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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Asilo para Snowden no Brasil: Por que não?

Por Mídia NINJA
Creative Commons

Entidades nacionais e internacionais  exigem resposta das autoridades brasileiras acerca do pedido de Asilo de Edward Snowden no Brasil.


Conhecido em todo o mundo pelas denúncias da espionagem norte americana (que invade a privacidade de cidadãos comuns a chefes de Estado) Edward Snowden está próximo de ver chegar a data de vencimento de seu asilo na Rússia. Perseguido pelos EUA em todo o mundo, o analista de sistemas solicitou asilo em cerca de 20 países. Todos negaram, exceto dois: a Rússia, que concedeu a guarida que vence no próximo dia 31, e o Brasil que até hoje não se posicionou. Autoridades afirmam  que o pedido não foi formalizado.

A partir desse impasse - reforçado por declarações públicas de Snowden confirmando que enviou o pedido ao Brasil - dezenas de entidades brasileiras e internacionais redigiram uma carta e entregaram hoje ao Ministério da Justiça do Brasil. Para Florence Poznanski da organização francesa Internet Sem Fronteiras, o Brasil exerce posição de liderança a respeito de direitos na internet. "O Marco Civil da internet é reconhecido mundialmente como inovador e o Net Mundial foi um evento multilateral. Tudo isso faz com que o Brasil tenha a obrigação de asilar Snowden", completa.

Além das entidades o encontro contou também com a presença dos parlamentares Jean Wyllys (PSOL-RJ), Ivan Valente (PSOL-SP), Chico Alencar (PSOL-RJ), a candidata à presidência Luciana Genro (PSOL) e a candidata a deputada federal Maria Lúcia Fatorelli (PSOL) - outras legendas também foram convidadas porém não compareceram. Os deputados revelaram que há uma articulação para que um grupo de parlamentares brasileiros façam uma reunião com Snowden em seu asilo na Rússia. Jean Wyllys ressaltou a importância do Brasil garantir os direitos políticos de Snowden, tal qual deve garantir os direitos políticos das pessoas presas ilegalmente no Rio de Janeiro.

O governo brasileiro - talvez o mais atingido pela espionagem norte-americana - hoje vive uma contradição: ao mesmo tempo que se manifesta a favor do asilo, declara que não recebeu nenhum pedido, adiando constantemente o seu posicionamento. E assim não cumpre com o seu dever e nem acena para a expectativa de defensores da privacidade em todo o mundo - a petição do asilo ja conta com mais de 1 milhão de assinaturas. A resposta do Ministério da Justiça hoje foi que não identificou o pedido de asilo em sua competência, mas se comprometeu de encaminhar a carta ao Departamento de Estrangeiros, ligado à Secretaria Nacional de Justiça.

É necessário que a resposta do governo brasileiro venha com urgência. Snowden pode porventura ter errado o canal burocrático para onde enviou o pedido, mas muito mais que uma instância ou órgão, trata-se também de uma questão de decisão política. E de decisão humanitária.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Lula ganha estátua de bronze em Washington D.C., nos EUA

Ao invés de Getúlio Vargas ou de Fernando Henrique Cardoso, o artista chinês Yuan Xikun escolheu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para homenagear o Brasil. Ele construiu uma estátua de bronze do estadista para uma exposição em Washington D.C., nos Estados Unidos, no AMA (ART Museum Of the Americas).



O busto de Lula está ao lado de outras personalidades do continente americano, como Abraham Lincoln (Estados Unidos), Simón Bolívar (Venezuela), Tupac Amarú (Peru), Tupac Katari (Bolívia), Juana Azurduy (Bolívia), Andreo De Santa Cruz (Bolívia), Gabriel García Márquez (Colombia), Jose Martí (Cuba) e ‪José de San Martín‬ (Argentina). Todas elas fazem parte da exposição "A América aos olhos de Yuan Xikun".

A exibição começou em 9 de maio e vai até o dia 1º de Agosto de 2014, nos EUA. O motivo da arte é celebrar o 10º ano da entrada da China na OEA.

