bom o texto, como alguém comentou ali, quando eu a ouvi pela primeira vez não parei mais, gosto de terror e o tema obscuridade e suas musicas tem um prato cheio xD muito bom o blog continue postando

Izaquin disse...

Muito boa essa matéria, está um pouco desatualizado, atualmente Anna é muito(a) carismático(a) e bem sociável para com outros seres..!

Anônimo disse...

o nome verdadeiro de Anna é Gabriel Escarbe

Anônimo disse...

Muner, você tem toda razão!

Galahad du Condray disse...

Se você realmente soubesse o nome verdadeiro da Anna, saberia que não é Gabriel Escarbe.

Anônimo disse...

Olha só, o texto tá muito bem escrito,se fosse redação ia ser nota 1100 porque tá bacana mesmo,mas essa moça aí PRECISA de uma sessão do DESCARREGO e banho de sal grosso URGENTE,pois essa aí nem com um caminhão da CATUABA eu encarava,JESUS QUE CAPETA,se CAPETA tem forma a forma é essa,CREIO EM DEUS PAI,EXPULSA senhor,SAI oferenda,DEUS QUE ME LIVRE E JESUS tem PODER nessa moça aí que nem é moça mesmo.CRUZ CREDO

Nathan Diego disse...

O nome verdadeiro da Anna é Anna, se ela for realmente Transsexual é extremamente invasivo e rude dizer "nome verdadeiro" ou dizer que ela "nasceu homem" ou que ela é ele, chamem ela pelo que ela é, não machuca ninguém.

The Gothic Nerd disse...

Anna Varney Cantodea. Este é o nome dela. E é ELA.

Lúcio José Beirão disse...

Muito bom o texto, pouca gente escreve sobre isso, então qualquer contribuição já é suficientemente interessante, desde que não seja cópia barata de outro artigo qualquer. Textos originais são coisas que esperamos para aprimorar a cultura, coisa que redes sociais tiram cada vez mais das pessoas. Nos esquecemos de crescer.

Thay Leal MSR disse...

Escreva melhor!

Thay Leal MSR disse...

Super certo moço. Parabéns 👏👏👏

Thay Leal MSR disse...

Como você pode ser tão insano (a)? Ela é moça sim. Você que é preconceituoso (a) eu teria muito ORGULHO de ter uma pessoa como ela na minha vida, ajudaria com muito prazer no que for necessário. Eu faria muita coisa só para ter a chance de conhece-la.
Eu já fui da religião católica, e sei que o seu deus ensina amar ao próximo como a você mesmo. E não é isso que você segue. Então colocar o seu deus no meu justo agora, nao resolve nada.
Por que ao invés de ficar criticando-a você não cuida da sua vida?

Thay Leal MSR disse...

Meio*

Thay Leal MSR disse...

Como sabes disso? E tem certeza?

Thay Leal MSR disse...

Ela existe sim, se você sabe ler leia tudo denovo.
Ta vendo? Muitas coisas que diz ai pode ser verdade, e você se coloca nessa história, se imagina na pele dela.
Me diz agora, seria fácil você sair de uma depressão extrema que está te levando a decadência? Onde você fica doente, não deseja se socializar com as pessoas porque você se sente inferior as pessoas e guarda traumas do passado.
Digo por mim que há anos que tenho depressão, pelas coisas que ja fiz, pelos remédios que tive que tomar, dos calmantes para me acalmar a dormir. Eu tenho anorexia por conta disso, nao consigo voltar ao meu estado normal. A depressão acabou comigo.
Então reflixa, nao fique falando essas coisas dela, você não sabe o que ela passa ou passou, o que ela sente ou sentiu.

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