quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O prazer em ser diferente

Como diria um famoso comercial de TV, "existem coisas que o dinheiro não compra". A principal delas é a paixão, o fanatismo, o amor. E em alguns casos, especialmente no futebol, o dinheiro além de não comprar, pode atrapalhar muito. Em uma deliciosa reportagem publicada no New York Times na última terça feira, o cronista esportivo Rob Hughes descreve isso com perfeição.

Correspondente de futebol na Inglaterra, Rob foi até Manchester investigar a sensação de abandono que os torcedores do Manchester City vêm sentindo. Alguma coisa estava errada no time: ele estranhamente havia se tornado rico. Adquirido por um sheik milionário, o clube inglês está completamente distorcido. Faz contratações milionárias, oferece rios de dinheiro para jogadores de todos os cantos do mundo e até, vejam só, ameaça fazer um bom campeonato. Seria tudo ótimo, se este não fosse o papel do rival Manchester United nos últimos... 60 anos.

Ao ler a reportagem, imediatamente me veio à mente uma relação muito parecida, porém não idêntica. Se a relação entre United e City sempre foi a de um irmão rico e outro pobre, a de Corinthians e São Paulo sempre esteve mais para primos. Aquela rivalidade acirrada, onde um insiste em desmerecer o outro, nunca admitindo a necessidade da existência mutua. De um lado, o primo pobre, porém mais fanático, com uma torcida que o segue até a série B (só para lembrar, o City chegou a ser rebaixado para a série C, daí a comparação). Do outro, o primo rico, arrogante, ostentador, com uma torcida que só liga para títulos.

Quando o Corinthians fechou uma obscura parceria com o “fundo de investimentos” MSI em 2004 e fez contratações milionárias em 2005, lembro exatamente do comportamento de boa parte da torcida em relação a isso. Enquanto a torcida jovem e de meia idade bradava aos quatro cantos a nova fase da equipe, que capengava desde 2001, os torcedores mais velhos olhavam desconfiados em relação àquilo. “Isto não está certo. Este negocio de jogar dinheiro pro alto é coisa pra são-paulino” disse um amigo do meu pai na época. E não é que foi justamente nesta época que o São Paulo resolveu apertar os cintos, contratar menos, e começou a ganhar tudo que disputou? Algo parecido com a fase de um tal Manchester United atualmente?

É claro que o título desde texto é um exagero. Mas um exagero não tão grande assim. As paixões de corinthianos e “citienses” e suas contraposições com são-paulinos e “unitedenses” é de uma simetria impar. E mostra também a beleza de uma irracionalidade que se torna deliciosamente racional. De um lado os torcedores reclamam de suas riquezas e dizem que títulos não importam, de outro, reclama de sua torcida estar se tornando “convencional” demais, popular demais, e que o time não ganha como antes. Oras, estou louco em ver uma complementaridade aí?

O ponto é que mais que simplesmente ganhar, o que importa para uma torcida é obviamente sua identidade. Mesmo se United ou São Paulo começarem a ganhar ininterruptamente se desviando se suas características, muitos irão reclamar. Ou qual será o motivo de o titulo de 2005 não ser tão comemorado pelos corinthianos? E é justamente esta identificação, essa cara definida, que fazem a relação destes times ser algo tão especial, tão único. Me perdoem os corinthianos, mas vocês não seriam nada sem nós são-paulinos. E me perdoem meus companheiros tricolores, mas eu não seria tão apaixonado pelo meu time sem nossos primos da zona leste. E tenho a impressão que os torcedores dos times azuis e vermelhos de Manchester sentem (mas não admitem) a mesma coisa.

Leia a matéria de Rob Hughes, em inglês a seguir: http://tinyurl.com/mz5s4x

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Boca Livre entrevista: Nowloading

Quer, finalmente, conferir o podCast do Bola?
Clique
na figura acima
ou veja abaixo (em um áudio)

Criado em janeiro deste ano, o Bola da Foca podCast continuou inativo e sem atualizações por problemas no computador deste editor e na hospedagem. Com a ajuda do site Gafanhoto.com.br, agora temos todos os nossos áudios nesta página mesmo. Você também pode conferir os demais no link do canto direito, neste site mesmo, indicado por um pequeno banner.


