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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Django foi chamado de racista... e ganhou um Oscar!

O diretor Quentin Tarantino recebeu ontem da Academia de Cinema de Hollywood uma estatueta do Oscar, o maior prêmio da instituição para filmes. Tarantino venceu por Melhor Roteiro Original em Django, enquanto o ator Christoph Waltz venceu como Melhor Ator Coadjuvante, por seu papel como Dr. King Schultz no mesmo longa-metragem.


O diretor chegou a ser chamado pelo cineasta Spike Lee de racista por retratar a história de um herói negro em Django. Agora, parece que até uma das instituições mais relevantes do cinema mainstream está do lado de Tarantino.

O reconhecimento do roteiro de Django, sua história, parece dissipar as polêmicas que apareceram nas primeiras resenhas do filme, que reclamavam do palavreado chulo e das cenas de violência. Parece que a mensagem de repressão histórica com os negros e a "saga da vingança" foram triunfos reconhecidos pela Academia. 

O que será que Tarantino vai aprontar no terceiro filme de uma possível trilogia que começou com Bastardos Inglórios e prosseguiu agora, com Django?

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Django Livre e a crítica ao racismo de Tarantino

Um escravo negro se transforma em um caçador de recompensas cowboy ao lado de um parceiro alemão. É este roteiro absurdo que Quentin Tarantino resolveu escrever e desenvolver no filme Django Livre, um longa que segue a revanche histórica de Bastardos Inglórios, mas possui mais elementos de bang bang spaghetti que o diretor tanto idolatra em sua obra cinematográfica.


Django foi inspirado em um filme de mesmo nome lançado em 1966. Tarantino inclusive colocou em seu elenco o ator que fez o longa original, chamado Franco Nero. No entanto, o roteiro sofreu grandes alterações. O Django (Jamie Foxx) tarantinesco é um escravo negro que quer reencontrar sua esposa, Broonhilda Von Schaft, uma escrava que sabe falar alemão. Django é liberto por um caçador de recompensas alemão chamado Dr. King Schultz (interpretado por Christopher Waltz, o coronel Hans Landa de Bastardos). A partir dai, Schultz começa a comparar a busca de Django por Broonhilda com a lenda do cavaleiro germânico Siegfried procurando pela donzela Brünhild, narrada na Canção dos Nibelungos.

O vilão do filme é Calvin J. Candie (Leonardo DiCaprio), latifundiário dono de terras de cultivo de algodão. Seu braço direito é Stephen (Samuel L. Jackson), um negro velho liberto que repreende os próprios escravos. O roteiro se desenvolve misturando escravidão com tiroteios típicos de filme western. O ator Franco Nero, do Django original, aparece como o traficante de escravos Amerigo Vassepi, que usa uma de suas mercadorias para enfrentar um campeão de Candie.


O diretor de Malcoln X, Spike Lee, disse que não veria Django em uma entrevista publicada na Vibe. Segundo o cineasta, o filme é "desrespeitoso com seus ancestrais (a saber, os negros)". Spike chamou a história de Tarantino de racista. Uma coisa é fato: Mais de uma centena de vezes a palavra nigger, que significa preto em português, é dita no longa. Isso, no entanto, nem de longe, constata racismo.

Spike Lee parece não ter captado a crítica divertida que Tarantino tenta fazer com seu cowboy negro. O próprio diretor aparece no filme. Tarantino é um mercador de escravos que é, literalmente, explodido. Tem metáfora melhor do que essa sobre sua própria crítica?

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