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sábado, 13 de setembro de 2014

Site resgata 66 anos de história do teatro infantojuvenil no Brasil

Por Paulo Virgílio, da Agência Brasil
Creative Commons

As mais de seis décadas de história do teatro infantojuvenil no Brasil estão amplamente documentadas em um portal lançado esta semana pelo Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude (CBTIJ). Resultado de um intenso esforço de pesquisa, o site reúne um acervo que a partir de agora pode ser facilmente acessado pelos milhares de profissionais que atuam na área em todo o país, além de ser referência para estudos acadêmicos sobre esse segmento teatral.


Desde a primeira peça infantil encenada no Brasil – O Casaco Encantado, de Lucia Benedetti, em 1948, pela Cia. Artistas Unidos, da atriz Henriette Morineau – , passando por nomes como Maria Clara Machado, Ilo Krugli, Maria Helena Kuhner e Tim Rescala, até os espetáculos mais recentes, as informações reunidas no portal estão catalogadas em 34 páginas principais, que se subdividem em mais de 2 mil páginas internas. São 141 artigos e reflexões, 778 críticas, 4.551 imagens (fotos, cartazes e programas de peças), 44 entrevistas e 772 informações sobre espetáculos.

“O site da CBTIJ já existe há quase dez anos, mas a informação que continha não era catalogada. Não tínhamos um banco de dados e um sistema de pesquisa, o que dificultava a procura”, explica o coordenador do projeto do portal, Antonio Carlos Bernardes, também conselheiro do CBTIJ. Segundo ele, a reformulação foi possível com os apoios da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e da Fundação Nacional de Arte (Funarte).

Também estão disponíveis no site 23 novos textos teatrais de autores contemporâneos como Rogério Blat, Fátima Valença, Denise Grispun e Guto Grecco. A cada 15 dias, serão publicadas entrevistas que atualizarão o portal.

Segundo Antonio Carlos Bernardes, uma das dificuldades encontradas pela equipe encarregada de reunir as informações para o portal veio dos próprios profissionais do setor. “A maior parte dos artistas não tem o seu acervo organizado e catalogado. Nós tivemos que pesquisar em vários locais para completar as lacunas”, reconhece.

Outra preocupação foi a de incluir publicações específicas para o teatro infanto-juvenil, como os 14 volumes da revista Mamulengo e os nove números da Móin Móin, editada pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Com 18 anos de existência, o CBTIJ tem associados ligados ao teatro infanto-juvenil, nas cinco regiões do Brasil. Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul são os estados onde a organização não governamental tem atuação mais forte.

sábado, 16 de agosto de 2014

Jorge Furtado discute a importância da imprensa em novo documentário

Por Pedro Zambarda

O cineasta brasileiro Jorge Furtado lançou o documentário Mercado de Notícias, baseado em uma peça de teatro The Staple of News, de 1625, do dramaturgo inglês Ben Jonson. A obra aborda o nascimento do jornalismo impresso. O gaúcho Jorge Furtado montou a peça em português e traçou relações com a imprensa brasileira.



Furtado entrevistou 13 jornalistas: Bob Fernandes, Cristiana Lôbo, Fernando Rodrigues, Geneton Moraes Neto, Janio de Freitas, José Roberto de Toledo, Leandro Fortes, Luis Nassif, Mauricio Dias, Mino Carta, Paulo Moreira Leite, Raimundo Pereira e Renata Lo Prete. O filme intercala depoimentos, trechos da peça que ele montou e momentos do jornalismo brasileiro. Furtado depois publicou um texto no jornal Zero Hora, chamado "O produto do jornalismo não é a informação, é a credibilidade".

