Inauê Taiguara Monteiro de Almeida e João Vitor Gonzaga foram presos na manhã do dia 12 de novembro de 2013, na reintegração de posse da reitoria da USP, sem estarem no local. As prisões ocorreram na Praça do Relógio, do mesmo campus. Inauê tinha cabelos longos e encaracolados, que foram raspados. Os dois passaram uma noite presos sob alegação de formação de quadrilha, sem provas concretas. Em público, os estudantes comentaram as prisões, acompanhados pelas professoras Tessa Moura Lacerda e Marilena Chauí. Vídeo está abaixo:
sábado, 30 de novembro de 2013
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Barriga em jornalismo também é "business"
Por Júlio Ottoboni
Do Observatório da Imprensa, por Creative Commons.
Nome? Destino?
Apuração qualificada
***
Júlio Ottoboni é jornalista científico
Do Observatório da Imprensa, por Creative Commons.
Há diversos tipos de dor de barriga e elas podem ser provocadas pelas mais diferentes causas. Mas, de longe, a mais dolorida e incômoda é a dor advinda da “barriga jornalística”, já que sua causa geralmente é a falta de apuração sobre o assunto, um preceito básico da prática da profissão.
![]() |
| Lisa Padilla/Flickr/Creative Commons |
No jargão jornalístico barriga ou barrigada é quando se publica uma informação falsa, geralmente por desleixo e falta de compromisso maior com o que se noticia. Algumas delas se tornaram clássicos, como o caso “boimate” da Veja ou da Folha de S.Paulo, que promoveu a cervejaria Antárctica como patrocinadora do time de futebol do Corinthians. O “furo” barrigudo veio em página inteira, com direito a chamada em primeira página, e poucos dias depois o clube apresentava um banco como o financiador do time.
O jornal O Estado de S.Paulo, o centenário e conservador Estadão, também já deu suas barrigas históricas. Mas isso era tido como caso de demissão na Redação do jornal. A qualidade da informação recebida pelo leitor era algo sagrado – embora o jornal dê sinais claros de que nos últimos tempos passou a cultivar o gosto por uma protuberância abdominal em suas páginas e portal da internet.
Os registros barrigudos começaram a se acumular depois de o Estadão ter anunciado que o asteroide Pallas C4 se chocaria com a Terra em poucos dias (o que, na verdade, se tratava do lançamento do carro da Citroën), e agora presenteia seus leitores com uma extensa reportagem publicada na quarta-feira (20/11) na editoria de “Economia & Negócios” sob o título: “‘Segredo para o sucesso é ambição e muito trabalho’, diz executivo”.
Nome? Destino?
O repórter deitou elogios à performance profissional de um executivo indiano-brasileiro, um gênio saído das lâmpadas mágicas do universo asiático para o mercado tupiniquim. Algo digno de um roteiro de Bollywood, para causar inveja ao filme “Quem Quer Ser Um Milionário”.
O jornalista, sem conter sua empolgação, emendou: “Hoje, aos 42 anos, o executivo comanda a Nilla Business, dedicada a administrar os bens de uma comunidade de 300 famílias indianas ao redor do mundo. O patrimônio administrado pela companhia é de cerca de R$ 1 bilhão”. Algo que seria fantástico, mas como saber se isso é verdade ou um tremendo engodo?
Bastava ir ao Google, o oráculo dos jornalistas afobadinhos, quando não preguiçosos, para topar com os sites e referências ao Grupo Nilla e ao Nilla Business. Ambos pertencentes ao mesmo dono e com endereços idênticos, os quais – diga-se – inexistentes. O principal deles fica na Rua Coronel Melo de Oliveira, 1100, na Lapa, São Paulo. Neste número há o corredor de uma casa, provavelmente fundos, onde funcionava uma empresa de jardinagem. Bem pouco para uma megacorporação.
Entretanto há algum engano aqui, pois a reportagem diz que “a empresa, baseada em Londres, busca oportunidades de negócio ao redor do mundo, inclusive no Brasil”. São Paulo ou Londres?
Como o site da Nilla Business dá um endereço inexistente na capital paulista, o correto é procurar na capital da Inglaterra, mais propriamente no número 163 de Kingsley Road Hounslow, na região metropolitana de Londres. O que se encontra lá também é frustrante: uma casinha de subúrbio operário, acanhada e sem qualquer jeito de sediar uma companhia que gerencia R$ 1 bilhão de famílias indianas.
