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segunda-feira, 24 de março de 2014

Pelo quinto ano consecutivo, Bola da Foca está entre os 100 blogs de comunicação do TOPBLOG

Concurso promovido desde 2009, o TOPBLOG premia o Bola da Foca desde seu começo. Pela quinta vez seguida, fomos certificados como um dos 100 melhores blogs de comunicação, entre mais de 200 mil sites cadastrados.

2009, 2010, 2011, 2012 e 2013/14. Nenhuma dessas cinco conquistas teria sido possível se vocês não visitassem, interagissem e fizessem sugestões para este blog que preza pelo jornalismo colaborativo, voluntário e livre. E que venham mais prêmios, enquanto batalhamos por mais informação, espaço e qualidade na internet.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Vigilância: O mundo pós-Snowden

Por Pedro Antonio Dourado de Rezende
Do Observatório da Imprensa, por Creative Commons.


O tema aqui é vigilantismo global versus privacidade sob o que resta de soberania além do marco constitucional. Um tema complexo, e insistente. Para uma perspectiva adequada precisamos então de bom fôlego, o que busco com o aporte de análises geopolíticas quase sempre desprezadas pela mídia mainstream, praticamente invisíveis nela. E com uma análise semiológica dessa invisibilidade, como pano de fundo.

Entrevista original de Edward Snowden ao jornalista Glenn Greenwald (The Guardian)

A primeira ajuda vem – graças à internet – do escritor argentino Adrian Salbuchi, num artigo onde ele analisa o relatório “Riscos Globais 2013“ publicado pelo Fórum Econômico Mundial. Relatório que começa pelo óbvio: o aumento da violência social e colapso político, financeiro e monetário no Ocidente, falta de alimentos e água potável que se agrava em muitos lugares, e, o favorito das elites que ali congregam, o “terrorismo global”.

Mas o que sua análise destaca não são os riscos óbvios, e sim a artilharia de “propostas aos governos” para enfrentá-los, que faria uso de um tipo insólito de munição, ali chamada “fatores X”. Vindo de quem vem e de quem as divulga, tais propostas devem ser levadas muito a sério, diz Salbuchi. Completando que, se quisermos entender o momento atual, fará bem ler detidamente não só este, mas também outros relatórios do mesmo grupo. Com muita atenção nas entrelinhas, pois elas, lembrando Goethe, sinalizam as sombras de eventos futuros. Afinal, aqueles que são hoje os verdadeiros donos do poder global na Terra estão entre os que encomendam, escrevem ou leem com atenção esses relatórios, enquanto estão também em posição de promover e controlar tais eventos de acordo com seus desejos.

Fundado em 1971, o Fórum Econômico Mundial constitui um nó fundamental na rede dos agentes do poder global que, como observou o primeiro-ministro britânico Benjamin Disraeli, no final do século 19, administra “dos bastidores” o planeta. 

O Fórum Econômico Mundial é presidido por Klaus Schwab, diretor da Comissão Trilateral de David Rockefeller, função que lhe dá acesso direto às mais poderosas personagens da elite global: Rockefellers, Bushes, Soros, Kissinger, Brzezinski, Rothschilds, Lazards, Harrimans, Montbattens, Warburgs, Schiffs, Bourbons, Oranges... Os agentes do poder global estão na verdade executando o seu plano de impor dos bastidores um governo mundial sobre toda a humanidade, através da concepção, planejamento e execução de macromudanças que precisam ser aplicadas em todos os países, a cada um na medida necessária e no devido tempo, conforme o processo de privatização do poder avança em todo o mundo.

Respirar juntos

No relatório, esses agentes enfatizam duas mudanças fundamentais: a reengenharia dos estados nacionais, e a introdução no imaginário coletivo do que ali chamam “fatores X”. Podemos observar que esse imaginário começa a sofrer sensíveis mudanças, conducentes à dócil aceitação coletiva dos principais “fatores X” – do segundo em particular –, com os efeitos do “caso Edward Snowden”, que se desdobram desde junho de 2013. Conforme argumentaremos ao examinarmos alguns desses fatores, tais mudanças são assim conducentes num sentido ilustrado; por exemplo, pela forma como a identificação de autoria dos ataques com armas químicas em julho de 2013 na Síria vem sendo publicamente comunicada e assimilada.

A palavra “conspirar” formou-se no latim pela contração de cum (junto) e spirare (respirar), com o sentido de concordar. Depois ganhou, no direito romano, um sentido mais específico, o de concordar secretamente com outrem em fazer mal a alguém. Hoje o correspondente substantivo, além de denotar o ato de conspirar em sentido específico, serve também como senha para quem queira ignorar más notícias que não pode indolentemente verificar. Ou, para conotar desejo de ataque ou desprezo a mensageiros dessas más notícias. Devem seguir nesta leitura, então, aqueles que se excluírem dessa indolência ou desejo, pois o fio condutor deste artigo se tece de percepções de riscos desse tipo, abstraíveis do caso Snowden.

Depois da denúncia de que o vigilantismo global inclui rastreamento das comunicações da presidente do Brasil, seu ministro das Comunicações sugeriu que se expandisse o projeto de um serviço de e-mail nacional, pela empresa dos Correios, para que incluísse um sistema de criptografia, e a empresa aceitou. Mas será que os Correios vão terceirizar isso, como fez – ao estilo mãe-joana – o mesmo ministro com o Plano Nacional de Banda Larga? Porém, logo veio a denúncia seguinte, de que o vigilantismo global (via NSA americana e GCHQ britânica) coopta grandes empresas de informática para sabotarem produtos comerciais com criptografia, tornando tal técnica neles inócua contra seus métodos exclusivos. Como fica, então, nossa nação?

O futuro do Estado Nacional 

Saluchi nos contextualiza: numa publicação de 2011 intitulada Lições de todo o mundo: Conselho da Agenda Global sobre o Futuro do Governo e do Estado, o Fórum Econômico Mundial repete a receita que o diretor do Council on Foreign Relations,Richard Gardner, já ditava de Nova York há quase quarenta anos: “Erodir pouco a pouco os Estados soberanos”. Recomenda a todos os governos e estados “alinhar-se para o futuro respondendo às condições rapidamente mutantes e às expectativas dos cidadãos, construindo uma capacidade de operar efetivamente em redes complexas e interdependentes de sistemas e organizações em todos os setores público, privado e sem fins lucrativos, a fim de gerar valor público”.

O relatório “Riscos Globais 2013” acrescenta quais seriam hoje os ingredientes necessários à receita para esse alinhar-se: um modelo de Estado mais raso, mais maleável, mais eficiente e mais tecnológico [em inglês, “flatter, agile, streamlined and tech-enabled”,o que nos dá a sigla FAST [em português, RÁPIDO]. Traduzindo esse jargão neoliberal para um português clássico desideologizado desse fundamentalismo dogmático:

>> Flatter = mais raso, o que quer dizer: com menos autoridade e menos soberania;

>> Agile = mais maleável, isto é, mais controlável por fluxos financeiros;

>> Streamlined = “eficientizado”, ou seja, com menos importância geopolítica e menos poder;

>> Tech-enabled = mais tecnológico, no sentido de mais dependente de donos, operadores e controladores dos processos de pesquisa, desenvolvimento e aplicação tecnológica e/ou de suas estratégias negociais.

Se traduzirmos também em termos práticos, o recado curto e grosso é o seguinte: cada nação deve entrar na linha, perfilando-se tipo “RÁPIDO”, na fila para o governo mundial ou se preparar para sofrer as consequências.

As funções inalienáveis de qualquer governo nacional de um Estado que se quer soberano, basicamente as de promover o bem comum para a grande maioria do povo, acima de interesses de minorias – nacionais ou não – que detêm poder excessivo e que estão agora entrincheirados em suas estruturas públicas e privadas, e de defender o interesse nacional popular dos perigos e ameaças que surgem e crescem no mundo de hoje, precisamente por causa das ações dessas minorias usurpadoras que reinam poderosas em todo lugar – as quais nossa Constituição expressa nos artigos 1º e 5º – estão portanto ameaçadas; mas, pior, gerando risco para os povos se levadas a sério por quem deveria representá-los em governo.

Os presidentes Vladimir Putin da Rússia e Xi Jinping, da China, entendem isso muito bem, e por isso pisam em ovos sem pisar na bola. Outros governantes, porém, não aprenderam essa lição fundamental, ou parecem não querer aprender, ou fingem que não a entendem, entrando na respectiva fantasia e vivendo um desses papéis de bobos da corte. Mas só enquanto essas funções decorativas forem úteis ao governo mundial – o que não deve durar muito, pois houve, entre os efeitos pós-Snowden, uma queda das luvas e máscaras de bom-mocismo na ciberguerra: não dá mais para disfarçar que tal forma de guerra está em curso, nem os interesses sombrios e hegemônicos que nela se camuflam em combate ao cibercrime ou ao terrorismo.

Truques docilizantes

Para entender essa nova modalidade de guerra, cujo único desfecho possível será a consolidação de um governo mundial tirânico, conforme essa agenda de perfilamento “RÁPIDO” controlada pelos verdadeiros donos do poder hoje na Terra, busco a ajuda de uma publicação militar em um dos países do bloco BRICs. Em 2011, dois oficiais da Academia Militar do Exército de Libertação Popular chinês assim a descrevem, em inglês: 

“(...) Assim como a guerra nuclear era a guerra estratégica da era industrial, a ciberguerra é a guerra estratégica da era da informação; e esta se tornou uma forma de batalha massivamente destrutiva, que diz respeito à vida e morte de nações... Uma forma inteiramente nova, invisível e silenciosa, e que está ativa não apenas em conflitos e guerras convencionais, mas também se deflagra em atividades diárias de natureza política, econômica, militar, cultural e científica... Os alvos da guerra psicológica na internet se expandiram da esfera militar para a esfera pública... Nenhuma nação ou força armada pode ficar passiva e se prepara para lutar a guerra da internet.”

