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sábado, 3 de dezembro de 2011

Comparando aplicativos no iPhone/iPod Touch: Twitter e Facebook


Testei nesses dias, com mais frequência, os aplicativos oficiais do Twitter e do Facebook no iPhone/iPod Touch. A avaliação dos programas para smartphones vale também para suas versões para Android, embora tenham algumas diferenças pontuais nos menus de cada aparelho. Então, segue abaixo, uma crítica curta e rápida aos programas:

Facebook

Prós:

- Possibilidade de usar o chat e todas as funções do Facebook na web em seu smartphone;
- Notificações rápidas quando alguém envia mensagem ou comenta seus posts;
- Acesso rápido às páginas e vídeos na web, pelo safari. Leva segundos, se a página não for muito carregada.

Contras (importante):

- Lentidão no carregamento inicial. O Twitter rapidamente carrega as mensagens, o Facebook chega a cansar;
- Dificuldade para clicar nas atualizações no topo da página;
- Muitos menus interligados, que podem causa confusão ao usuário.

Twitter

Prós:

- Carrega rapidamente todas as páginas e atualizações;
- Atualiza rapidamente, aumentando o consumo de informações e o chat na ponta dos dedos;
- Avisa quando chegam DMs e mentions na timeline.

Contras:

- Não tem chat;
- Poucas funções;
- Limitação em 140 caracteres, apesar de mostrar imagens e vídeos.

E ai, quais são seus comentários sobre outros aplicativos?

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Tá dificil. Tá muito dificil

A internet está se tornando uma gigantesca briga de bar


Postei a respeito disso no Facebook alguns dias há atrás. Mas talvez este seja um assunto que valha uma discussão um pouco mais longa: A internet está se tornando um meio absurdamente tosco!

Vamos imaginar uma cena: Um internauta aleatório, pesquisando sobre as focas da Groelândia, passa por este blog vê um post qualquer, seja de quem for, sobre um assunto qualquer, de preferência um pouco polêmico. Ele não concorda com o que lê. Até aí tudo bem, acontece sempre. Mas o internauta é tomado por um sentimento mais forte, e se sente pessoalmente ofendido porque o autor, sei lá, não concorda com o a escalação do Fernandinho na seleção, ou qualquer outra coisa. O internauta então, com seu sentimento forte, escreve um longo comentário ofendendo o autor pessoalmente, como se aquele post fosse unicamente direcionado a ele, que ama tanto o Fernandinho.

Pois bem, infelizmente isto não é mais algo incomum. Esse tipo de situação está passando a se tornar a síntese da comunidade virtual brasileira, seja no Facebook, no Twitter, por blogs ou por vlogs. Se você não gosta, você ofende. A pergunta que fiz no Facebook foi simples e direta: Foi a internet que deixou as pessoas assim, tão toscamente intolerantes com qualquer coisa, ou as pessoas já eram assim e agora tem os meios para expôr sua própria ignorância?

A coisa piora ainda mais quando o alvo é o humor. Se a linha entre o humor de bom ou mau gosto sempre foi tênue, ultimamente um outro lado da questão entrou em jogo, o politicamente correto contra o politicamente incorreto (a linha entre o último e o mau gosto é ainda mais tênue, diga-se). Recentemente, Mauricio Ricardo, autor do “Charges.com.br”, o site de humor mais acessado do país, deixou claro sua opinião em uma twitcam: Está ficando muito, mas muito difícil, fazer humor no Brasil. O problema vai além da simples falta de compreensão, ou um “analfabetismo funcional” da era digital. O problema é a simples incapacidade de aceitar a opinião alheia como algo comum e até saudável.

A revista The Economist, em artigo publicado no último mês, chamou a internet de uma nova versão das mesas de bares do século XIX, quando a notícia lida nos jornais se espalhava de boca a boca. Se formos manter a metáfora, a internet no Brasil vem se tornando uma enorme briga de bar, com garrafas e cadeiras voando em quem resolve falar um pouco mais alto ou destoando um pouco da ode ao senso comum que vêm se instalando nos últimos tempos.

O politicamente correto exacerbado. A polida concordância e conformismo ante a opinião própria. A forma como a palavra “discussão” perdeu sua conotação positiva, de argumentação, e vem ganhando pontos em sua conotação negativa, a de briga. Realmente, está difícil, está muito difícil. O mundo não está mais chato, como alguns gostam de dizer. Nós estamos. Ou sempre fomos. E sendo bem sincero e pessoal neste momento: Ser considerado chato por este mar de chatos, para mim, é um elogio muito bem vindo.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Charlie Sheen supera Obama e Lady Gaga no Twitter em 2011


E os recordes do ator Charlie Sheen não param na rede de microblogs Twitter. A celebridade está no topo dos assuntos por suas polêmicas com a demissão da série Two and Half Men e suas aventuras com prostitutas e programas de internet. A pesquisa é do Global Language Monitor e foi publicada nessa terça-feira.

Sheen ultrapassa Lady Gaga e Obama, assuntos que normalmente estão em evidência, e o iPad, que recebeu upgrade da Apple na semana passada e foi apresentado por um Steve Jobs adoecido. O ator também passou ditadores como Hosni Mubarak, deposto no Egito, e as polêmicas da Líbia.

Fonte: Estadão

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Quando o circo se faz necessário


O que está ocorrendo na mina San José, em pleno deserto do Atacama, no Chile, é um acontecimento que entrará para a história do Século XXI.

Da mesma forma que os ataques de 11/9, o Furacão Katrina, o tsunami no Oceano Índico ou os terremotos no Haiti e no Chile, a história dos 33 mineiros presos por mais de 2 meses há mais de 600 metros de profundidade são daquelas que atraem atenção do mundo, que criam histórias e imagens que nunca serão esquecidas.

E de todos os acontecimentos citadas, essa situação é a mais peculiar, única em todos os aspectos. Única pois nunca se viu nada em igual na tragédia com um resgate,elaborado e executado em proporções épicas. Única pois é a única história que se desenrolou lentamente, através de dois meses e com acontecimentos diários. Por fim, única pois seu final foi completamente feliz.

O mundo acompanhou por revistas, jornais, sites, blogs, perfis de Facebook e Twitter. Não faltou gente cobrindo e comentando a saga dos 33 mineiros chilenos, considerados heróis desde o principio. Segundo a última contagem são 1500 jornalistas, de quase 100 países cobrindo in loco o resgate, alguns de forma mais ativa, outros menos. É impossível prever quantos livros sairão dessa cobertura, a maior do século até aqui.

Um filme chileno, intitulado Os 33 já foi anunciado, e ninguém dúvida que a versão hollywoodiana sairá em breve. Enfim, um verdadeiro circo foi montado para os derradeiros dois dias de suspense. Mas como em poucas vezes, o circo foi necessário.

Na internet, e apenas na internet diga-se, não faltam críticas ao circo jornalístico e político que se fez em torno do resgate dos mineiros. Nâo faltam criticas à cobertura 24 horas, aos termos usados por jornalistas, comentaristas e, principalmente, à presença constante do presidente chileno Sebastian Piñera na mina, abraçando cada um dos resgatados. Críticas que soam, na melhor das hipóteses, a uma vontade intrinseca que jornalistas sentem impelidos a criticar fatos alheios que não estão acompanhando.