Outra entrevista da coluna Boca Livre, desta vez com os integrantes Diego Gomes e Pablo Rozados do site de Podcast de Games NowLoading, trouxe vários dados sobre a indústria de jogos eletrônicos no Brasil. Interessante para a galera geek e para quem curte mercado tecnológico.

Caso você queira contribuir com material em audio, ou queira nos criticar além dos comentários, mande um e-mail para boladafoca@gmail.com. Estamos totalmente abertos a participações.

domingo, 2 de agosto de 2009

Arte moderna paranaense em exposição

Quadro Sonho de Alberto Massuda. Nudez, confusão e contato.

Exposição que começou dia 30 de julho, em Curitiba, Coloca à mostra obras de cinco artistas plásticos do Paraná. O nome “Tributo à arte moderna do Paraná” é uma homenagem aos criadores do Grupo Um (GUM) que, na década de 60, buscou um novo caminho para as artes plásticas no Estado. Eles são Alberto Massuda, artista estrangeiro naturalizado que nasceu na cidade do Cairo, Egito; Álvaro Borges, de Ponta Grossa, no próprio Paraná; Érico da Silva, de Indaial, Santa Catarina; Rene Bittencourt e Waldemar Roza, ambos de Curitiba. Em abril de 1966, no prédio 256 da Praça Tiradentes de Curitiba, os criadores do grupo organizam sua primeira exposição para levar a arte até todos, saindo das galerias e dos circuitos fechados.

Recanto Azul de Érico da Silva. Predominância de tons frios com o mar.

A cada exposição que eles fizeram, dividiram espaço com novos artistas no começo de carreira, que buscavam divulgação. Artistas plásticos como Luiz Carlos de Andrade e Lima, Antonio Arney, Domício Pedroso e Wilson Andrade e Silva foram alguns exemplos dentro do Grupo Um. Fernando Bini, crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) e da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA) coordena essa exposição.

“Tributo à arte moderna do Paraná” prossegue até 3 de outubro no Espaço Cultural e Gastronômico Alberto Massuda, em Curitiba, com algumas obras que nunca foram expostas, nunca participaram de nenhuma exposição ou estiveram em público. Além da exposição histórica, com o resgate dos nomes de cinco artistas plásticos do Paraná, estão marcadas duas mesas redondas, a partir das 20h. A primeira, dia 6 de agosto, reúne Adriano Massuda, Bini, Vera Mussi, Fernando Velloso e Max Conradt, que abordarão o tema “Grupo Um e o modernismo no Paraná” e a outra, a 3 de setembro, sobre “Os artistas do Grupo Um” terá Fernando Bini, Xenia Rosa, Fernando Calderari, Nilza Procopiak e João Osório.

Mais dados do evento:

De 30 de julho (abertura às 20h) a 3 de outubro
De segunda a domingo, das 11h30 às 14h30, e segunda a sábado, das 19h à 0h
Espaço Cultural e Gastronômico Alberto Massuda
R. Trajano Reis, 443
(41)3076-7202
www.albertomassuda.com.br

Agradecimentos à jornalista Marisol Vieira e BWP Comunicação, pelos dados cedidos por e-mail.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sobre Inimigos Públicos

Michael Mann reedita sua obsessão. Agora nos anos 30.

Michael Mann é daqueles cineastas que conseguem atrair a atenção do mundo quando lança um novo filme. Se encontra naquele seleto grupo de diretores que tratam cada novo trabalho como algo único, que deve ser esmerado ao máximo. Daí sua produção é realmente reduzida em um filme a cada três ou quatro anos. O que vem de bom a partir deste metodismo é a qualidade inquestionável de todos os seus trabalhos. A nova obra do diretor americano, Inimigos Públicos, não é diferente, exalando bom trabalho a cada nova cena que surge na tela.

