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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

MegaDriver apresenta guitarra inspirada em Akuma, do Street Fighter

MegaDriver comemorou 10 anos de existência fazendo metal de videogame em um show nos Estados Unidos, na 12ª edição do MAGFest, evento que ocorreu em National Harbor, Maryland. Na apresentação, comandada por Tommy Tallarico (compositor da Video Games Live), a banda apresentou sua nova guitarra customizada inspirada no personagem Akuma/Gouki, do jogo de luta Street Fighter. Ela é tocada pelo músico Bruno Galle, que acompanha Antonio Tornisiello, o Nino MegaDriver.

Bruno Galle e a nova guitarra Akuma, acompanhada pela guitarra Sonic e Mega Drive

Guitarras do Sonic e do Akuma

Baixo inspirado no game Golden Axe
O show do MegaDriver foi no dia 3 de janeiro de 2014. A banda apresentou o modelo Akuma tocando a música "Wrath of the Raging Demon", em homenagem ao lutador e à saga de games.

Quer conferir o show deles? Veja este vídeo a partir do minuto 50, para ver a apresentação completa.


domingo, 5 de janeiro de 2014

Kiko Loureiro comenta sobre novo DVD e as origens do Angra no metal progressivo

Abaixo uma entrevista com Kiko Loureiro, guitarrista da banda Angra, que conversou sobre o novo DVD de 20 anos do disco Angels Cry, sobre as influências do grupo, a concorrência com bandas internacionais e as transformações do metal melódico. Confira a conversa pingue-pongue abaixo:

Entrevista por Pedro Zambarda de Araújo
Via Ultimate Music Press. Originalmente publicado na Whiplash.net.



1 - Quais são as influências do Angra? Elas mudaram durante toda a carreira?

Kiko Loureiro - A gente sempre gostou de metal progressivo. No começo, o Queensryche era uma referência, além de Jethro Tull e até Yes. Em alguns momentos a gente deixou isso mais claro, como no caso do disco Holy Land e em algumas músicas do próprio Angels Cry. Nos dois discos, você vê pontos específicos com elementos do progressivo. Angels Cry também foi baseado em música erudita. Depois daquele disco de 93, não fomos mais atrás dessas referências. O que foi surgindo com mais força foi o metal progressivo. Atualmente, o Fabio Lione está colocando a voz dele nas músicas mais clássicas do Angra. A gente ainda não sabe como ele vai influenciar na criação de novas músicas nossas. Estamos ainda na fase de interpretação do que já existe.

2 - O que você anda ouvindo de música, Kiko?

KL - Atualmente tô ouvindo pouca música. Escutei o último álbum do Children of Bodom, Halo Of Blood (2013). Tenho Spotify e fico ouvindo de tudo um pouco, saindo de uma banda para outra. Foi-se o tempo em que a gente ouvia o mesmo disco sem parar. Ouvi com o Felipe [Andreoli] o Deftones, que achamos bem legal. São essas bandas que me vieram à cabeça agora.

3 - Em que pé está a gravação de um disco de inéditas do Angra?

KL - Estamos começando a compôr vagarosamente, pelo ritmo de shows, entrevistas e o lançamento do DVD. É muito trabalho junto e o lance da criatividade é um processo mais lento, que é quebrado facilmente por outras atividades. Tenho entrevistas a dar pra Argentina nesta semana e até para grandes jornais brasileiros. Para criar músicas, você precisa de um tempo ocioso, para tocar coisas repetidamente, criando coisas novas. Vamos tentar criar músicas que sejam a marca dos anos 2010.

4 - Como funciona a fidelidade dos fãs com tantos shows internacionais no Brasil?

KL - O lance da fidelidade dos fãs está diretamente relacionada à qualidade do produto que você entrega, seja CD ou show. Tudo faz parte desse produto que é uma banda. Os fãs não gostam de falar assim, mas é um produto. Você tem uma série de coisas agregadas, incluindo contato com o público. Dar atenção pras pessoas na internet é um dos laços para criar fidelidade. Existe a questão financeira nessa relação, que precisa ter retorno para resultar em um show melhor, com cenário, com luz e com qualidade de som, sem nem citar coisas mirabolantes. Quando vem um gigante internacional, é claro que podemos dizer que estamos concorrendo com ele nas apresentações. É como a vinda de um shopping center para competir com lojas de rua. As pessoas vão querer comprar só no shopping center, afetando as lojas. Fica difícil competir com festivais também, com ingressos caríssimos que tomam dinheiro das pessoas.

