Jann S. Wenner criou a revista Rolling Stone em 1967 com dinheiro de seus parentes e totalmente focado na cobertura da contracultura hippie emergente nos Estados Unidos. A publicação saiu do universo underground e se tornou o que seu criador queria: Uma revista com "conversas mais penetrantes, íntimas e perceptivas" e que não trata só de música, mas sim da cultura pop.
Essa edição da Larousse traz algumas das entrevistas históricas da publicação. Kurt Cobain, Eric Clapton, Keith Richards, Ozzy Osbourne e Johnny Cash mostram os bastidores das músicas e muitas das informações que você encontra sobre seus ídolos em publicações da área. A própria abertura do livro, com Pete Townshend explicando porque quebrava suas guitarras no show do The Who, mostra a realidade que transformou o rock de uma música vinda dos negros para um sucesso mundial desde a década de 1960.
Outros entrevistados, como Truman Capote e George Lucas, mostram o papel importante que a Rolling Stone teve, desde sua criação, de evidenciar a cultura norte-americana. Sem narrar a história da revista, só com impressões das fontes, a leitura voa em comentários sobre carreira, política, música e até cinema.
Recomenda-se, inclusive, a leitura do livro em inglês, para ver citações históricas em seu tom original. John Lennon, nesse livro de entrevistas, confessa que é um gênio, além de falar detalhes de sua separação com os Beatles e uso de LSD, acompanhado por comentários de Yoko Ono. Bill Clinton comenta, em um texto de 2000 da Rolling Stone, sobre o escândalo com Monica Lewinsky.




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