Esta destruição começa pela privacidade, cuja escassez só vai ser valorizada pela psique coletiva quando a tirania global no mundo pós-Snowden ao final se instalar. Voltando aos “Riscos Globais 2013”, o comando desse perfilamento “RÁPIDO” prossegue, explicando os passos para sua execução: “Alinhar o sistema de administração pública com os requisitos do novo modelo de ‘governos FAST’, com base em fatores tais como a redução da força de trabalho, necessário para construir organizações enxutas e governos que possam sobreviver na Nova Ordem Mundial” (sic). Essa voz de comando também prescreve fórmulas para autoavaliação do resultado, isto é, do comportamento de cada um na fila:

“Os autores do relatório convocam os Governos para o desafio de projetar e implementar duas novas formas complementares de avaliar o desempenho de governo. O primeiro conjunto de medidas é uma abordagem holística para o desenvolvimento do governo sobre os quatro eixos do modelo FAST. A segundo conjunto de medidas se concentra em como medir o valor que essas transformações proporcionam aos cidadãos.”

Ou seja, fórmulas para autocensura orwelliana no teatro decisivo da ciberguerra, que é o front psicológico. Tudo isso mais parece vir de um relatório anual corporativo do que de uma análise geopolítica para estadistas. Porém, se traduzirmos “governo” para “corporação” e “cidadãos” para “clientes” a confusão se desfaz, ao percebemos que se trata de um plano executivo para erigir governos de fachada privatizados. Cidadãos tangidos para consumir até morrer, num mundo de competição guiado pela lógica da acumulação via redução da força de trabalho e convergência entre big government e big business. Convergência que Benito Mussolini descrevia, no albor da Segunda Guerra Mundial, como essência do fascismo.

Na verdade o “segundo conjunto de medidas” nessas fórmulas não é bem um desafio a ser projetado; ele já está prescrito em três medidas, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, por George Orwell em 1984: a) Guerra é paz; b) Liberdade é escravidão; c) Ignorância é força.

Faltam ainda os tais “fatores X”, sobre os quais Salbuchi comenta: tentando projetar mais para o futuro, a equipe do Sr. Schwab – editor do relatório “Riscos Globais 2013” – trabalhou em conjunto com a revista científica britânica Nature e conseguiram identificar uma série de “fatores X”, dos quais cinco são verdadeiramente revolucionários se tentarmos inferir o que pode estar por trás de sua importância para um tal projeto hegemônico.

>> Fator 1 – “A mudança climática descontrolada: é possível que já tenhamos passado do ponto de não-retorno e que a atmosfera da Terra esteja rapidamente se tornando inabitável?”

Este cabe como uma luva na proposta desse projeto de se impor ao mundo um imposto “sobre o carbono”. O aparato fiscal para executá-la legitimaria um proto-regime jurídico que evoluirá para o de um governo mundial, o qual servirá como ferramenta de poder consentido em instância supranacional para controle das nações. Seria uma repactuação social hobbesiana para controle de cada país, região, cidade e indivíduo, designando-lhes quotas de “crédito” de carbono com base no seu “rastro” de emissão de uma substância natural que pode ser poluente. O que permitirá a esse regime controlar em todo o mundo, acima de qualquer governo nacional, quais atividades são permitidas e quais não são.

Daí para a consolidação visível de um governo mundial fica faltando apenas, digamos, pendurar o guiso no gato: unificar o comando militar das forças armadas existentes no planeta, para a missão que a voz de comando desse perfilamento “RÁPIDO” vem chamando de “defesa global”. Unificação da qual a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em sua insaciável sanha expansionista – que em nosso continente corteja a encantada Colômbia –, ensaia-se como protótipo. Porém, como diria Mané Garrincha, falta ainda combinar com os russos e com os chineses, pelo menos. Então são necessários mais fatores para esta “agenda orwelliana”.

>> Fator 2 – “Melhoras significativas em conhecimentos e habilidades: dilemas éticos equivalentes ao doping em esportes poderão ser ampliados para a vida diária; isso pode desencadear uma espécie de ‘corrida armamentista’ rumo ao aprimoramento neuronal em tropas de combate”.

Como traduzir “aprimoramento neuronal”? Todo progresso científico e tecnológico poderia ser dominado por uma rede global de centros de pesquisa em alta tecnologia, controlados por megacorporações multinacionais. Temos já um exemplo visível no agronegócio, na colocação de sementes geneticamente modificadas por empresas como a Monsanto, associada à criminalização do comércio de sementes nativas para plantio forjada em tratados internacionais como o UPOV. Mas é no domínio das tecnologias de informação e comunicação (TIC), para o teatro da ciberguerra, que este “fator” se torna mais decisivo. Todos querem se sentir seguros, ainda mais na era da informação, mas o que é segurança?

Segurança é ao mesmo tempo um processo e um sentimento, e a experiência nos ensina que não se deve confundir esses dois planos. Temos então que separar aqui seus dois possíveis sentidos. Vejamos um exemplo, naquela denúncia de que o vigilantismo global ubiquamente viola e-mails, que acaba de alvoroçar o governo brasileiro: um sentido aí é o de que, se um sistema robusto de criptografia ponto-a-ponto for bem utilizado com e-mails, isto seja eficaz para proteger a privacidade de quem vier a usá-lo, contra ataques de quem controla os meios de transmissão; o outro, é o de que isto seja eficaz para induzir quem vier a usá-lo a crer que sua privacidade nesses e-mails estaria assim adequadamente protegida.

A ciberguerra, a meu ver, é antes uma forma de contrarrevolução digital, cujo paradigma é “como pode ser a virtualização destrutível”, e seu front decisivo é na psique coletiva. Mais precisamente no teatro da segurança, onde se encenam relações entre os dois planos desta. Na esfera virtual, onde a confiança em instituições é elemento crucial para se manipular em massa atitudes pessoais frente às TIC, e onde armas neurolinguísticas são eficazes, o teatro da segurança é facilmente confundido com o próprio processo, o que torna o front psicológico decisivo nessa nova forma de guerra. Que é global, que passa pela cooptação da mídia mainstream e dos principais fornecedores de TIC, e que parece ser invisível mas não é só. 

Vejamos um exemplo mais concreto de operação nesse front, com manipulação massiva de atitudes pessoais frente às TIC. O imaginário coletivo sofre sensíveis mudanças com a aventura épica de um hacker traidor-herói, que arrisca a própria vida e foge para revelar ao mundo o escopo do vigilantismo global, que ele conhece por dentro. Aí não dá mais para negar, de sã consciência ou cara limpa, credibilidade ao que narra Snowden, como antes se fingia. Então, um mês depois, somos convidados a aceitar como fato uma hipótese de autoria dos ataques com armas químicas na Síria, oferecida por quem busca pretextos para anular esse Estado cujo governo teima em defender sua soberania, recusando sua vez naquela fila.

Contrariando a lógica e o instinto de sobrevivência do governo sírio, que havia sido ameaçado com uma “linha vermelha” mortal ao se por em vantagem na guerra aos rebeldes/terroristas, como conduzir a dócil aceitação coletiva de sua responsabilidade por um ataque que cruza tal linha? Com a mágica do fator 2: o vigilantismo global, como todo o mundo pós-Snowden sabe, é tão extenso e profundo que o comando para perfilamento ao governo mundial teve como saber exatamente quem lá ordenou o ataque com armas químicas – mas esse “exatamente” não pode ser revelado a incrédulos, pois isso poria em risco métodos e fontes de tão valioso e irreversível instrumento do poder atual. Seria já a “defesa global”, quem sabe? 

Na dúvida, entra em cena a mídia mainstream, a legitimar tal instrumento com truques neurolinguísticos, para uma dócil aceitação coletiva. Do exemplo da Síria temos a tosca permuta de hipótese por fato na TV Globo e na revista Veja, mas do exemplo anterior destacamos, pela sutileza didática, um desses truques docilizantes: na escolha do verbo ao intitular notícia no portal duma multinacional de telecom, na véspera do Dia da Pátria. “Brasil tenta burlar a NSA com novos cabos e satélite“. Burla pressupõe algo ilegítimo ou ilegal, aqui justo ao revés do que enquadra e exige os artigos 5º e 1º da Constituição Federal. Em sociedades adestradas para cultuar fascínio pelas TIC, essa forma de legitimação/deslegitimação tem boas chances de colar na psique coletiva. Seria a vez do Brasil naquela fila, que se aproxima?

Pé da letra

>> Fator 3 – “Desenvolvimento da geoengenharia para fins criminais. Estão em desenvolvimento tecnologias para manipular o clima que um Estado ou indivíduo poderia usar de forma unilateral.”

De forma multilateral ou para fins bélicos, pode? O projeto HAARP (sigla em inglês para Programa de Pesquisa para o Aurora Ativa de Alta Frequência) tem bases instaladas no Alasca e na Noruega, onde aparentemente estão sendo testadas certas travessuras em diferentes partes do planeta. Quem ainda não o conhece, põe-se em bom momento de conhecê-lo tendo lido até aqui. Tudo indica que as instalações do HAARP têm o potencial de gerar ondas eletromagnéticas estacionárias de alta energia que podem ser projetadas em frentes estacionárias na atmosfera sobre determinadas áreas geográficas, gerando o efeito de bloquear ou retardar o movimento natural das correntes climáticas que produzem chuva. 

