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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A venda do menino Sean

Americano e com apenas 9 anos de idade, Sean Goldman - filho de David Goldman e da brasileira Bruna Bianchi - veio para o Brasil com a mãe há 5 anos, quando acabou o casamento de seus pais. Aqui, o menino foi criado por Bruna, pelo padrasto João Paulo Lins e Silva e pela avó materna, Silvana Bianchi. Ano passado, ao dar a luz para seu segundo filho - uma menina -, Bruna faleceu, deixando Sean nas mãos de seu marido e de sua mãe.

Há algum tempo está travada uma luta na justiça pela guarda do garoto. De um lado, seu pai David, querendo levá-lo para os EUA. Do outro, a avó e o padrasto, que pediam que o menino continuasse vivendo no Brasil.

Durante a última semana, no Rio de Janeiro, o americano David aguardava pela cassação da liminar que o impedia de levar Sean consigo para os Estados Unidos. E ela veio: nesta terça-feira, dia 22, o presidente do STF, Gilmar Mendes, determinou que o menino deveria ser entregue de maneira imediata ao pai. Na quinta-feira, 17, o ministro do STF, Marco Aurélio de Mello, aceitou o recurso da família brasileira e decidiu que o garoto deveria ficar no Brasil até ser ouvido pela justiça. Contudo, a palavra que vale é a de seu superior, o presidente Mendes.

Nesta manhã, Sean foi levado pela avó ao Consulado dos Estados Unidos, no Rio de Janeiro. Agarrado ao padrasto, ele vestia uma camiseta da seleção brasileira de futebol. O local estava cheio de fotógrafos, cinegrafistas e repórteres. Ali, a avó declarou: "meu neto foi vendido".

O menino, que havia escrito um bilhete em verde e amarelo para o presidente Lula dizendo "quero ficar no Brasil para sempre", não teve sua vontade respeitada. A politicagem americana ameaçou cortar benefícios diplomáticos com o Brasil, e Gilmar Mendes, obviamente, atendeu a essa chamada. Isso é aceitável quando se discute um acordo comercial ou um novo tratado, mas é uma crueldade quando se trata da vida de uma criança.

Aliás, que belo pacote de natal Mendes deu à nação brasileira! Sean é americano e Roger Abdelmassih não é criminoso.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Questão do diploma gera manifestação

Estudantes e profissionais de jornalismo queimam jornais em protesto a Gilmar Mendes

Por Bruno Podolski, Juliana Koch e Paulo Pacheco

Nesta segunda-feira, dia 22, em São Paulo, estudantes de jornalismo de faculdades como Mackenzie, PUC de Campinas (PUCCamp), Metodista, Anhembi Morumbi, Cásper Líbero e UFRJ manifestaram contra a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de suspender a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.

O protesto começou por volta das 10 horas em frente à estação Consolação do Metrô. Vestindo roupas pretas e narizes de palhaço, os estudantes traziam utensílios de cozinha e gritavam “somos jornalistas, não somos cozinheiros”, “informação não é comida” e “diploma não é lixo”, em resposta à declaração do ministro Gilmar Mendes, que, na última quarta-feira, comparou a profissão de jornalista a de cozinheiro: "Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área".

Em seguida, dirigiram-se ao Hotel ver foto Renaissance, na Alameda Santos, onde Mendes participaria do almoço-debate "A Justiça, o homem e a lei", com o Grupo de Líderes Empresariais (Lide). A estimativa da Polícia Militar era de 80 pessoas. Pouco depois, representantes da PUCCamp se juntaram ao grupo, que seguiu rumo à Fundação Cásper Líbero, onde agregaram mais participantes.

“Vão acontecer duas coisas: as universidades pequenas, as chamadas universidades ‘de esquina’, que não investem no jornalismo, vão fechar, pois não vão conseguir se sustentar; e os estudantes de jornalismo vão se dedicar ainda mais, porque a concorrência será maior. Mas eu ainda acho que o jornalismo precisa ser regulamentado, precisa do diploma”, afirmou Murilo Nascimento, 20 anos, coordenador-geral do diretório acadêmico da PUCCamp. Para ele, a decisão do STF foi política e a justificativa de que o diploma iria de encontro à liberdade de expressão não procede, pois há o jornalismo opinativo e o informativo.

O movimento, segundo o presidente do Sindicato de Jornalistas de São Paulo, “surgiu espontaneamente nas universidades”. José Augusto Camargo declarou ainda que “os cursos precisam resistir, porque a luta pela qualificação de jornalista tem quase 100 anos no Brasil e a resistência das universidades é fruto dessa luta. A Cásper Líbero, primeira faculdade [de Jornalismo] do Brasil, foi criada muito antes da necessidade do diploma”.

O protesto terminou por volta das 13 horas, em frente ao Hotel Renaissance, onde os manifestantes atearam fogo em jornais, convidando o ministro a “almoçar” as notícias com eles. Mesmo sem conseguir um encontro com o ministro, Nascimento considerou como dever cumprido a passeata: “Que esse seja o ponto inicial de um futuro que traga o diploma [obrigatório] de novo”.

Simultaneamente, outras cidades aderiram à manifestação, como Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Teresina (PI) e Caxias do Sul (RS). Na quarta-feira (24 de maio), às 13 horas, está marcado mais um protesto, desta em Porto Alegre.

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