É uma aversão natural ao papel espectador onde a natural necessidade de comentar e relatar se tranforma em uma necessidade de criticar. Embora isto seja compreensivel, não deixa de ser uma atitude antipática e, até, antiética. O fato é que qualquer jornalista que se preze gostaria de estar acampado ao lado da mina de San José. Um bom exemplo é o contado pela ótima reporter Patrícia Campos Mello, em seu blog no Estado: Uma equipe de um pequeno jornal chileno foi dirigindo por mais de 3000 km de Buenos Aires até ao local.

A história foi escrita como poucas vezes vimos, de forma bonita, sem sangue e com lágrimas de alegria. Um país sul-americano deu um espetáculo de organização, eficiência e rapidez ao lidar com uma tragédia que se tornou nacional. Um presidente agiu de forma exemplar, cuidando pessoalmente de todos os aspectos ao redor do resgate e quando necessário, delegando tarefas que não lhe cabiam.

Com todo o respeito ao criticos, mas todo o capital politico Piñera acumulou neste episódio foi merecido. Se ele não é um herói, porque este título apenas pode ser dado aos mineiros, o presidente do Chile teve participação crucial no grande desfecho. Ocorreu tudo perfeitamente no deserto do Atacama nos últimos dois meses. Não há nada a criticar. Talvez seja isto que incomode tantos jornalistas de Twitter por aí.

sábado, 10 de julho de 2010

Flávio Fachel comenta sobre o twitter e a Copa do Mundo

Jornalista gaúcho da TV Globo, Flávio Fachel se destacou fazendo reportagens de ciência e comportamento para o Globo Repórter e em séries especiais, entre 1998 e 2010. Atualmente, é correspondente internacional da mesma emissora, na cidade de Nova York. Com exclusividade, o Bola da Foca entrevistou o profissional sobre sua relação com o twitter e a repercussão da Copa do Mundo na África do Sul na internet.

Bola da Foca:
Você está gostando da sua experiência com o Twitter? Desde de quando você está nessa rede social? Como você a enxerga? Qual é, realmente, o papel do twitter para o jornalismo, tanto o seu quanto o dos demais profissionais?

Flávio Fachel: Estou há um ano. O twitter é um canal onde você pode ter um contato que, antes, se dava em apenas uma via e de forma restrita ao trabalho produzido na TV. Para o jornalismo, o twitter não é nenhuma revolução, como se tenta dizer ou como alguns imaginam. Trata-se de uma ferramenta onde as informações produzidas individualmente circulam na velocidade do boato eletrônico. Isso quer dizer que, em essência, a necessidade da atividade jornalística continua a se fazer presente, tanto no twitter como na mídia tradicional: apurar, selecionar e destacar informações que são importantes para a sociedade. Continua sendo papel do jornalista fazer isso. O twiter ajuda nesse processo como uma espécie de visor da opinião de uma parte da audiência.

BF: As dicas que você fornece sob a tag #telejornalismo estão resultando em feedback positivo? Como as pessoas reagem a um repórter da Rede Globo na internet?

FF: As dicas de telejornalismo têm o objetivo de ser minha colaboração no universo do twitter para a melhoria da qualidade da produção jornalística no Brasil. O retorno é muito bom, com a participação e resposta de estudantes e jornalistas novatos. Antes do advento das mídias sociais, o contato com pessoas de algum destaque era naturalmente difícil. Com a chegada de ferramentas como o twitter, quem deseja abrir as portas para um contato maior com outras pessoas tem essa possibilidade. Estou aproveitando a oportunidade e, até agora, a experiência tem sido positiva.

BF: Como você enxergou a atuação do twitter na Copa do Mundo de 2010? Acha que esse papel deve permanecer nos próximos anos?

FF: Me pareceu uma grande arquibancada virtual. A sensação era a de que estávamos todos em um grande estádio onde podíamos dizer o que estávamos sentindo. Torcida pura, com a vantagem de, de vez em quando, haver a possibilidade de algum contato com os jogadores.

BF: Você acha que a comunidade online fez uma atuação louvável no caso do técnico Dunga e seus comentários mal educados? E no caso da narração de Galvão Bueno? Você acha que existe uma perseguição à Rede Globo na rede?

FF: A rede, a internet, não é uma "instituição". É uma ferramenta universal. Nesse sentido, não há como se determinar que há este ou aquele pensamento dominante circulando entre os servidores do planeta. Não existe apenas uma comunidade on-line. A internet é uma sopa de informações, pensamentos e tendências que devem ser filtradas por cada um de seus usuários da maneira que cada um achar melhor. Desta forma, o que dá pra analisar é essa tendência que você destaca na pergunta. Como resposta, posso dizer: As mídias sociais são como uma imensa praça ao ar livre onde milhares de pessoas falam aos berros. Cabe a cada um dar ouvidos ao que julgar achar melhor. O fracasso do #diasemglobo tem muito a falar sobre essa pergunta. O pedido de desculpas de Dunga na coletiva seguinte também.

BF: Por fim, pergunto se você acredita em uma integração maior entre televisão e internet, sem arriscar todas as fichas no modelo digital. Acha que isso é possível? Se não, por quê?

FF: Acredito que o futuro da TV e do jornal passam pela integração inevitável com a internet por motivos óbvios. Gostaria que esse processo de integração fosse mais rápido, mas os modelos comerciais de sustentação do negócio TV e do negócio internet ainda são muito diferentes. Somente quando essa equação for resolvida, teremos, aí sim, uma TV completamente diferente e muito mais espetacular do que a que existe hoje.

Para conhecer mais sobre Flávio Fachel e sua carreira, acesse o twitter e o wiki.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Os militantes de Twitter e a guerra de Dunga

E a guerra foi enfim declarada oficialmente. Depois de 3 anos e meio de birrinhas, carinhas fechadas e emburradas, finalmente Dunga e a Rede Globo entraram de vez em choque, graças a mais um cordial episódio protagonizado pelo técnico da Seleção Brasileira. Afinal, existe exemplo maior de educação do que xingar covardemente um jornalista, que apenas falava ao celular, durante a coletiva OFICIAL da FIFA após a vitória de 3 a 1 sobre a Costa do Marfim?

Foi a gota d’água que a Globo estava esperando. No mesmo dia, Tadeu Schmidt leu uma editorial criticando a postura do técnico, que “não condizia com uma carreira tão vitoriosa no esporte e um cargo tão importante”. Pois bem, em um mundo que as pessoas pensam que o Twitter é importante, logo choveram manifestações de apoio ao técnico da seleção. Um “Cala Boca Tadeu Schmidt” virou trending topic e agora foi lançada a campanha #UmDiasemGlobo. As manifestações de apoio ao nosso técnico não param por aí. Basta ler qualquer comentário nas noticias relacionadas ao tema nas páginas eletrônicas do Estadão ou da Folha.

Sempre que alguém fala algo contra a Rede Globo, surgem as viúvas das Diretas Já para soltar seus tão criativos gritos, como “O povo não é bobo, fora Rede Globo”. O que os gênios não percebem, é que as coisas mudaram. A Globo ainda é importante, mas nem sombra da influência marrom que era nos anos 80, e sua vontade de controlar tudo que ocorre neste país, inclusive o esporte, se vai aos poucos. Mas o que os gênios têm mais dificuldade em entender mesmo é o fato de que Dunga não peitou a Globo. Dunga odeia mesmo é a imprensa. Dunga odeia a essência do bom jornalismo.