Dessa forma, tais experimentos podem causar excesso de chuva na lado anterior dessas barreiras estacionárias (gerando inundações) e escassez de chuva do lado posterior dessas frentes de ondas invisíveis (gerando secas). Também, como sabem os geólogos, certas ondas eletromagnéticas de alta potência podem ser moduladas na frequência exata para produzir ressonância em placas tectônicas que estão “prestes a romper”. Assim, para quem tem os dados exatos, armas HAARP poderiam também ser usadas para precipitar terremotos e tsunamis em regiões onde tais eventos estariam prestes a ocorrer por acúmulo de tensão no contato de placas tectônicas. Para os que resistirem ao perfilamento “RÁPIDO” com o fator 2.

>> Fator 4 – “O custo da longevidade: avanços médicos estão prolongando a expectativa de vida, mas os serviços médicos geriátricos são muito caros no longo prazo. Cobrir os custos associados com a velhice será uma grande luta.”

Como seria travada essa “luta”? Para isso já existe um outro projeto que se ocupa dos detalhes, o PNAC (Project for the New American Century). No PNAC, os falcões da direita política norte-americana, os neocons, traçam linhas de ação rumo a um governo mundial, dentre as quais uma agenda de “despopulação” (sinônimo em doublespeak para genocídio), prescrita no National Security Study Memorandum nº 200 (Kissinger Report) à guisa de solução para a vindoura escassez de recursos naturais no planeta. Embora a agenda PNAC de despopulação seja conducente à atual pressão para se atacar a Síria, não sabemos até onde ela se alinharia com a agenda que, controlada dos bastidores, parece comandar o perfilamento “RÁPIDO”.

Pois na medida em que os neocons se mantêm focados em traços nacionalistas do seu ambicioso projeto hegemônico (PNAC), tornam-se alvos automáticos dos demais elitistas que também são hoje donos do poder, e que também se sentem donos do mundo e da agenda mundialista – a qual precisa ser única para ter sucesso –, devido à firme resistência neocon ao autoperfilamento “RÁPIDO”, até mesmo no fim da fila. Para entender até onde essas duas agendas mundialistas – que podemos chamar de orwelliana (mais difusa e antiga) e neocon (centrada nos EUA) – podem ou não convergir, buscarei o aporte duma outra fonte de análise geopolítica, por sua substancial interseção cognitiva com a dogmática da agenda neocon.

As poderosas elites orwelliana e neocon convergem dogmaticamente em várias frentes, inclusive quanto à importância do fator 5 (adiante), mas suas divergências existem – e turvam seu convívio – a partir de influências das doutrinas pós-tribulacionista e amilenarista de um pretenso fundamentalismo cristão no pensamento neocon.Pretenso pois tais doutrinas a meu ver são apostásicas, e portanto cristianismo falsificado, mas mesmo assim com seu papel nele profético a cumprir. Papel onde bem se encaixa a agenda PNAC de despopulação, para os que queiram tomar o (auto?)cumprimento de profecias apocalípticas em suas próprias mãos. Para o aporte semiológico final, convém antes examinarmos o fator 5. 

>> Fator 5 – “A descoberta de vida extraterrestre: evidências da existência de vida inteligente em outros lugares do universo teria profundas implicações psicológicas dos sistemas de crenças da humanidade”.

Haveria manobra mais convincente para imposição, da noite para o dia, de um governo mundial? Um truque neurolinguístico mais eficaz para dócil aceitação coletiva de uma necessária “defesa global”? Com inimigo temido de todos, pois alienígena, haverá? Já houve até balão de ensaio, soprado por um pioneiro neocon: em 1987, num discurso na ONU, o então presidente Ronald Reagan perguntou: “Quão rapidamente nossas diferenças em todo o mundo acabariam se nós enfrentamos uma ameaça alienígena de fora de nosso mundo? E eu me pergunto se uma força alienígena já não está entre nós”. Qualquer “solução” demandaria uma representação unificada, com autoridade para negociar ou comandar por toda humanidade.

Estariam os neocons jogando com “profecias” autorrealizáveis, tentando manipular com seus poderes as da única religião que há milênios nos dá, através delas, um teste que será definitivo sobre o absoluto teor de suas verdades? Pois as minuciosas profecias sobre os últimos dias desse mundo de Snowden, ou se cumprirão todas ao pé da letra, confirmando inclusive como as anteriores se cumpriram, ou não. Se o PNAC for inspirado em profetadas, ensoberbecido com teses pós-tribulacionistas ou amilenaristas, neocons e orwellianos estariam, sem saber, cumprindo também a profecia da “operação do erro” em 2º Tessalonicenses 2:8-12, se a do arrebatamento da verdadeira igreja de Cristo cumprir-se antes da Grande Tribulação e esta aí vier.

Sem volta

E os orwellianos, de sua parte, estariam acomodados ou incomodados com essa forma de influência dogmática na ideologia de poder dos neocons? Esta é uma questão delicada, que creio pertinente ao caso Snowden, para a qual uma intuição adequada pode sinalizar contornos da sombra de eventos futuros de que fala Goethe. Para abordá-la recorreremos a outros relatórios, estes produzidos por Doug Hagmann, fundador da Network Intelligence Northeast, um investigador privado nos EUA que produz o programa em áudio ”Hagmann & Hagmann Report“, na internet. Pelos anos, Hagmann cultivou várias fontes no aparelho de inteligência dos EUA, que estão, como diz, aterrorizadas com o que está por acontecer ao país.

Uma dessas fontes foi ouvida anonimamente em programas gravados pouco antes de 28 de agosto de 2013, e citada no artigo ”It’s All About the Money, Baby!“, no portal Rapture Ready, que começa lembrando uma frase de Franklin Roosevelt: em política nada acontece por acaso. O acaso aqui seria Barack Obama se preparando para atacar mais um país do Oriente Médio que nunca representou ameaça aos EUA, enquanto armas químicas são encontradas em túneis conhecidos por serem usados por rebeldes/terroristas em luta contra o governo da Síria, por soldados do governo que lá entraram à procura de provas e foram surpreendidos com produtos químicos no ar, com alguns hospitalizados devido à exposição ao gás sarin. 

Se a TV Globo, no Fantástico, dá dois furos seguidos com Snowden via Glenn Greenwald sobre o escopo do vigilantismo global, o mais recente (domingo, 8/9) envolvendo espionagem comercial/industrial vitimando a Petrobras em seus esforços no pré-sal, enquanto segue a manada midiática alinhada à potência hegemônica, que inverte tola hipótese por fato sobre a autoria dos ataques com armas químicas na Síria, isso também não é acaso. A primeira vítima numa guerra, tal qual sombra de eventos futuros, é a verdade consistente nas notícias. A fonte de Hagmann corrobora: “...esta[mos] vendo os atos de abertura de uma guerra global, que põe em marcha a Terceira Guerra Mundial.” Chute, não? Prossigamos com ela.

A guerra começará na Síria e ninguém no planeta – os americanos em particular – será deixado intocado pelo o que está prestes a acontecer. Isso foi planejado há algum tempo e agora estamos vendo se desdobrar. Os rebeldes/terroristas na Síria, inclusive a Al-Qaeda, vinham sendo supridos por intermédio da embaixada norte-americana em Benghazi (na Líbia). Quando a embaixada foi atacada esse apoio minguou, levando os rebeldes a perder terreno para o exército sírio. Como esses rebeldes não podem sobreviver por muito tempo sem a ajuda ocidental, vinham por isso batendo-se em retirada no aguardo da próxima fase do plano. Ei-la agora em execução, disparada pela inversão midiática da tola hipótese por fato. 

O site Guerrilla Economist relatou o seguinte sobre essa fase:

“Trata-se de uma guerra dos banqueiros internacionais. Grandes bases militares dos EUA estão bem no trajeto do proposto oleoduto do Mar Cáspio [que aliviaria o Irã da pressão das sanções, permitindo à Síria vender seu petróleo no Mediterrâneo]. A receita desse oleoduto, bem como alguma proveniente do lucrativo comércio de ópio, acabarão achando seu caminho de volta aos bancos americanos que irão lavar o dinheiro, parte do qual ajudará a financiar a Unocal no projeto de construção deste oleoduto. Os bancos ganham de um jeito ou de outro” [seja com a construção do oleoduto, seja com seu impedimento por destruição do atual Estado sírio].

Um relativo deconhecido, Barack Hussein Obama, foi escolhido para concorrer à presidência dos EUA em 2008, contra John McCain. Por que ele e não Hillary Clinton? Porque os jogadores de fato, elites donas do poder nos bastidores, precisavam de alguém que tivesse ligações com a Irmandade Muçulmana para realizar o que entendem por necessário no Oriente Médio. Em seguida ocorre a Primavera Árabe, que foi planejada com anos de antecedência. Não foi ao acaso, um movimento espontâneo de pessoas oprimidas que anseiam por democracia, mas um plano da Irmandade Muçulmana sunita para retomar o controle do que por séculos, e até um passado recente (antes da Primeira Guerra Mundial), foi o Império Otomano.