Ainda restam para checar dois outros endereços da Nilla Business: um prédio na Avenida São João, 1461, em São José dos Campos, São Paulo, e Business Office – Índia, que ficaria no 2ND Floor Faijabad Road Sanjay Gandhi Puram – Lucknow. Porém, é fácil perceber que ambos os endereços não são na Inglaterra e a Índia já se libertou do império britânico há algum tempo.
Na terra da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) existe um casarão fechado, com uma placa em sua fachada: Grupo Nilla – Marketing e Comunicação. Outra questão: ali é o local do escritório da Nilla Business ou não? O que consta, segundo alguns profissionais do mercado publicitário local, é que o aluguel está vencido faz três meses e a água foi cortada. Deve ser esse então o motivo de nenhuma movimentação no lugar.
No destino indiano, há sim uma empresa no endereço exposto no site da corporação tratado pelo Estadão. Mas não se trata da Nilla Business e sequer é citada no complexo empresarial descrito na reportagem, que envolveria rede de restaurantes, uma linha aérea e 30 escolas de inglês. Que rede de restaurantes é essa? E essa linha aérea tem nome e destino? Questões elementares.
Apuração qualificada
Na Índia, no endereço dado, está a empresa Spiritual Communications, no 2ND Floor Super Shopping Centre Opp-V-Mart SG Puram, Faizabad Rd, Sanjay Gandhi Puram, Lucknow. Infelizmente não se consegue obter maiores informações, até mesmo por falta de numeração ou outra especificação no endereço fornecido no site da Nilla Business quanto a seu escritório na Índia. Ficaram então as semelhanças.
Já com tantas arestas sem aparar é inútil pedir que se procure algo como CNPJ, pois apesar de manter seus sites, endereços e colaboradores no Brasil, a empresa pertence às terras britânicas e provavelmente o tal registro de pessoa jurídica seria ineficaz para conter a barriga.
Para finalizar a história do marajá, a reportagem generosíssima traz que entre suas empreitadas existe ainda “algumas apostas no Brasil, como a escola de inglês Achieve Languages, aberta em 2012 e que já contabiliza 30 unidades. O projeto prevê a transformação de escolas de inglês ‘sem bandeira’ em membros do método Oxford de ensino”.
Embora no site da Achieve Languages, que tem 18 unidades elencadas em sua página na web, também não se forneça telefone ou e-mail para contato, não está especificado de onde vem esse investimento e quem o administra. Por outro lado, no rol dos clientes na Nilla Business inexiste qualquer menção sobre as escolas Achieve Languages, embora surja a concorrente CNA e a Unifesp.
Como não há gênio da lâmpada, nem Aladim ou similares, seria interessante os jornais se preocuparem em reduzir suas barrigas. Um bom regime para se prevenir os dissabores dos erros grosseiros é apurar as informações e qualificar suas notícias. Entretanto, não custa perguntar: o jornal vai assumir o erro e reparar a informação para seus leitores? Tenho dúvidas se a autocrítica chegaria a tanto. Não dá para esquecer que erros em jornalismo sempre têm consequências, a maioria desastrosa.
***
Júlio Ottoboni é jornalista científico
Marcadores:
barriga,
coluna,
erros,
imprensa,
Jornalismo
domingo, 24 de novembro de 2013
Gravidade e a solidão do espaço
Filme com Sandra Bullock e George Clooney é um dos poucos que deve ser visto em 3D, numa sala IMAX de cinema, de preferência. Se não for possível, assista numa televisão 3D de boa qualidade. E se prepare para ver um espaço que não imaginamos, que é silencioso e monótono, mas igualmente perigoso.
Gravidade deve ser visto em 3D porque foi feito para que você interaja com os astronautas perdidos no espaço, próximos do planeta Terra. O enredo é simples e curto, pois tem apenas 91 minutos, ou seja, 1h30min. É uma hora e meia de astronautas num enredo fiel à realidade da exploração espacial hoje.
Sandra Bullock é uma astronauta de manutenção chamada Ryan Stone, que perdeu a filha e está em uma missão no espaço. Ela está acompanhada por um superior chamado Matt Kowalski, interpretado por George Clooney. Há outros integrantes na equipe, mas com expressão muito pequena no enredo. A voz que faz a interpretação do controle de missões da NASA americana é a do ator Ed Harris.