O Mercado de Notícias está em cartaz na semana de 14 a 20 de agosto. Confira os locais e horários:

Belo Horizonte
Cine Belas Artes - Sala 03 - 21h40

Curitiba
Espaço Itaú de Cinema - Crystal - Sala 01 - 21h40

Florianópolis
Cinespaço Beiramar - Sala 05 - 20h

Fortaleza
Cinema Dragão do Mar
Sábado (16/08): 14h30 e 16h20
Domingo (17/08): 14h30 e 16h20
Terça (19/08): 14h30 e 20h10
Quarta (20/08): 14h30 e 20h10

João Pessoa
Cinespaço Mag Shopping - Sala 01 - 19h30

Porto Alegre
Cinebancários - 15h / 17h / 19h (não haverá sessões segunda)
Terça terá sessão extra as 19h30
Espaço Itaú de Cinema - Bourbon Country - Sala 08
14h / 16h / 20h - (não haverá a sessão das 20h no sábado)

Recife
Fundação Joaquim Nabuco
Sábado (16/08) - 18h20
Domingo (17/08) - 18h50 / 20h50
Terça (19/08) - 18h20
Quarta (20/08) - 15h40 / 20h50

Rio de Janeiro
Espaço Itaú de Cinema - Botafogo - Sala 05 - 14h / 16h / 20h

Salvador
Espaço Itaú de Cinema - Glauber Rocha - Sala 04 - 13h10 / 19h10

Santos
Espaço de Cinema - Sala 02 - 19h10

São Paulo
Cine Livraria Cultura - Sala 02 - 14h / 19h50 / 22h
Espaço Itaú de Cinema - Augusta - Sala 04 - 13h50 / 21h50
(não haverá a sessão das 21h50 na segunda)
Espaço Itaú de Cinema - Frei Caneca - Sala 05 - 16h
Espaço Itaú de Cinema - Pompeia - Sala 10 - 20h

Confira os depoimentos de alguns jornalistas presentes no documentário:

Luis Nassif - atualmente no site GGN



Paulo Moreira Leite - atualmente no site Brasil247



Fernando Rodrigues - atualmente na Folha de S.Paulo



José Roberto de Toledo - atualmente no Estado de S.Paulo



Jânio de Freitas - atualmente na Folha de S.Paulo



Renata Lo Prete - atualmente na Globonews


Geneton Moraes Neto - atualmente no G1 e na TV Globo

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Trilogia Poética: projeto leva para teatro poesia de Drummond, Bandeira e Quintana

Por Paulo Virgilio
Da Agência Brasil, por Creative Commons.

Em pleno verão carioca, uma sequência de espetáculos teatrais propõe levar o espectador a um mergulho na poesia. O projeto Trilogia Poética, que ocupa a partir da próxima quarta-feira (15) o Centro Cultural Midrash, no Leblon, apresentará a cada 15 dias uma peça dedicada a um de três grandes poetas brasileiros: Carlos Drummond de Andrade, Mario Quintana e Manuel Bandeira.



A ideia partiu do ator e dramaturgo Marcos França, que pretende com a trilogia marcar seus 25 anos de carreira. “O objetivo é levar ao palco toda a essência desses poetas e desvendá-los para as novas gerações. Mostrar que a poesia está em toda a parte, 'tanto nos amores, como nos chinelos', como dizia Bandeira, ou 'numa moedinha perdida', como Quintana”, destacou França.

Em sua trajetória, França já levou ao teatro, em musicais de sua autoria, a obra de três grandes compositores da música popular brasileira: Mário Lago, Antonio Maria e Ary Barroso. Como ator, também atuou em peças que abordavam personagens da história do país, como O tiro que mudou a história, sobre Getulio Vargas, e Tiradentes, a Inconfidência no Rio, ambas em 1992.

O espetáculo que inaugura a Trilogia Poética no dia 15, às 20h30, é Um Homem por Trás dos Óculos – Um Olhar sobre 7 Faces da Obra de Carlos Drummond de Andrade. Na peça, Marcos França contracena com a atriz Elisa Ottoni para percorrer sete facetas da obra de Drummond, incluindo algumas de suas crônicas e trechos de entrevistas que o poeta deu ao longo da vida.

Já para dar forma à peça Aprendiz de Feiticeiro – Um Encontro Poético entre Mario Quintana e sua Personagem, Lili, o dramaturgo pesquisou dez livros do poeta gaúcho. “Criei um diálogo com a Lili [interpretada pela atriz Eliane Carmo], personagem recorrente da obra de Quintana. É uma conversa com a filha que ele não teve, com a sua infância”, disse França. O espetáculo estreia no dia 29 deste mês.