5 - Por que o cenário brasileiro está com muitos shows ultimamente?

KL - Tá tendo muito show no Brasil de grupos ótimos. O câmbio brasileiro facilitou isso, com o dólar num patamar favorável, além de leis de incentivo à cultura que ajudam o trabalho de empresas organizadoras dos shows. A crise econômica mundial também atinge esse mercado, afetando os países de primeiro mundo e trazendo as bandas para cá. Também tem o lance do Brasil na era Lula ter uma boa imagem no exterior. Tudo isso ajudou as bandas a aumentarem sua influência em novos territórios. É dificil competir toda semana com um show legal e importante no mercado, enquanto o Angra pode ser visto sempre no Brasil. Mesmo assim, se a sua banda toca realmente bem, o fã volta pra você. O Angra mostrou isso em sua história. O show de gravação do DVD no HSBC estava lotado, provando que entregar algo de qualidade é o caminho.

6 - Sem cair em brigas com ex-integrantes, mas como está sendo prestar uma homenagem ao disco Angels Cry sem a reunião com Andre Matos?

KL - A gente chegou a convidar o Andre Matos para tocarmos juntos no ano passado. Ele não quis se reunir conosco e a gente respeita a decisão dele. Ele fez os shows dele do Angels Cry e deve ter gostado da ideia. É um disco que se encaixa com a voz dele, mesmo que ele não cante da forma aguda como fazia em 1993. Pra mim, sem dúvida, o Angels cry foi um momento único de nossas vidas. Por isso, existe saudosismo daquele tempo pelo menos de duas formas: Tentar viver o passado ou ter a sensação boa quando você ouve o disco. Se eu ouço o Angels Cry original, não quando eu toco as músicas hoje, aquele som realmente remete àquela época da minha vida na Alemanha, compondo e ensaiando. Ao dar várias entrevistas, a gente acaba lembrando das sensações e isso é uma coisa legal e boa. Não vem uma saudade de fazer a mesma coisa do passado, porque a gente ainda é muito ativo e faz coisa nova. É legal tocar o que é antigo porque as músicas são de fato muito boas. Como eu venho tocando as músicas do Angels Cry ao longo dos anos, eu tenho uma relação muito diferente com a aquele som de 1993, uma música que tem vida própria.

7 - Vocês sabiam o que o Angels Cry se tornaria 20 anos depois?

KL - Não tínhamos noção do que o Angels Cry se tornaria. Mas, analisando agora, todo o posicionamento da banda quanto aos conceitos que deveriam estar no álbum foi bem preciso e éramos obsessivos por isso. Foi assim que a gente conseguiu esse resultado. Eu cito em palestras bastante esse período do Angels Cry, de formação da banda, como um bom posicionamento para saber o que se quer, tanto na escolha das músicas quanto de capa e imagem do grupo. Também foi um bom trabalho para saber como se portar diante de outras bandas que estão no mercado. Saber disso tudo é fundamental para fazer um disco bem-sucedido. Além do álbum, comemorar 20 anos também é reconhecer o esforço da banda em sua trajetória toda depois de Angels Cry. A gente poderia ter gravado Angels Cry, achado o máximo e não ter feito mais nada. Poderíamos ter acabado inclusive nos momentos mais difíceis, quando um integrante sai, por exemplo. Continuamos tocando e conduzindo o projeto pra frente, que começou em 1993. O sucesso de Angels Cry não está em si mesmo, mas sim na carreira inteira. Celebramos tocando várias músicas diferentes.

8 - Os projetos solos funcionam como um descanso para vocês quando não estão reunidos em torno do Angra?

