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terça-feira, 10 de maio de 2011

A performance polêmica de Aquiles Priester na audição para o Dream Theater


Se você é fã do baterista brasileiro Aquiles Priester, da banda Angra, da banda Hangar ou tem problemas com críticos, saiba que este é apenas mais um texto de opinião (portanto, não leve tão a sério). Comentarei sobre a performance do músico na seleção do novo batera para a banda de prog metal Dream Theater. Ele não foi selecionado. E quais foram os possíveis motivos?

Primeira coisa que podemos notar no vídeo da Roadrunner Records (no fim deste post) é que Aquiles não fala fluente o inglês. Isso não é nada grave - e também não significa que ele não seja falante da língua estrangeira -, mas pode contar pontos contra na sintonia com a banda americana. Não acredito que a decisão do Dream Theater em excluí-lo da seleção tenha por base apenas isso, mas esse é um fator que dificulta a comunicação com os integrantes. Fica um clima diferente entre os membros, menos descontraídos, mais travados para tocar.

Outra coisa que salta aos olhos é o esforço que Aquiles fez praticando as músicas do DT. Isso conta pontos a favor no começo, com comentários deles elogiando o treino do profissional. No entanto, no final da performance de Dance of Eternity, Aquiles Priester erra o tempo na bateria. Um descuido comum? Sem dúvida. Mas pode ter sido um problema justamente do excesso do treino e da tensão.

Mike Portnoy era um baterista tão preciso e rápido quanto Aquiles, mas sabia flexibilizar seu modo de guiar as baquetas, tornando-se um instrumentista eclético. Priester, pelo contrário, só tocou em bandas com similaridades com o Angra. Nunca se aventurou em um cover de Beatles bem feito. Nunca fez uma música mais psicodélica, como o Transatlantic.

Por fim, faltou espontaneidade na improvisação de Aquiles Priester. O exercício que Jordan Rudess do Dream Theater fez foi pontual: Absorver uma melodia e devolver um ritmo agradável o mais rápido possível. Aquiles não deu uma resposta compatível durante a jam entre os instrumentos.

É muito triste saber que nosso baterista brasileiro não passou no teste do DT? É. Mas ainda não temos um batera com o nível de complexidade de Mike Portnoy conhecido no país. Aliás, há poucos músicos assim no mundo. Aquiles se equipara ao rival Ricardo Confessori, que está agora no Angra, e ao seu discípulo Eloy Casagrande, que toca com André Matos.

Ainda falta muito conhecimento para o baterista ao longo de sua carreira. E a velhice pode trazer um Aquiles diferente do que sabemos hoje em dia. É para esperar.

Assista aqui o vídeo até o tempo 4min25segs.

sábado, 30 de abril de 2011

O "reality show" que o Dream Theater fez para escolher seu baterista. Foi necessário?




A banda de metal progressivo Dream Theater liberou, nessa semana, vídeos com um verdadeiro reality show para escolher um novo baterista. Ano passado, o músico Mike Portnoy anunciou que estava saindo da banda, porque queria dar uma trégua nas gravações e o grupo resolveu seguir sem ele. Com brigas divulgas na imprensa, o DT estampou a capa de sites como Blabbermouth e a revista Classic Rock presents Prog.

Confira, abaixo, a lista dos sete candidatos ao post de Mike Portnoy:

- Aquiles Priester, 39 anos, ex-Angra e Paul Di´Anno, atual Hangar.
- Peter Wildoer, 36 anos, do Darkane.
- Marco Minnemann, 40 anos, ex-Kreator, ex-Necrophagist, ex-Ephel Duath e já tocou Joe Satriani.
- Virgil Donati, 52 anos, do Planet X e do Seven The Hardway.
- Derek Roddy, 38 anos, do Hate Eternal, Nile e Today is The Day.
- Mike Mangini, 48 anos, ex-Steve Vai, ex-Extreme e ex-Annihilator.
- Thomas Lang, 43 anos, ex-John Wetton, tocou com Roberto Fripp e Glenn Hughes.

As audições, no final, mostraram um Derek Roddy muito fraco e duro para o estilo do Dream Theater, um Aquiles Priester que mal sabia falar inglês e que se deu mal no jam de instrumentos (muito mais do que sua falha em Dance of Eternity). Ficou a pergunta, assistindo aos vídeos: Era necessário mesmo expôr sete artistas para ocupar o posto de uma banda, numa nítida jogada de marketing para um novo CD?

No final, a banda ficou entre Mike Mangini, com perfil bem parecido com o peso e a versatilidade de Mike Portnoy, e Marco Minnemann, que foge dos padrões, apesar de fazer bem as versões originais das músicas. O Dream Theater optou pela segurança de Mangini, que é amigo pessoal de Portnoy e, possivelmente, honraria sua memória. O ruim é que o próximo álbum pode ser uma mesmice, considerando que o DT sendo um dos melhores grupos da atualidade em inovação musical.

Quer conferir o show que a banda fez na internet com a seleção? Veja todos os vídeos aqui e tire suas conclusões. No ar, fica a questão se isso realmente foi necessário. Se foi, o próximo álbum será fora de série. E é isso que os fãs esperam.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Morre James "The Rev" Owen Sullivan


Baterista da banda de heavy metal com influências do punk, Avenged Sevenfold, James Sullivan faleceu nesta segunda-feira, na Califórnia, aparentemente de causas naturais. No entanto, o rapaz tinha apenas 28 anos. A perícia ainda fará uma autópsia, para saber os reais motivos do falecimento. Apesar de ter negado o uso, a revista Revolver alegou em 2006 que o músico era usuário de cocaína.

Avenged Sevenfold: banda de Sullivan tem influências de heavy metal e punk rock.

Abaixo, você pode conferir os Sevenfold tocando The Beast and The Harlot, para conhecer melhor seu trabalho e a bateria de Sullivan, quando ainda estava na banda.

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