Sempre defendi que o técnico da Seleção tem bons motivos para ter ressentimentos contra jornalistas. Foi taxado como símbolo de uma geração que fracassou em 1990, a “era Dunga”. Quando deu a volta por cima em 94, ninguém veio lhe pedir desculpas. Até aí tudo bem, é seu direito. No entanto, acho que o poder e a responsabilidade subiram a cabeça de Dunga. É claro em suas entrevistas que Dunga não vê que os jornalistas devem trazer fatos. Para o técnico, eles devem torcer, exaltar e, o mais grave, esconder tudo que há de errado.

Quando a imprensa publicou a tola discussão entre Júlio Baptista e Daniel Alves, Dunga retaliou. Fechou o treino seguinte. Todos sabiam o que se passava em sua cabeça. Copa do Mundo é época de mostrar apenas o que é bom, e esconder o que há de errado. Mas o que Dunga esquece é que foi justamente esta postura que não revelou a zona que foi a Copa de 2006. Mesmo com o grupo evidentemente controlado e trabalhando seriamente, o técnico quer mais, quer o jornalismo seja deixado de lado, e que o Brasil, como nos bons anos 70, "ame-o ou deixe-o".

Está na hora então dos corajosos e geniais militantes de Twitter pensarem um pouco mais no que representa a guerra entre Globo e Dunga, e perceberem que ela é entre Imprensa e Dunga. Se são tão a favor da liberdade de expressão, deveriam atacar é o cara que fecha treinos e faz movimentos nos bastidores para que informações não sejam publicadas, e que xinga jornalistas quando o microfone está desligado em vez de o fazer de frente ou simplesmente ignorar suas perguntas. Afinal, patrocínio paga né?

O fantástico mundo do Twitter

O microblog, que já bateu a marca de 100 milhões de usuários, traz em seu mundo virtual um leque de iniciativas que ajudaram a vida de muita gente no mundo real

Por @arianef


Como uma ferramenta que disponibiliza mensagens de texto com apenas 140 caracteres pode ajudar a vida de uma pessoa? O Twitter chegou de mansinho na internet e aos poucos ganhou o computador de muita gente. Com quatro anos de existência, o serviço de microblog mais badalado da atualidade no Brasil traz em sua bagagem iniciativas virtuais que mudaram o mundo real. E exemplos não faltam para ilustrar essa realidade. Em 2002, a designer Laila Sena descobriu que estava com câncer. Para tratar a doença, precisou de 26 bolsas de sangue e muita determinação, já que enfermeiras chegaram a dar à carioca apenas 3% de chances de viver. Oito anos depois, já curada, ela descobriu no Twitter uma forma de recompensar a iniciativa daqueles que salvaram sua vida. Numa conversa pela ferramenta, com o também designer Lula Ribeiro, nasceu a Veia Social - uma rede de relacionamento que tem como objetivo divulgar pedidos de doação de sangue e também informar sobre o assunto.

E não foi só na criação que o aplicativo de internet ajudou. Laila afirma que o Twitter continua sendo importante para o projeto, pois o ajuda a tornar referência na web. “Se alguém tem um seguidor que precisa de sangue, ele já nos indica. Se o Twitter não existisse, provavelmente nossa rede ainda estivesse engatinhando”. Com um pouco mais de três meses de vida, a Veia Social já fez três mobilizações de doação de sangue pelo país – no Recife, em São Paulo e no Rio de Janeiro -, todos com a ajuda na divulgação feita pelos twitteiros - nome dado aos usuários da ferramenta. Atualmente, a iniciativa divulga cerca de 50 pedidos de doação.

A Veia Social já fez três mobilizações de doação de sangue pelo Brasil

Quem também se deu bem com o Twitter foi o jornalista Alê Rocha, de 33 anos. Portador de hipertensão pulmonar primária, uma doença rara, sem cura e fatal, ele conseguiu pela ferramenta o caríssimo e importado remédio Iloprost, fundamental no seu tratamento. Cada ampola custa quase R$ 70, e o paciente usa mais de cem delas por mês.

A saga do jornalista começou no final de 2005, quando descobriu a síndrome que é caracterizada pelo aumento progressivo na resistência vascular pulmonar, levando à sobrecarga do ventrículo direito. Os médicos chegaram a dar a Rocha três anos de vida, se não conseguisse o transplante de pulmão. Ele entrou na fila e aguarda até hoje a operação. O Iloprost tem a finalidade de aumentar a vida útil do paciente até a cirurgia. Para conseguir o remédio na Justiça – a Constituição garante a todos o direito à saúde, logo, pacientes que precisam de remédios de alto custo sempre buscam o governo -, o paulista entrou com uma ação contra o estado de São Paulo, no dia 22 de janeiro deste ano, mas não conseguiu uma resposta satisfatória.

Preocupado com o rumo de sua vida, o jornalista resolveu usar o Twitter para comentar o fato. E não é que surtiu efeito? Alguns twitteiros levaram a história para a imprensa e outros, mais ousados, decidiram cobrar do então governador, José Serra, o direito de Alê. A resposta do político veio logo em seguida pelo próprio microblog: “Vi o caso do @AleRocha. Ele terá o remédio. O governo de SP encaminhou o pedido, mas é o-bri-ga-do por lei federal a esperar o ‘ok’ de Brasília’’, postou na rede.

O medicamento chegou na casa de Rocha em abril, logo depois da movimentação dos torcedores anônimos que ele tem na ferramenta. Alê já é conhecido na web de longa data e muitas das pessoas que acompanham o seu microblog já conhecem a sua história dramática em luta pela sobrevivência. “Além de ser uma fonte de força para que eu vença a minha doença, o Twitter é uma forma de encontrar e compartilhar informações sobre minhas áreas de interesse, como televisão, política e esporte. Também é uma forma de se relacionar com as pessoas. Como nem sempre posso estar presente em eventos e encontros em razão de minha saúde, ele é uma alternativa”, testemunha.

Mas não são apenas projetos e a luta pelos direitos que fazem sucesso no microblog. O amor também está no ar pelo Twitter e o publicitário Fausto Genaro, de 30 anos, quem o diga. O paulistano conheceu sua atual namorada, a auxiliar administrativa Thais Mendes, de 23, pela ferramenta há oito meses. “Eu seguia uma pessoa que sempre dava RT (o mesmo que copiar e colar um conteúdo, dando os devidos créditos para o autor) nos tweets (nome dado as mensagens postadas no aplicativo) dela. Gostei do conteúdo e comecei a seguir também. Conversávamos todos os dias pelo Twitter, depois passamos pelo MSN e, aí, veio o namoro”, declara.

Fausto e Thaís se conheceram no Twitter

Hoje, nem mesmo a distância de cerca de 700 km – ele mora em São Paulo (SP) e ela em Muriaé (MG) – desanima o casal que costuma se ver a cada 15 dias. “O Twitter foi fundamental por uma fase bacana da minha vida, até porque pelas nossas características nunca nos conheceríamos sem o uso dele”, destaca Fausto, que não teve apenas a sorte de encontrar uma namorada pelo aplicativo, mas também ganhou um convite para um evento de comunicação que queria participar, mas estava com as inscrições encerradas. “Comecei a descarregar minhas frustrações no Twitter por não ir ao evento. Do nada começa a me seguir uma moça que logo me pediu o MSN. Era uma das organizadoras que me convidou a ir de graça e com acesso a lugares que jamais conseguiria conhecer comprando apenas o ingresso tradicional. Tudo graças ao Twitter”.