Ryan então é atingida por uma tempestade de lixo espacial, consequência de outras expedições humanas. Sua estação é destruída e, por isso, inicia-se uma corrida contra o tempo para que ela consiga oxigênio e recursos para retornar até a Terra. As explosões, no filme, não têm som, como no espaço real. O lixo espacial retratado também existe. A dificuldade para controlar o próprio corpo na imensidão escura também é descrita em detalhes pelo filme. Gravidade não tenta ser Star Wars ou Star Trek, inventando histórias sobre o espaço, como qualquer ficção. Gravidade é um dos poucos filmes que tenta mostrar a realidade, e a tontura, da solidão de estar no espaço.
Em um texto de 17 de outubro, um astronauta chamado Garrett Reisman (NASA) comentou sobre o filme à Forbes: "Gravidade é o filme espacial mais realista até o momento. O único defeito do filme é que não é tão fácil se movimentar de uma estação para outra. Exige muita energia e planejamento cuidadoso para mudar de órbita".
O filme é vazio, curto e repleto de efeitos especiais que mostram como estar sem gravidade pode ser um problema para a sobrevivência do ser humano.
Gravidade busca mostrar o espaço como ele é: Escuro e solitário.
“Olha o rapa!” - Caso dos ambulantes
Por Cinthia Viana, estudante do 4º semestre de Jornalismo na Fiam Faam/FMU
Comércio informal cresce no Brasil, mas ilegalidade da profissão deixa a classe ambulante à margem da sociedade
Quem já andou por regiões com movimentado comércio ambulante, como na famosa Rua 25 de Março, em São Paulo, já deve ter ouvido a frase do título. Um estudo feito neste ano pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que o comércio informal cada vez cresce mais no Brasil.
Para o ambulante Damião da Rocha, 80 anos, entrar neste tipo de negócio foi uma solução para garantir renda no fim do mês. Ele está há 22 anos em frente ao metrô Marechal Deodoro, na calçada da Rua Albuquerque Lins, em Higienópolis. Chama muita atenção da clientela por seus olhos azuis, convidativos. Começou no ramo pelos mesmos motivos de muitos comerciantes de rua – falta de emprego. “Eu trabalhava em uma empresa de metalúrgica, mas com a aproximação dos meus 60 anos, fui demitido. Alegaram que eu estava com a idade avançada”, relembra o comerciante. Quando fez a escolha do local de trabalho que poria comida na mesa de casa, já tinha algumas vantagens. Damião mora próximo ao local, e a Rua Albuquerque Lins tinha uma feira que borbulhava, ou seja, seu público estava garantido.
Carrinho de supermercado, em que Damião encontrou duas utilidades:
mostruário para seus produtos e facilidade na fuga da fiscalização
mostruário para seus produtos e facilidade na fuga da fiscalização
Em sua primeira barraquinha, Damião vendia coco, o qual considera o melhor produto para um camelô. “Coco vende em qualquer temperatura e em qualquer dia.” Atualmente, Damião vende guarda-chuvas e brinquedos. Mudou seus produtos e substituiu a barraca por um carrinho de supermercados por conta da fiscalização, o famoso ‘rapa’. “Posso sair correndo com o carrinho sem ter que largar minhas mercadorias”, explica. O apelido que os fiscais ganharam já diz tudo: “Eles chegam do nada e levam tudo sem dó. Perco meus produtos e minhas vendas do dia. Parecem urubus vindo na carniça”, desabafa.
Um problema que o comércio ambulante enfrenta diariamente é a falta de reconhecimento da profissão. De acordo com a Revista Superinteressante, em diversos países da Europa e recentemente no Canadá, a profissão foi legalizada como forma de melhorar o planejamento urbano. O comércio informal traz um ótimo giro econômico para os países, contribuindo também, com o aumento do turismo local.
Segundo o portal JusBrasil, em 2006 por intermédio de Carlos Brito do Partido Democrático Trabalhista (PDT) foi criada a Cooperativa de Compras do Comércio Popular (Coocomp). O projeto permitiria os camelôs a comprarem mercadorias pagando 3% de impostos, quando a alíquota normal é de 17%. O Governo do Estado do Mato Grosso ofereceu, também, linhas de créditos aos cooperados, através da MT Fomento.
