sexta-feira, 11 de abril de 2008

Jornalistas: perspectivas e o mercado de trabalho.

Por Andrea Wirkus e José Roberto Gomes Júnior, 1° ano de jornalismo.
Faculdade Cásper Líbero.

Matéria feita originalmente para o Site de Jornalismo.


Objetividade, clareza, disposição e um pouco de criatividade. O jornalista tem a obrigação de manter-se informado para poder informar.


O jornalismo é uma profissão antiga. E, embora seja possível encontrar antecessores do jornal e dos jornalistas em todas as sociedades organizadas ao longo da história, a atividade demorou a assumir o nome que tem hoje e uma série de características que a definiriam tal como a conhecemos.
Antes de tudo, o jornalista era um mensageiro; atualmente, é um mensageiro multimídia, cuja possibilidade de atuação se estende pelas mais diversas áreas. Entretanto, é fato: ele tem a obrigação de ler e escrever bem - habilidades nem sempre desenvolvidas com maestria.
Caio Túlio Costa, diretor-presidente do Internet Group e professor da disciplina Ética Jornalística pela Faculdade Cásper Líbero, afirmou que "os jornalistas chegam ao mercado de trabalho mal preparados, apresentando dois graves problemas. O primeiro é a formação humanística insipiente - falta capacidade crítica, substância. O segundo a qualidade ruim, tanto da escrita como da leitura: eles não sabem escrever e lêem mal". Isso gera uma situação desagradável dentro do contexto de um mercado atualmente favorável para os jornalistas, cujo perfil básico descreve um profissional capaz de transmitir informações com máxima clareza e concisão.
Esse aquecimento de mercado se deve, em grande parte, ao fortalecimento das novas mídias. A internet e os tablóides de rua, por exemplo, acabam por recrutar cada vez mais profissionais. Vale ressaltar, no entanto, que as exigências também aumentaram. Versatilidade, rapidez e atenção a todas as notícias e ocorrências do dia são pré-requisitos básicos para quem pretende se sair bem.
Com relação às contratações e à quantidade de vagas disponíveis, o economista e assessor econômico do Sindicato dos Jornalistas, Carlos Montoya, disse que, em São Paulo, "o mercado formal (com carteira assinada) e o informal, que inclui os freelancers e PJ's (pessoas jurídicas), estão em equilíbrio, meio a meio. Cada um dispõe de metade dos profissionais formados na área".
Montoya ressalta também que, no mercado formal, são criados de 500 a 700 novos postos de trabalho todo ano. O ramo da assessoria de imprensa é o que registra mais jornalistas atualmente. Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), são, aproximadamente, 35.350 jornalistas contratados pelo regime de CLT em nível nacional. Destes, aproximadamente 10.800 são registrados em São Paulo. Ao considerar também o mercado informal, estes dados dobrariam.

No site do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (http://www.sjsp.org.br/), é possível encontrar um quadro com os diversos pisos salariais para quatro principais segmentos, além da assessoria de imprensa: jornais, revistas, rádio e televisão, da Capital, do Litoral e do Interior.

2 comentários:

Thiago Dias disse...

Muito boa a reportagem, bem apurada e bem escrita.
Agora, ela vai de encontro a uma coluna na Época da semana passada.
Creio que quando o assunto é mercado de trabalho, a análise passa a ser relativa.

Pedro disse...

Eu esperava mais do salário dos assessores.

Muito boa mesmo a reportagem. Esclarecedor, eu digo.

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