E você pensa que acabou? A ferramenta também serve como palco de emprego. A estudante de Jornalismo Bárbara Cruz, de 19 anos, conseguiu um free-lance por meio da divulgação de vagas do perfil Link Zero, uma iniciativa de Alexandre Sena para ajudar os internautas a encontrar trabalho. O serviço durou apenas três dias, mas, segundo a brasiliense, ele serviu para aumentar sua rede de contatos. “Mandei meu currículo sem muitas expectativas, pois ainda sou universitária. Acabei conseguindo a vaga e cobri um evento legal e que me abriu muitas portas. Foi uma ótima experiência”.

O Link Zero nasceu antes mesmo do Twitter, em 2003. Sena, que pesquisa as vagas em sites da internet e também as recebe de empregadores por e-mail, não sabe ao certo quantas pessoas já ajudou, mas garante que são centenas. O jornalista, de 35 anos, decidiu criar o perfil do seu projeto no microblog porque acredita que ele seja uma revolução na forma de divulgar conteúdo na web. E a iniciativa deu certo mesmo, Bárbara agradece.

O lado mau do Twitter

Céu para uns, inferno para outros. Nem todo mundo teve sorte com o microblog mais badalado dos últimos anos. O diretor comercial da empresa de hospedagem de sites Locaweb, Alex Glikas, causou a revolta de muitos são-paulinos ao enviar uma frase favorável ao Corinthians via Twitter durante o clássico válido pelo Campeonato Paulista, no dia 23 de março deste ano. O fato resultou na sua demissão por conduta antiética. Glikas é corintiano fanático e escreveu: “Sou fã do Rogério, se continuar assim está ótimo! Chupa bambizada! Isso aqui é Locaweb”, após uma falha do goleiro, envolvendo o nome de sua empresa na ofensa. Nesse jogo, a manga da camiseta do time do Morumbi foi patrocinada pela entidade.

Outro que também não se deu bem com o Twitter foi o meia-atacante do Liverpool, Ryan Babel. O jogador holandês postou mensagens contra o técnico Rafael Benítez por não ser relacionado para a partida contra o Stoke City. A cúpula do time ordenou a remoção dos tweets e ele recebeu ainda uma multa de 25% de seu salário mensal - valor equivalente a 60 mil libras – algo em torno de R$ 157 mil.

E não foi a primeira, nem segunda vez que um jogador de futebol foi prejudicado por declarações afiadas no serviço de microblog. Em julho do ano passado, também na Inglaterra, o atacante Darren Bent contestou os entraves de sua transferência do Tottenham para outro clube e foi obrigado pela diretoria a apagar seu perfil. Já nos Estados Unidos, a punição veio pela própria federação local, que puniu o atacante Brian Ching, do Houston Dynamo, com uma multa de 500 dólares – cerca de R$ 885 - por ter criticado um árbitro via Twitter. Na NBA, principal liga americana de basquete, as mensagens polêmicas on-line foram tantas nas temporadas passadas que dirigentes, times e federação se uniram para criar uma “cartilha de bom uso das redes sociais”.

Até caso de polícia o aplicativo já protagonizou. Uma ameaça brincalhona de explodir um aeroporto rendeu ao inglês Paul Chambers, de 28 anos, uma prisão por ato terrorista e sete horas de interrogatório. A história começou no dia 6 de janeiro deste ano, quando uma forte nevasca interrompeu seus planos de viajar para a Irlanda. A mensagem chamou a atenção da polícia britânica, que prendeu Chambers no dia 13, uma semana exata após a ameaça. O twitteiro ainda foi proibido de usar o aeroporto de Doncaster por toda sua vida. Para o inglês, o caso foi algo inimaginável, pois, segundo suas declarações à imprensa britânica, ele é “um dos caras mais educados que se pode imaginar”.

Paul Chambers foi preso por causa de uma brincadeira na ferramenta

Afinal, o Twitter é bom ou ruim?

Para o bem ou para o mal, o Twitter, que nasceu em 2006, conta hoje com 120 milhões de usuários. E o Brasil já é o 2º país com maior aderência de twitteiros, com mais de 10 milhões de contas. Ano passado, a agência Bullet realizou a primeira pesquisa com o público que usa a ferramenta no país e chegou a dados interessantes. Há uma predominância de homens jovens-adultos, entre 21 a 30 anos, solteiros do estado de São Paulo e Rio de Janeiro, entre os adeptos brasileiros. As pessoas que estão plugadas nessa rede são predominantemente estudantes do ensino superior ou graduadas e estão geralmente conectadas a internet mais de 50 horas na semana.

Para o Analista de Novas Tecnologias Paulo Moraes, o sucesso do Twitter está no fato da ferramenta ser um forte canal de comunicação que permite aos seus utilizadores usarem da criatividade, explorando a melhor forma para atingir seu público-alvo. “É importante lembrar que não existe um regra de como usar o Twitter. O segredo é o usuário descobrir como fazer uma comunicação que o transforme num grande formador de opinião no que se refere ao seu propósito dentro deste meio”, ressalta o profissional.

Moraes acredita que o principal ponto positivo do microblog é a interação que ele permite e a visibilidade na rede; mas adverte a preocupação com os exageros. “O ponto negativo do Twitter está no risco das pessoas confundirem sua identidade real e assumirem uma identidade virtual, passando parte de sua vida dependente desta aplicação. As pessoas não podem assumir tal tecnologia como um fundamento, ela é apenas um meio entre o usuário e outras pessoas para uma comunicação eficaz”, explica.

O psicólogo Dr. André Morais também defende que o uso excessivo do microblog, assim como qualquer outra ferramenta da internet, pode causar alienação, o que traz sérios problemas para a pessoa. “Por causa de um mergulho profundo no mundo virtual, a um distanciamento do chamado mundo real, a pessoa vai perdendo o contato com coisas imediatas e necessárias à sobrevivência, como sair, passear, encontrar pessoas frente a frente... Isso, com o tempo, pode ocasionar um estresse e até mesmo uma depressão”.

Em seu livro The Shallows (Os Superficiais), o pensador de tecnologia Nicholas Carr reflete sobre as mudanças que estão ocorrendo em nosso cérebro por causa da internet e defende que o uso do Twitter nos deixa superficiais. “Comprimimos nossa comunicação em 140 caracteres e não ficamos muito tempo em contato com a informação. O que importa é a quantidade de notícias que recebemos”, explicou Carr a Revista INFO, em dezembro do ano passado, quando esteve no Brasil para participar da ExpoManagement - evento internacional direcionado a profissionais da administração.

O escritor também destacou que, em consequência do fluxo infinito de conteúdo na Pweb, o entendimento tende a ser mais superficial do que se tivéssemos menos informação e nos concentrássemos mais nela e por mais tempo. “O Twitter é útil e divertido para muitas pessoas, mas não acho que ele as torna melhores ou mais inteligentes. Ele encoraja o narcisismo. Faz muita gente pensar em como mandar uma mensagem para sua audiência pessoal”.

Nicholas Carr acredita que o Twitter nos deixa superficiais

Moraes não concorda com o pensador americano e defende que, como tudo na vida, o uso do Twitter será considerado bom ou ruim dependendo de como o usuário o utiliza. “A ferramenta é uma revolução na comunicação, pois dá voz as pessoas e possibilita um feedback momentâneo. Só que é preciso senso crítico por parte de quem usa, tudo vai depender de como o usuário usufruirá da ferramenta”.