Retratando a caçada humana que J. Edgar Roover e Melvin Purvis instituíram contra o “inimigo público” John Dilliger à partir de 1933, Michael Mann acaba por retratar com perfeição a obsessão americana em relação ao crime. E ninguém poderia fazer isto melhor que o próprio Mann. Ele dirigiu Profissão: Ladrão, Colateral, Miami Vice e o clássico Fogo contra Fogo. Todos são testemunhos da paixão que tem por retratar o crime não apenas em sua forma pura ou maniqueísta, mas como máscara para mostrar também o lado obsessivo do homem em relação a seu trabalho. Mostra sempre não apenas os lados negativos, mas também os positivos – por mais pessoais e egoístas que sejam.

John Dillinger não era um assaltante comum. Seu perfeccionismo, seu código – que não pode ser confundido com honra - e sua obsessão pela promoção da própria imagem fizeram dele uma lenda nos EUA da Grande Depressão. O público adorava ver um homem roubar os bancos que mantinham seu dinheiro, e nunca tirar um centavo dos cidadãos. O vilão da história aos olhos de um povo faminto era o Estado e J. Edgar Roover (Billy Crudup perfeito), não John Dillinger. E é neste contexto que surge Melvin Purvis. Detetive de inabalável fé na lei e um dos poucos policiais éticos em uma Chicago que se auto-consome por causa do crime.

Apesar da presença da namorada de Dillinger, interpretada por Marion Cottilard, é inegável que o filme gira em torno do confronto entre Dillinger e Purvis. Portanto, a escalação de Johnny Depp e Christian Bale se tornou fundamental. Em uma estrutura que lembra o embate entre Robert de Niro e Al Pacino em Fogo contra Fogo, os atores contracenam em apenas uma cena, mas que vale pelo filme inteiro. Cada cena importante em relação a cada personagem, e é tratada com uma delicadeza impar. Seja o momento que Melvin vê um parceiro morrer ou Dillinger apreciando com raro êxtase a mega-operação construída apenas para lhe caçar. O contraste de personalidades, a diferença nos métodos, a ideologias distintas... não há elemento mais forte em Inimigos Públicos, ou em qualquer outro trabalho de Mann, do que seus protagonistas. Se eles falharem, tudo cai por terra. E felizmente não é o que ocorre por aqui.

Tecnicamente o filme é um primor. Ninguém sabe usar a tecnologia digital como Michael Mann. Se ele revolucionou o cinema de ação filmando o tiroteio principal de Fogo contra Fogo e fez de Los Angeles e Miami personagens vivas em Colateral e Miami Vice. Aqui podemos sentir a tensão em cada cena que Mann carrega na mão suas câmeras HD. A trilha sonora e a edição também são levadas à precisão pelo cineasta, resultando em uma direção que se mostra impecável durantes as 2 horas e meia de filme. O ápice, como não podia deixar de ser, é o desfecho do filme, mais uma das seqüências inesquecíveis que o diretor se habitou a fazer em sua carreira.

Mesmo não sendo perfeito, Inimigos Públicos já surge como um dos melhores filmes do ano até aqui. Um encerramento adulto e pesado para o fim da temporada de blockbusters do cinema americano, que teve neste ano de uma de suas safras mais fracas. Mas talvez o grande mérito deste filme seja mostrar que o próprio Michael Mann poderia ser um de seus personagens. Nunca um diretor se mostrou tão obcecado por um tema e ao mesmo tempo pela perfeição quanto ele. Quem sabe seja este o resumo de sua carreira. Melvin Purvis ou John Dillinger, Max ou Vincent, Neil McCauley ou Vincent Hanna e, até mesmo, Muhammed Ali. Quem sabe, no fundo, todos estes homens sejam apenas Michael Mann.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Taça Brasil e Roberto Gomes Pedrosa: os Campeonatos Nacionais de 1959 a 1970

Entre os anos de 1959 e 1970 foram disputadas a Taça Brasil, 1959 até 1968, e a Roberto Gomes Pedrosa, também conhecida como "Robertão" ou "Taça de Prata", entre os anos de 1967 e 1970. As duas competições nacionais foram organizadas pela extinta CBD (Confederação Brasileira de Desportos) em consequência da criação da Taça Libertadores da América em 1960. Bahia (1959), Palmeiras (1960 e 1967), Santos (de 1961 a 1965), Cruzeiro (1966) e Botafogo (1968) foram os campeões da Taça Brasil. O Roberto Gomes Pedrosa foi conquistado por Palmeiras (1967 e 1969), Santos (1968) e Fluminense (1970).