Mas o plano não é simples. Síria e Irã são Estados satélites para a Rússia, e a China também tem interesses no Irã. No Oriente Médio toda grande potência tem interesses. Então, quem os EUA irão enfrentar ao final se atacarem a Síria? A Rússia. Ótima idéia! Aí, o que acontecerá? A charada vem diretamente das profecias bíblicas sobre os últimos dias desse mundo como o conhecemos, em particular daquela em Ezequiel 38. Nelas, ou no que estamos vendo, nada é para lutar contra o terrorismo ou ajudar o povo da Síria. É sobre petróleo, energia e o sistema econômico global. Para os donos do poder o conflito existe para alcançarem seu objetivo, que é a implantação de um novo sistema econômico, baseado numa cesta de moedas, o SDR (Direito Especial de Saque).

Se você nada sabe sobre o SDR, basta imaginar algo como o euro, mas numa escala global (há um artigo na Investopedia explicando isso). A guerra no Oriente Médio, particularmente na Síria, é o catalisador para sua implantação. A Síria agora é como o truque flash de um ato mágico. Uma vez iniciado este ato, não se poderá mais voltar atrás. A catalisação bélica irá interromper as operações de comércio em todo o mundo, para o início dessa conversão monetária e consequente reviravolta econômica. Nas palavras da fonte de Hagmann, “(...) e poucos vão vê-la chegando, ou saber o que foi que os atingiu. Quando a Casa Branca disparar o primeiro míssil contra a Síria, este será o dia em que o mundo como nós o conhecemos termina”.

Detalhes desconexos

O que nos traz de volta ao caso Snowden, como marco importante para este momento histórico que vivemos, como pretende o título deste artigo. Depois de examinarmos recente proposta do Fórum Econômico Mundial, dos “fatores X” como munição contra “riscos globais”, chegamos à delicada questão de até onde sua correspondente agenda mundialista, de perfilamento “RÁPIDO”, se coaduna com a agenda mundialista autocentrada dos neocons do PNAC. Delicada, pois de sucesso só haverá uma. Os neocons avessos à autodesnacionalização – leia-se: os que podem imprimir dólares com um mouseclick – estariam entre os que não vão ver a reviravolta econômica chegando? Vejamos como aí pode estar a sombra de Snowden.

Na primeira entrevista que concedi sobre os eventos que aqui chamamos “caso Snowden”, em 13 de julho, destaquei uma análise que me parecia promissora. A de um analista financeiro que é experiente inovador em táticas especulativas para pregões eletrônicos, em entrevista que ele concedeu ao portal RT. Max Keiser ali aponta para o cenário desse caso como ele o vê: a compania onde Snowden trabalhava, a Booz Allen, junto com algumas associadas são mentoras não só da privataria tucana que assolou o Brasil sob o comando de Fernando Henrique Cardoso, mas também da manipulação que ocorre em importantes mercados globais de juros e de câmbio, como o LIBOR e o FOREX, e essa manipulação é o combustível que mantém o “império militar” funcionando, supondo que Keiser se refere aí à OTAN.

A economia dos EUA por si só não consegue mais manter suas ambições militares, e para isso essas ambições precisam manipular mercados. O tipo de inteligência que Snowden pode mostrar como se agrega, é fundamental para essas manipulações. Elas podem instrumentar a Booz Allen e suas parceiras a canalizar bilhões de dólares para irrigar campanhas militares. Então, essa fúria contra Snowden em Washington e em Londres na verdade seria por causa de dinheiro, e não de segurança. Keiser prossegue lembrando-nos que a Casa Branca e a casa 10 de Downing Street sãoreféns de Wall Street, dos fundos hedge, de banqueiros corruptos e também da Booz Allen, e que as empresas parceiras no PRISM ou X-Keyscore têm incentivos financeiros para participar desse programa, além dos possíveis pedágios para acesso a dados pessoais dos seus clientes.

Os índices cobiçados são sensíveis a dados econômicos. Se a Booz Allen e certas parceiras podem manipular esses dados, podem com isso manobrar os índices que guiam os mercados. Incluindo preços de ações em pregões voláteis, inclusive das suas próprias ações. Tal como depois viriam a se queixar o New York Times e o The Guardian. Se a Booz Allen e certas parceiras coletam informações privilegiadas, outras parceiras podem, com tais informações, ganhar bilhões e bilhões de dólares para o esquema. Não só com privatarias na periferia, mas também com operações algorítmicas em pregões automatizados, que são efetuadas por software em altíssima velocidade. Estas com enormes volumes e quase sempre disparadas por diminutas variações de preços, uma novidade tecnológica ainda infiscalizável e que vira e mexe dá sérios tilts. É claro – para Keiser – que os grandes bancos de Wall Street e de Londres estão fazendo isso.

Assim, toda aquela fúria persecutória contra Snowden pode ter causa em manobras virtuais que só darão lucro – fraudulento – enquanto houver confiança coletiva em moedas sem lastro. Não é por causa do vazamento de segredos de Estado em si, já que isso ocorre a toda hora sem que os delatores sejam importunados, inclusive a respeito deste caso, ou mesmo mentindo publicamente (para contrainformação), se o efeito pretendido na grande mídia for o de maquiar a imagem do governo ou de plantar falsas incriminações contra denunciantes. Infelizmente, os EUA não têm mais dinheiro para financiar suas guerras e aí o governo precisa recorrer à manipulação de mercados via bisbilhotagem, e isso é a última coisa que quer vindo à tona de forma crível, por atos de um insider cuja fuga o torna candidato a mártir. Pois o filão secreto de ouro (de tolo) que Keiser aponta seria assim “roubado.” Eis aí o que parece um calcanhar de Aquiles nos neocons, exposto aos parceiros/concorrentes orwellianos. Seria?

Nas sete semanas transcorridas desde então, como o conta-gotas de revelações conduzidas por Greenwald parece ter se focado na utilidade do vigilantismo global para espionagens de natureza industrial, comercial, financeira e política, a análise de Keiser ganha peso e aponta para a questão das possíveis tensões internas entre parcerias e concorrências que delas se locupletam ou se vitimam. Em especial, para a mesma questão delicada a que chegamos acima. Como seriaa dinâmica interior dessas parcerias/concorrências?

Recorro novamente a Salbuchi. Ele não destaca qualquer divisão interna especial na rede de poder global regida dos bastidores por elites do planeta, como esta entre orwellianos e neocons que empiricamente aqui nomeio para clivar esse poder com o simbolismo profético, mas no artigo “Bilderberg explicado“ (24/6), ele explica: 

“A estrutura de poder global que realmente rege nosso mundo constitui uma rede complexa, que vai muito além de qualquer organização ou entidade como o Grupo Bilderberg [ou o Fórum Econômico Mundial]. Esta rede é composta de uma enormidade de nós: corporações multinacionais, bancos transnacionais, impérios midiáticos, governantes subordinados, organizações multilaterais como a ONU, Banco Mundial, FMI, grupos lobistas, grupos públicos e privados da mais variada natureza: ONGs, think-tanks, clubes, seitas e até mesmo – por que não, se eles fazem parte do poder mundial – grupos mafiosos, mercenários, terroristas, cartéis de drogas e outras organizações criminosas.”

Todos integrados em maior ou menor grau e sutileza à rede de poder global cujos agentes costumam chamar de ”a comunidade internacional.”, embora muitos acreditem que o Grupo Bilderberg seja o obscuro enclave por excelência que conspira para dirigir o destino da humanidade. Ele de fato congrega centenas de pessoas dentre as mais ricas, poderosas e influentes da Terra com objetivos e interesses em comum, as quais, claro, nele discutem a portas fechadas o que ninguém de fora sabe ao certo. E que obviamente desperta crescente curiosidade na psique coletiva desde que começou a se reunir em 1954, sempre em hotéis exclusivos que oferecem a necessária privacidade para discutirem Sua agenda em segredo.

Adeptos e estudiosos de teorias conspiratórias tendem a acusar esse grupo por todos os males desse mundo atual, mas isso é na verdade um exagero. Pois assim se tende a ver tal grupo como isolado dessa rede de poder, quando de fato ele só ganha sentido ao inserir-se no liame que realmente rege o mundo através dela. Todavia, a questão delicada aqui levantada, sobre potenciais ou reais conflitos entre orwellianos e neocons, situa-se justamente na forma como tal inserção se dá, dos bilderbergers nessa rede maior, uma vez mapeados alguns detalhes aparentemente desconexos de eventos aludidos como caso Snowden. O que nenhum estudo acadêmico de conspirações deve desprezar. Estudos que são legítimos não só na área do Direito, refletidos por exemplo em tipificações penais como estelionato, mas também na da segurança digital levada a sério.

Mente e espírito

Embora Snowden tenha fugido, já com todo o material que havia exfiltrado do aparato de vigilantismo global onde prestava serviços técnicos, em 20 de maio de 2013, quando passou a trabalhar de Hong Kong para convencer jornalistas destemidos, escolhidos a dedo, a começarem a publicar revelações sobre o escopo desse vigilantismo em seus respectivos veículos mainstream, aprimeira dessas publicações só veio à tona em 5 de junho, no jornal The Guardian. Quando então os bilderbergers puderam acompanhar, juntos, ao vivo, na total privacidade do seu encontro anual, durante todos os dias do encontro de 2013 nos arredores de Londres, os primeiros eventos e desdobramentos públicos deste caso. 