Como se pode notar, não há um consenso sobre a utilidade e importância da ferramenta na vida das pessoas. Fato é que, para o bem ou para o mal, a baleia e o passarinho – símbolos do Twitter – têm poder na vida real de seus usuários.

Perfis criativos no Twitter

@ajudeumreporter
Ajuda jornalistas a encontrar fontes e informações para suas matérias

@AlguemAjuda
Eco de pedidos de ajuda, das mais variadas formas

@amostrasgratis
Apresenta links com sites de amostras grátis, brindes ou promoções na rede

@boaspromocoes
Garimpa promoções e descontos na internet

@canaldobem
Mobiliza a força das mídias sociais em prol do bem

@eleitor2010
Reúne denúncias e dados sobre irregularidades envolvendo as próximas eleições

@doepalavras
Incentiva twitteiros a enviar palavras de apoio aos pacientes com câncer do Instituto Mário Pena

@homofobiaNao
Defende os direitos dos homossexuais e divulga informações sobre passeatas e movimentos

@linkzero e @trampos
Divulgam vagas de emprego

@passagensaereas
Traz novidades de descontos, promoções e afins das companhias aéreas e de turismo

@superguia
Traz com antecedência a lista de filmes que estarão no ar nos canais abertos e pagos

@veiasocial
Divulga pessoas que precisam de doação de sangue

@vizinhosdeutero
Reúne histórias de gêmeos - contadas por eles próprios ou por seus familiares


OBS: Matéria feita para a disciplina de Edição de Revista da @fateabr.

domingo, 20 de junho de 2010

Eu voto em Marina Silva

Recentemente, a candidata à presidência do PV passou por uma saia justa na manhã da morte de José Saramago, na última sexta-feira. Tudo ficou registrado no blog de campanha. Marina Silva mostrou respeito à morte do escritor português no twitter mas, em seguida, ela ou sua equipe eleitoral deram retuites à mensagens religiosas falando mal do intelectual falecido. As mensagens repassadas deram a impressão negativa que Marina apoiava tais ideias. A candidata só queria responder as questões.

Inúmeras pessoas criticaram Marina Silva pela atitude, usando o argumento de que ela teria difamado o escritor por ser evangélica. A equipe da candidata fez o post esclarecendo o mal-entendido e, mesmo assim, os internautas acharam ruim o uso do twitter nessa situação.

Dada essa situação, vou fazer meu comentário sobre. Deixo claro que não recebi nenhuma forma de benefício do partidários de Marina Silva e nem de ninguém relacionado à política. Esse texto não foi escrito para convencer ninguém a nada durante as eleições presidenciais de 2010.

Eu voto em Marina Silva. Eu não quero uma chefe de governo expert em twitter. Não tenho vontade de apoiar novamente o PSDB ou o PT, os partidos de sempre, e esse mal-entendido deixou claro que Marina não insere dogmas religiosos em convicções pessoais. Frequentemente vejo as críticas feitas ao seu passado como injustas ou mal colocadas, sem nenhum exemplo prático.

Tenho direito de voto desde 2005, quando tinha 16 anos. Nas eleições passadas, minha única vontade era a de anular os votos, para não votar "no menos pior" e colaborar para o nosso sistema deficitário de governo. A candidatura dela, por prestar esclarecimentos até sobre coisas simples, me instiga, sim, a tomar partido de sua causa.

Este post não reflete a opinião do blog inteiro ou de outros autores.

sábado, 6 de março de 2010

Você-mídia

Em abril de 2008 eu criei um microblog para escrever mensagens de celular. Em formato de celular, em pílula, em resumo. Naquela ocasião, criei apenas porque outros criaram. Vi piadas alheias, não as frases de humor apenas, mas piadas de pássaros, que são as mensagens resumidas em microblog. Interagindo com aquelas mini-mensagens, criei o eu-mídia em piados. O eu-mídia que se alimenta de pílulas e oferece pílulas.

Nesses pedaços minúsculos de informação, eu posso me enxergar como provedor e alimentador desse meio. Quando crio algo maior, me dissolvo na minha própria criação, dentro ou fora de internet, em qualquer suporte, em qualquer parte. Na verdade, posso tornar minha pessoa uma mídia em toda a situação, mas optei pelas informações pequenas.

E é isso o twitter: atualmente, é minha presença comunicativa, pelo menos em suporte. É o formato que eu me adaptei para transmitir o que posso pessoalmente. A questão que resta é se a minha pessoa como mídia vai migrar. Vai? E por qual motivo? Sempre existe um espaço de manifestação mais pessoal.

No entanto, mesmo com todas essas implicações, escrever menos não é escrever mais. Escrever é escrever, seja qual for o tamanho. No fim, restam as significações, os significados, as significâncias.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Como ver tweets antigos?

Alguns usuários mais nostálgicos do Twitter podem ficar mais tranquilos agora. Existe um pequeno truque que possibilita que o usuário veja seus tweets mais primórdios (e de outros usuários também) sem ter que clicar dezenas de vezes na barrinha de "More".

Apesar de ser extremamente impreciso, esse método é bem simples e funciona também na página das replies (vezes em que você foi citado). É bom lembrar que isso depende também da boa vontade dos bancos de dados do Twitter. Muitos usuários dizem que seus tweets mais antigos sumiram... Enfim, vamos ao que interessa.

AVISO: Esse método não funciona se você quiser ver os tweets de uma pessoa que os mantém bloqueados.

1. Primeiramente, acesse seu endereço (ou qualquer outro) no Twitter. Para isso funcionar, você precisa estar no endereço direto e não na home (ex: twitter.com/Cauefabiano). Isso acontece ao clicar no perfil da pessoa. Ao final da página, você logo verá a barrinha "More".


2. Com o botão direito, clique sobre ela e selecione "Copiar Atalho". Para usuários de Firefox e Chrome, por exemplo, o termo é "Copiar endereço do link".

3. Cole na barra de endereço do seu navegador. Eis que a mágica acontece: quase no final, está escrito page=2. Altere esse número de página, aperte Enter e pronto! Coloquei '100' para demonstrar.


Tudo isso depende do número de Tweets de cada pessoa. Caso o número da página extrapole os tweets, será exibida uma página em branco. Para os nostálgicos, é bacana ir tentando até chegar ao primeiro Tweet.

Existe também um site na internet que diz a quantos dias o usuário utiliza o Twitter. Trata-se do http://www.whendidyoujointwitter.com/ . É possível colocar qualquer usuário do Twitter, e ele informa a data e há quantos dias a conta foi criada.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Twitter + Mixer Labs = localização de tweets


Depois de muito tempo sem um sistema eficiente de search, de busca interna no site, a empresa de Biz Stone, Evan Williams e Jack Dorsey, o Twitter, vai adquirir a startup Mixer Labs. Fundada pelos ex-funcionários da Google Elad Gil e Othman Laraki, a Labs criou um API de localização famoso chamado GeoAPI. Esse produto, "carro-chefe" da empresa, vai se integrar com o gigantesco sistema de microblogs de Williams.

Para conferir mais informações, siga os profiles dos fundadores do Twitter (@biz, @ev e @jack), além do perfil do Mixer Labs (@geoapi).

