sexta-feira, 30 de abril de 2010

O Thrash que eu perdi

Foto de Marcelo Rossi (divulgação T4F). Link.
Show de São Paulo, dia 24 de abril de 2010.


Rust in Peace nasceu em 24 de setembro de 1990, através do trabalho conjunto de Dave Mustaine, Marty Friedman, David Ellefson e Nick Menza no Megadeth. Era um período de ouro para os competidores do Metallica, mesmo com o lançamento do Black Album no ano seguinte. Hoje, 20 anos depois - e também num dia 24, mas do mês de abril - Dave Mustaine traz o Megadeth para tocar essa obra na íntegra no Brasil, no Credicard Hall.

Cobrando R$140 reais a pista, e R$120 e R$90 as platéias, infelizmente não pude comparecer no show, mesmo tentando buscar por meia entrada. Infelizmente, no Brasil, os preços em casas de espetáculo são abusivos. Após comparecer em shows de peso como Metallica e Dream Theater, acabei ficando de fora do espetáculo de Dave Mustaine e sua trupe. Além do aniversário de Rust in Peace, celebrado em uma turnê misturando suas músicas com o novo lançamento do Mega, o antológico End Game, a volta do baixista David Ellefson aumentou ainda mais a emoção de reviver clássicos do thrash metal.

Mustaine decidiu fazer essa turnê especial mesmo sem o talentoso Marty Friedman, que hoje faz sucesso como guitarrista virtuose no Japão. Também fez sem a bateria original e veloz de Nick Menza. No entanto, a presença do novato Chris Broderick garantiu a reprodução da guitarra de Friedman detalhadamente, oscilando entre a velocidade de Holy Wars e a fúria comum em todas as demais músicas. As baquetas do canadense Shawn Drover, irmão do baixista que saiu, Glen, mantém o vigor da banda, apesar de soar diferente do original de Menza, pelo que pude perceber no show deles em 2008.

Então resolvi escrever este texto, que deveria ser uma resenha do show de uma de minhas bandas favoritas no heavy metal. Mas não pude comparecer, por causa dos preços abusivos. Este texto é um recado para todas as organizações e, ao mesmo tempo, foi inspirado no texto de Marco Néo, crítico musical da Whiplash.net. Queria ter testemunhado o "remake" de um dos maiores clássicos de 1990, pré-Symphony of Destruction, que seria repetida à exaustão na rádio paulistana Kiss.fm. Fica, então, este pequeno texto, noticiando o ocorrido e minha vontade de estar lá.

Leiam o texto de Néo, com detalhes do concerto, não apenas esta "resenha da resenha". É bom saber que não aconteceram mais problemas com Mustaine no palco, como em 2008 no Brasil, e que uma banda boa está retomando suas origens, que agradam o público.

Aproveitando o lançamento de Iron Man 2, hoje...


Um excelente texto foi enviado para mim pelo meu colega Luiz Santana, da Livetouch. Chama-se 38 razões porque Homem de Ferro é mais legal do que Darth Vader. Para que o pessoal do Bola da Foca tenha uma descontração, eu resolvi traduzir a lista. Segue abaixo:

"Tanto Tony Stark quanto Anakin Skywalker possuem uma armadura para sobreviver. Ambos vieram do anonimato e viraram heróis. E os dois são personagens centrais de franquias de sucesso. Mas Darth Vader perde em quase todos os quesitos.