Se o caso Snowden estiver sendo na verdade o primeiro catalizador da guerra vindoura, em preparo da psique coletiva, no front psicológico da ciberguerra, para o que virá, envolvendo alguma forma de “traição” orwelliana aos neocons para dar-lhe cobertura (com Snowden sabendo ou não) em sua aventura épica, cujo rastro de destruição se concentra na credibilidade de uma moeda sem lastro que se condena ao colapso, para a fase de reviravolta econômica na transição do dólar para SDR como moeda de reserva de valor global nessa guerra, só teremos como saber ao final. E só então, se for o caso, o título deste artigo, que por enquanto se justifica pelos indícios, estará plenamente justificado. 

Entrementes, esses indícios podem continuar sendo minerados da avalancha de escombros onde ora se escondem as verdades em notícias. Para isso, como pesquisador acadêmico em segurança digital que leva a sério seu ofício, guio-me por uma bússola que alguns tomam por doentia. “Paranoia” significa, também, conflito entre mente e espírito. Em tempos dominados por consumismo utilitarista e materialismo niilista, doutrinas que confundem mente e espírito, tais conflitos parecem indicar distúrbio psicológico. Mas quem acredita que mente e espírito são coisas distintas, poderá, nessas situações, priorizar o espírito para orientar suas crenças e conduta. Como ensina o apóstolo Paulo em 2º Timóteo,4:3-5, pouco antes de morrer na carne.

***

Pedro Antonio Dourado de Rezende, ATC PhD em Matemática Aplicada pela Universidade de Berkeley, é professor de Ciência da Computação da Universidade de Brasília (UnB), coordenador do programa de Extensão Universitária em Criptografia e Segurança Computacional da UnB, membro do conselho do Instituto Brasileiro de Política e Direito em Informática, ex-representante da sociedade civil no Comitê Gestor da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Opinião e anonimato na internet

Nesses últimos dias, postei três textos no site Observador Político, mantido pelo instituto iFHC, do ex-presidente brasileiro. O site é um espaço aberto para debate político, mas se transformou em um fórum de discussão e disputa entre usuários com posições políticas contrárias, esquerda e direita, "fla-flu".

Marco Túlio Cícero, um grande orador político em Roma. Seria ele um Observador Político de sua época?

Provoquei os usuários questionando a razão pela qual eles utilizam o anonimato para se expressar. Depois, expus minhas próprias posições sobre o tema. Eu acredito que o anonimato deve ser uma regra na internet, mas questiono as pessoas que utilizam nicknames para afirmarem coisas sem responsabilidade ou para ataques contra a imagem de figuras públicas. 

Também questiono internautas que acreditam cegamente em suas opiniões como válidas, sem estarem abertos ao debate real em rede.

Os textos geraram quase de uma dezena de comentários (até o momento), com muitas pessoas questionando meus reais motivos e outras justificando, de maneira bem embasada, que anonimato é algo pessoal do usuário na web. Replico aqui, no Bola da Foca, os três textos que postei sobre os temas de opinião e anonimato na intenet. Junto com os textos estão os links do site Observador.


Observador Político diverso ou Observador Político único?

Este site tem que abarcar apenas alguns pontos de vista ou mais pontos de vista, de maneira civilizada e sem pessoas se escondendo em um anonimato simplista?

Eu dou meu nome e a cara a bater. E os senhores?

Eu sou favorável ao anonimato

Eu sou favorável ao anonimato.

Porque, no mundo real, você não é obrigado a dizer seu verdadeiro nome às pessoas. Você não é obrigado a se identificar e não vivemos em constante vigilância.

Mas sou contra o anonimato que defende discussões de baixo nível, de ataques entre usuários na internet. Sou contra o anonimato que quer difamar as pessoas, que quer afastar novas opiniões e novos internautas das discussões.

E você. É favorável à qual tipo de anonimato?

Opinião só vale quando o outro concorda?

Vejo desde o tempo do IRC na web e dos fóruns de discussão em sites um comportamento padrão de internautas que discutem política: a necessidade de concordar 100% com as teses do interlocutor.

Essa concordância muitas vezes se dá porque o cara quer vender um ponto de vista e não, necessariamente, debater uma ideia. Debate pressupõe uma convivência com opiniões diferentes. Não precisam ser opostas, mas devem ser diferentes. Em política, as pessoas deveriam compôr seus pontos de vista absorvendo mais ideias de um mesmo debate.

No entanto, o que acaba acontecendo é um fla-flu: Se você concorda, está com o grupo dominante da discussão. Se discorda, vai provocar brigas e separações no espaço virtual.

Minhas teses não valem só para política, é bom ressaltar.

E você, acha que opinião na internet só vale quando o outro concorda?

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Bola da Foca permanece, pela quarta vez seguida, entre os 100 blogs de comunicação


Conseguimos um novo certificado no concurso TOPBLOG graças a você, que visita e acessa este weblog.

Obrigado por nos manter entre os 100 melhores blogs na categoria Comunicação!

sábado, 15 de outubro de 2011

A dúvida como base do pensamento, segundo Kierkegaard


O dinamarquês Søren Kierkegaard foi um dos maiores pensadores de teologia e um católico religioso fervoroso. Mesmo com textos voltados, quase todos, para a espiritualidade, é um erro encaixá-lo como um pensador conservador ou retrógrado. Ele foi responsável, no começo do século XIX, por introduzir a filosofia existencialista, que valoriza o conhecimento subjetivo, complexo, no lugar de uma compreensão superficial e rasa.

Em É preciso duvidar de tudo, um texto inacabado curto (cerca de 100 páginas), que foi escrito entre 1841 e 1842, Kierkegaard cria uma ficção e não escreve um tratado filosófico nem pedante e nem rigorosamente elaborado. Sua intenção é fazer filosofia, mas ele conta, de maneira leve, seus princípios através de um protagonista chamado Johannes Climacus.

Johannes é um estudante recluso e misântropo que passa a refletir sobre como é o pensamento em seus dias. Ele leu os clássicos, mas ele repara que pensadores modernos trazem teorias mais múltiplas. E, em todos esses autores novos e no seu próprio pensamento, ele encontra um ponto em comum: A dúvida.

Kierkegaard trabalha a dúvida que faz relação, a dúvida construtiva, que busca construir aproximações entre elementos diferentes na vida das pessoas. Não é a dúvida por simplesmente discordar, mas sim um elemento que faz parte ser homem, de falar e de se comunicar.

"A imediatidade é a realidade, a linguagem é a idealidade, a consciência é a contradição (...). A possibilidade da dúvida situa-se na consciência", diz o autor, através de seu personagem. O pensamento duvidoso se torna fonte para as afirmações.

Climacus pensa muito sobre a modernidade, mas estabelece padrões que temos para ter curiosidade em aprender novos conhecimentos. Para o personagem literário e filosófico, existe um paradoxo mental ao pensar por nós mesmos. O livro aponta que não é possível imaginar de maneira coerente sem nenhum questionamento. Duvidando ou não das teses de Kierkegaard, esse livro é uma pérola universal entre todas as suas obras, religiosas ou não.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

TV Avesso é parceira do Bola da Foca


Televisão 2.0 trazendo vídeos sobre comunicação há dois anos, a TV Avesso resolveu fazer uma parceria de links e banners com o Bola da Foca. Você pode conferir o banner da TV no lado direito deste blog, na parte de baixo, em "Parceiro".

O intuito de realizar uma parceria entre sites é compartilhar conteúdo e também trabalho em equipe entre os comunicadores envolvidos. Avesso traz entrevistas interessantes com gerentes de marketing, diretores de grandes empresas e eventos de comunicação.

Integração é fundamental para a maturidade do conteúdo na internet. Essa é uma prática que continuaremos a fazer.

domingo, 17 de outubro de 2010

E o Bola da Foca conquista TOP 100 2010

15.148 blogs inscritos. 1.100.000 votos contabilizados. Todos esses dados astronômicos resultaram em mais uma vitória do Bola da Foca na blogosfera brasileira. Conseguimos, pelo segundo ano seguido o TOP 100 do concurso TOP BLOG. E o que isso significa?

Significa que ficamos entre os 100 melhores blogs de comunicação da votação popular. Agora, classificados para o segundo turno, você pode eleger o Bola para que ele represente o coletivo da comunicação na internet.

Vote pelo logo ao lado direito e obrigado por nos conceder essa nova conquista.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Como eu conheci Guy Kawasaki

"A equipe Macintosh era uma coleção de egomaníacos".

Guy Kawasaki em São Paulo, dia 11 de agosto de 2010.

Este artigo foi inspirado neste outro.

Origem japonesa. Camisetas coloridas ou floridas. Havaiano. Palestra que mais parecia um show. Sorriso que, de tanto estar estampado no rosto, soava sempre forçado. Um senso de humor afiado. Este era o Guy Kawasaki que conheci na manhã do evento LG Lab, próximo da paulista. Uma palestra internacional com o evangelizador da marca Apple, do Macintosh.

O evangelho bíblico trouxe as boas novas divinas para os mortais que não conheciam o judaismo e o cristianismo. Kawasaki divulgou e popularizou uma máquina chamada Macintosh em 1984, percussora dos modernos PCs. Desenhado por Jeff Raskin, o computador novo da maçã criou uma série de aparelhos que divulgaram a Apple pelo mundo. Mesmo com todas as limitações da década de 1980, Guy Kawasaki contribuiu para transformar a empresa de Steve Jobs, praticamente, em uma religião distinta na informática.