KL - Nossos projetos solos são algo bem natural no mercado, inclusive entre artistas gringos. Serve pra tocar com outras pessoas, sem estar amarrado completamente. Essas experiências são saudáveis ao próprio Angra e aos músicos da banda. Eu toquei sozinho com vários músicos incríveis e fui para países que eu não iria com o Angra. E eu levei essas experiências novas para dentro da minha banda antiga. Atingi também outros tipos de fãs, especificamente aqueles que admiram guitarra elétrica. Existe um intersecção entre interesses diferentes, com fãs específicos para cada tipo de música.

9 - Os projetos solos de cada um de vocês parecem apontar para direções musicais distintas. Podemos afirmar que Kiko Loureiro aposta em música tipicamente brasileira, enquanto Felipe Andreoli e Rafael Bittecourt se direcionam para um metal brasileiro mais cru? E Ricardo Confessori, o que pretende com seu Shaman?

KL - A música brasileira é um lance forte comigo, porque eu sempre gostei dela. Eu ataco essa mistura do rock com o nacional. Já o Rafael tem o trabalho próprio dele. Neste momento, com o aniversário de 20 anos do Angels Cry, nós dois estamos focados no Angra. Tenho um novo trabalho com música brasileira chamado The White Balance que foi lançado no final do ano passado.

10 - Quem está tocando com você em White Balance?

KL - Este disco solo teve Virgil Donati na bateria e o Felipe Andreoli no contrabaixo. Mostrar algo diferente do Angra é o propósito da minha carreira solo, jogando com outros elementos musicais e não canibalizando a música de minha própria banda. Muitos fazem algo parecido na carreira solo por questão de ego. Eu realmente busco fazer um som instrumental que é diferente e que nos guie por outros caminhos na música. Isso poderia estar no Angra, porque o Angra é bem abrangente, mas é outra coisa.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Tony Iommi está com câncer


O guitarrista histórico do Black Sabbath, Tony Iommi, criador de riffs de hinos como Iron Man, foi diagnosticado com estágios iniciais de linfoma, um tipo de câncer nos gânglios linfáticos, ontem. A doença veio no momento em que Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward estão escrevendo e gravando seu primeiro álbum em 33 anos, em Los Angeles.

Em solidariedade ao guitarrista, diversos artistas manifestaram apoio em redes sociais como o Twitter e o Facebook.

Slash (VELVET REVOLVER, GUNS N' ROSES): "Desejo tudo de bom e uma recuperação completa a Tony Iommi". 

Sebastian Bach (SKID ROW): "Viva o poderoso Tony Iommi. FUCK YOU, câncer". 

Tommy Clufetos (OZZY OSBOURNE, ROB ZOMBIE, ALICE COOPER): "Todas as minhas vibrações positivas a Tony Iommi por uma recuperação rápida e saudável. Uma verdadeira lenda do Rock". 

Zakk Wylde (BLACK LABEL SOCIETY, OZZY OSBOURNE): "Todos os bons pensamentos do Black Label para Lord Iommi". 

Glenn Hughes (DEEP PURPLE, BLACK SABBATH, BLACK COUNTRY COMMUNION): "Rezem pelo meu irmão Tony Iommi. Pedimos uma recuperação rápida e completa. Muito amor". 

Angela Gossow (ARCH ENEMY): "Muito triste com o diagnóstico de câncer em Tony Iommi. LUTE! Você nunca sabe o que o futuro lhe reserva. Viva e ame cada dia". 

Frank Bello (ANTHRAX): "Fique bom logo, Tony". 

Richie Faulkner (JUDAS PRIEST): "Meus pensamentos vão para Tony Iommi. Desejo-lhe uma rápida e completa recuperação".

Gus G. (OZZY OSBOURNE, FIREWIND): "Estou chocado com as notícias sobre Tony Iommi. Fique bom logo, Iron Man! Sou seu maior fã".

Michael Amott (ARCH ENEMY, CARCASS): "Esperando uma sólida e rápida recuperação ao meu guitar hero, Tony".

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Lembra do aniversário do Les Paul? O Google Search fez uma homenagem



Você lembra do simpático velhinho Les Paul? Que criou uma guitarra elétrica com a Gibson que revolucionou a década de 1940 e o universo dos musicos? Ele morreu em 2009, aos 94 anos. Mas hoje celebramos a memória de seu nascimento. E adivinha o que o Google Search fez? Colocou uma guitarra em sua homepage.