1. Não demora seis filmes para o Homem de Ferro matar seu mentor.
2. Homem de Ferro tem mais sucesso com garotas.
3. A armadura do Homem de Ferro, sabe, funciona.
4. Black Sabbath.
5. Homem de Ferro nunca teve um esquadrão racista.
6. Tony Stark come fast food.
7. Darth Vader nunca usou um quarteto como cobertura para suas peripécias heróicas.
8. Homem de Ferro tem Paul Bettany sussurrando nos ouvidos. Darth Vader tem apenas um coro de younglings, do templo jedi, mortos.
9. Homem de Ferro tem um cavanhaque bacana.
10. Homem de Ferro tem um peitoral mais legal.
11. Tony Stark tem um chauffeur. Vader tem que pilotar sua própria nave TIE fighter.
12. Homem de Ferro não tem uma respiração engraçadinha.
13. Tony é mais bonito do que Vader, mais bem vestido, tem cabelo, conta piadas e pode acabar com Vader!
14. Homem de Ferro não parece um churrasco.
15. Tony Stark não é manipulado pelo governo.
16. Tony Stark pode contruir sua própria armadura, obrigado.
17. Os assuntos paternos de Tony são paternos. Como um homem, ele não é garotinho da mamãe.
18. Ah sim, e Tony não é resultado de alguma besteira relacionada com bactéria espacial imaculada que concebe vida.
19. Capas são bregas.
20. Se você apertar os botões da roupa do Homem de Ferro, provavelmente vai morrer. Se você apertar os botões da roupa de Darth Vader, ele provavelmente vai morrer.
21. Tony tem como assistentes mulheres como Gwyneth Paltrow d Scarlet Johansson. Os assinstentes do Darth são o almirante Piett e o IG-88.
22. A nave de Darth Vader tem uma câmara esférica para que ele descanse. O jato privado de Tony Stark tem um pole para strippers. E strippers.
23. Um dia, uma mulher vai ser motivo para a queda do Homem de Ferro. Mas não porque ela é uma esposa dedicada e uma mãe protetora.
24. "Noooooooooooooo!"
25. Samuel L. Jackson ainda não tentou matar Tony Stark. Ainda.
26. Os maiores reforços de Vader são derrubados por animais fofinhos. Isso sempre deve ser repetido e lembrado.
27. O melhor amigo de Stark é um cara negro. O melhor amigo de Vader é um velho enrugado, cara.
28. Tony tem várias armaduras. Vader tem apenas uma e, convenhamos, ela deve feder um pouco.
29. Quando Tony acaba com sua armadura, ele a divide com seus amigos. Se relacionar com Tony é lucrativo.
30. Tony pode fazer chover, bitches.
31. Tony Stark não é "singular".
32. Quando Tony Stark cria uma inteligência artificial, não é algo chato. Sim, C-3PO, estou falando sobre você.
33. Homem de Ferro pode voar. No máximo, Vader tem uma queda com estilo.
34. AC/DC.
35. Tony Stark bebe. Em excesso, é verdade. Mas ele é um bêbado legal.
36. Tony é aficionado por ruivas, o que nunca é um mal negócio. Darth Vader é aficionado por... hm... genocídio?
37. As botas do Homem de Ferro tem tiro nuclear. TIRO NUCLEAR, cara!
38. Darth Vader tem um lightsaber rosa. Ah, você pensava que era vermelho, mas é rosa.

Agradecimentos para Mike Avila, Adam Freeman, e Meredith Woerner"

Texto original de Marc Bernardin no Io9. Fonte.

Ozzy em 2010: sem Zakk Wylde

Com um single que traz guitarras bem pesadas e distintas dos solos elaborados do antigo guitarrista Zakk Wylde, o novo CD do vocalista de heavy metal Ozzy Osbourne foi anunciado ontem. Scream marca a entrada do grego Kostas Karamitroudis, conhecido como Gus G., que fez, anteriormente, as guitarras de bandas como Arch Enemy, Dream Evil e Nightrage.

Capa do novo CD de Ozzy.

Zakk Wylde e Gus G. A troca de guitarrista muda o som de Ozzy?

Se a troca de guitarrista foi uma boa escolha de Ozzy, ainda é cedo para saber. Resta esperar o lançamento oficial do material, que está marcado para 15 de julho no mundo todo. O trabalho promete ser bem diferente do último CD, Black Rain, que trazia uma sonoridade muito parecida com Black Label Society, a banda do antigo guitarrista Zakk.

Acompanhem, abaixo, o setlist de Scream e o single liberado na internet, Let me hear you scream, canção tema do lançamento. E avaliem pelo que já podemos perceber: um Ozzy Osbourne em plena forma.