E eu pude acompanhar a sua genialidade ao vivo. Kawasaki, na palestra A Arte da Inovação, mostra como podemos de maneira simples compreender fenômenos comerciais. As besteiras ditas no mercado de produtos tecnológicos, para ele, estão ligadas aos "bozos", ou seja, aos homens que debocham do cenário em que se encontram. "Tudo está em função da seu valor único e valor de mercado", enfatizou o comunicador. E ele ensinou isso até criticando as apresentações de muitos profissionais no setor de marketing, defendendo o uso de pouco slideshow e mais conteúdo.

Ele emergiu, como ele mesmo disse, de um time de megalomaníacos que competia com a equipe do aparelho Apple II, dentro da mesma companhia. Como empreendedor do Vale do Silício, ele consolidou uma marca e criou uma reputação. Ele é uma marca de um período importante do setor corporativo norte-americano.

Diz, entre sorrisos, que acredita que o papel vai acabar. Muitos discordam dele. Diz, sorrindo ainda mais, que serviços bons funcionam com mantras efetivos, frases curtas que o traduzem. E ele se traduz como o homem que popularizou o Mac. Fala apaixonado sobre o iPad da Apple. Se estivesse trabalhando com Steve Jobs, certamente estaria com a equipe do iPhone, com seu touchscreen revolucionário. Teve a ousadia suficiente para criar sua própria empresa de social media, a Alltop.

Para jornalistas, publicitários e comunicadores em geral, considero Kawasaki um exemplo. É óbvio que, quando ele saiu da Apple, a Microsoft estava muito a frente com seus IBM-PCs. Mas ele deu holofotes para uma tecnologia única de microcomputação doméstica. E tive a oportunidade de conversar com o sujeito, que não perde piadas com a visão distorcida que americanos tem com o Japão.

Detalhes sobre a palestra que ele deu no dia, aqui.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A questão do comentário. É importante?


Post original do Universo Touch.

Estou lendo um livro muito interessante do jornalista Michael Banks. Chamado Blogging Heroes, de 2008, o material traz 30 entrevistas feitas com os maiores blogueiros norte-americanos. Nomes importantes como Chris Anderson da WIRED/The Long Tail, Peter Rojas do Engadget, Briam Lam do Gizmodo e Mary Jo Foley do All About Microsoft ocupam o livro com muitas curiosidades sobre tecnologia e outros assuntos que são abordados pelos blogs internacionalmente.

No entanto, um comentário específico de uma blogueira chamou minha atenção. A canadense Deborah Petersen, do Life in The Fast Lane, que trata sobre seus gostos e de sua empresa familiar, considerou a falta de comentários dos textos o maior problema entre blogueiros grandes e pequenos. Confira, abaixo, um trecho da entrevista com Deborah, que traduz o questionamento que pretendo levantar neste post:

Apenas uma pequena fração dos que visitam os blogs deixam comentários. É a reclamação de todo blogueiro. Eles se sentem como se estivessem falando com as paredes. Eles apreciam todos os comentários feitos num post, porque lhes dá certeza de que não estão falando sozinhos. E quem deixa comentários são quase sempre outros blogueiros.

Nenhum dos meus amigos e família blogam. Eu ouço o mesmo de outros blogueiros. Baseado nisso, eu acho que a maioria das pessoas que lê blogs são outros blogueiros. E aí que vêm os sites sociais, atraindo blogueiros para outros blogs.

Com essas considerações, nos perguntamos: Será que as pessoas preferem comentar pessoalmente com o autor ao invés de postar um comentário? O Twitter desempenha papel de "caixa de comentários" hoje? O que deveria ser feito da parte dos blogs para estimular a participação de seus leitores?

Jurandir Filho, do Cinema com Rapadura, disse que os comentários são o que mantém seu podcast e site estimulantes na abordagem da arte do cinema. Ele reforçou esse discurso nas palestras da Campus Party 2010, convidando as pessoas que normalmente apenas observam os sites para comentar, conversar com os autores de blogs e criar vínculos interessantes nessa comunicação.

O que você pode fazer a respeito dessa discussão? Comentários devem ser estimulados ou devem acontecer naturalmente? Não são dados interessantes? Como os blogs podem ser mais dinâmicos na criação de conteúdo? Deixo isso para os comentários.

Quer começar a contribuir com esse post? Comente.

terça-feira, 22 de junho de 2010

O fantástico mundo do Twitter

O microblog, que já bateu a marca de 100 milhões de usuários, traz em seu mundo virtual um leque de iniciativas que ajudaram a vida de muita gente no mundo real

Por @arianef


Como uma ferramenta que disponibiliza mensagens de texto com apenas 140 caracteres pode ajudar a vida de uma pessoa? O Twitter chegou de mansinho na internet e aos poucos ganhou o computador de muita gente. Com quatro anos de existência, o serviço de microblog mais badalado da atualidade no Brasil traz em sua bagagem iniciativas virtuais que mudaram o mundo real. E exemplos não faltam para ilustrar essa realidade. Em 2002, a designer Laila Sena descobriu que estava com câncer. Para tratar a doença, precisou de 26 bolsas de sangue e muita determinação, já que enfermeiras chegaram a dar à carioca apenas 3% de chances de viver. Oito anos depois, já curada, ela descobriu no Twitter uma forma de recompensar a iniciativa daqueles que salvaram sua vida. Numa conversa pela ferramenta, com o também designer Lula Ribeiro, nasceu a Veia Social - uma rede de relacionamento que tem como objetivo divulgar pedidos de doação de sangue e também informar sobre o assunto.

E não foi só na criação que o aplicativo de internet ajudou. Laila afirma que o Twitter continua sendo importante para o projeto, pois o ajuda a tornar referência na web. “Se alguém tem um seguidor que precisa de sangue, ele já nos indica. Se o Twitter não existisse, provavelmente nossa rede ainda estivesse engatinhando”. Com um pouco mais de três meses de vida, a Veia Social já fez três mobilizações de doação de sangue pelo país – no Recife, em São Paulo e no Rio de Janeiro -, todos com a ajuda na divulgação feita pelos twitteiros - nome dado aos usuários da ferramenta. Atualmente, a iniciativa divulga cerca de 50 pedidos de doação.

A Veia Social já fez três mobilizações de doação de sangue pelo Brasil

Quem também se deu bem com o Twitter foi o jornalista Alê Rocha, de 33 anos. Portador de hipertensão pulmonar primária, uma doença rara, sem cura e fatal, ele conseguiu pela ferramenta o caríssimo e importado remédio Iloprost, fundamental no seu tratamento. Cada ampola custa quase R$ 70, e o paciente usa mais de cem delas por mês.

A saga do jornalista começou no final de 2005, quando descobriu a síndrome que é caracterizada pelo aumento progressivo na resistência vascular pulmonar, levando à sobrecarga do ventrículo direito. Os médicos chegaram a dar a Rocha três anos de vida, se não conseguisse o transplante de pulmão. Ele entrou na fila e aguarda até hoje a operação. O Iloprost tem a finalidade de aumentar a vida útil do paciente até a cirurgia. Para conseguir o remédio na Justiça – a Constituição garante a todos o direito à saúde, logo, pacientes que precisam de remédios de alto custo sempre buscam o governo -, o paulista entrou com uma ação contra o estado de São Paulo, no dia 22 de janeiro deste ano, mas não conseguiu uma resposta satisfatória.

Preocupado com o rumo de sua vida, o jornalista resolveu usar o Twitter para comentar o fato. E não é que surtiu efeito? Alguns twitteiros levaram a história para a imprensa e outros, mais ousados, decidiram cobrar do então governador, José Serra, o direito de Alê. A resposta do político veio logo em seguida pelo próprio microblog: “Vi o caso do @AleRocha. Ele terá o remédio. O governo de SP encaminhou o pedido, mas é o-bri-ga-do por lei federal a esperar o ‘ok’ de Brasília’’, postou na rede.

O medicamento chegou na casa de Rocha em abril, logo depois da movimentação dos torcedores anônimos que ele tem na ferramenta. Alê já é conhecido na web de longa data e muitas das pessoas que acompanham o seu microblog já conhecem a sua história dramática em luta pela sobrevivência. “Além de ser uma fonte de força para que eu vença a minha doença, o Twitter é uma forma de encontrar e compartilhar informações sobre minhas áreas de interesse, como televisão, política e esporte. Também é uma forma de se relacionar com as pessoas. Como nem sempre posso estar presente em eventos e encontros em razão de minha saúde, ele é uma alternativa”, testemunha.

Mas não são apenas projetos e a luta pelos direitos que fazem sucesso no microblog. O amor também está no ar pelo Twitter e o publicitário Fausto Genaro, de 30 anos, quem o diga. O paulistano conheceu sua atual namorada, a auxiliar administrativa Thais Mendes, de 23, pela ferramenta há oito meses. “Eu seguia uma pessoa que sempre dava RT (o mesmo que copiar e colar um conteúdo, dando os devidos créditos para o autor) nos tweets (nome dado as mensagens postadas no aplicativo) dela. Gostei do conteúdo e comecei a seguir também. Conversávamos todos os dias pelo Twitter, depois passamos pelo MSN e, aí, veio o namoro”, declara.

Fausto e Thaís se conheceram no Twitter

Hoje, nem mesmo a distância de cerca de 700 km – ele mora em São Paulo (SP) e ela em Muriaé (MG) – desanima o casal que costuma se ver a cada 15 dias. “O Twitter foi fundamental por uma fase bacana da minha vida, até porque pelas nossas características nunca nos conheceríamos sem o uso dele”, destaca Fausto, que não teve apenas a sorte de encontrar uma namorada pelo aplicativo, mas também ganhou um convite para um evento de comunicação que queria participar, mas estava com as inscrições encerradas. “Comecei a descarregar minhas frustrações no Twitter por não ir ao evento. Do nada começa a me seguir uma moça que logo me pediu o MSN. Era uma das organizadoras que me convidou a ir de graça e com acesso a lugares que jamais conseguiria conhecer comprando apenas o ingresso tradicional. Tudo graças ao Twitter”.