Em Caminho para Pasárgada, que será apresentado a partir de 12 de fevereiro, o dramaturgo e ator usou como ponto de partida o livro autobiográfico de Bandeira, Itinerário de Pasárgada. Depois, 11 livros do poeta pernambucano deram forma ao texto, entre eles Cinza das Horas, Libertinagem e Belo, Belo. "A poesia musicada de Bandeira ganha destaque na peça", antecipou França.

Os três espetáculos serão apresentados às quartas e quintas-feiras, às 20h30, com ingressos a R$ 20. O Centro Cultural Midrash fica na Rua General Venâncio Flores, 184.

segunda-feira, 28 de março de 2011

O moderno, e imersivo, Idiota de Dostoiévski no teatro brasileiro


Dividida em três partes, a peça O Idiota está em cartaz no Teatro do Sesc Pompéia (ver programação aqui). Com preços entre quatro e 16 reais, o espetáculo surpreende tanto com uma cenografia que aproveita os ambientes industriais do local sem comprometer a história original.

Mesmo com essa fidelidade, os primeiros minutos da encenação mostram que é uma versão moderna do romance russo de Fíodor Dostoiévski. Os atores ficam completamente nus antes de vestirem as roupas de seus personagens, mostrando o despreendimento que a diretora Cibele Forjaz tenta alcançar com o público que assiste atentamente a todo o entorno. A imersão não pára nessa ousadia do elenco - os diversos palcos simulam vagões de trem, cômodos e praças. Não há diferença entre platéia e personagens, e todos conversam ao longo da peça em três atos.


A história do príncipe Míchkin, que volta para São Petesburgo após se curar de uma epilepsia, se transforma em um enorme conflito amoroso após o contato do protagonista com Nastácia Filíppovna. A comparação que Dostoiévski faz com Dom Quixote está nítida na peça, através da franqueza e da inocência do príncipe doente, que doa sua fortuna para pessoas que desejam apenas o sucesso financeiro.

Detalhes marcantes de cenário: Os atores conversam ao redor de uma mesa desenhada com areia no chão, o protagonista conversa com o público em uma cena fora de ambientes fechados, simulando a entrada em um casarão e a sequência de danças em uma piscina com água rasa, que acrescenta dramaticidade. Outra fantasia curiosa é vestir membros da alta sociedade com fantasias de carnaval grotescas (foto acima).

A música é um ponto alto e fraco da peça. As partes em piano inspiradas em Bach e o acordeon são compatíveis com a história russa. As músicas em português ficaram estranhas. No entanto, os instrumentos tocados ao vivo contagiam o público.

Dividido em três partes, uma no primeiro dia com 160 minutos e as duas últimas que somam 195 minutos, com intervalo de 15 minutos, o espetáculo pode ser cansativo para quem não tem o mínimo de vontade de assistir teatro. No entanto, para os profissionais da área, a peça é um estudo a ser incorporado por novas companhias, aproveitando espaços e se entregando ao público. E quem tem um pouco de simpatia pelo tipo de espetáculo, pode se maravilhar com as inovações de O Idiota.

A peça fica no Sesc até dia 3 de abril, quando encerra a temporada. Se você ainda quer ver. Não perca tempo.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ato contra a violência no teatro

Foto do Diário de S.Paulo da manifestação domingo, último dia 6.

Mário Bortolotto foi baleado, assim como outros integrantes, em uma tentativa de assalto no Espaço Parlapatões, casa de espetáculos teatrais localizada na Praça Roosevelt, centro de São Paulo, às 5h do último sábado, dia 5. Em estado grave, internado na Santa Casa de Misericórdia, o dramaturgo e ator Bortolotto está passando por cirurgias para cuidar dos três tiros que o atingiram. O incidente fez o grupo fechar as portas por tempo indeterminado, de acordo com texto publicado no blog oficial.