Ainda de acordo com o portal, o movimento pela legalização ganhou repercussão nacional e levou o presidente da República, na época, Luiz Inácio Lula da Silva, a criar a Medida Provisória 380 que estabeleceu o Regime de Tributação Unificada (RCU), para importação de mercadorias adquiridas no comércio do Paraguai. A MP foi transformada em projeto de lei, já aprovado na Câmara Federal e no Senado. Agora resta apenas a normativa da Receita Federal para que a legalização dos camelôs se torne uma realidade.
O interesse não é só desses trabalhadores, mas também da população que utiliza seus serviços e teria mais segurança com a nota fiscal emitida. Damião garante: “Todo mundo compra meus produtos, quem passa e precisa de alguma coisa, independente da classe social.” Outro problema decorrente da ilegalidade da profissão é a falta de segurança do próprio camelô. Segundo o vendedor ambulante, alguns pedestres passam e levam a mercadoria sem pagar, pois sabem que ele não tem como fazer uma denúncia.
Assim como milhares de ambulantes, Damião já pensou em “abrir uma portinha”, como ele carinhosamente chama seu sonho. O aluguel de uma sala comercial é caro, além dos custos extras – água, luz e telefone. “Já cheguei a ver aluguel na região, mas todos são acima dos 3 mil reais. Não tenho como garantir meu lucro, trabalhar com comércio é saber que tem mês que você pode tirar 5 mil e tem mês que não chega a 1 mil.”
Damião afirma que os órgãos fiscalizadores na época da gestão do prefeito Gilberto Kassab chegavam a levar suas mercadorias de duas a quatro vezes por dia. “Era impossível faturar”, relembra. Com a atual gestão petista do prefeito Fernando Haddad, o comerciante afirma que a frequência dos fiscais diminuiu, mas ainda sofre com a fiscalização.
A jornada de Damião e de milhares de ambulantes não é fácil, ele trabalha 12 horas por dia, sem garantia de voltar com um retorno financeiro para casa. O reconhecimento deste tipo de comércio precisa chegar ao Brasil, como já aconteceu em diversos países ao redor do mundo. Tudo que está à margem da sociedade, como estão os camelôs por exercerem uma atividade ilegal, tende a ser mal visto aos olhos da população. E não é fácil o dia a dia do ambulante, já diz a música da banda O Rappa: “Tremenda correria, some com a mercadoria”.
Marcadores:
ambulante,
Jornalismo,
notícia,
reportagem
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Cinema: fabricando sonhos e realidades
Por Vitor Gonçalves de Almeida, estudante do 4º semestre de Jornalismo na Fiam Faam/FMU
Entenda como a sétima arte pode influenciar no comportamento humano.
Ideologia em diversos gêneros
A paixão pelo cinema é algo completamente aceitável e compreensível. De acordo com Guilherme Guimarães, dono da fanpage cinematográfica Claquette, o amor entre sociedade e cinema pode ser explicada pelas cargas emocionais que, por sua vez, são subjetivas e distintas. “O telespectador, ao ver uma cena que lhe chama a atenção, é transportado para outra realidade. Para um novo mundo”, completa o produtor de conteúdo on-line de 22 anos.
Via Cinismo Desvairado
Entenda como a sétima arte pode influenciar no comportamento humano.
A produção cinematográfica, sobretudo a norte-americana, é produtora de realidade. O processo, muita vezes estereotipado, com que essas obras são fabricadas, pensadas e executadas tem como seu principio máximo atingir os valores sensíveis do ser humano. O cinema, de uma forma mais abrangente, é utilizado como um produto artístico, midiático e principalmente ideológico, construindo e elevado culturas com a mesma facilidade com que a mídia cria um novo “fenômeno” sensacionalista.
![]() |
| Mickey, o simbolo maior da Disney, é um dos maiores produtores ideológicos do cinema |
Os norte-americanos são os principais fornecedores dessa “propaganda” ideológica oriunda do cinema. Inteligentemente, os Estados Unidos, berço dos maiores filmes da história, criam um cenário de proximidade com o telespectador, isto é, utilizando-se da maneira com que a população se porta perante inúmeras situações e as transportam, como em um “passe de mágica”, para a realidade das telonas.
A grande diferença entre o mundo real e o dos longas-metragens é a forma como que os problemas se desenrolam e, principalmente, como eles são resolvidos harmonicamente, recheada de momentos heroicos projetando, nas mentes dos cinéfilos apaixonados, um cenário confortável. O aspecto verossímil facilita – e dialoga – com a população de maneira ímpar, transformando os tons leves da confortabilidade cinematográfica em um modelo a ser seguido e, por que não dizer, vivido.