E você pensa que acabou? A ferramenta também serve como palco de emprego. A estudante de Jornalismo Bárbara Cruz, de 19 anos, conseguiu um free-lance por meio da divulgação de vagas do perfil Link Zero, uma iniciativa de Alexandre Sena para ajudar os internautas a encontrar trabalho. O serviço durou apenas três dias, mas, segundo a brasiliense, ele serviu para aumentar sua rede de contatos. “Mandei meu currículo sem muitas expectativas, pois ainda sou universitária. Acabei conseguindo a vaga e cobri um evento legal e que me abriu muitas portas. Foi uma ótima experiência”.

O Link Zero nasceu antes mesmo do Twitter, em 2003. Sena, que pesquisa as vagas em sites da internet e também as recebe de empregadores por e-mail, não sabe ao certo quantas pessoas já ajudou, mas garante que são centenas. O jornalista, de 35 anos, decidiu criar o perfil do seu projeto no microblog porque acredita que ele seja uma revolução na forma de divulgar conteúdo na web. E a iniciativa deu certo mesmo, Bárbara agradece.

O lado mau do Twitter

Céu para uns, inferno para outros. Nem todo mundo teve sorte com o microblog mais badalado dos últimos anos. O diretor comercial da empresa de hospedagem de sites Locaweb, Alex Glikas, causou a revolta de muitos são-paulinos ao enviar uma frase favorável ao Corinthians via Twitter durante o clássico válido pelo Campeonato Paulista, no dia 23 de março deste ano. O fato resultou na sua demissão por conduta antiética. Glikas é corintiano fanático e escreveu: “Sou fã do Rogério, se continuar assim está ótimo! Chupa bambizada! Isso aqui é Locaweb”, após uma falha do goleiro, envolvendo o nome de sua empresa na ofensa. Nesse jogo, a manga da camiseta do time do Morumbi foi patrocinada pela entidade.

Outro que também não se deu bem com o Twitter foi o meia-atacante do Liverpool, Ryan Babel. O jogador holandês postou mensagens contra o técnico Rafael Benítez por não ser relacionado para a partida contra o Stoke City. A cúpula do time ordenou a remoção dos tweets e ele recebeu ainda uma multa de 25% de seu salário mensal - valor equivalente a 60 mil libras – algo em torno de R$ 157 mil.

E não foi a primeira, nem segunda vez que um jogador de futebol foi prejudicado por declarações afiadas no serviço de microblog. Em julho do ano passado, também na Inglaterra, o atacante Darren Bent contestou os entraves de sua transferência do Tottenham para outro clube e foi obrigado pela diretoria a apagar seu perfil. Já nos Estados Unidos, a punição veio pela própria federação local, que puniu o atacante Brian Ching, do Houston Dynamo, com uma multa de 500 dólares – cerca de R$ 885 - por ter criticado um árbitro via Twitter. Na NBA, principal liga americana de basquete, as mensagens polêmicas on-line foram tantas nas temporadas passadas que dirigentes, times e federação se uniram para criar uma “cartilha de bom uso das redes sociais”.

Até caso de polícia o aplicativo já protagonizou. Uma ameaça brincalhona de explodir um aeroporto rendeu ao inglês Paul Chambers, de 28 anos, uma prisão por ato terrorista e sete horas de interrogatório. A história começou no dia 6 de janeiro deste ano, quando uma forte nevasca interrompeu seus planos de viajar para a Irlanda. A mensagem chamou a atenção da polícia britânica, que prendeu Chambers no dia 13, uma semana exata após a ameaça. O twitteiro ainda foi proibido de usar o aeroporto de Doncaster por toda sua vida. Para o inglês, o caso foi algo inimaginável, pois, segundo suas declarações à imprensa britânica, ele é “um dos caras mais educados que se pode imaginar”.

Paul Chambers foi preso por causa de uma brincadeira na ferramenta

Afinal, o Twitter é bom ou ruim?

Para o bem ou para o mal, o Twitter, que nasceu em 2006, conta hoje com 120 milhões de usuários. E o Brasil já é o 2º país com maior aderência de twitteiros, com mais de 10 milhões de contas. Ano passado, a agência Bullet realizou a primeira pesquisa com o público que usa a ferramenta no país e chegou a dados interessantes. Há uma predominância de homens jovens-adultos, entre 21 a 30 anos, solteiros do estado de São Paulo e Rio de Janeiro, entre os adeptos brasileiros. As pessoas que estão plugadas nessa rede são predominantemente estudantes do ensino superior ou graduadas e estão geralmente conectadas a internet mais de 50 horas na semana.

Para o Analista de Novas Tecnologias Paulo Moraes, o sucesso do Twitter está no fato da ferramenta ser um forte canal de comunicação que permite aos seus utilizadores usarem da criatividade, explorando a melhor forma para atingir seu público-alvo. “É importante lembrar que não existe um regra de como usar o Twitter. O segredo é o usuário descobrir como fazer uma comunicação que o transforme num grande formador de opinião no que se refere ao seu propósito dentro deste meio”, ressalta o profissional.

Moraes acredita que o principal ponto positivo do microblog é a interação que ele permite e a visibilidade na rede; mas adverte a preocupação com os exageros. “O ponto negativo do Twitter está no risco das pessoas confundirem sua identidade real e assumirem uma identidade virtual, passando parte de sua vida dependente desta aplicação. As pessoas não podem assumir tal tecnologia como um fundamento, ela é apenas um meio entre o usuário e outras pessoas para uma comunicação eficaz”, explica.

O psicólogo Dr. André Morais também defende que o uso excessivo do microblog, assim como qualquer outra ferramenta da internet, pode causar alienação, o que traz sérios problemas para a pessoa. “Por causa de um mergulho profundo no mundo virtual, a um distanciamento do chamado mundo real, a pessoa vai perdendo o contato com coisas imediatas e necessárias à sobrevivência, como sair, passear, encontrar pessoas frente a frente... Isso, com o tempo, pode ocasionar um estresse e até mesmo uma depressão”.

Em seu livro The Shallows (Os Superficiais), o pensador de tecnologia Nicholas Carr reflete sobre as mudanças que estão ocorrendo em nosso cérebro por causa da internet e defende que o uso do Twitter nos deixa superficiais. “Comprimimos nossa comunicação em 140 caracteres e não ficamos muito tempo em contato com a informação. O que importa é a quantidade de notícias que recebemos”, explicou Carr a Revista INFO, em dezembro do ano passado, quando esteve no Brasil para participar da ExpoManagement - evento internacional direcionado a profissionais da administração.

O escritor também destacou que, em consequência do fluxo infinito de conteúdo na Pweb, o entendimento tende a ser mais superficial do que se tivéssemos menos informação e nos concentrássemos mais nela e por mais tempo. “O Twitter é útil e divertido para muitas pessoas, mas não acho que ele as torna melhores ou mais inteligentes. Ele encoraja o narcisismo. Faz muita gente pensar em como mandar uma mensagem para sua audiência pessoal”.

Nicholas Carr acredita que o Twitter nos deixa superficiais

Moraes não concorda com o pensador americano e defende que, como tudo na vida, o uso do Twitter será considerado bom ou ruim dependendo de como o usuário o utiliza. “A ferramenta é uma revolução na comunicação, pois dá voz as pessoas e possibilita um feedback momentâneo. Só que é preciso senso crítico por parte de quem usa, tudo vai depender de como o usuário usufruirá da ferramenta”.

Como se pode notar, não há um consenso sobre a utilidade e importância da ferramenta na vida das pessoas. Fato é que, para o bem ou para o mal, a baleia e o passarinho – símbolos do Twitter – têm poder na vida real de seus usuários.

Perfis criativos no Twitter

@ajudeumreporter
Ajuda jornalistas a encontrar fontes e informações para suas matérias

@AlguemAjuda
Eco de pedidos de ajuda, das mais variadas formas

@amostrasgratis
Apresenta links com sites de amostras grátis, brindes ou promoções na rede

@boaspromocoes
Garimpa promoções e descontos na internet

@canaldobem
Mobiliza a força das mídias sociais em prol do bem

@eleitor2010
Reúne denúncias e dados sobre irregularidades envolvendo as próximas eleições

@doepalavras
Incentiva twitteiros a enviar palavras de apoio aos pacientes com câncer do Instituto Mário Pena

@homofobiaNao
Defende os direitos dos homossexuais e divulga informações sobre passeatas e movimentos

@linkzero e @trampos
Divulgam vagas de emprego

@passagensaereas
Traz novidades de descontos, promoções e afins das companhias aéreas e de turismo

@superguia
Traz com antecedência a lista de filmes que estarão no ar nos canais abertos e pagos

@veiasocial
Divulga pessoas que precisam de doação de sangue

@vizinhosdeutero
Reúne histórias de gêmeos - contadas por eles próprios ou por seus familiares


OBS: Matéria feita para a disciplina de Edição de Revista da @fateabr.

domingo, 20 de junho de 2010

Eu voto em Marina Silva

Recentemente, a candidata à presidência do PV passou por uma saia justa na manhã da morte de José Saramago, na última sexta-feira. Tudo ficou registrado no blog de campanha. Marina Silva mostrou respeito à morte do escritor português no twitter mas, em seguida, ela ou sua equipe eleitoral deram retuites à mensagens religiosas falando mal do intelectual falecido. As mensagens repassadas deram a impressão negativa que Marina apoiava tais ideias. A candidata só queria responder as questões.