Clique e confira, ainda hoje. Caso queira ver depois que estiver fora do ar, clique aqui e procure pela data de 9 de junho.

segunda-feira, 7 de março de 2011

A verdadeira causa da morte de Gary Moore


Foi revelado dois dias depois de sua morte, dia 6 de fevereiro, que o guitarrista Gary Moore, ex-Thin Lizzy, faleceu por causas naturais. A morte ocorreu, provavelmente, por ataque cardíaco.

Via Mirror´s Celebs
Veja notícia completa no Bola da Foca

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O rock e o blues estão de luto: Foi-se Gary Moore


Hoje o mundo está de luto pelo guitarrista irlandês Gary Moore. O músico faleceu na madrugada de hoje, por razões desconhecidas, durante o sono. Ele estava de férias na Espanha. Tinha 58 anos.

Moore teve uma carreira solo brilhante, assim como sua passagem na banda de rock clássico Thin Lizzy, nos anos 70 e 80. Em 1990, gravou o álbum Still Got The Blues, que imortalizou seu solo de guitarra em uma balada de mesmo nome. No começo dos anos 1970, fez parte de uma banda chamada Skid Row, mas que não tem nenhuma relação com Sebastian Bach.

O guitarrista ficará eternizado como suas influências: Jimi Hendrix, Eric Clapton e todos os músicos que ganharam nome resgatando o blues da música negra para o rock branco. Confira, abaixo, o solo de Moore em Still Got The Blues.



Informação via Whiplash.

domingo, 14 de março de 2010

Dave Gilmour e sua influência na guitarra

Aproveitando os 64 anos de David Gilmour completados no último dia 6, postamos aqui alguns vídeos que mostram sua habilidade como guitarrista e como, ao lado do Pink Floyd e em trabalhos, ele popularizou o uso da guitarra Stratocaster, da Fender.



Neste trecho do DVD Live in Pompeii, Gilmour mostra suas habilidades tanto tocando guitarra base e com som limpo, quanto usando distorções para solos. O ritmo inicial é ordenado e com abafamento. Essa variedade tornou-se clássica em seu rock progressivo.





Os solos acima, de Comfortably Numb e Time, refletem o lado sentimental da guitarra de Gilmour. Despreocupada com velocidade, ela dispara notas que despertam o ouvinte e evocam a beleza de seu instrumento. Os trechos foram executados em shows recentes, nos últimos cinco anos, mas mantém a magia de quando foram criados.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Falece Les Paul: o revolucionário da guitarra elétrica

Com furo da Rolling Stone norte-americana (e várias matérias de jornais até revistas especializadas saindo ao mesmo tempo na internet), a morte do guitarrista Lester William Polfus, conhecido como Les Paul, aos 94 anos, hoje, foi lamentada no mundo todo. O falecimento ocorreu por causa de uma pneumonia que o levou a internação no Hospital White Plains, em Nova Iorque.

Inventor de do primeiro modelo de guitarra maciça, com captadores maiores e mais tonalidade do que a concorrente Fender, o homem colocou a marca Gibson no topo da categoria desse segmento de instrumentos e revolucionou a arte de criar música. Essa reviravolta marcou a década de 1940 e deu origem a uma geração de culto à guitarra elétrica.

A gravação em multi-canais também foi uma invenção dele, que também ajudou na implementação de efeitos na produção musical. Grandes nomes do rock como Jimmy Page, Paul McCartney, George Harrison, Eric Clapton (no começo de carreira) e até o jazzista Al Di Meola foram beneficiados pelas criações de Les Paul. Saul "Slash" Hudson, ex-guitarrista do Guns´N´Roses e atual Velvet Revolver, twittou seus pêsames pela perda do mestre, chamando-o de "meu amigo e mentor".

O tradutor Daniel Farina, da Whiplash!, trouxe uma matéria completa da CNN em português, acompanhada por outras sobre a origem da guitarra. Detalhes, clique aqui.


Gibson Les Paul modelo Classic. Um trabalho pioneiro.

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