Funcionários, técnicos e artistas envolvidos com o Parlapatões fizeram, às 21 do domingo, dia 6 de dezembro, uma manifestação pela recuperação do fundador Mário Bortolotto. Foram recitados poemas e peças do ator. O trabalho de Bortolotto no centro da cidade, junto com o grupo Satyros, estava revitalizando espetáculos teatrais na região, mesmo com a alta incidência de crimes.

Vi no Terra e no O Globo.

terça-feira, 13 de maio de 2008

TOC TOC trata de transtorno contemporâneo

Chegou no dia 10 de maio ao Teatro Cultura Artística a peça TOC TOC, comédia escrita pelo autor francês Laurent Baffie que aborda de maneira bem-humorada uma doença que atinge parte da população mundial, o transtorno obsessivo compulsivo.
Sucesso de público em Paris, onde permaneceu por 500 sessões no teatro Palais Royal, a peça tem em sua montagem brasileira a direção de Alexandre Reinecke e elenco formado por Márcia Cabrita, Rosane Gofman, Marat Descartes, Flávia Garrafa, Riba Carlovich, Sérgio Guizé e Carô Parra e ficará em cartaz até 20 de julho de 2008.

TEATRO CULTURA ARTÍSTICA
Sala Rubens Sverner
Rua Nestor Pestana, 196, Centro
Tel. 3258-3616

Lugares: 333 lugares.
Estacionamento: convênio com Estapar.
Possui ar condicionado e acesso para deficientes.

Sexta e sábado, 21h e domingo, 18h.

PREÇOS: sexta e domingo: R$ 60,00 / sábado: R$ 80,00

Censura: Livre.

Televendas: 3258-3344 - Horário de Atendimento: Seg a Sáb: 12h às 19h
Dom: 12h às 17h / www.culturartistica.com.br

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O melhor circo do mundo é aqui

Por Pedro Zambarda de Araújo, 2º ano de jornalismo
Originalmente para o Site de Cultura Geral

Nascido em 1987, através da iniciativa do empresário canadense de Quebec, Guy Laliberté, o Cirque du Soleil é caracterizado por um teatro sem animais ou atos violentos no palco, um primor de representação artística. No dia 9 de abril, fazendo parte da turnê de 2008 pelo Brasil, a peça Alegria contagiou o público com uma história aberta, sem uma linearidade ou interpretação única, que mostra a vida dos teatros e as dificuldades da vida, principalmente em seus personagens.


A arte circense é uma eterna reinvenção, é um espetáculo que pode trazer inovações, mas que normalmente nos remete mais às sensações ou às memórias mais reconfortantes. Cirque du Soleil é o tipo de apresentação que conta com artistas de ponta, que se aprimoram performance por performance, recrutados e educados de diversas partes do mundo. Prova disso é a participação de um brasileiro na peça, Marcos de Oliveira Casuo, que interpreta um palhaço de corte de cabelo tipo “moicano” de cor verde, vestido com um enorme sobretudo roxo. Além dele, há atuação de artistas mongóis, franceses, ucranianos, dinamarqueses e norte-americanos.

Alegria, peça que esteve em São Paulo de 7 de fevereiro até 4 de maio de 2008, migrando depois para Porto Alegre, é dirigida pelo belga Franco Dragone e retrata as distinções claras de um espetáculo aristocrático e plebeu, as migrações dos artistas europeus individualmente pelo continente, com cenas extremamente abertas à imaginação do expectador. O russo Evgueni Ivanov, interpretando uma espécie de apresentador de gala corcunda, com um enorme paletó vermelho, introduz o espetáculo percorrendo a platéia com uma banda de músicos vestidos com trajes bastante similares aos séculos XVII, XVIII e XIX. Aliás, esse será o traço do circo burguês na peça circense: pessoas vestidas de maneira conservadora, com maquiagem e máscaras pesadas. As feições de desdém de Ivanov cativam o público, que não consegue parar de rir com seus protestos.