Setlist de Scream:

1 - Let it Die
2 - Let me Hear you Scream
3 - Life Won't Wait
4 - Diggin' me Down
5 - Crucify
6 - Fearless
7 - Time
8 - I Want it More
9 - Latimer's Mercy
10 - I Love you All




Fonte: R7

Jornalistas do Rock: Lester Bangs

Lester Bangs: o leitor que se tornou jornalista

Californiano de Escondido, Estados Unidos, Lester Bangs é chamado, até hoje, de uma das maiores vozes da crítica musical. Em sua curta carreira na imprensa, fez resenhas de diversas bandas, que estavam aflorando em 1970. Mas tudo começou de uma maneira simples: Bangs começou fazendo freelance para a Rolling Stone, que começou a chamar leitores para resenharem sobre os roqueiros da época. Bangs fez um texto falando mal dos pré-punks MC5, sobre o álbum Kick Out The Jams.

Com esse começo, Lester começou a acompanhar de perto carreira de bandas como Led Zeppelin e Black Sabbath, que deram começo ao metal, mudando o destino do rock. Ele fez, também, a clássica reportagem sobre a morte de Janis Joplin, de overdose. Após três anos de trabalho histórico, Bangs foi demitido pelo editor Jann Werner, em 1973, após uma análise negativa da banda de blues rock Canned Heat.

Creem foi a segunda grande publicação que Bangs contribuiu, já como editor, em 1971. Nessa publicação, Lester Bangs e sua equipe cunharam o termo heavy metal nas bandas que surgiram na época. Outros movimentos que Lester pode testemunhar por essa revista foram os primeiros anos do punk rock e da new wave, já nos anos 80. A redação começou em Detroit, Michigan, muito diferente do clima novaiorquino da Rolling Stone.

Por fim, importante mencionar que Lester Bangs também foi músico. Ele juntou-se ao irmão de Joey Ramone, Mickey Leigh, na banda Birdland, em Nova Iorque, ainda nos anos 70. Em Austin, no Texas, ele fez parte de uma banda de punk rock chamada Delinquents, em 1980. O grupo punk de Bangs chegou a gravar um álbum - Jook Savages on the Brazos.

Sua contribuição ao mundo do rock, e ao jornalismo, se encerrou em 1982, exatamente no dia 30 de abril (hoje completa 28 anos). Encontrado morto, por uma overdose de medicamentos em Nova Iorque, Bangs representou o espírito de sua época. Ele não se prendeu em rótulos na análise das bandas, sendo fã, inclusive, do músico alternativo Lou Reed, que vinha também dos subúrbios e do anonimato para o estrelato, ao lado do Velvet Underground. Era um leitor que virou jornalista de destaque, acompanhando de perto a diversidade de artistas do período.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A necessidade do lobby

A imprensa esportiva vive de épocas, fases do ano, quase como a agricultura. Existem épocas de entre safra, quando não há muito do que se falar, exceto chatas negociações entre clubes. Porém, em ano de Copa do Mundo, como este, o calendário muda e as prioridades se invertem. E, pois bem, até dia 11 de maio, quando Dunga divulgará os 23 convocados para a Copa do Mundo, estamos em um destes períodos chatos, ao menos no que se refere à seleção. E qual a conseqüência disso? Uma irritante necessidade de assunto.

Se existe um tópico recorrente hoje na mídia esportiva, e de certa forma na mídia geral, é a convocação ou não de Neymar e Paulo Henrique Ganso. São dois garotos do Santos de 18 e 19 anos, respectivamente, que nunca vestiram a camisa amarela, mas que jogam tão bonito que senhores nostálgicos estão quase enfartando.

Lobby por jogador em véspera de Copa do Mundo é um passatempo nacional. Em 1998, a questão era Edmundo (para a reserva). Em 2002, até FHC pediu a convocação de Romário. 2006 foi a exceção à regra. A discussão não era quem convocar, mas se Robinho deveria ou não ser titular. A questão fica – especificamente este ano – em relação a necessidade que imprensa teve em encontrar um assunto e como Neymar e Ganso caíram dos céus para os comentaristas e ex-jogadores.

Uma simples retrospectiva revela essa necessidade. Com o Brasil se classificando na liderança da eliminatória Sul-Americana, com quatro jogos de antecedência, o povo e a imprensa caíram de amores pela então subestimada seleção de Dunga. No entanto, foi só o apito final do amistoso contra a Irlanda – o último antes da Copa – soar que ecos de discordância passaram a ser ouvidos. Ronaldinho Gaúcho, que há algum tempo havia sido esquecido por todos, graças a seu futebol patético, foi revivido nas mesas redondas. Os mesmo comentaristas que criticaram seu futebol e apoiaram Dunga quando ele boicotou o jogador do Milan, agora o reivindicavam como “alternativa” a um Kaká instável.

