domingo, 15 de novembro de 2009

2012?


"Como os governantes de nosso planeta preparariam 6 bilhões de pessoas para o fim do mundo? Eles não preparariam". Segundo o mais novo filme do gênero, 2012, que estreou na sexta-feira passada, eles não dariam bases para essas pessoas mesmo.

Mas se você, como eu, viu o trailer e ficou louco para assistir, não perca seu tempo - e seu dinheiro. Do mesmo produtor de O Dia Depois de Amanhã, o filme deixa a desejar, tanto nos efeitos especiais, quanto no enredo, e no final. Confesso que entrei no cinema achando que ia ficar sem dormir à noite, na nóia. Mas, depois de ver as péssimas cenas de computação gráfica - e me sentir jogando GTA (Grand Theft Auto) - eu desencanei. É impressionante que os efeitos sejam tão ruins quanto os d'O Dia Depois de Amanhã, foram tão bons há 4 anos. Mas não vou detonar tudo, há 3 cenas muito boas.

Ao contrário do imaginado, o filme mal fala do calendário maia, e os desastres naturais ficam perdidos quando o apocalipse começa. O enredo - totalmente nonsense e muito mal utilizado/feito/aprofundado - fala sobre um escritor novato, Jackson, que vai levar os filhos para acampar e acaba encontrando um homem que lhe conta sobre toda a teoria da conspiração envolvendo uma parte da floresta cercada. Quase que imediatamente o fim do mundo se inicia.

O final não sai do lugar comum - assim como o resto do filme. Em vez de nos preocuparmos com o aquecimento global e companhia agora, começamos a construir arcas (com lugares vendidos a 1 bilhão de euros por cabeça) para sobrevivermos aos tsunamis e reiniciarmos a vida no planeta. Para que prevenir quando podemos remediar?!

A boa notícia é que 99% das pessoas que sobreviverão - só as que estão nas arcas - são trilhardárias. As pessoas normais não contarão a história a seus filhos. Então não se preocupe em 2012, se o fim do mundo chegar, porque todos esses políticos porcos já terão seus lugares garantidos, e você só vai ficar sabendo quando o mundo estiver destruído. Ah, e por incrível que pareça, a África é o único continente restante. Irônico que a nova Pangeia seja o continente mais hostilizado pelo resto do mundo, não?

Então quem não tiver 1 bilhão de euros disponíveis, garanta a sua passagem.

Portanto, não perca o seu dinheiro e o seu tempo. Alugue O Dia Depois de Amanhã e imagine que tudo aconteceu por causa do calendário maia que você ganha mais. Aliás, o filme faz uma síntese de todos os filmes de desastres: O Inferno de Dante, Poseidon, Guerra Dos Mundos, o próprio DDdA, e alguns outros.

E sim, os EUA salvam o mundo no final - mas sem uma bandeira.

4 comentários:

Thiago Dias disse...

Só acho uma coisa: eu vou ver o filme. Até pq acho que alguns bilhões a menos de seres humanos por ai fariam mto bem a este planeta.
Agora, nada supera Independence Day. O melhor filme ruim da história!

Pedro Zambarda disse...

Esses filmes de fim de mundo repetem muito suas próprias fórmulas?

Culpa de Holywood? Acho que não somente.

Thiago Dias disse...

Mas claro que tem que repetir a formula. Poxa, a mesma coisa sempre. Fim do mundo..não da mto pra varia isso. Ou é holocausto nuclear, invasão de ETs ou desastre da natureza..

Pedro Zambarda disse...

Podia fazer um fim de mundo sem ninguém preparado pra isso.

No geral, as pessoas conseguem ter tempo pra confrontar com essa idéia, apenas nos filmes.

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