sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Os 10 posts mais lidos em 2014

Por Pedro Zambarda

Grafite, Mikhail Bakunin e o discurso de Emma Watson foram alguns dos assuntos que mais bombaram no Bola da Foca em 2014. Confira nossa recomendação de leitura dos mais lidos do ano.


Confira nosso Top 10.

1 - Comunicação em Grafite e Pichação durante os protestos de junho e ao longo de 2013

2 - Anarquista Mikhail Bakunin "é procurado" pela Polícia Civil do Rio de Janeiro

3 - Por que fazer uma graduação em Filosofia?

4 - Confira o discurso Emma Watson em evento da ONU na íntegra

5 - Como foi participar do Roda Viva com Romeu Tuma Jr.

6 - Hobbit querendo parecer com Senhor dos Anéis

7 - O dia (bizarro) em que vi eu mesmo impresso em 3D

8 - A tortura da jornalista Miriam Leitão durante a Ditadura Militar

9 - Um resumo da Copa do Mundo do Brasil por quem viu todos os jogos

10 - O Grande Fracasso da Copa: A Publicidade?

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

O fim da revista INFO impressa não deve ser comemorado

Por Pedro Zambarda
Originalmente escrito para o Diário do Centro do Mundo (DCM)

Trabalhei por um pouco mais de dois anos na editora Abril. Entrei lá com 21 anos. Queria trabalhar com tecnologia desde o início. Sonhava em ingressar na revista INFO, mas acabaram me levando ao site da EXAME, emprego no qual aprendi muito sobre economia e negócios.


Tive contato com muitos ex-jornalistas da INFO. Pessoas brilhantes, com enorme capacidade de compreender tecnologia e ciência.

Nunca fui assinante, mas comprei e li freneticamente entre 2006 e 2011. E já era seu leitor antes disso, quando a internet começou a ganhar popularidade em nosso país.

Alguns de meus textos e contribuições foram reproduzidos no site da INFO, e são matérias de que me orgulho. Por este motivo, fiquei triste ao deparar com a notícia do fim da edição impressa.

A revista sai de circulação em fevereiro do ano que vem e passa a existir apenas em sua versão digital e no site. É um fim melancólico.

INFO surgiu em março de 1986, há 28 anos, com o nome de EXAME Informática. Tornou-se INFO EXAME e, depois, apenas INFO. Sempre esteve antenada com a internet.

Com a INFO, aprendi a configurar programas de computador, a desmontar máquinas, a fotografar e a gostar de tecnologia. Houve um tempo em minha vida em que pensei em cursar engenharia ao invés de jornalismo, e a publicação me ajudou muito nessa busca.

Ela reunia tanto jornalistas quanto programadores e designers competentes. Em 1997, foi criado o INFOLab, um espaço para testes de produtos tecnológicos. O primeiro iPhone e o primeiro iPad passaram por ali, além de muitos outros PCs, videogames e diferentes aparelhos.

Os jornalistas da INFO não iam apenas atrás de fatos corriqueiros, mas pesquisavam sobre a qualidade da internet brasileira, apuravam sobre o real funcionamento dos aparelhos e tinham uma equipe de técnicos que ajudava a trazer as informações mais precisas.

Nos últimos anos, houve problemas com o próprio público. A maioria dos leitores consome sites. Desta forma, a INFO tentou diversificar suas pautas, considerando até mesmo a cultura pop e a ciência.

O problema da Abril transformar a INFO em uma “revista digital” é deixá-la como uma mera extensão de sua página na internet, que já dá certo sozinha.

A internet é o futuro e a revista é um produto obsoleto. No entanto, foi a INFO que ajudou inúmeros brasileiros a usarem os recursos do mundo online.

A INFO foi uma escola de jornalismo para quem trabalha seriamente com tecnologia no Brasil, com suas resenhas, análises e entrevistas. Foram eles que entrevistaram Bill Gates e vários nomes do setor que mudaram o mundo da computação, das redes sociais e da internet.