Muito disso pode ser observado nas relações causadas pelas adaptações literárias, essencialmente as destinadas ao público denominado “teen”, com o seu “nicho”, ou seja, como a paixão e costumes dos personagens são, quase que instantaneamente, incorporados pelos jovens. A dificuldade de aceitação do mundo, por parte dos adolescentes, facilita a criação de elos emocionalmente fortes entre eles e os seus personagens favoritos, levando-os, muitas vezes, a agir conforme o seu ídolo, demonstrando uma clara insegurança com o mundo e uma personalidade frágil e moldável.
Engana-se quem pensa que as animações infantis não possuem influências no cotidiano das crianças. Segundo Aparecida Gonçalves, professora do ensino infantil de uma escola da zona leste da capital paulistana, princípios adquiridos e incentivados durante os primeiros anos de vida são essenciais para a formação da personalidade. “Os atos e ações praticados durante a infância são essenciais para o desenvolvimento da criança”, dispara a educadora de 48 anos.
Ideologia em diversos gêneros
A ideologia está inserida em quase todos os filmes, até nas adaptações das histórias em quadrinhos, popularmente conhecidas como HQs. O conturbado período pós-guerra é um exemplo claro – e óbvio – da importância da propaganda ideológica introduzida através de filmes, quadrinhos e publicações midiáticas.
Os super-heróis, tão aclamados nos dias de hoje devido a filmes como “Batman” e “Vingadores”, demonstram principalmente pelas suas vestimentas e discursos, por vezes ufanistas, uma clara tendência e predisposição à idolatria desmedida. O “fantástico” e irreal humano é visto, admirado e cultuado como modelo de humanidade, isto é, a forma de agir do personagem pode “induzir”, de maneira sutil, pensamentos e comportamentos de cunho político.
O apelo emotivo dos filmes romântico pode ser considerado como outra forma de criação de estereótipos, uma vez que no desenrolar de toda trama, os “pombinhos”, dotados de características comuns e de fácil assimilação, esquecem todas as divergências e encontram no amor seu bem comum. O humor, inúmeras vezes utilizada durante filmes desse gênero, é visto – e utilizado – como uma válvula de escape, intercalando os anseios da vida a dois com momentos descontraindo. Esse efeito causa uma empatia com o público tornando fácil a visão do “eu” dentro do personagem descrito na telona.
Guilherme Guimarães é responsável pela página Claquette que, atualmente, conta com quase 6 mil adeptos
A paixão pelo cinema é algo completamente aceitável e compreensível. De acordo com Guilherme Guimarães, dono da fanpage cinematográfica Claquette, o amor entre sociedade e cinema pode ser explicada pelas cargas emocionais que, por sua vez, são subjetivas e distintas. “O telespectador, ao ver uma cena que lhe chama a atenção, é transportado para outra realidade. Para um novo mundo”, completa o produtor de conteúdo on-line de 22 anos.
Via Cinismo Desvairado
Marcadores:
cinema,
coluna,
Jornalismo,
reportagem
Escolas: formará Cidadãos?
Por Maria Flaviana Carvalho , estudante do 4º semestre de Jornalismo na Fiam Faam/FMU
O novo projeto de lei coloca em questão o papel das escolas no Brasil. Será a solução ou exclusão?
O que os estudantes dizem a respeito desse novo projeto?
O novo projeto de lei coloca em questão o papel das escolas no Brasil. Será a solução ou exclusão?
A violência aumentou nos últimos anos dentro das escolas de todo país, segundo pesquisa feita da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). Só no estado de SP, 44% dos Professores da rede estadual sofreram algum tipo de agressão. A falta de segurança levaram educadores a criarem um novo projeto de lei com a intenção de diminuir as agressões verbais e física a professores da rede publica. Será acrescentado o artigo 53-A na Lei 8.069 de julho de 1990 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
“Art. 53-A. Na condição de estudante, é dever da criança e do adolescente observar os códigos de ética e de conduta da instituição de ensino a que estiver vinculado, assim como respeitar a autoridade intelectual e moral de seus docentes.
Parágrafo único. O descumprimento do disposto no caput sujeitará a criança ou adolescente à suspensão por prazo determinado pela instituição de ensino e, na hipótese de reincidência grave, ao seu encaminhamento a autoridade judiciária competente.”
