quinta-feira, 18 de junho de 2009

Acabou

O STF decidiu ontem, por 8 votos a 1, que o diploma de jornalista não é mais obrigatório para o exercício da profissão

Na opinião do Ministro Gilmar Mendes, “o jornalismo ético não é formado através de um curso”. O ministro ainda declarou que nada impede que empresas exijam o diploma, e que ainda vê o curso como uma importante, mas não fundamental, ferramenta de formação.

Na opinião do ministro, o curso de jornalismo pode ser comparado ao um curso de moda ou de culinária, que dá maior embasamento ao profissional, mas não é fundamental para seu exercício.

A ABI e a FINAJ atacaram a decisão, argumentando ser “um duro golpe em mais de 40 anos de conquistas no Brasil”.

A ANJ (Associação Nacional de Jornais) elogiou os votos. Considera que eles apenas consagram o que já é feito na prática.




Não há muito o que dizer por enquanto. Apenas lamentar.

9 comentários:

Felipe de Paula disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Felipe de Paula disse...

Atordoado e sem opinião completamente formada sobre o assunto eu proponho:
Peguem um(a) estilista, um(a) cheif e um(a) jornalista e peçam para fazerem uma matéria JORNALÍSTICA sobre o assunto.
O resultado falará por si.

Eduardo Martins disse...

já que está uma bagunça, então que façam como a OAB: se formou em direito? parabens. faz a prova da OAB e não passou? não pode advogar.

esse ministro vive noutra realidade. concordo plenamente com o felipe.

Diego Sammarco disse...

Aloysio Biondi e Cláudio Abramo não tinham diploma de Jornalismo. Milton Neves, Gugu Liberato e Reinaldo Azevedo têm.

Não sou muito de concordar com o Gilmar Mendes, mas é óbvio que o bom jornalismo não é praticado apenas por quem tem um curso universitário.

Thiago Dias disse...

A falta da obrigação do diploma, entre outros problemas que ainda prefiro refletir para comentar, desvaloriza nossa profissão Diego. O que o STF acaba de fazer, é jogar na inutilidade seus 3 anos e meio de faculdade até aqui.

Pedro Zambarda disse...

Não sou tão radical assim, Thiago.


Agora, se a gente não tem obrigação de diploma, que tirem dos cursos de Direito. Olho por olho, dente por dente. A gente sabe que isso é político.

Thiago Dias disse...

Não sabemos como isto afetará a prática, mas um ponto pra mim é irreversivel: o golde na credibilidade da profissão do jornalista.

Diego Sammarco disse...

Thiago, na prática, a decisão não mudará tanta coisa. Os grandes órgãos de imprensa continuarão buscando profissionais nas faculdades de Jornalismo. E também terão pessoas de outras áreas, como sempre.

Mas o fim da obrigatoriedade pode beneficiar rádios comunitárias, mídias independentes e jornais locais (principalmente de lugares carentes ou distantes dos grandes centros). Estes dependem do trabalho de jornalistas não-formados e às vezes enfrentam problemas por isso.

Além disso, há pessoas que acreditam que basta fazer o curso para se tornar jornalista. Se a decisão de quarta-feira estimulá-los a desistir da faculdade, a credibilidade jornalística só tem a ganhar.

Julia disse...

Bem, eu já fui atendida por um médico que passou dez anos na faculdade e sei lá quantos em residência que não consegue compreender por que razão eu tenho dificuldades respiratórias; jamais ocorreu a ele checar as adenóides, cujos sintomas de inflamação batem perfeitamente. E não preciso nem discursar a respeito dos demais cursos, que sempre vão formar pessoas inaptas tanto quanto pessoas perfeitamente capazes.

Não é como se os jornalistas fossem perder o emprego ou as chances. Não é como se fossem contratados por puro talento. Não é como se não fosse na base do QI. Sinceramente, acho MARAVILHOSO, e acho que é pura mesquinharia de gente que não entende que tem muitas pessoas apaixonadas pelo jornalismo que não têm como pagar 1000 reais numa faculdade, nem num cursinho. O jornalismo e a escrita são artes criadas por nós. Parece-me apenas... injusto exigir que sigam cegamente as regras que criamos para exercê-las.

A propósito, o Washington Olivetto se formou quando, mesmo?

Sorte pra todos. :*

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