Eu discordo profundamente de alguns jornalistas que acham que não existirá editoria de tecnologia num futuro próximo. Esses assuntos prosseguem como importantes, sobretudo para brasileiros que querem aprender a criar inovações para seu próprio país.

A revista INFO sobreviverá em novos formatos e nas edições velhas que guardo aqui em casa, além da gratidão que tenho com os profissionais de lá nos meus anos de Abril.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Ataque de Veja forçará democratização da mídia

Por Mídia NINJA, reproduzindo o jornalista Paulo Moreira Leite do Brasil247
Creative Commons

Uma farsa óbvia e mal ensaida


"O vazamento de trechos dos múltiplos depoimentos do doleiro Alberto Youssef  expressa uma  tradição vergonhosa pela finalidade política, antidemocrática pela substância.  Não, meus amigos. Não se quer informar a população a partir de dados confiáveis. Também não se quer contribuir com um único grama para se avançar no esclarecimento de qualquer fato comprometedor na Petrobrás. Sequer o advogado de Youssef reconhece os termos do depoimento. Tampouco atesta sua veracidade sobre a afirmação de que Lula e Dilma sabiam das 'tenebrosas transações' que ocorriam na empresa, o que está dito na capa da revista.

Para você ter uma ideia do nível da barbaridade, basta saber que, logo no início,  admite-se que só muito mais tarde, através de uma investigação completa,que ninguém sabe quando irá ocorrer, nem quando irá terminar,  'se poderá ter certeza jurídica de que as pessoas acusadas são culpadas'.

Não é só. Também se admite que Youssef 'não apresentou provas do que disse'.

Precisa mais? Tem mais.

Não se ouviu o outro lado com a atenção devida, nem se considerou os argumentos contrários com o cuidado indispensável numa investigação isenta.

O que se quer é corromper a eleição, através de um escândalo sob encomenda, uma farsa óbvia e mal ensaiada. Insinua o que não pode dizer, fala o que não pode demonstrar, afirma o que não conferiu nem pode comprovar".

Detalhe importante: o "depoimento" do doleiro já foi desmentido por seu próprio advogado. Diante do crime eleitoral cometido pela revista Veja, que representa um atentado à própria democracia, o que fazer? O único caminho é discutir, a sério, a regulamentação dos meios de comunicação. Eis mais um trecho do texto de Paulo Moreira Leite:

"Com esse comportamento, a mídia brasileira prepara o caminho de sua destruição na forma que existe hoje.  Como se não bastasse os números vergonhosos do Manchetômetro, que demonstram uma postura parcial e tendenciosa, o golpe da semana só fará aumentar o número de cidadãos e de instituições convencidos de que a sobrevivência da democracia brasileira depende, entre outras coisas, que se cumpra a legislação que regula o funcionamento econômico da mídia. Está claro que este será um debate urgente a partir de 2015".

"Não ia estuprar você porque você não merece", ameaça Bolsonaro durante sessão na Câmara

Por Mídia NINJA via Creative Commons

O Deputado Jair Messias Bolsonaro fez uma declaração agressiva no plenário do Congresso Federal. Na sessão dessa terça-feira (09) o parlamentar desrespeitou mais uma vez a deputada e ex-Ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário.


Sua fala segue em uma sequência de absurdos, como a afirmação de que o Dia Internacional dos Direito Humanos é "dia de vagabundagem". Assista na íntegra seu depoimento:

sábado, 29 de novembro de 2014

O que precisa ser dito sobre a morte de Roberto Bolaños, o Chaves

Por Pedro Zambarda

Morreu ontem o ator mexicano Roberto Bolaños (1929-2014), intérprete de Chaves e Chapolin em programas retransmitidos pelo SBT no Brasil. E o que precisa ser dito sobre ele está abaixo.


Chaves, a saga de um menino pobre que praticamente morava num barril e ganhou popularidade na TV de um ex-camelô. Vai deixar saudades. 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

O Passaralho existe. O Ficaralho é de todos os jornalistas.