Como previsto, obviamente, o busto de Lula já está sendo alvo de ataques de comentaristas de sites jornalísticos e de portais de notícia, como podemos verificar na Folha, no R7 e no Terra.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Jornalismo eficiente não é jornalismo que pergunta qualquer coisa

Bom jornalismo é praticado com boas fontes e bom tratamento de informação. Quando o jornalismo pergunta qualquer coisa, uma fonte ruim não dará informações suficientes. Quando o jornalismo ruim pergunta qualquer coisa pra uma fonte boa, ele só consegue provar a sua própria tolice. Foi esse tipo de apuração televisiva que a emissora americana Fox News exibiu na última sexta-feira, 26 de julho.

Reza Aslan, a boa fonte que o jornalismo da Fox News não levou em conta

A jornalista Lauren Green, da Fox News, entrevistou Reza Aslan, um ph.D. em história das religiões. A reportagem era sobre o lançamento de um livro Zealot: The Life and Times of Jesus of Nazareth, escrito por Aslan sobre a vida do messias cristão, Jesus Cristo. O problema que a Fox News criou foi ao questionar, de cara, a razão pela qual Reza Aslan decidiu escrever sobre o tema da obra, sendo que ele é muçulmano.

Em uma demonstração de puro preconceito religioso e conservadorismo, Lauren guiou uma entrevista pautada por perguntas fajutas, com comparações esdruxulas (equiparar as diferenças de cristãos e muçulmanos com políticos democratas e republicanos é, no mínimo, bizarro) e autoritária em sua apuração, baseada apenas em comentários negativos do livro que virou best-seller.

Aslan respondeu a primeira pergunta de forma direta: "Para ser claro, eu sou um acadêmico de história da religião com quatro pós-graduações, incluindo uma em Novo Testamento (bíblico) e fluência em grego bíblico, além de estudar os fundamentos do cristianismo por duas décadas, e sou acidentalmente muçulmano. Eu não sou apenas um muçulmano escrevendo sobre o cristianismo, mas sou um expert com ph.D. em história da religião. É o meu trabalho como acadêmico, eu sou professor de religião".

Lauren Green não muda o enfoque em nenhum momento durante a entrevista, querendo martelar a opinião da Fox News de que um muçulmano escrever sobre cristianismo é equivocado ou errado. Jornalismo não é opinião. Jornalismo apura, ouve entrevistado e, mais do que isso, permite que ele tenha voz em uma transmissão ao vivo, sem edição. Lauren Green não praticou um nível de jornalismo aceitável, e ficou boiando apenas no terreno da opinião superficial e sem fundamento, típica da Fox News, apoiadora política do Partido Republicano conservador nos Estados Unidos.

Quer ver este exemplo de mau jornalismo? Clique no vídeo completo do bate-papo abaixo. Após a entrevista, o livro de Aslan teve um aumento surpreendente de vendas. A editora teve que imprimir mais 50 mil cópias para dar conta da demanda. Zealot é publicado pela Random House, virou best-seller no jornal New York Times e tem 336 páginas.


Fonte: BuzzFeed

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Grupo cracker Anonymous envia mensagem ao Banco Central norte-americano


O grupo hacker/cracker Anonymous, que não possui líderes, mandou um aviso para o Federal Reserve dos Estados Unidos, o Banco Central americano. Eles pediram para que o presidente do órgão, Ben Bernanke, renunciasse ao seu cargo. Sem nenhuma reação da autoridade, o grupo tenta agora mobilizar a população, com esse vídeo publicado no dia 14 de junho. Segundo o Anonymous, a instituição é responsável pela situação caótica dos EUA, pela disparidade dos ricos e dos pobres e pela falta de habilidade política dos presidentes.

A mensagem é digna de um filme de ficção científica. Olhe abaixo e tire suas conclusões.


Via Exame

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Osama bin Laden é assassinado. E Barack Obama garante sua reeleição em 2012?



No dia 11 de setembro de 2001, o complexo World Trade Center foi destruído em Nova York por um atentado terrorista aéreo arquitetado pelo saudita Osama bin Laden. No dia 1º de maio de 2011, quase 10 anos depois do ataque aos Estados Unidos, ele foi assassinado por um comando especial americano ligado com a CIA. Foi morto o terrorista, dois homens, um de seus filhos e uma mulher que apontam como uma de suas esposas, usada como escudo humano na defesa.