Traço típico das apresentações do Cirque du Soleil, as falas dos personagens, trapezistas, palhaços e todos os profissionais envolvidos na apresentação, não possuem uma língua específica. São usados gestos de mímica, que fazem a platéia forçar sua capacidade de reagir, juntamente com uma linguagem de ruídos e palavras ininteligíveis. É uma comunicação sem idioma oficial que transmite mais mensagens do que um discurso direto. O único que fala uma língua próxima ao português é o brasileiro Casuo.

Mostrando um equilíbrio e uma força muscular anormal, suficiente para apoiar o corpo inteiro em apenas uma mão, o ucraniano Denys Tolstov fez uma demonstração de esforço sobre-humano, pulando de um pilar a outro com todo seu peso. Com barras de ferro erguidas, Tolstov apoiou as duas mãos e, de cabeça para baixo, ergueu o corpo ereto na vertical, inclinando-o para os lados, alternando as posições dos braços, estendendo e contraindo inúmeros músculos de seu corpo.

Com elásticos amarrados na cintura, o russo Alexander Dobrynin foi elevado ao topo do picadeiro e brincou como se estivesse no céu. O público, apesar de precisar ficar com a cabeça erguida para presenciar a performance, não se arrependeu de ver cada ato do chamado “homem voador”, agradecendo com fortes aplausos.

O brasileiro Marcos Casuo interpretou o palhaço plebeu que, junto do russo Yuri Medlev, do espanhol Pablo Gomiz Lopez e do canadense Oleg Popkov, contracenou em cenas humorísticas. Em uma delas, Casuo disputa com Lopez quem tem o maior avião de papel, atirando objetos ao público e simulando barulhos de vôo. Pablo Gomiz Lopes ganha a disputa, aparecendo no palco com um avião gigantesco, que provocou gargalhada geral no público.

Os artistas que tocavam a trilha sonora, todos vestidos de branco, eram acompanhados por acrobatas que saltavam de trampolins espalhados pelo palco. Os saltos são feitos em grupos e com tal sincronia que, se um errar, pode haver um impacto no ar, em pleno salto. Depois dessas apresentações, o norte-americano Time Sumeo, segurando bastões em chamas, queimou o próprio corpo e brincou com sua exibição de tal forma que o fogo era um parceiro, não inimigo, de sua performance.

Os palhaços plebeus aparecem entre as performances de ponta passando por problemas, além das “alegrias”. O russo Yuri Medvedev causa um impacto no público fugindo de um trem durante o inverno típico dos países eslavos, com pedaços de papel branco simulando flocos de neve e voando em cima da platéia, causando um efeito interessante.

As barras russas, longas esteiras finas que sofrem deformações com o peso, foram utilizadas por diversos acrobatas, como o russo Roman Plotnikov e o bielorusso Dzimitry Shamovich. Eles saltaram fazendo um verdadeiro número de controle e equilíbrio. Segurando as barras estava o artista mongol Tamir Erdenesaikhan, com um grande porte físico e um sorriso igualmente enorme para a platéia, tratando os expectadores com simpatia e humor.

Contorcionistas, as atrizes mongóis Oyun-Erdene Senge e Ulziibuyan Mergen fizeram um número em que seus corpos pareciam elásticos e constantemente se encaixavam, embora permanecessem com base da coluna reta, não importava qual fosse a posição. Após essa excelente apresentação, Alegria fechou com performances simultâneas de seus acrobatas, palhaços e apresentadores, como são a maioria das peças no “circo do sol”, Cirque du Soleil.

Os preços do espetáculo variaram de 150 até 300 reais, sem incluir os benefícios cobrados do Tape Rouge, uma tenda exclusiva com coquetéis, jantar e brindes, como o CD da trilha sonora de Alegria. Dessa forma, o espetáculo foi caro, considerando os diversos patrocínios de peso, como o banco Bradesco, a companhia de telefonia Vivo e a empresa de cartões de crédito American Express.

Em relação ao espetáculo de 2006, e primeiro do Brasil, Saltimbanco, Alegria mostrou uma peça com qualidade equivalente, foi o mesmo tratamento com as pessoas que admiram e incentivam as turnês artísticas do Cirque du Soleil.

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