Inúmeras pessoas criticaram Marina Silva pela atitude, usando o argumento de que ela teria difamado o escritor por ser evangélica. A equipe da candidata fez o post esclarecendo o mal-entendido e, mesmo assim, os internautas acharam ruim o uso do twitter nessa situação.

Dada essa situação, vou fazer meu comentário sobre. Deixo claro que não recebi nenhuma forma de benefício do partidários de Marina Silva e nem de ninguém relacionado à política. Esse texto não foi escrito para convencer ninguém a nada durante as eleições presidenciais de 2010.

Eu voto em Marina Silva. Eu não quero uma chefe de governo expert em twitter. Não tenho vontade de apoiar novamente o PSDB ou o PT, os partidos de sempre, e esse mal-entendido deixou claro que Marina não insere dogmas religiosos em convicções pessoais. Frequentemente vejo as críticas feitas ao seu passado como injustas ou mal colocadas, sem nenhum exemplo prático.

Tenho direito de voto desde 2005, quando tinha 16 anos. Nas eleições passadas, minha única vontade era a de anular os votos, para não votar "no menos pior" e colaborar para o nosso sistema deficitário de governo. A candidatura dela, por prestar esclarecimentos até sobre coisas simples, me instiga, sim, a tomar partido de sua causa.

Este post não reflete a opinião do blog inteiro ou de outros autores.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Blogueiro e profissional de internet: exército de um comunicador só

A formação em comunicação tem seus objetivos específicos. Jornalistas são criadores de conteúdo, enquanto publicitários tem a preocupação de vender dados, produtos e serviços. Os relações públicas, diferente dos outros dois, tem o cuidado de estabelecer os contatos de uma empresa, de um serviço ou de um produto. Com os recursos da internet, todas essas atividades se misturam.

A figura do blogueiro, ou do tuiteiro, ou de qualquer nome relacionado com mídias online e mídias sociais eletrônicas está imerso nessa confusão. E isso não ocorre porque os profissionais querem se profissionalizar e não conseguem, mas sim pela rede permitir a possibilidade de você gerar seu conteúdo, propagandeá-lo e estabelecer contatos por ele. O blogueiro, prafraseando a famosa música do Engenheiros do Hawaii, e também título de um livro de Moacyr Scliar, é um "exército de um homem só".

Por esse motivo, a profissão de comunicador digital muitas vezes é tida como charlatanice, simplesmente por não se enquadrar na visão tradicional de profissional, como um especialista de apenas um ramo da prática, sem abertura para outras atividades. O blogueiro é um trabalhador versátil, que está em harmonia com as novas tendências do público da internet, que age diferente do seu comportamento na vida real, pelas possibilidades de conhecer mais nos vastos sistemas de buscas e nos bancos de dados.

Quem faz conteúdo na internet é multitasking, não ficando parado em uma única atitude. Precisa criar o blog, dar conteúdo, monetizar o blog de alguma maneira (ou dar seu valor como conteúdo em si), divulgar, fazer seu relacionamento com a concorrência de audiência e com parceiros de conteúdo e mesclar todas essas práticas consistentemente. O blogueiro não é uma classe superior, um clube fechado ou um campo sem regras. É verdade que cada blog possui seu próprio motivo de existir, mas a meritocracia também se mostra quando um novo site, com conteúdo interessante, é difundido entre os mais diversos públicos da internet.

domingo, 9 de maio de 2010

Profissão: Comunicação Digital

Blog, microblog, portais e sites são formatos em constante crescimento. Trabalho com comunicação digital desde dezembro de 2008. Resolvi, para que os visitantes do Bola tenham algumas dicas mais profissionais, elaborar uma postagem esclarecendo como é essa carreira. Atualmente a rede emprega muitos jornalistas na área de mídias sociais - os famosos analistas - e em desenvolvimento de contéudo. A internet também é o berço de muitos estagiários, pelo menos atualmente, apesar de seus vários profissionais qualificados.


Para aqueles que querem trabalhar com computador, uma má notícia: não é nada fácil. Requer uma boa dose de disciplina e sintonia com as novidades informacionais. Segue abaixo várias dicas para a carreira:

1 - Seja um jornalista de cabeça aberta. Não faça na internet o que grande parte das pessoas faz, ou porque investir seu tempo em determinado site é considerado bem aproveitado. Tente desenvolver conteúdo para vários lugares, como os diversos blogs colaborativos que existem, sem medo de errar. Trabalhe com mais gente.

2 - Fundamental você ter um portifólio que esteja em sintonia com a rede. Não basta um .doc com todos os seus dados para ser enviado por e-mail. Elabore um site (pode ser.com ou .com.br, você não gastará mais de 15 reais/ano no UOLHost) ou perfil no LinkedIn, sistema internacional de currículos. Separe, nesse site ou perfil em mídia social, algumas de suas melhores matérias para destaque.

3 - Comece a colaborar para mídias diferentes, muitas vezes de forma gratuita. Exercite seu texto, conheça o audiocast (conhecido também como podcast) e o videocast, utilizando também recursos audiovisuais para suas reportagens, colunas e noticiários. Transforme esses exercícios em motivos para sua contratação.

4 - Lute por audiência. Isso não significa menosprezar os sites presentes na internet, mas sim tentar se destacar divulgando seu material no seu espaço ou no deles. Atualmente, um dos melhores lugares para divulgar seus textos é criando um perfil no Twitter e postando seus dados e informações em pequenos tweets. Mas cuidado: não basta se promover nessas redes, como uma publicidade barata. Alimente com conteúdo e também converse com seus seguidores ou com as pessoas que você segue. Se adapte constantemente ao que dizem. Na internet, você não é só autor, mas também a própria mídia.

5 - Você foi contratado? Tem estágio com internet? Faça valer seu salário e pesquise seus próprios dados de audiência. Mostre dinamismo no trabalho e disciplina para estar sempre escrevendo, sempre se movendo na rede. Muitas empresas tratam a internet como algo secundário, ainda. Você, como profissional, não pode permitir isso.

6 - O Google, apesar de ser o grande dominador da internet, pode ser seu amigo. Otimize a presença do seu site ou do site de seu emprego no sistema de busca. Pesquise sites concorrentes para descobrir os assuntos que rendem maior visitação, consultando sempre o Analytics. Mas não se prenda aos dados de audiência. Procure também qualidade nos seu material, mesmo que renda menos visitação. Preocupe-se com sua reputação no mundo online, sempre pensando em como se mostrar para o seu leitor.

7 - Caso o seu trabalho de comunicador digital esteja envolvido com assessoria de imprensa, não faça apenas uma aproximação tradicional de seus clientes e fontes na imprensa. Mostre que, como comunicador digital, você tem mais ferramenta a mão do que um simples release. Abuse de material fotográfico e vídeos, fugindo do convencional.

8 - Caso seu trabalho de comunicador digital esteja ligado com reportagem, não se resuma ao texto. Uma reportagem multimídia bem feita agrada ao leitor. Abuse de podcast e vídeo na mesma matéria. O Youtube permite o uso de links justamente para isso. Também pesquise um servidor para seus áudios, como o 4shared e o podcast1.

9 - Não tenha medo de conhecer as práticas de relações públicas e publicidade, muito empregadas na internet. Mas tente se diferenciar: o profissional de imprensa está focado no conteúdo. Você alimenta a rede com todo o seu esforço de trabalho sobre informações e dados. O comunicador digital deve se destacar desta maneira, como qualquer outra profissão no jornalismo.

domingo, 18 de abril de 2010

Blogar é brincar de escrever

O problema é o significado da palavra brinquedo. Brincar não é fazer algo trivial, mas exercitar os gostos, tornar o que é positivo desse ato. Blogar, na verdade, não tem a menor diferença de escrever um livro na vida real, exceto pelo suporte. Ora escrevemos por dom, ora por necessidade.

Os críticos dos blogs afirmam que essa mídia não tem tanta relevância justamente por ser recente, por ser feita por gente sem formação adequada. Em muitos casos, o argumento está correto. Mas é sempre importante lembrar que, como toda a brincadeira de infância, blog pode trazer um diferencial para quem o faz, para quem ousa mantê-lo. Muitos transformam em profissão, como no meu caso, outros, usam para ter contatos com gente desse meio. Além desses dois tipos de usuário, ainda há aqueles que entram por puro experimentalismo, fazendo coisas fora do comum, fora do que o público considera popular ou mesmo que dê retorno social ou financeiro ao autor.

Por esses motivos, é tudo uma grande brincadeira. E brinquedos são aparelhos usados para nos exercitar. Na verdade, a grande metáfora dessa história é que o blog não é nada mais do que um instrumento. Analisar as pessoas que o usam apenas por ele, é esquecer de toda a criatividade de seus autores.

Nascem, dos blogs, excelentes jornalistas, publicitários, homens de comunicação. Lidar com texto, com conteúdo, é trazer alguma lógica, seja para um cliente ou para um leitor. Desenvolvedores de tecnologia só trazem aparatos lógicos dentro de seus sistemas numéricos. O papel dos blogueiros é usar esse suporte para divulgar uma lógica geral, uma brincadeira que inclua todas as pessoas nessa grande bagunça que é a internet.

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