Em sua maioria, as notícias desta semana sobre a morte do vocalista Ronnie James Dio trouxeram homenagens escritas muito comoventes de fãs e músicos internacionais para relatar a importância do rockstar. No entanto, entre tantas informações, resgato dois exemplos que, claramente, desqualificaram a carreira de Dio e foram, mesmo dentro do campo da opinião, um desrespeito com o falecimento do artista.
O primeiro que destaco é o jornalista, editor e blogueiro André Forastieri, que tem uma carreira brilhante, com passagens na Folha de S.Paulo até a consagrada revista de música Bizz. No entanto, currículo nunca é tudo. O profissional fez um texto claramente difamando Dio em seu blog no portal R7, um dia depois do falecimento. Não sei se ele quis apenas expôr um ponto de vista que a Igreja Universal tem contra o heavy metal e o rock em geral, tachando-os de música demoníaca e medieval, não rebelde, como é de fato. Com uma redação lamentável, André diz que a música de Dio está ultrapassada e que suas temáticas são infantis, além de dizer que o vocalista é ridículo simplesmente por ser feio, o que é não parece ser um assunto pertinente no momento. "Esse mundo de fantasia pseudocelta estilo Senhor dos Anéis/RPG/Harry Potter é coisa de pré-adolescente" afirma o jornalista, num exercício de retórica pobre, com argumentações vazias. Opinião não é tudo, sem uma base bem fincada.A segunda, e última (ainda bem), gafe foi cometida pela imprensa televisiva. A Rede TV! colocou uma nota no ar, dia 18, sobre a morte de Dio. No entanto, as gravações inclusas no TP são de shows de Ozzy Osbourne, demonstrando um total desleixo dos editores e revisores do material. Você pode conferir o vídeo da falha logo abaixo.
Que fique claro: este não é um texto rabujento dizendo que essas reações são condenáveis. São apenas algumas críticas saudáveis sobre a própria imprensa, contendo opiniões com o mínimo de embasamento que a situação requer. Considerando a trajetória do metal na grande mídia, carregada de preconceitos falsos, essas respostas negativas foram poucas, principalmente comparando com a morte do guitarrista Dimebag Darrell, em 2004, por exemplo.



2 comentários:
Imagine um ódio mortal crescendo em seu corpo. Foi o que aconteceu cmg qndo li o texto deste André ai. Tudo bem que a Record tem a capacidade de destruir o talento e criatividade de qqr jornalista, mas tem limite.
Oi! Obrigada pela visita :D
O blog é super bacana, adorei! xx
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