Pois bem, pobre Gaúcho, o lobby não durou muito. Foi só o Santos começar a fazer gols como em partidas de PES e Neymar e Ganso chutaram Gaúcho das conversas. A questão não é se Neymar, Ganso, Gaúcho ou Obina devem ir para a Copa, mas sim a necessidade que a imprensa esportiva tem de assuntos polêmicos, que agitem os programas de domingo a noite de segunda à sexta na hora do almoço.

O que não se percebe é o que isso cria. Instabilidade e insegurança crescem nos jogadores que já tem seu lugar lá, além de um clima de hostilidade que simplesmente não existia antes. Se futebol é a coisa mais importante das menos importantes, e suas conseqüências não afetam drasticamente a vida de quase ninguém, também é verdade que o mínimo de responsabilidade e coerência de alguns jornalistas são sempre bem-vindas no exercício da profissão.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Ilha do Medo: a mais recente parceria entre Martin Scorsese e Leonardo di Caprio

Na história do cinema, é muito comum acontecerem parcerias entre atores e diretores. Atualmente, um exemplo claro de parceria que deu certo é entre o diretor Martin Scorcese e o ator Leonardo di Caprio. Os dois se conheceram numa festa em Roma e o começo da parceria entre ambos foi com o filme Gangues de Nova York, em 2002. Neste filme, di Caprio interpreta um jovem que sabe pouco do seu passado e decide ir atrás do assassino que matou seu pai, numa Nova York do século XIX.

Depois, em 2004, colaboraram mutuamente no filme O Aviador, que rendeu a Leonardo sua segunda indicação ao Oscar e um Globo de Ouro. O ator e o diretor voltaram a trabalhar juntos em Os Infiltrados, de 2006, filme policial que deu a Scorcese seu primeiro Oscar de melhor diretor. Nessa ocasião ele disse: “Depois disso, sabíamos que queríamos voltar a trabalhar juntos e ultrapassar os limites”.

Di Caprio, que hoje tem 35 anos, afirmou: “Cresci trabalhando com Scorcese”. Ao contrário do que muitos pensam, o ator não vê a relação dos dois como paternal, apesar de o diretor ter nascido no mesmo bairro e ter mesma idade de seu pai. Ele diz que enxerga Scorcese como mentor e amigo, e completa: “Só sendo um idiota para não agarrar a oportunidade de trabalhar com alguém que eu e muita gente considera o melhor diretor da atualidade”.

Scorcese explica que a afinidade com o ator surgiu principalmente pelo fato de os dois terem ritmo e estilo de trabalho parecido.

A mais recente obra do diretor que contou com a participação do ator é o filme “Ilha do Medo (Shutter Island, no original), em cartaz nos nossos cinemas. Baseado no livro de Dennis Lehane, a história se passa nos anos 50 em uma ilha onde há um hospital psiquiátrico que abriga e trata de criminosos. Di Caprio interpreta o policial Teddy, que visita a ilha para investigar a fuga de uma paciente. Quando um vendaval acomete o lugar, ele é obrigado a permanecer por lá e descobre segredos que causarão reviravoltas em sua vida.

O filme conta ainda com a participação do ator Mark Rufallo e da atriz Michelle Williams. A colaboração de di Caprio e Scorsese, considerada a mais produtiva do cinema atual, não para por aí. Apesar de não terem nenhum projeto conjunto no momento, ambos afirmam que a parceria terá continuação. Leonardo disse: “Há um elemento de confiança. Compartilhamos o mesmo gosto no cinema, na arte. Sabemos aonde queremos chegar”. E complementa: “Scorcese sabe muito sobre cinema. Não há nada que ele não faça por um filme. E seus filmes são o caminho para os seus sonhos”.