Apesar de terem a mesma função - eleger os clubes brasileiros representantes para a Libertadores -, a Taça Brasil e o Roberto Gomes Pedrosa tinham diferentes regulamentos. O primeiro tinha características semelhantes as da atual Copa do Brasil, enquanto o "Robertão" pode ser considerado o pai do Campeonato Brasileiro. Eles chegaram a ser disputados simultaneamente em 1967 e 1968.

Até o ano de 1959 não existiam competições de nível nacional ou interestadual no Brasil, exceto o torneio Rio-São Paulo, que foi disputado pela primeira vez em 1933 e depois foi organizado regularmente de 1950 até 1966. No ano de 1967, 15 clubes de cinco estados disputaram o primeiro Robertão, vencido pelo Palmeiras. Com as mudanças e a inclusão de clubes de outros estados, o novo torneio foi batizado de Roberto Gomes Pedrosa, homenagem ao ex-goleiro Pedrosa, do São Paulo e da Seleção Brasileira na copa de 1934 e presidente da Federação Paulista de Futebol, falecido em 1954. De 1968 a 1970, aumentou o número para 17 participantes de sete estados, divididos em dois grupos e com jogos de ida e volta. Em 1971, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa foi substituído pelo Campeonato Brasileiro.

Primeira competição de nível nacional, a Taça Brasil começou a ser disputada em 1959 e teve o Bahia como primeiro campeão. A fórmula de disputa era semelhante a da Copa do Brasil: os campeões e alguns vices dos campeonatos estaduais disputavam partidas eliminatórias de ida e volta no sistema conhecido como mata-mata. Cariocas e paulistas entravam na disputa somente nas semifinais exceto nos anos de 64 e 68, quando entraram nas quartas de final. Nos anos em que foi disputada, o número de participantes girava em torno de 20 times e em várias edições, contaram com uma fase de grupos dividida de acordo com as regiões.

A transição da era Taça Brasil para a Roberto Gomes Pedrosa foi circunstancial. No ano de 1968, os clubes paulistas decidiram participar somente da "Taça de Prata", esvaziando assim, a última edição da Taça Brasil, vencida pelo Botafogo.

Embora a Taça Brasil e o Roberto Gomes Pedrosa fossem organizados em caráter oficial pela CBD, que então era responsável por todos os esportes no Brasil, a CBF não a reconhece como oficial. Em março de 2009, os seis clubes vencedores - Bahia, Botafogo, Santos, Cruzeiro, Palmeiras e Fluminense - se reuniram em São Paulo e fizeram um dossiê para pleitear o reconhecimento de campeões brasileiros junto a CBF. Para a CBF, o primeiro campeão é o Atlético Mineiro, vencedor do primeiro Campeonato Brasileiro organizado pela entidade. A luta continua e espera-se que a justiça seja feita ao reconhecer os títulos já que, assim como os campeões nacionais pós-1971, os times desfrutaram do mesmo prestígio e o privilégio de disputar a Libertadores. Vale ressaltar que para o Santos sagrar-se bicampeão Mundial e da Libertadores, teve que disputar e ser campeão da Taça Brasil.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Esclarecendo um pouco mais sobre a gripe A

Na noite de ontem, Tessália Serighelli, a twitteira @twittess, levantou um assunto polêmico em seu Twitter: o número real de vítimas da gripe H1N1 em nosso país.

No dia 21 deste mês os meios de comunicação noticiaram a primeira morte causada pela gripe suína na cidade de Curitiba, no Paraná. Porém, segundo relatos e como afirmou a própria Tessália, o número real de vítimas apenas na cidade é de 75 pessoas. Enquanto isso, as autoridades confirmam apenas 56 mortes totais em todo o território nacional.

De fato não temos fontes oficiais de que as mortes no estado do Paraná sejam tantas, porém houve uma verdadeira reviravolta após a declaração de Tessália. Diversos usuários do site micro blogging, de diversos estados brasileiros, também afirmaram saber que os números estão sendo mascarados pelo governo, talvez em uma atitude para evitar o pânico da população. Agentes de saúde, médicos e enfermeiros estão sendo afastados de suas funções no trabalho, utilizando máscaras e principalmente: proibidos de divulgar informações diferentes daquelas que o Ministério da Saúde confirma. Certo ou errado, o fato é que estamos sendo manipulados pelo governo.