A investida foi feita em cerca de 40 minutos em um hotel paquistanês. Com o fim da operação, o presidente norte-americano Barack Obama avisou os ex-presidentes Bill Clinton e George W. Bush. Depois ele entrou no ar para as televisões, sendo o primeiro a transmitir a morte do terrorista bin Laden. Deu furo na CNN e em todos os jornais. Manteve para si as glórias pela informação.

Alguém duvida que a morte do terrorista é um instrumento político? Obama anunciou mês passado sua companha por reeleição em 2012. Pouco tempo antes, o presidente enfrentava problemas com sua popularidade e aceitação dos eleitores por uma reforma econômica sem muito efeito depois da depressão de 2008. Será que, com o povo comemorando nas ruas o fim do terrorismo, ele vira presidente de novo?

E será que a rede terrorista de Osama bin Laden - a Al Qaeda - ficará quieta?

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O peso das denúncias do WikiLeaks


Hackers, a prisão de um dono de um website por acusação de pedofilia e a manchete de muitos jornais ao redor do mundo. O site WikiLeaks e Julian Assange foram o assunto das últimas semanas. Muito foi dito sobre o site e muitas pessoas tomaram partido sobre as informações confidenciais do governo americano divulgadas.

É crime disseminar documentos que mostram incongruências do organizações? Sim, é roubo. Muitos ainda consideram o hacktivismo e a ação de invasão dos crackers um problema, mas precisamos analisar detalhadamente essa situação antes de tomar partido.



Um vídeo balança com a internet

Como sempre, a melhor maneira de disseminar informação, pelo menos na web, é colocar um vídeo que seja polêmico para atrair atenção das pessoas. O WikiLeaks liberou um vídeo chamado "Collateral Murder - Wikileaks - Iraq", que mostrava imagens gravadas de um helicóptero Apache dos Estados Unidos em 2007. Era um material exclusivo da Guerra do Iraque.



O destaque no vídeo são dois jornalistas da Agência Reuters: Namir Noor-Eldeen e Saeed Chmagh. Entre cerca de 12 pessoas, eles chamaram a atenção por suas câmeras fotográficas, seus instrumentos de trabalho. O helicóptero ordena que os alvos sejam abatidos. Começa o massacre.

Segundo os soldados, as câmeras pareciam armas de fogo. Uma delas chegou a ser confundida com um lança-foguetes.

Todas as pessoas foram mortas no incidente sem chance alguma de defesa. Poucos minutos depois do genocídio promovido pelo exército americano, uma van foi resgatar os sobreviventes. O veículo foi metralhado pelo o exército, com duas crianças dentro.

Uma luta profunda pela liberdade de expressão

Esse caso, em específico, mostra que as ações criminosas virtuais não são injustificáveis, mas buscam manter essa e importantes informações no ar. O boicote de instituições bancárias como a Visa, a Mastercard e o PayPal é um caso de defesa desleal contra um site que divulga o que é de interesse público.

O que hackers estão fazendo, para manter o WikiLeaks, é sim criminoso, invadindo sites e causando bagunça. Mas o ocultamento de um vídeo desses por parte do governo americano durante, praticamente, três anos, é um delito ainda maior, em nível internacional.

O que vale em uma guerra de informação?

A criação de sites mirrors ao redor do globo e formas de manter o WikiLeaks online, inclusive desembolsando dinheiro de pessoas comuns, estão entre as iniciativas legais na briga por esse vídeo desse assinato em série e outros materiais confidenciais de interesse público.

A explicação de materiais divulgados é outra alternativa para disseminar as verdadeiras intenções do WikiLeaks. Infelizmente, por problemas de tempo e espaço, a imprensa e os veículos não informam completamente as informações da atual polêmica na rede.

E no fim, não importando qual lado você toma na discussão sobre esse site e sobre esses dados divulgados, há um peso nas denúncias. Não se trata de crimes simples de tráfico de informação, ou cibercrimes envolvendo invasões. Há, no caso do WikiLeaks, uma discussão legítma sobre liberdade de dados na internet.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Alan Moore e a crítica ao conservadorismo

1981. Ronald Reagan torna-se presidente norte-americano por dois mandatos consecutivos, consolidando um retorno às políticas do capitalismo tradicional pelo neoliberalismo e acabando com as disparidades econômicas entre os EUA e a URSS pela queda do Muro de Berlim e a abertura comercial das nações socialistas. Um presidente que aliou reconciliação com conservadorismo, conquistando e consolidando seu eleitorado. Dois anos antes, em 1979, Margaret Thatcher assume o cargo de primeira-ministra britânica, diminuindo a atuação política trabalhista na Inglaterra e, junto com seus parceiros americanos, fortalecendo o poder do mercado sem regulagem do Estado pelo mundo.

