terça-feira, 15 de abril de 2008

JORNALISTA É TORTURADA E MORTA AO COBRIR GUERRA

Nesta segunda-feira, morre aos 30 anos a jornalista e escritora Natália Russo após sofrer tortura pelos militares estadunidenses na guerra contra o Iraque. Seu corpo foi encontrado numa sala da área pertencente ao Exército. Algumas de suas anotações foram usadas para queimar parte de suas pernas e braços. Segundo investigadores criminalísticos, a captura foi extremamente cruel e violenta. O presidente George W. Bush Filho Clone se recusou a dar declarações sobre o assunto.
A escritora era conhecida por livros de filosofia e de situações de conflitos bélicos. O Best-seller “O Poder Não Quer a Verdade” revela informações exclusivas sobre a lavagem cerebral nos “voluntários” que vão à guerra em favor dos EUA. Seu editor, o jornalista britânico Robert Fisk, e seu companheiro de guerras, Bruno Martins, ambos do jornal The Independent, declaram que Natália recebia freqüentemente ameaças de morte dos norte americanos por informações reveladas em seus livros. “Uma bala atingiu sua cama domingo e logo depois ela me ligou pra se despedir, pois não tinha certeza se estaria viva por mais uma semana. Nessa mesma noite a torturaram até a morte”, diz Bruno, indignado. Fisk revela que a jornalista não queria voltar apesar de tudo o que estava passando, “ela tinha coletado sua última informação para mais um livro, a luta contra a alienação social era seu único critério”.

Nascida em Joinville - SC, formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e em Filosofia pela USP, Natália pretendia concretizar uma realização pessoal e social: “... transformar o olhar banalizado do público sobre as guerras em uma briga com o governo, pois é ele o singular causador de todo o estrago já feito. Sua ausência será a paz encontrada.” – Terra de Sangue, 2012.

5 comentários:

Thiago Dias disse...

uma palavra: ousado.

Natália Russo disse...

uma segunda palavra: chato....

Mel disse...

acho que é o tipo de notícia que a gente deveria evitar, entende? aquela com a palavra "morta" concordando com o nome Naty...

[se bem que imaginar a Naty sendo atropelada por um camelo é absurdamente legal...]

"terra de sangue, 2012". isso é um título pra documentário.

ps: era pra ser um comentário pertinente.

Mônica Alves disse...

Eu gostei, achei interessante (a que entra de bicão na história né?! Mas tudo bem...)

Thiago Dias disse...

era um elogio ow...
nossa que bixete raivosa uhauha
eu pessoalmente considero ousadia uma qualidade, desde que seja bem feita, como a sua foi

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