domingo, 11 de setembro de 2011

Até os deuses são mortais - Resenha do show do Blind Guardian em SP


Blind Guardian foi uma das bandas que me formou quando eu tinha 15 anos de idade. Seu heavy metal melódico, fortemente inspirado nos livros do inglês J. R. R. Tolkien, o escritor de Senhor dos Anéis, fez eu me interessar por música pesada. No dia 9 de setembro, o grupo fez uma apresentação em São Paulo, trazendo suas músicas tradicionais, novas canções e algumas novidades.

O grande problema das apresentações de minhas bandas favoritas, muitas vezes, é que eu vou assistir com uma expectativa igualmente grande. Não, o Blind Guardian não me decepcionou. Decepcionante mesmo foi a (falta de) qualidade da casa de shows Via Funchal. A banda entrou no palco, tocando com sua perfeição notável, e as caixas de som propagavam um chiado granulado, que embolava as guitarras de André Olbrich e Marcus Siepen.

Depois da decepção dos instrumentais, os equipamentos da casa de shows acabaram com a voz do vocalista cativante Hansi Kürsch. O som começou baixo e misturou os timbres graves de Hansi com o resto da banda. Para quem estava no centro Via Funchal, o som estava muito instável, melhorando só a partir da música Fly.

Mesmo com esses contratempos, foi cativante ver Hansi correndo de um lado até o outro do palco, puxando o público e fazendo seus gestos dramáticos nas faixas, interpretando as canções. A apresentação começou com Sacred Worlds, uma das músicas mais épicas do Blind Guardian e abertura do novo CD, At The Edge of Time. Do novo álbum, Tanelorn foi a outra música tocada, cantada em coro pelo público. O resto do show foi composto por clássicos.

O que mais chamou atenção foi a quantidade perceptível de músicas do CD Tales from the Twilight World, de 1990. Welcome to Dying, Traveler in Time e Lord of The Rings deixaram o setlist muito mais variado e cativante para os fãs da fase tradicional do grupo. And Then There Was Silence e Wheel of Time mostraram a grande capacidade da banda em executar grandes faixas.

Embora seus agudos não fossem tão notáveis (será que é a idade chegando?), Hansi Kürsch caprichou nos graves e no fôlego para cantar. Para coroar o restante do show, Time Stands Still (At the Iron Hill), Bright Eyes, Valhalla, The Bard's Song e Mirror Mirror mostraram canções que sempre são tocadas pela banda. Já Fly foi a única música que relembrou o CD A Twist in the Myth, de 2006, menos épico e com faixas mais acessíveis.

Para os fãs, só a presença do Blind Guardian em São Paulo foi histórica. Mesmo com esse sentimento, não teve como não reclamar do mau trabalho de som feito pelo Via Funchal. O som que deixou nossos "deuses do metal" mais mortais.

Setlist completo:

1. Sacred Worlds
2. Welcome to Dying
3. Nightfall
4. Fly
5. Time Stands Still (At the Iron Hill)
6. Bright Eyes
7. Traveler In Time
8. Tanelorn (Into the Void)
9. Lord of the Rings
10. Valhalla
11. Majesty
12. And Then There Was Silence

Bis

13. Wheel of Time
14. The Bard's Song - In the Forest
15. Mirror Mirror

5 comentários:

Priscila Jordão disse...

"Mesmo com esses contratempos, foi cativante ver Hansi correndo de um lado até o outro do palco, puxando o público e fazendo seus gestos dramáticos nas faixas, interpretando as canções." Num vi nada disso!!! FUCK 1,63m de altura!!!! Mas concordo com tudo que vc escreveu. Fuck Via Funchal também!

Pedro Zambarda disse...

Devia ter te levantado :P

Thiago Dias disse...

Na verdade achei o som ruim no começo e no fim, mas no meio do show, ele ta mto bom ali atrás. Agora, eu sinceramente não entendi a ordem do set list dos caras. Colocar Nightfall e Valhalla no meio foi meio sem sentido. Era pra ter encerrado com alguma delas

Pedro Zambarda disse...

Thiago, acho que nunca vi eles tocarem Nightfall no final. O normal é encerrar com Mirror Mirror mesmo. Até porque é encerramento de CD.

Anônimo disse...

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