Por Pedro Zambarda

Estou neste momento com um texto pra entregar que eu deveria estar escrevendo, mas resolvi interromper tudo e escrever isto aqui.


Li, no ano passado, o texto do Bruno Torturra chamado "O Ficaralho". O conceito por trás dele é interessante. As redações jornalísticas têm promovido demissões sistemáticas por problemas de gerência, o advento da internet e um público que cada vez mais consome informações gratuitamente. Os demitidos sofrem "Passaralhos", um apelido que pegou no meio profissional. Para Bruno, quem fica na redação sofre o "Ficaralho", ou seja, acumula funções do demitido ao mesmo tempo em que a corporação enxuga a folha de pagamento. Nenhum jornal físico escapou disso, nem mesmo as televisões ou rádios. Recentemente tive notícias de demissões em massa até nos sites.

O problema que vi no texto do Bruno, e conclui com o tempo, é que sua conclusão ainda é muito otimista. Ele iria depois montar o Mídia NINJA, que fez história fora das redações cobrindo os protestos, e agora toca o estúdio Fluxo, que faz entrevistas igualmente interessantes. Acredito que ele esteja feliz com suas novas ocupações. Eu também estou com as minhas.

Mas devo dizer, depois de quase cinco anos formado em jornalismo e seis deles atuando no mercado, que jornalismo nunca foi fácil, não é fácil e não será fácil.

As pessoas que são demitidas de redações, sejam grandes ou pequenas, logo buscam empregos como freelancers e podem ter a oportunidade de ganhar melhor, trabalhando para mais veículos. A chance de maiores colaborações tem seu ponto fraco: Você trabalhará tanto quanto um jornalista sobrecarregado na redação. Ou mais.

Outras pensam em empreender e criar um negócio próprio. "Para ganhar tanto quanto meus chefes", dizem eles. Por um acaso você acompanha o balanço das empresas de comunicação? Sabe o quanto elas são problemáticas financeiramente?

O Ficaralho, neste contexto, é totalmente democrático. Atinge todos os jornalistas sem distinção.

Se você ficar na redação, terá que arcar com mudanças que estão enxugando suas estruturas, ao mesmo tempo em que seu público leitor está cada vez mais exigente ou engajado.

Se você vive de freelances (meu caso), terá que aprender a organizar o tempo, seu maior inimigo. Também terá que lidar com a demanda de não ter seguros trabalhistas. Esquece férias por um tempo, a menos que você tenha um "pé-de-meia". Esqueça aqueles benefícios bacanas de qualquer CLT.

Se você quer empreender (coisa que pretendo), você deve pensar como um freelancer e ainda como um administrador de empresas. Dá nó na cabeça quando você quer monetizar um trabalho que quase sempre começa de graça.

Não é fácil. Nunca foi.

O jornalismo teve avanços, retrocessos e mudanças. Agora enfrenta a barreira da transformação do mundo digital. Mas ele carece de empresas e de um mercado sólido que dê segurança para quem se aventura por esta carreira.

Enquanto o meio não der subsídios mais humanitários para seus profissionais, o jornalismo consistirá de Ficaralhos. De pessoas que acumularam funções que não gostariam, ou que estão sobrecarregadas contra a vontade delas.

O sindicato tem mais é que brigar por aumentos salariais. Os profissionais, se não estivessem tão desgastados, deveriam fazer greves se isso fosse necessário. O problema é que, mesmo com tantos problemas visíveis e necessidades de mudanças, ainda somos desunidos como classe. Cada um pensa no seu contracheque no fim do mês e poucos são instigados a pensar criticamente a profissão, isso quando não são mal-vistos pelos outros colegas.

Temos a escolha de pedir demissão, jogar tudo pro alto e mudar de carreira? Temos, claro. Ninguém é obrigado a estar neste meio, reclamando o tempo inteiro.

