
Alagoano de Lagoa da Canoa, o multiinstrumentista Hermeto Pascoal se apresentou na Virada Cultural 2010, ontem, às 19h20, com alguns minutos de atraso. A platéia foi composta por fãs do músico, que aprecia os sons da natureza e bebe do jazz e da MPB em suas obras, e também por pessoas que simplesmente pararam para ouvir a arte diferente desse ícone brasileiro.
A banda de Hermeto possuía músicos criativos na improvisação em instrumentos variados, como contrabaixo, saxofone, piano, triângulo e vários tipos diferentes de percussão. No vocal, ele contou com a cantora Aline Morena, que abusou de sua voz aguda e estridente, muitas vezes sem letra alguma, apenas seguindo o encadeamento de notas dos solistas da banda, que alternavam entre o sax e o piano.
Hermeto ficou apenas no teclado e chegou a tocar um instrumento totalmente experimental, parecido com algo entre um bulê de chá e uma panela. Misturou harmonias e desarmonias. Fez referências também a músicos que ele conheceu e que formaram sua sonoridade, como o compositor de tango Astor Piazzolla e o jazzista Miles Davis. Controlando o público que o assistia, o multiinstrumentista fez com que os espectadores cantassem apenas quando ele permitia, ao mesmo tempo em que pulou e curtiu sua própria música, ao som de uma pesada bateria.
Apresentou o músico Daniel, que é malabarista. Equipado com malabares que emitiam som de chocalhos, ele fez uma pequena apresentação acompanhado pelo piano de Hermeto. Ovacionado pelo público, Hermeto fez um discurso de como a arte de rua pode ser, também, uma obra respeitada, pedindo aplausos para o jovem Daniel.
Apresentou o músico Daniel, que é malabarista. Equipado com malabares que emitiam som de chocalhos, ele fez uma pequena apresentação acompanhado pelo piano de Hermeto. Ovacionado pelo público, Hermeto fez um discurso de como a arte de rua pode ser, também, uma obra respeitada, pedindo aplausos para o jovem Daniel.
Próximo do fim do espetáculo, a banda tocou em garrafas de cervejas, assomprando seus bocais perto dos microfones. Fizeram também uma homenagem a Adoniran Barbosa, entoando com suas vozes o clássico Trem das Onze. O espetáculo cativou quem estava presente, tanto pela sua estranheza quanto pela riqueza de elementos que Hermeto transmite em sua arte.





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