Entre 1982 e 1983, o roteirista Alan Moore dá vida aos quadrinhos de V for Vendetta, ambientado em uma Inglaterra opressora. Entre 86 e 87, nasce a liga de super-heróis Watchmen, que é uma paródia dos mascarados norte-americanos durante a Guerra Fria, especialmente nos Estados Unidos. Ambos os desenhos, além de integrarem obras importantes do século XX, mostram uma clara crítica de Moore, um escritor polêmico por suas crenças no obscuro e na bruxaria, questionador quanto aos regimes vigentes e ao conservadorismo em geral.

O herói V é um anarquista que luta contra uma Inglaterra dominada por um ditador, Adam, muito semelhante ao poder popularizado de Tatcher. Os super-heróis de Watchmen não possuem poderes especiais, exceto um homem de pele azulada e brilhante chamado Dr. Manhattan, que sobreviveu a experimentos nucleares e pode desintegrar, integrar e manipular todo o tipo de matéria, sendo praticamente um deus do mundo físico. Outros personagens, como o Comediante e a Espectral, refletem a natureza decadente de heróis afetados por uma sociedade que não os aceita, mais próxima da realidade, se um super-homem existisse.

Moore conviveu com Tatcher e Reagan e, ao contrário deles, teceu uma realidade crítica do fim da Guerra Fria e do mundo real em que vivemos, mesmo através de desenhos. Transformou mitos norte-americanos dos anos 50 e 60, como super-heróis, em espelhos de uma realidade suja das ruas oprimida por políticos que não estão em contato com o cotidiano comum. Seja pelo poder estatal ou das corporações em mercados livres, Alan Moore criou novos mitos críticos no último século que passou. Portanto, mesmo que você não concorde com o anarquismo de V, ou com os heróis comuns de Watchmen, é recomendável ver seus quadrinhos neste começo de século.

Lançado em 2006, a adaptação cinematográfica de V for Vendetta adaptou toda a mensagem anti-fascista em uma história mais contemporânea, envolvendo caça ao terrorismo dentro da trama original, além da poesia e dos dotes artísticos do protagonista. O filme transformou-se em uma interpretação fiel de quadrinhos. A mensagem de que V pretendia tornar a explosão do parlamento inglês um símbolo de sua rebeldia contra o governo e um exemplo para sua população alienada é mantido, revivendo os ideais de Guy Fawkes no século XVII.

Em Watchmen, na adaptação aos cinemas de 2009, o plano de unificação na Guerra Fria é transformado em várias bombas nucleares explodindo em diferentes locais do globo, e não um ataque alien, como no gibi, tirando um pouco da surpresa original. Mas todos os personagens característicos de Moore estão presentes, mantendo sua criatividade como autor do conservadorismo social, estampado em seus heróis errantes.

Apesar de rejeitar as versões cinematográficas de suas obras, Moore é um autor que deve ser reaproveitado em tempos de Barack Obama na presidência, com esperanças que o mundo aguarda de um novo Estado americano. Esses novos mitos na verdade não diferem do mundo pessimista de Alan Moore, que possui sim retratos ideais, mas que estão distorcidos pela realidade em que vivem, não sendo pura fantasia e mantendo sua conexão com a crítica, sempre válida socialmente e individualmente.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Americanos perdem ícone do jornalismo televisivo

Fazendo uma pequena restrospectiva de 2009, os Estados Unidos perderam um grande apresentador Evening News da rede de televisão CBS: Walter Leland Cronkite Jr. Com 92 anos, lutando contra doenças vasculares que atingiram seu cérebro, o apresentador e jornalista Cronkite faleceu dia 17 de julho deste ano, em Nova Iorque.

Como legado, Walter Cronkite ganhou o título de "o homem mais confiável da América", justificado por uma época em que a televisão tinha maior crédito, entre os anos de 1960 e 1980. Fez grandes coberturas de eventos como o assassinato do presidente Kennedy e a Guerra do Vietnã. Fora do jornalismo, foi ativista político antidrogas, entre outras atividades.


