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domingo, 10 de abril de 2011

Líderes africanos vão tentar cessar-fogo na Líbia


Liderados pelo presidente da sul-africano Jacob Zuma, cinco líderes africanos vão para a Líbia hoje para se reunir com o líder Muammar Gaddafi e com os rebeldes para tentar fechar um cessar-fogo no país. A tentativa é para estabelecer um diálogo entre os dois lados do conflito, que já levou a morte para, pelo menos, oito mil pessoas.

Fazem parte da comitiva os presidentes da República Democrática do Congo, da Mauritânia, do Mali e de Uganda. A União Africana pediu o fim imediato dos confrontos na Líbia e propôs um período de transição para implementar reformas políticas no país, de maneira democrática.

Rebeldes querem que o acordo inclua a saída de Gaddafi e de seus filhos do poder. A Otan continua atacando forças do ditador pelo ar, e conseguiu destruir 15 tanques no final de semana.

Aproximadamente 34 nações estão envolvidas nas operações internacionais na Guerra da Líbia, sob comando da Otan. De acordo com a resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), a missão é proteger os civis. Há relatos de rebeldes que foram acertados por ataques da coalizão de países.

Com informações da Agência Brasil e da BBC.

terça-feira, 15 de abril de 2008

JORNALISTA É TORTURADA E MORTA AO COBRIR GUERRA

Nesta segunda-feira, morre aos 30 anos a jornalista e escritora Natália Russo após sofrer tortura pelos militares estadunidenses na guerra contra o Iraque. Seu corpo foi encontrado numa sala da área pertencente ao Exército. Algumas de suas anotações foram usadas para queimar parte de suas pernas e braços. Segundo investigadores criminalísticos, a captura foi extremamente cruel e violenta. O presidente George W. Bush Filho Clone se recusou a dar declarações sobre o assunto.
A escritora era conhecida por livros de filosofia e de situações de conflitos bélicos. O Best-seller “O Poder Não Quer a Verdade” revela informações exclusivas sobre a lavagem cerebral nos “voluntários” que vão à guerra em favor dos EUA. Seu editor, o jornalista britânico Robert Fisk, e seu companheiro de guerras, Bruno Martins, ambos do jornal The Independent, declaram que Natália recebia freqüentemente ameaças de morte dos norte americanos por informações reveladas em seus livros. “Uma bala atingiu sua cama domingo e logo depois ela me ligou pra se despedir, pois não tinha certeza se estaria viva por mais uma semana. Nessa mesma noite a torturaram até a morte”, diz Bruno, indignado. Fisk revela que a jornalista não queria voltar apesar de tudo o que estava passando, “ela tinha coletado sua última informação para mais um livro, a luta contra a alienação social era seu único critério”.

Nascida em Joinville - SC, formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e em Filosofia pela USP, Natália pretendia concretizar uma realização pessoal e social: “... transformar o olhar banalizado do público sobre as guerras em uma briga com o governo, pois é ele o singular causador de todo o estrago já feito. Sua ausência será a paz encontrada.” – Terra de Sangue, 2012.

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