Sim, este é um texto sobre o caso da Polícia Militar no campus da Cidade Universitária, na USP. Mais um texto. Mas não é um texto opinativo que cai nos argumentos da maioria.
Depois de pensar muito sobre o tema, decidi manifestar minha opinião somente quando tivesse algo relevante a dizer.
Tanto para os estudantes universitários, quanto para a polícia, ou mesmo para a sociedade.
- No dia 18 de maio de 2011, um estudante Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) é assassinado em uma tentativa de assalto. Estudantes de sua unidade prestam homenagens e fazem protestos. A Reitoria da USP fecha um convênio com a Polícia Militar, para aumentar a segurança do campus.
- No dia 27 de outubro de 2011, três estudantes são abordados por PMs após serem flagrados fumando maconha na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Vários colegas se manifestam contra a prisão dos portadores de drogas. Após confronto com a Polícia Militar, os estudantes da FFLCH ocupam o prédio administrativo da mesma unidade.
- A administração da FFLCH é desocupada sem danos, segundo diversas reportagens. No dia 1 de novembro, pelo menos duas assembléias são realizadas entre os alunos com a pauta: Ocupação da Reitoria. A primeira vai contra a ocupação. Uma segunda é organizada e, com quórum menor, a ocupação ocorre na madrugada do dia 2.
- No dia 8 de novembro, a Polícia Militar entra no campus com 400 homens da Tropa de Choque e retira os estudantes da Reitoria. 73 são presos.
Com esses quatro fatos, duas posições ficaram claras: Entre estudantes, sociedade e até na imprensa.
- Alguns são favoráveis à PM no campus e contra aqueles que invadiram a Reitoria.
- Outros são contra a presença da polícia e à favor da saída do reitor, João Grandino Rodas.
Para esses dois lados da questão - e para muitos outros que não estão representados por estarem muito divididos -, recomendo dar uma olhada no vídeo abaixo:





2 comentários:
Oi Pedro! Legal esse seu post, muito legal mesmo. Melhor do que ficar postando no facebook "ai ai ai qdo tudo isso vai acabar? etc".
Acho sua opinião bem sensata, apesar de haver algumas imprecisões no seu texto.
A assembléia que decidiu ocupar a reitoria não foi bem como vc relatou. Houve apenas UMA assembléia geral dos estudantes naquele dia, e ela foi bastante confusa e com os ânimos bem acirrados. Entendo que vc tbm não quer lotar o post de detalhes para n ficar cansativo, mas eu acompanhei essa assembléia e posso te dar mais informações depois.
O Crusp é a residência de ALUNOS da USP, alunos com baixa renda comprovada ou que moram em outras cidade ou estados.
Bom, o Alckimin disse que a gente precisa de uma aula de democracia... ele podia começar dando essa aula com diretas para reitor, não é mesmo?
Precisamente. O Alckmin deveria segurar declarações desse tipo, antes de acumular argumentos contra si mesmo.
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