domingo, 4 de julho de 2010

Academia contra Mercado. Um confronto sem sentido

Quem for programador, vai entender o charge acima.

Você faz faculdade, acreditando que o ensino superior é uma espécie de preparação para o seu primeiro emprego, para seu ingresso na vida profissional. E, com comentários e práticas do mundo do trabalho, você chega à conclusão que o meio universitário não serve para muita coisa, não é?

Você está errado. Ou, pelo menos, não está aberto ao debate.

A academia universitária, de fato, tem preconceito com muitas das práticas mercadológicas. Pesquisadores escolares não estão em sintonia, necessariamente, com os produtos e serviços que geram renda. Essa diferença é natural. Por outro lado, pequisas financiadas por centros educacionais têm a possibilidade de criar e ampliar áreas de atuação de categorias profissionais. Com essa realidade acadêmica, a faculdade é útil para apresentar o mercado aos não-iniciados e para incentivar a criatividade de segmentos profissionais em seus setores de atuação.

Com essas diferenças claramente estabelecidas, infelizmente, profissionais universitários e mercadológicos tendem a apontar defeitos em suas práticas. A escola é tradicionalmente taxada de conservadora, enquanto, por outro lado, o mercado é classificado como raso, artificial e pouco metódico. Essas argumentações taxativas prejudicam o jornalista pesquisador, que traz assuntos inteiramente novos para a imprensa, e também refletem no médico cirurgião, no advogado que lança novas interpretações das teses jurídicas, entre outros diversos profissionais.

Academia e Mercado não são opostos. Ganhar dinheiro e fazer pesquisa não são práticas condenáveis, mas deveriam ser frentes profissionais que deveriam se complementar. Um profissional só é bem-sucedido com dinheiro, no capitalismo, mas sua carreira só prospera com pesquisa acadêmica diversificada. Essas atitudes diferentes com o trabalho não deveriam ser fontes para conflitos, já que, para ambas, é necessário estudo e preparo, tentativa e erro.

Se alguém te recrimina pelo estudo, essa pessoa provavelmente não reconhece o valor da escola. Se alguém te recrimina pela sua prática, é provável que essa pessoa não tenha experiência. Essas máximas, claro, valem para pessoas que levam essas teses ao extremo.

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