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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Little Boy

2 bilhões de dólares.

Esse foi o custo total do resultado do Manhattan Project, responsável pela criação da bomba atômica e pelo fim na Segunda Guerra Mundial.

Chamada carinhosamente de Little Boy, a bomba foi atirada do avião americano Enola Gay em 6 de agosto de 1945, e matou mais de 100 mil pessoas na cidade de Hiroshima, Japão.

Três dias depois, outra bomba foi lançada sobre a cidade de Nagazaki, matando mais de 80 mil pessoas.

As mortes foram diversas. Em um raio de 5km, diversos "sortudos" foram incinerados instantaneamente, sob um calor de 1 milhão de graus Celsius, o equivalente a 10 sóis.

Outros azarentos morreram posteiormente, devido às queimaduras, ou à exposição a radiação, que vitimou mais sobreviventes, seus herdeiros, e inutilizou os solos das cidades durante anos.

As palavras do Sr. Presidente dos Estados Unidos da América, Harry Truman? "Isto é a coisa mais formidável da História."


2 bilhões de dólares.

Na década de 40, era muito mais do que é atualmente.


2 bilhões de dólares.

Hoje, o equivalente a 4 bilhões de reais.

A cada 6 segundos, uma criança morre de fome.*


2 bilhões de dólares.

Dava para comprar**:

418.410.041 sacos de 1kg de arroz;

358.422.938 sacos de 1kg de feijão;

561.797.752 caixas de 1L de leite e

101.112.234 pacotes com 12 bananas.


2 bilhões de dólares.

Usados para matar mais de 200 mil pessoas.


2 bilhões de dólares.

Empregados na auto-destruição da humanidade.


2 bilhões de dólares.

Você não sente orgulho em ser americano?



* Fontes: http://www.granma.cu/portugues/2009/abril/mier8/crian%C3%A7a.html
** Fonte: www.paodeacucar.com.br

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

"Globe Note": música e solidariedade sem fronteiras

Foto: divulgação "Globe Note"

Fanfarra Social

Un, deux, trois*. A música começa. Os metais agitam as luzes verdes da decoração natalina. As pessoas, que passavam tímidas pela Av. Paulista nessa segunda-feira e tiveram a curiosidade de seguir o som e as luzes do Parque Trianon, começam a vibrar também.

A música, que começara com um sousafone (tocado por Quentin Saniez) e um clarinete (Matthieu Gras), agora ganha mais oito novos componentes: Antoine Duchêne (trompete), Perceval Descours (trompete), Rémi Lefebvre (saxofone alto), Edouard Jourdan (eufônio), Nicolas Bonneau (trombone), Emmanuel Thuiller (trombone), Rémy Auricoste (percussão) e Thibault Trinh Van Dam (percussão).

E ganha o contato com culturas em expansão como Índia, Tailândia, Camboja, Quênia, Tanzânia, Peru, Argentina, Chile e Brasil. Serve ao mundo e às crianças com necessidades especiais - como limitações econômicas e físicas. Dando a elas a oportunidade de tocar e criar um instrumento metálico ou de percussão. Um instrumento de expressão. Um brilho forte, metálico e artístico na vida de quem vive à margem.

“Às vezes é difícil” conta Thibault. “Não falamos muito bem português e no começo a comunicação é difícil com as crianças”, continua. A segurança também é uma preocupação em locais como as favelas cariocas, onde passaram entre o dia 1º e 22 de novembro.

Qual é o motivo para os 10 estudantes de engenharia em Lille, na França, fazerem estas escolhas? “É uma troca. Nós também não conhecemos a cultura brasileira. E as crianças alegres também nos tornam alegres.” Thinbault explica, ainda suando de tanto tocar. É a consciência de que algo que você pode fazer vai ajudar ao menos une, deux, trois** crianças.

[*um, dois, três; **uma, duas, três]


Foto: divulgação "Globe Note"
Rio de Jeneiro






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por Luma Ramiro Mesquita

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