Informações da INFO.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O dia em que o twitter deu lição de jornalismo

Ou, traduzindo, o dia que eu fiz burrada como jornalista.

Tudo começou com um humilde tweet (mensagem de 140 caracteres no twitter) que meu colega jornalista Diego Cabral Camara enviou, sendo devidamente divulgado em minha página. Era uma informação bastante polêmica envolvendo a apresentadora Xuxa Meneghel, alvo de várias discussões no twitter, seja por escrever em caixa alta ou por permitir sua própria filha que atualizasse sua conta. Não vou dissecar essas outras histórias. Vamos diretamente ao tweet:

Justifico: cliquei sim no link, especialmente por abordar um processo contra essa rede social que está em expansão no Brasil. Li a matéria. Muito bem escrita, ela acabou sendo aceita por mim em uma leitura rápida. Quando você lê alguma coisa apenas para repassar informação no twitter, nessa grande rede que é vítima do atual momento da internet, muitas vezes se fere um mandamento fundamental no jornalismo, a checagem. Por isso:

Revise tudo o que você viu. Na dúvida, não poste. Teve certeza? Olhe de novo.


Meus dois erros: não prestar atenção nome do blog e não checar no Google Search. O texto possuía citações tipicamente jornalísticas, de três linhas, e tinha um apelo semelhante ao processo que Daniela Cicarelli sobre o Youtube, que ameaçou fechar o sistema ano passado.

Foi então que a jornalista Rosa Pellegrino fez o alerta que me fez rever todos os dados relativos ao suposto processo de Xuxa Meneghel contra o twitter:

Hoax são correntes e boatos que enganam grandes públicos na internet.

Verifiquei no sistema de busca da Google. Folha de S.Paulo e nenhum dos veículos "oficiais" tinham a notícia. Foi então que, ao rever a matéria, eu notei a tarja vermelha que passou desapercebida:


Ficou marcada, novamente, uma lição básica: verificar. Na hora que reparei, muitas pessoas já tinham encarado meu tweet como uma mensagem verdadeira, seja por eu ser um jornalista, seja pelo twitter estar se tornando uma fonte de informações. Tive que me retratar sobre a informação.

Duas lições ficam nítidas: não é porque a informação vem rapidamente que ela não deve ser verificada, mesmo quando outras pessoas encaram como verdadeira. E, por último, ao cometer um erro, ao cometer realmente uma burrada, não hesite em se corrigir.

Muitos podem me recriminar, mas não podem dizer que eu não avisei. O incidente durou menos de 10 minutos, mesmo sendo uma falha enorme da minha parte. Por isso, continuem usando o twitter, mesmo com suas controvérsias.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

As diversas questões sobre o Twitter

O especialista em mídias sociais, e autor de publicações como Conectado e o blog NãoZero, Juliano Spyer (@jasper) lançou, às 16hrs de hoje, diretamente na internet, o livro Tudo o que você precisa saber sobre Twitter.

Com prefácio escrito pelo apresentador de TV Marcelo Tas (@marcelotas) em colaboração com muitos outros "twitteiros", o material consegue abordar os diversos usos do Twitter - individual, público, corporativo, político, publicitário e até jornalístico. Sendo um e-book, um livro inteiramente digital, ele dá os links das fontes na rede, além de ter uma linguagem bem sintética que explica histórias de muitas pessoas que se aventuraram em 140 caracteres.

Uma excelente iniciativa que pode desembocar em muitas pesquisas sobre essa mídia social. Spyer constantemente compara o Twitter ao seu "bar favorito", que é uma comunicação muito diferente da individual e, por outro lado, que não é totalmente pública. A personalização das páginas dos twitteiros tem objetivos diferentes, que destoam da pergunta "what are you doing?", "motor" inicial dessa rede.

Para baixar ou ler na rede, confira aqui.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Esclarecendo um pouco mais sobre a gripe A

Na noite de ontem, Tessália Serighelli, a twitteira @twittess, levantou um assunto polêmico em seu Twitter: o número real de vítimas da gripe H1N1 em nosso país.

No dia 21 deste mês os meios de comunicação noticiaram a primeira morte causada pela gripe suína na cidade de Curitiba, no Paraná. Porém, segundo relatos e como afirmou a própria Tessália, o número real de vítimas apenas na cidade é de 75 pessoas. Enquanto isso, as autoridades confirmam apenas 56 mortes totais em todo o território nacional.

De fato não temos fontes oficiais de que as mortes no estado do Paraná sejam tantas, porém houve uma verdadeira reviravolta após a declaração de Tessália. Diversos usuários do site micro blogging, de diversos estados brasileiros, também afirmaram saber que os números estão sendo mascarados pelo governo, talvez em uma atitude para evitar o pânico da população. Agentes de saúde, médicos e enfermeiros estão sendo afastados de suas funções no trabalho, utilizando máscaras e principalmente: proibidos de divulgar informações diferentes daquelas que o Ministério da Saúde confirma. Certo ou errado, o fato é que estamos sendo manipulados pelo governo.

Se o número de casos confirmados consegue ser “controlado” o número de suspeitos com a doença é enorme, praticamente incontrolável. Muitas pessoas ainda tem dúvidas em relação ao contágio, ao tratamento e ao menor sinal de enfermidade correm aos hospitais, o que pode ser uma medida precipitada e determinante para alguns. Em alguns hospitais, aqueles que chegam com a suspeita da doença já são internados. É perceptível o descontrole por todos os lados: pela população, por médicos, hospitais e pelo Ministério da Saúde.

Na noite de ontem, o ministro da saúde José Gomes Temporão, deu uma longa e bastante esclarecedora entrevista no Programa do Jô, onde esclareceu diversos pontos: o contágio, sintomas, o atendimento nos hospitais, os cuidados que devem ser tomados para evitar a doença, tratamento. Um breve resumo a respeito disso:

  • Prevenção: lavar as mãos diversas vezes ao dia com sabão ou pelo menos desinfetá-las com álcool em gel. Evitar o compartilhamento de talheres, copos e objetos de uso pessoal com outras pessoas.
  • Os sintomas são os mesmos da gripe comum: tosse, dor de cabeça, dores musculares e principalmente febre. O diagnóstico também é semelhante ao da gripe comum. O tratamento é que vem a ser diferente quanto a medicação e outros procedimentos, dependendo da intensidade dos sintomas e incluindo quarentena e mobilização das pessoas que tem convívio direto com o infectado.
  • Mortes: na realidade, ninguém morre pela gripe suína e sim por outras complicações. Uma saúde já fragilizada por fatores anteriores ou posteriores a gripe com toda certeza irão agravá-la, levando assim à morte. Tecnicamente, o número de óbitos “pela gripe comum” no país também é relevante, como afirmou o ministro.
  • E um último ponto: o uso de máscaras. Nas últimas semanas esse hábito disseminou-se bastante entre a população, que utiliza a mesma indiscriminadamente. Para quem está contaminado com o vírus da nova gripe o uso é essencial, para que não propague o vírus e evite o contágio de outras pessoas. Porém, para quem está apenas com a suspeita ou que faz uso da máscara por prevenção é importante lembrar que utilizá-la não irá impedir que o indivíduo seja contaminado pela gripe.