A dificuldade de fazer podcast

Semana passada a internet brasileira sofreu uma perda. O maior podcast de games do país, o NowLoading, entrou em hiato sem data de retorno por falta de tempo dos donos nas atualizações. Com mensagens comoventes no twitter, fãs e podcasters fizeram de tudo para salvar os casts da queda do servidor, que saiu do ar nesta última segunda-feira, dia 26, sepultando a existência do blog, pelo menos temporariamente.

E, pouco antes da queda dramática de todos os dados do NowLoading, o Nerdcast, considerado um dos maiores podcasts do país, formalizou uma campanha para motivar os companheiros gamers na sexta-feira, 23. "Usem a hashtag #voltanowloading. Vamos colocar essa coisa nos Trending Topics e animar essa galera para voltar" afirmou Alexandre "Jovem Nerd" Ottoni, nitidamente prestando apoio aos colegas para continuarem seus trabalhos de áudio com games.

Embora seja um fato fechado na blogosfera brasileira, importante notar o companheirismo entre os canais de comunicação. Em 2008, o NowLoading recebeu ajuda do Nerdcast para ser divulgado entre os podcasters. Agora, em um momento de dificuldade, a aliança ainda permanece, não ficando na superficialidade de fornecer um link ou referência em um programa solto na internet. Há, entre os blogueiros brasileiros, apesar das intrigas, um companheirismo de quem entende do trabalho do outro.

Como eu conheci Mark Zuckerberg


2009 foi o ano de grandes personalidades visitarem São Paulo, como Jimmy Wales, criador da Wikipédia. Eu tive, na época trabalhando pela empresa de tecnologia TAXI labs, a oportunidade única de conhecer um dos grandes empreendedores e desenvolvedores na área de mídias sociais e redes de relacionamento da época.

Em um reunião realizada pela iEvento através do próprio Facebook, programadores, blogueiros, designers e diversas pessoas ligadas às áreas de tecnologia compareceram no Facebook Developer Garage de São Paulo, no dia 4 de agosto. Com uma palestra de abertura ministrada pelo único desenvolvedor brasileiro do Facebook, Rodrigo Schmidt, tivemos logo após a presença ilustre de Mark Zuckerberg, o criador de todo esse sistema que é exemplo tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Pelas poucas falas de Zuckerberg, pode-se perceber o ponto de vista de seu negócio. "Criamos toda essa interatividade baseado na confiança do usuário conosco" frisou ele, sobre o Facebook Connect, que se tornou um fenômeno na maioria das páginas web nos meses consecutivos. O chefão da rede social que era restrita a Harvard, no começo, mostrou em afirmações simples e pouco apelativas como ele investia contra iniciativas sociais já consolidadas na internet, como o Orkut e o Myspace, simplesmente acreditando que a conectividade e a interação entre perfis o tornaria líder nesse meio. Hoje, ele se encontra na segunda posição do Alexa, um dos maiores rankings de websites por toda a rede, além de ser a rede social mais bem adotada em todos os cantos do globo, com transferência pesada de imagens, fotos e widgets totalmente abertos para novos desenvolvedores.

Disse, na época: "Acho que o Facebook nunca vai passar o Orkut. O Orkut tem um design muito mais agradável como rede social, com as informações bem espalhadas na tela". Eu estava errado, para a felicidade de Zuckerberg.

Tive a oportunidade de conhecer esse líder singular de uma área que muitos jornalistas investem para adquirir relevância social - as redes. Muito bem humorado, tirando fotos descontraído com brasileiros naquele 4 de agosto, ele fez uma apresentação entusiasmada com as possibilidades de interação com portais como o Terra e empresas de desenvolvimento de aplicativos em São Paulo. Neste próximo mês de maio, a capa da revista Wired norte-americana mostra Zuckerberg como um exemplo do poder hacker (e geek) moderno, em comparação a outros gigantes da indústria como Bill Gates. A matéria, escrita por Steven Levy, um especialista na área de hackitivismo histórico, mostra de maneira bem clara como o empreendedorismo na área vai muito além dos nerds que ficam trancafiados em seus quartos, programando códigos. Mark Zuckerberg transformou uma iniciativa acadêmica em um fenômeno global.


Ainda sou hard-user do Orkut, mas a oportunidade de ver, cara a cara, o criador do Facebook foi inspirador, especialmente considerando meu interesse em comunicação digital.

Foto provando meu encontro com o senhor Zuckerberg

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