A School of Journalism and Mass Communication na Arizona State University ganhou, em 1984, o nome de Walter Cronkite, em homenagem ao seu trabalho na imprensa americana. Foi criado no mesmo ano o Walter Cronkite Award for Journalism Excellence, premiação que também homenageia o jornalista.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Um argentino desabafando no MSN

Lean Gaston diz:
Loi, estou profundamente triste e indignado.
Fernanda (Loi) diz:
o que aconteceu?
Lean Gaston diz:
Bill Gates é agora dono de um reservatório de ouro e prata em uma província de nosso país e, provavelmente, essa empresa de minério vai se apropriar das geleiras para extrair ouro dali e levar para os EUA... e o Chile e a Inglaterra vão começar a tirar petróleo de nossos mares e de nosso território na Antártida
Fernanda (Loi) diz:
sério? que ruim! ontem passou uma reportagem na televisão... se tratava da cidade Carmen de Patagones
Fernanda (Loi) diz:
antes era uma área de pasto e hoje é um deserto, né?
Lean Gaston diz:
sim. uma grande parte de nosso país se desertificou... estamos realmente mal
Lean Gaston diz:
com o petróleo de nossa plataforma marítima e o ouro das minas da cordilheira, teríamos suficiente sustento econômico para ser um pais desenvolvido como o Brasil e, agora, o único que nos resta é o campo, mas a natureza também não nos acompanha.
que tristeza profunda vive o meu país... os governos corruptos estão nos destruindo
Fernanda (Loi) diz:
isso é realmente mal
o Brasil já passou por más situações antes do governo do Lula... mas eram problemas econômicos, desigualdade social... todos os países passam por isso, ainda que estava bastante feia a situação - e, claro, ainda sofremos muitos problemas.
mas, como somos um pais enorme, temos uma diversidade muito grande de natureza. Desde as árvores da Amazônia e os rios, até o Pantanal... as plataformas de petróleo... assim que mesmo que haja problemas em alguns desses setores, ainda haverá outros para sustentar a ausência...
e a Argentina não tem essa riqueza
Lean Gaston diz:
não, claro que não... mas desde que terminou a ditadura e "começou" a democracia, os governos continuam nos roubando
a questão é: o pouco que a gente tem, eles destroem
temos petróleo e outro na cordilheira e no mar, mas levam tudo para fora
o nosso câncer é que todos os "democratas" eram amigos dos ditadores
ou seja... seguimos na mesma... só que no lugar de nos afogarem com a violência, nos afogam com a economia
Fernanda (Loi) diz:
o que eu não entendo é que a Cristina, às vezes, toma atitudes chavistas... e no entanto, se alia a países capitalistas, como agora com a Inglaterra na questão do petróleo
e com os EUA, é claro
Lean Gaston diz:
a verdade é que eu não entendo nada do que faz a Cristina
a única coisa que sei é que é dirigida pelo marido e esse só nos rouba e vende o que é nosso
a Patagônia já quase não é nossa
as Malvinas não são nossas
o pedaço da Antártida tampouco é nosso
para piorar a situação, a presença americana na América do Sul se faz cada vez mas forte e em qualquer momento nós vamos nos converter no novo Vietnã, no novo Oriente Médio
mas claaaro... Argentina é o único país da região que não destina nenhum orçamento ao exército... temos o que é da época das Malvinas
e os superiores militares são todos gordos vagos que não fazem nada de nada
se os americanos começam uma guerra, têm a Colômbia e o Chile como aliados.. nos invadem e tomam nosso território
Fernanda (Loi) diz:
o Chile também?
Lean Gaston diz:
sim, sim... o Chile é muito próximo dos EUA e da Inglaterra
Fernanda (Loi) diz:
nesse ponto vocês têm um grande aliado, que é a Venezuela
Lean Gaston diz:
uma merda!
Fernanda (Loi) diz:
(concordo... mas é isso...)
Lean Gaston diz:
claro... a questão é que nós estamos ferrados
ou seja: se querem guerrear contra a Venezuela, têm a Colômbia bem ao lado e, abaixo, Chile e Argentina - ocupada pelos americanos... Venezuela só teria Cuba de aliada.... e não sei se a Rússia e a China se manifestariam
Mas isso seria nossa única "salvação".
Fernanda (Loi) diz:
não, claro que não.. a China e a Rússia não ajudariam a Venezuela!!
Lean Gaston diz:
que linda "salvação", hein?!
um lixo dos lixos
também li uma vez que querem internacionalizar a Amazônia... já estão todos mentalizados que terão que discutir sobre quem é o dono da Amazônia e os afluentes de água doce da fronteira tripla (que diga-se de passagem, há uma ocupação militar americana ali)
Fernanda (Loi) diz:
o Brasil é um país que tem uma posição, sabe?... agora está bem, é o "rei" da América Latina... ainda mais com a questão das Olimpíadas e da Copa... mas eu acredito que não seria uma ajuda para vocês... não seria meeeesmo.
Lean Gaston diz:
eles tomaram de vocês o que é lindo
Fernanda (Loi) diz:
sim, sim... nos estados unidos, faz um tempo, ensinavam as crianças que a Amazônia era uma propriedade internacional... dessa forma, quando crescessem, lutariam por esse "pedaço de terra que não é do Brasil"
Lean Gaston diz:
claro.. você tinha me dito isso... que grande merda!
o mesmo em relação às reservas de água doce da nossa Patagônia... y o Rio de la Plata... tudo é "patrimônio da humanidade" ¬¬
Fernanda (Loi) diz:
e olha, vou te falar uma coisa... com certeza vocês estariam sozinhos nessa... porque essa luta pelo território argentino viria muito antes da luta oficial pela Amazônia... assim que não haveria nenhuma aliança entre os países afetados, já que um problema seria alheio ao outro... "o problema é da Argentina, não é nosso".
Lean Gaston diz:
isso é certeza! com certeza absoluta seria assim.
acontece que estrategicamente falando, convêm aos americanos... assim rodeiam o resto da América Latina
Fernanda (Loi) diz:
e é isso que eu estou te dizendo
Fernanda (Loi) diz:
alguns dizem que estamos nos desenvolvendo e ganhando autonomia... e não é assim, viu, Lean..
e quando eu digo "nós", me refiro a todos... Brasil, México, Argentina, Chile...
Lean Gaston diz:
Argentina nunca esteve em desenvolvimento
é que somos o quintal traseiro dos EUA
é assim... LAMENTAVELMENTE.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Little Boy