E lembrando: aquele que estiver com suspeita da nova gripe deverá procurar orientação médica e tomar as precauções necessárias para não contaminar outras pessoas com o vírus.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Dicas para usar o Twitter (Para Políticos)

Texto cedido parcialmente por Gustavo Ats (GuZ) do portal OxenTI.com de tecnologia.
Foto retirada do blog f@biano.com.br.

O Twitter se mostrou uma ótima ferramenta para políticos, tanto que muitos já aderiram a ferramenta de comunicação. Por isso, mostraremos um pequeno guia de como usa o Twitter em favor do seu mandato/candidatura:

1. Nunca mande a assessoria postar
O Twitter é algo pessoal, e deve ser twittado pelo próprio político. Assessoria pode até cuidar do blog, mas o twitter é seu. Poste um resumo de suas ações com um link para um post no blog.

2. Responda os Replys (mensagens de outros usuários)!
Um eleitor manda uma crítica, comentário ou sugestão relevante? Responda. Se for um palavrão ou uma crítica infundada, o Twitter tem uma função block para isso. Twittar sem interagir com o seu seguidor é bobagem. Muito melhor fechar a conta do Twitter.

3. Interaja com o Blog
Se você tem um blog (se ainda não tem, crie um), instale um Script/programa para postar os títulos de texto. O OxenTI e vários blogs já usam esse recurso. A interação com os blogs é um recurso bastante importante para movimentar seu twitter. Visibilidade.

4. Não, eu disse NÃO use scripts para conseguir seguidores.
Tenha em mente que o público do Twitter é diferenciado, formado por pessoas mais críticas do que a sociedade comum. Parecer ter vários seguidores conseguidos às custas de Script/programa pode deixar sua imagem como desonesta. Dentre seus seguidores podem estar jornalistas, blogueiros entre outros formadores de opinião e isso pode causar sérios danos a sua imagem.

5. Senso de humor faz bem!
O Deputado @Efraimfilho é um político bem humorado no twitter, as vezes solta umas piadinhas, comentários sobre o Flamengo, comentários sobre a família, que mostram que o político é um ser humano comum. Ele só está exercendo um mandato para comandar a nação. Isso é bom para os eleitores desiludidos com (veja porque aqui) a classe política.

Texto completo e sem nenhum corte:
http://oxenti.com/www/2009/07/23/dicas-para-usar-o-twitter-para-polticos/

Lembrando que outras áreas profissionais podem se aproveitar dessas dicas.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Sobre jornalismo, mídia social e... post pago?

Produção cultural, twitter e blogs é especialidade de Liliane Ferrari, casperiana capa da revista Veja do dia 8 deste mês sobre mídias sociais. Ela já foi jornalista de inúmeras emissoras de TV importantes, como a Manchete, Bandeirantes e até a FOX Kids. Em uma entrevista ao Bola da Foca ela contou detalhes de seu trabalho na internet e na comunicação atualmente, que estão distante da chamada imprensa hard news.

Por Pedro Zambarda

Bola da Foca: Liliane, você atualmente trabalha com produção cultural e em seus blogs na internet. Quais blogs você atualiza? Como é o seu atual ritmo de trabalho?

Liliane Ferrari: Faço a produção executiva da EXS 09 exposição internacional de sticker art que traz mais de 120 artistas de 25 paises para as cidades de São Paulo, Curitiba, São Carlos, Rio de Janeiro e Buenos Aires. Dou aula na Escola São Paulo na área de Artes Plásticas e Novas Mídias. E coordeno a área de comunicação e produção da maior escola de dança da América Latina, a Pulsarte.

LF: Escrevo, além do meu blog (http://www.lilianeferrari.com), da Rede M de Mulher da ed. Abril, nos corporativos da Trakinas (http://www.maecomfilhos.com.br), Mapfre (http://redemapfremulher.com.br/vivabela), LG (http://bloglge.com.br/). Também sou colaboradora da revista MundoMundano e do portal IdeaFixa.

LF: Em todos os veículos eu tenho total liberdade de escolha de pautas e desenvolvimento dos assuntos com base no meu olhar e experiência.

BF: Você disse na palestra que fez na FAPCOM, dia 28 de junho, que já foi jornalista hard news, da notícia a todo minuto, e que agora não é mais. Como era naquela época? Quais lugares você trabalhou?

LF: Trabalhei na TV Gazeta, TV Bandeirantes, TV Manchete, SBT, FOX Kids. Fui desde rádio-escuta a produtora executiva, passando por editora de matérias internacionais e repórter. O ritmo de trabalho era tão intenso como o que tenho hoje como produtora. Mas ainda não tinhamos a presença forte da internet nas redações era tudo mais à moda antiga.

LF: Penso que o jornalismo se perdeu um pouco justamente pela essência do seu existir, que é trazer fatos todo dia, toda hora, todo minuto. Dizer algo sobre as pautas do momento fez a coisa ficar desinteressante. E essa situação está ainda mais neste estado com a ideia do distanciamento e a não-opinião, que fez com que todos os jornais (impressos/radio/tv) ficassem de tal forma pasteurizados que em '"testes-cegos" parecem que todas as matérias foram feitas em um mesmo local.

BF: Você ainda considera que faz jornalismo, mesmo envolvendo outros tipos de trabalho?

LF: Acho que uso algumas técnicas do jornalismo para levantar informação, redigir rapidinho um post por exemplo. Por outro lado, me distancio do jornalismo quando imprimo pessoalidade e intimidade nos meus textos. Não acho que faço jornalismo não, até penso que os blogs seriam uma "terceira via" na área de Comunicação Social.

LF: Quando cuido do blog de uma empresa, ou estou na produção de alguma exposição sempre uso o critério de 'quem está na redação' ou seja procuro dar enfoque aquilo que é realmente interessante e pautável e não aquilo que o cliente acha bonitinho e pensa que é assunto. O press release, a meu ver, já morreu faz tempo e é hora de novas fórmulas de comunicação entre assessorias e veículos.

BF: Você faz posts e textos pagos em seu blog e em outros blogs? Como ocorre esse tipo de trabalho? Há críticas do público? E elogios?

LF: Faço post pago desde o ano passado. A maioria dos blogueiros detesta essa nomenclatura. A mim não incomoda, afinal é post é pago.

LF: Quando a gente faz um blog, não se pede autorização. Por isso explico: não é como uma TV que recebe concessão para funcionar e ainda faz merchan de muitos produtos. Então deve ser o critério do blogueiro que decide topar ou não escrever um publieditorial. Só a ele cabe decidir. Geralmente a agência entra em contato e apresenta a pauta. Com base na pertinência do assunto para o blog e valor da remuneração, ela é aceita ou não. Costumo identificar esses posts e os incluo na categoria "Publieditorial", para quem ler saber do que se trata. Não é porque está ali que estaria somente "fazendo propaganda", mas para dar transparência sobre o conteúdo.

LF: Sempre há críticas, como não haveria? Eu só faço post pago quando o assunto tem a ver comigo, quando acho interessante para quem lê meu blog e muitas vezes é um assunto que escreveria mesmo se não me pagassem. E as propostas das agências vem bem nessa linha, nunca recebi um pedido de algo que jamais faria. Já os elogios vem naturalmente. Quando eu fiz o post sobre o Carona Chevrolet e contei várias histórias das caronas que já dei por aí muita gente gostou e se divertiu e é aí que está o segredo: não importa se o post é pago. Vale sim se quem o escreve fará de forma chata e burocrática ou de forma bacana e verdadeira. Recomendar serviços e produtos é uma coisa que todo mundo faz na vida, a diferença é que nesse caso uso o blog. Pela visibilidade que eu tenho as empresas me procuram com propostas.