Mas é dolorido ver que o mercado age desta forma, de uma maneira quase desumana. A comunicação tem um papel de mudança com a sociedade.

Um país que não forma e não mantém bons comunicadores carece de boa cultura, de informações precisas e de qualidade. A consequência direta do Ficaralho no Brasil é esta.

Não gostaria de entregar um texto mais pessimista, mas sinto a necessidade de concluir isso. Gosto de ser jornalista e de acordar todos os dias para escrever e criar conteúdo.

Gostaria, apenas, que o Ficaralho não existisse.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Existe um site para discutir sobre videogames feitos no Brasil

Por Pedro Zambarda

Agora existe um site para noticiar, debater, apurar e exibir a cena brasileira de jogos digitais. Este é o Geração Gamer, uma página que nasceu originalmente como livro-reportagem em um TCC na Faculdade Cásper Líbero em 2010, tornou-se uma coluna semanal em 2013 e agora prossegue como um projeto independente.

G2, sustentado por aquele que vos fala, será um site com cobertura diária dos desenvolvedores brasileiros de jogos digitais, entusiastas da área e o grande público que pode consumir esses produtos. A filosofia do novo espaço é cobrir o local para atingir o mundial, especialmente em uma área que carece de jornalismo especializado.

Gostou do projeto? Visite, a casa também é sua: http://www.geracaogamer.com/

Celebração pelos 25 anos da queda do Muro de Berlim reúne 2 milhões de pessoas

Por Giselle Garcia, da Agência Brasil

Mais de 2 milhões de pessoas, de várias partes da Alemanha e de diferentes países, participaram hoje (9) da grande festa em homenagem aos 25 anos da queda do Muro de Berlim. As ruas que circundam o Portão de Brandemburgo, onde um grande palco foi montado para abrigar apresentações artísticas durante todo o dia, foram tomadas pela multidão, que aguardava com ansiedade o lançamento aos céus dos 8 mil balões que recriaram o trajeto do muro durante o fim de semana.



Pouco depois das 19h (16h da tarde em Brasília), com a presença do presidente Joachim Gauck, da chanceler alemã, Angela Merkel, e do ex-líder soviético, Mikhail Gorbachev, os pontos de luz ganharam os céus, relembrando a derrubada do muro e emocionando a multidão. Pessoas se apertavam em busca do melhor ângulo para registrar com suas câmeras o momento histórico. Alguns aplaudiam. Outros, se abraçavam. O alemão Uli Hochstadt, que em 9 de novembro de 1989 viu o Muro de Berlim ser derrubado pelo povo, não tinha palavras pra expressar o que sentia. “É um momento muito importante pra mim. Mal consigo falar, tamanha a emoção”, disse ele.

A festa, que começou cedo e avançou pela noite, contou com várias apresentações, entre elas a do cantor britânico Peter Gabriel, que encantou com uma versão da música Heroes, de David Bowie, acompanhado pela Ópera Estatal de Berlim. Um minuto de silêncio foi feito em honra aos que morreram tentando atravessar o muro. O brasileiro Luiz Alberto, que viu a barreira de concreto de perto quando era criança, em uma viagem à capital alemã, estava fascinado. “Eu vim aqui só pra acompanhar esse evento. É super emocionante, estou vendo a história acontecer”, disse ele.

Ao subir ao palco, Gorbachev, que é reconhecido pela sua importante contribuição para a abertura da ex-União Soviética, foi aclamado pela multidão, mas não discursou. No dia de intensas comemorações, Angela Merkel fez um único discurso durante um evento pela manhã, no Memorial do Muro de Berlim. Ela afirmou que o dia de comemoração da queda do muro é também um dia para pensar nos que morreram com sede de liberdade. “A queda do Muro nos mostrou que é possível realizar sonhos e que nem tudo deve ficar como está. Esse pensamento, nós queremos dividir com nossos parceiros em todo o mundo”, conclui a chanceler.

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