2 bilhões de dólares.

Esse foi o custo total do resultado do Manhattan Project, responsável pela criação da bomba atômica e pelo fim na Segunda Guerra Mundial.

Chamada carinhosamente de Little Boy, a bomba foi atirada do avião americano Enola Gay em 6 de agosto de 1945, e matou mais de 100 mil pessoas na cidade de Hiroshima, Japão.

Três dias depois, outra bomba foi lançada sobre a cidade de Nagazaki, matando mais de 80 mil pessoas.

As mortes foram diversas. Em um raio de 5km, diversos "sortudos" foram incinerados instantaneamente, sob um calor de 1 milhão de graus Celsius, o equivalente a 10 sóis.

Outros azarentos morreram posteiormente, devido às queimaduras, ou à exposição a radiação, que vitimou mais sobreviventes, seus herdeiros, e inutilizou os solos das cidades durante anos.

As palavras do Sr. Presidente dos Estados Unidos da América, Harry Truman? "Isto é a coisa mais formidável da História."


2 bilhões de dólares.

Na década de 40, era muito mais do que é atualmente.


2 bilhões de dólares.

Hoje, o equivalente a 4 bilhões de reais.

A cada 6 segundos, uma criança morre de fome.*


2 bilhões de dólares.

Dava para comprar**:

418.410.041 sacos de 1kg de arroz;

358.422.938 sacos de 1kg de feijão;

561.797.752 caixas de 1L de leite e

101.112.234 pacotes com 12 bananas.


2 bilhões de dólares.

Usados para matar mais de 200 mil pessoas.


2 bilhões de dólares.

Empregados na auto-destruição da humanidade.


2 bilhões de dólares.

Você não sente orgulho em ser americano?



* Fontes: http://www.granma.cu/portugues/2009/abril/mier8/crian%C3%A7a.html
** Fonte: www.paodeacucar.com.br

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