Se o número de casos confirmados consegue ser “controlado” o número de suspeitos com a doença é enorme, praticamente incontrolável. Muitas pessoas ainda tem dúvidas em relação ao contágio, ao tratamento e ao menor sinal de enfermidade correm aos hospitais, o que pode ser uma medida precipitada e determinante para alguns. Em alguns hospitais, aqueles que chegam com a suspeita da doença já são internados. É perceptível o descontrole por todos os lados: pela população, por médicos, hospitais e pelo Ministério da Saúde.

Na noite de ontem, o ministro da saúde José Gomes Temporão, deu uma longa e bastante esclarecedora entrevista no Programa do Jô, onde esclareceu diversos pontos: o contágio, sintomas, o atendimento nos hospitais, os cuidados que devem ser tomados para evitar a doença, tratamento. Um breve resumo a respeito disso:

  • Prevenção: lavar as mãos diversas vezes ao dia com sabão ou pelo menos desinfetá-las com álcool em gel. Evitar o compartilhamento de talheres, copos e objetos de uso pessoal com outras pessoas.
  • Os sintomas são os mesmos da gripe comum: tosse, dor de cabeça, dores musculares e principalmente febre. O diagnóstico também é semelhante ao da gripe comum. O tratamento é que vem a ser diferente quanto a medicação e outros procedimentos, dependendo da intensidade dos sintomas e incluindo quarentena e mobilização das pessoas que tem convívio direto com o infectado.
  • Mortes: na realidade, ninguém morre pela gripe suína e sim por outras complicações. Uma saúde já fragilizada por fatores anteriores ou posteriores a gripe com toda certeza irão agravá-la, levando assim à morte. Tecnicamente, o número de óbitos “pela gripe comum” no país também é relevante, como afirmou o ministro.
  • E um último ponto: o uso de máscaras. Nas últimas semanas esse hábito disseminou-se bastante entre a população, que utiliza a mesma indiscriminadamente. Para quem está contaminado com o vírus da nova gripe o uso é essencial, para que não propague o vírus e evite o contágio de outras pessoas. Porém, para quem está apenas com a suspeita ou que faz uso da máscara por prevenção é importante lembrar que utilizá-la não irá impedir que o indivíduo seja contaminado pela gripe.

E lembrando: aquele que estiver com suspeita da nova gripe deverá procurar orientação médica e tomar as precauções necessárias para não contaminar outras pessoas com o vírus.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Dicas para usar o Twitter (Para Políticos)

Texto cedido parcialmente por Gustavo Ats (GuZ) do portal OxenTI.com de tecnologia.
Foto retirada do blog f@biano.com.br.

O Twitter se mostrou uma ótima ferramenta para políticos, tanto que muitos já aderiram a ferramenta de comunicação. Por isso, mostraremos um pequeno guia de como usa o Twitter em favor do seu mandato/candidatura:

1. Nunca mande a assessoria postar
O Twitter é algo pessoal, e deve ser twittado pelo próprio político. Assessoria pode até cuidar do blog, mas o twitter é seu. Poste um resumo de suas ações com um link para um post no blog.

2. Responda os Replys (mensagens de outros usuários)!
Um eleitor manda uma crítica, comentário ou sugestão relevante? Responda. Se for um palavrão ou uma crítica infundada, o Twitter tem uma função block para isso. Twittar sem interagir com o seu seguidor é bobagem. Muito melhor fechar a conta do Twitter.

3. Interaja com o Blog
Se você tem um blog (se ainda não tem, crie um), instale um Script/programa para postar os títulos de texto. O OxenTI e vários blogs já usam esse recurso. A interação com os blogs é um recurso bastante importante para movimentar seu twitter. Visibilidade.