BF: Você é usuária assídua do twitter. Como você acha que o jornalismo pode aproveitar bem essa ferramenta? E outros Social Media? Devemos estar atentos a todas essas novidades?

LF: Quem trabalha com informação, publicidade ou algum tipo de função que seja importante acompanhar as novidades deve ficar de olho nessas ferramentas, pois a agilidade e frescor das novidades está ali em tempo real. Eu adoro o Twitter e para mim tem uma utilidade incrível. Só um exemplo: estava em busca de um apoio para EXS 09 que bancasse a conta pro do Flickr. "Tuitei" e minutos depois já tinha muita gente se oferecendo a ser nosso '"mecenas". Meia hora depois a conta pro estava ativada.

LF: E para o jornalismo a ampliação no nº de fontes que o Twitter oferece é uma preciosidade, além disso é um excelente termômetro para observar a repercussão de assuntos.

Contato de Liliane Ferrari no twitter: http://twitter.com/lilianeferrari

quinta-feira, 2 de julho de 2009

#foraSarney é um fiasco fora do Twitter

O ato público marcado para essa quarta-feira (1º) em frente ao MASP foi vergonhoso.

Organizada via Twitter, a manifestação do #forasarney em São Paulo não contou com mais de 50 pessoas (pelo menos até as 19h30, horário que o movimento dava sinais de término). Liderados pelo VJ da MTV, Felipe Solari, o grupo se deslocou do vão livre do MASP até o Parque Trianon, ou seja, atravessou do lado esquerdo para o direito da Avenida Paulista, com o sinal verde para pedestres.

Na noite da última segunda-feira o grupo intitulado "Piratas" (@twipiratas), formado por algumas celebridades, incentivou o uso da tag "#forasarney" a fim de fazê-la figurar no Trending Topics da mídia social twitter. O objetivo foi alcançado, mas ficou clara a falta de bom-senso dos organizadores, que se entusiasmaram mais com a audiência que obtiveram do que com a causa em si.

Salvo todos os exageros, ao menos para comprovar a força do movimento na internet o Trending Topics serviu, o que levava a crer que o ato público seria bem-sucedido. Então qual a causa do fiasco de hoje? Bom, provavelmente a notícia de renúncia do coronel, digo, senador.

Segundo alguns twitteiros, o fracasso não foi apenas em São Paulo , mas também em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Porto Alegre.

Por volta das 20h20 o twitter dos "piratas" anunciava a chegada de Rafinha Bastos (do CQC) ao MASP. Disseram ainda que a manifestação chegou a contar com cerca de 100 pessoas.

domingo, 28 de junho de 2009

#forasarney em Brasília

De maneira descentralizada (embora alguns blogueiros como André Dutra tenham ajudado a fundamentar a idéia), uma manifestação contra o atual presidente do Senado, José Sarney, está sendo disseminada e organizada pela rede social digital Twitter, com quase total exclusividade.

Tendo por base palavras-chaves (trends ou tags), que ajudam a localizar assuntos no sistema, #forasarney é um termo que está sendo repetido diversas vezes nas mensagens de brasileiros dentro do sistema, reforçando o repúdio ao político, que está no cargo desde fevereiro deste ano, ou relacionando a palavra com a passeata que ocorrerá dia 1º de julho, na frente do Congresso Nacional, começando às 19h. Embora a propaganda possa não corresponder ao número físico manifestantes, é interessante notar como a internet está se tornando uma boa plataforma de disseminar outras idéias políticas, com crítica sólida.

Há uma conta twitter @forasarney que está organizando outras passeatas. Quem estiver interessado, fique atento às mensagens.

domingo, 24 de maio de 2009

Regrinhas para um bom twitter


Texto original do blog Wii Are Nerds.

Pensou que era apenas postar 140 caracteres e só? Esse pequeno guia vai apontar alguns toques fundamentais para você se manter nessa rede social. Caso contrário, é muito provável que você ache que ela virou um porre (e talvez você seja interessante a ponto de precisar de uns toques...).

1 - Faça SUA política de following/follow. Não siga a idéia "preciso seguir menos pessoas do que as me seguem". Se você quer seguir 1 milhão de pessoas, você pode, desde que saiba os endereços dos twitters que realmente importam (pra não ficar procurando atualização na página inicial, aquele trabalhinho bacana...). E, bom, seguir alguém não se trata apenas de ler a pessoa, mas em muitos casos você pode/deveria interagir. Nunca esqueça disso (mandando mensagens "@" e repassando com "RT:").

2 - Seja um "twitteiro com bom senso". Isso significa: NÃO responder a pergunta "what are you doing?" do sistema. Ninguém quer saber quantas vezes você vai ao banheiro e, às vezes, repito, às vezes, seu cotidiano chega a ser interessante. Mas você não é a "última bolacha do pacote". Simples.

3 - Comente as informações e links que recebe. Com o tempo, você vai notar que o twitter aos poucos pode até substituir seus leitores RSS. E há uma vantagem adicional nisso: você pode conversar diretamente com os autores dos textos. O @marcelotas, com seus quase 70 mil seguidores, pode ser que não te responda, mas blogueiros menores sim. Isso é ótimo.

4 - Faça reflexões bizarras. Pode não ser legal o tempo inteiro, mas é interessante uma discussão saudável por alguma idéia suspensa em 140 caracteres.

5 - CUIDADO com o que você posta. Seu chefe pode ler, sua mãe (se ela usa PC) pode ler e o Google tá ai pra isso. Twitter é público, mas o povo costuma esquecer esse detalhe.

6 - Quer ficar popular no twitter? USE. POSTE. Mas tenha consciência que você precisa ser o @manomenezes de fato pra ter a popularidade dele.

7 - Utilidade do twitter no celular: cobertura de eventos e em situações onde o PC não é possível. Esse recurso é batido, mas é muito interessante se usado da maneira correta.

E vale lembrar: se você acha o twitter inútil, se acha que ele vai virar outro orkut, pode se retirar, fechar conta e o caramba. Mas tenha consciência de uma coisa: o Facebook não criou nada inovador, o Myspace é pouco funcional e, mesmo assim, eles são populares. O que conta nesses sistemas não é o que eles fazem, mas a eficiência. Se você quer ir pra um sistema que ninguém conhece, mas é melhor, vá em frente. Só que a falta de pessoas é um problema.

Depois não diga que eu não avisei.

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E caso queira acompanhar o Bola via twitter, clique aqui.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Erro no servidor Google

Hoje, por volta das 16h30 da tarde, os servidores Google não aceitaram acessos de computadores brasileiros. Entre 15 e 20 minutos, internautas não tiveram acesso principalmente ao Gmail, mas tendo problemas, também, com Google Search.

Em outros lugares do mundo, como Seattle, nos EUA, e a Argentina, também tiveram seus serviços online bloqueados por até 40 minutos

Os problemas foram narrados por inúmeros usuários pelo sistema de microblogs Twitter. Progressivamente as pessoas recuperaram o acesso às páginas, madando simultaneamente mensagens como "o mundo não vive sem Google", entre outras similares.

A INFO Online fez uma matéria mais completa sobre o acontecimento. Clique aqui, para mais informações.

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