terça-feira, 29 de julho de 2008

Pequeno caderno das diversas viagens de Luma - Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, praia de Copacabana, 29 de julho de 2008.

6h10 - A bruma banha o mar de uma ponta à outra do continente. Num branco azulado que vai encontrando-se ao forte laranja, através do anil, vermelho e amarelo. Era só o que eu via ao caminhar pela Rua Barão de Ipanema em direção ao mar. Agora, sentada num banco de concreto sobre os ladrilhos ondulados da praia de Copacabana, sou invadida pela moldura de um laranja bem forte da bola de fogo amarela que insiste em mostrar sua magnitude e beleza ao refletir-se nos prédios de Copacabana, ao caminhar lentamente, saindo de trás de três morros pequenos tão apagados sob seus braços dourados; ao desenhar um caminho no mar e ao refletir-se nos rostos dos muitos cariocas que, ainda que cedo, já se alongam, pedalam, caminham e correm, na pista ou na areia da praia.

E aqui estou, em frente ao horizonte, ao infinito, ao eterno, ao fugaz, ao inconstante, ao constante, às pegadas e aos novos possíveis caminhos.

Tentei ligar para a Marina, mas não consegui falar com ela. Então, executei o plano B: vim para o Hostel El Misti. Paguei 29 reais por uma diária. Ainda não sei se ficarei aqui ou na Má, mesmo. Mais tarde mandarei um e-mail ou scrap para ela.

Cheguei às 5h da manhã à Rodoviária do Rio. Os taxistas cobravam entre 25 e 40 reais até o Hostel em Copacabana. Vim de ônibus: R$2,10.

Logo logo voltarei ao hostel para tomar aquele café da manhã inesquecível e delicioso. Já estou com fome, para variar. Daqui, eu vejo tanto velhinho muito mais disposto que eu, fazendo exercícios, que até estou com vergonha da minha calça jeans da viagem e da minha pança julina.

3 comentários:

Pedro Zambarda disse...

hahaha, não reclame da pança.

Mas é incrível como o Rio é sempre tão cromático, vivo, clichê e repentino.

Gostei muito quando fui ai =]

Beijão Lu.

jorge telles disse...

Prefiro minha terra, MOSSORÓ!

Izak Dahora disse...

"Eis o gênero crônica! Admirei a proposição das imagens ao início do texto quando descreve o movimento da bruma e ainda fala das cores assumidas pelas ondas do mar..."
Parabéns pela sensibilidade do seu texto!Escreva mais, muito mais que lerei sempre!
Beijo grande!
Izak Dahora

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