4. Não, eu disse NÃO use scripts para conseguir seguidores.
Tenha em mente que o público do Twitter é diferenciado, formado por pessoas mais críticas do que a sociedade comum. Parecer ter vários seguidores conseguidos às custas de Script/programa pode deixar sua imagem como desonesta. Dentre seus seguidores podem estar jornalistas, blogueiros entre outros formadores de opinião e isso pode causar sérios danos a sua imagem.

5. Senso de humor faz bem!
O Deputado @Efraimfilho é um político bem humorado no twitter, as vezes solta umas piadinhas, comentários sobre o Flamengo, comentários sobre a família, que mostram que o político é um ser humano comum. Ele só está exercendo um mandato para comandar a nação. Isso é bom para os eleitores desiludidos com (veja porque aqui) a classe política.

Texto completo e sem nenhum corte:
http://oxenti.com/www/2009/07/23/dicas-para-usar-o-twitter-para-polticos/

Lembrando que outras áreas profissionais podem se aproveitar dessas dicas.

Um Século de Grenal


No linguajar futebolístico, um "derby" é quando duas equipes rivais de uma mesma cidade se enfrentam. Enquanto no Brasil, o nome mais usado para esse tipo de confronto é "clássico", no exterior esse termo caracteriza um confronto entre duas equipes arquirrivais de cidades diferentes, como no caso de Real Madrid e Barcelona. No Brasil cada cidade grande tem o seu, mas há de convir que não há rivalidade maior que a de Grêmio e Internacional, que completou neste mês um século de história.

Em um século de existência, foram 376 confrontos, com 141 vitórias coloradas, 118 gremistas e 117 empates. Ambos são campeões nacionais (o Inter tem três nacionais e uma Copa do Brasil enquanto o Grêmio tem dois nacionais e quatro copas), da Libertadores e até um Mundial Interclubes pra cada lado. O primeiro confronto ocorreu no extinto Estádio da Baixada em Porto Alegre no dia 18 de julho de 1909, com o placar apontando uma goleada de 10 a zero do Grêmio em cima do Internacional.

Ambos não figuram entre as maiores torcidas do país e estão longe demais das capitais. Por que é a maior rivalidade do país? Há uma série de fatores. Uns apontam o equilíbrio e a intensidade da disputa dentro e fora do campo, embora isso faça parte do confronto entre rivais em vários lugares. O diferencial pode estar no fato do clássico dividir severamente ao meio o Rio Grande do Sul, já que em outros lugares há mais de dois times grandes e tradicionais. Apesar de alguns estados terem dois times grandes rivais como no Rio Grande do Sul, muitos de seus habitantes preferem torcer pra times de outras regiões, coisa rara na terra do gre-nal.

Um sempre leva a vantagem no outro em algum quesito. Se um tem, o outro se mobiliza e corre atrás pra conquistar também. Não importa se é uma taça ou até mesmo um projeto de modernização de seus estádios, visando a copa de 2014. No Sul, ou você está de um lado ou de outro e isso se aprende desde cedo, ou, como diz o colorado Luís Fernando Veríssimo, a escolha acontece no exato momento em que você pisa no aeroporto.

Essa dicotomia tão radical foi capaz até mesmo de mudar atitudes de empresas patrocinadoras. Basta ter como exemplo uma marca de refrigerantes que teve de mudar a placa de publicidade no Olímpico só por ter as cores do Inter. Houve casos em que o patrocinador - principalmente se tiver sede em Porto Alegre - teve de ser o mesmo para os dois times, pra evitar perda de clientes e consumidores. Outro exemplo que ilustra bem o teor da rivalidade são os documentários. O Grêmio produziu um contando a saga da "Batalha dos Aflitos", quando o time voltou à primeira divisão e em resposta, o Inter fez outro documentário tendo como tema a conquista do Mundial de Clubes no Japão.

Uma típica rivalidade tem em seus ingredientes disputa acirrada: revanchismo eterno, provocações e relações de amor e ódio. No caso gre-nal, as coisas são mais profundas e dificilmente um jogador que teve identificação com um lado terá com o outro. Os que chegam aos clubes imediatamente são tomados pela rivalidade. É justamente essa intensidade capaz de derrubar imparcialidades que faz a diferença. Quando se fala em grenal, a coisa tende a passar dos limites.

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