Foto de Marcelo Rossi (divulgação T4F). Link.Show de São Paulo, dia 24 de abril de 2010.
Cobrando R$140 reais a pista, e R$120 e R$90 as platéias, infelizmente não pude comparecer no show, mesmo tentando buscar por meia entrada. Infelizmente, no Brasil, os preços em casas de espetáculo são abusivos. Após comparecer em shows de peso como Metallica e Dream Theater, acabei ficando de fora do espetáculo de Dave Mustaine e sua trupe. Além do aniversário de Rust in Peace, celebrado em uma turnê misturando suas músicas com o novo lançamento do Mega, o antológico End Game, a volta do baixista David Ellefson aumentou ainda mais a emoção de reviver clássicos do thrash metal.
Mustaine decidiu fazer essa turnê especial mesmo sem o talentoso Marty Friedman, que hoje faz sucesso como guitarrista virtuose no Japão. Também fez sem a bateria original e veloz de Nick Menza. No entanto, a presença do novato Chris Broderick garantiu a reprodução da guitarra de Friedman detalhadamente, oscilando entre a velocidade de Holy Wars e a fúria comum em todas as demais músicas. As baquetas do canadense Shawn Drover, irmão do baixista que saiu, Glen, mantém o vigor da banda, apesar de soar diferente do original de Menza, pelo que pude perceber no show deles em 2008.
Então resolvi escrever este texto, que deveria ser uma resenha do show de uma de minhas bandas favoritas no heavy metal. Mas não pude comparecer, por causa dos preços abusivos. Este texto é um recado para todas as organizações e, ao mesmo tempo, foi inspirado no texto de Marco Néo, crítico musical da Whiplash.net. Queria ter testemunhado o "remake" de um dos maiores clássicos de 1990, pré-Symphony of Destruction, que seria repetida à exaustão na rádio paulistana Kiss.fm. Fica, então, este pequeno texto, noticiando o ocorrido e minha vontade de estar lá.
Leiam o texto de Néo, com detalhes do concerto, não apenas esta "resenha da resenha". É bom saber que não aconteceram mais problemas com Mustaine no palco, como em 2008 no Brasil, e que uma banda boa está retomando suas origens, que agradam o público.
