Este projeto foi criado em 2011 pela deputada Cida Borghetti (PROS-Pr) e apoiado pela relatora da comissão de Educação Deputada Professora Dorinha Seabra Resende (DEM-TO).
Mas essa questão está dividindo a opinião de educadores de toda a rede. A Professora e também autora do livro “Os 4 Ps da Educação” Ely Paschoalick, em entrevista ao jornal Metro, diz pensar “ser uma porta de exclusão a tão sofrida escola estalada no Brasil”.
Mas há aqueles que acreditam que uma lei mais rígida será mais eficiente ao combate de todos os tipos de violências dentro das escolas no País.
O que os estudantes dizem a respeito desse novo projeto?
Em debate alunos do primeiro ano do ensino médio da Escola Estadual Republica da Nicarágua, zona leste de São Paulo; Mateus (17), Mariana (16) e Letícia (15) disseram “ser uma boa iniciativa” . Porém, por outro lado “poderia existir uma exclusão social dentro das escolas, pois professores poderiam usar desse beneficio como autoritarismo”.
Marcadores:
educação,
Jornalismo,
notícia,
reportagem
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
A vida sobre duas rodas - Caso dos motoboys
Por Francielle Verissimo, estudante do 4º semestre de Jornalismo na Fiam Faam/FMU
Os desafios da profissão de motofretista: a luta da categoria por seus direitos e a guerra com outros motoristas.
A moto acima na esquerda está na antiga lei, e na direita de acordo com a lei. abaixo dois motofretista vestidos com os trajes de trabalho e ao lado o número de identificação no baú
De acordo com a Lei Federal 12.009/09, o motofretista tem que fazer vistoria a cada seis meses, mas na realidade esse procedimento só acontece uma vez por ano.
"O governo oferece cursos de especialização, pouco mais de 50 mil profissionais já participaram", comenta Pedro Pimenta, assessor de imprensa do sindicato dos motoboys. O curso é obrigatório para o profissional que realiza o transporte de pequenas mercadorias, e tem duração de 30h, sendo 25h de aula teórica e 5h de prática em pista de treinamento.
O curso é qualificado de acordo com a lei citada acima, e aborda todo o conteúdo necessário para a boa prática da profissão de motofrete, tanto no aspecto da legislação que regulamenta o setor, quanto nos conhecimentos de trânsito e de como pilotar a motocicleta com segurança e cidadania.
"A diferença entre a moto-frete, moto-táxi e moto é que moto-frete faz entrega, mototáxi leva pessoas e é mais comum no interior e moto é para o lazer", contou Pedro Pimenta.
A partir do dia 13 de novembro de 2013, a prefeitura exigirá que os motociclistas alterem ou comprem seus instrumentos de trabalho. Entre as novas obrigações, podem ser citadas: A cor da moto, que deve ser branca e ter a placa vermelha com letras brancas, o baú, que, além de ser branco, deve possuir faixa refletiva e número de identificação colado atrás (todos os motofretistas têm que ter esse número) e a antena corta-pipa (que corta a linha com cerol). Da mesma forma, são exigidos equipamentos de segurança, como faixas refletivas no colete (que devem ser amarelas) e no capacete (vermelhas e brancas), e botas de couro. Para os motofretistas profissionais, além dos equipamentos, é obrigatório ter idade mínima de 21 anos e possuir habilitação por pelo menos dois anos.
"O dia a dia do motociclista é o seguinte: Ele chega às 8h, pega o serviço, vai para rua fazer a entrega e às 12h faz pausa de uma hora para almoço. Após, retorna ao trabalho, faz o roteiro novamente e finaliza até às 17h. Essa rotina é por contrato fixo. A outra forma de trabalho é esporádica, ou seja, “bate e volta” .Como o mínimo de expediente é de 2h, e o profissional recebe R$ 16,00 por hora, o ganho gera em torno de R$ 32,00", explica Francisco Abilio, 43, motofretista, e empresário da área.
"O piso salarial é de R$ 1.000,00, e o profissional pode faturar mais R$ 900,00, da seguinte forma: Algumas empresas alugam a moto do motoboy, que recebe R$ 500,00 pelo aluguel e mais R$ 400,00 como uma ajuda de custo para gastos como gasolina, pneu e peças, dando um total de 1.900,00. Mas isso varia de empresa para empresa", esclarece Francisco.
Além da luta por direitos com a prefeitura, os profissionais da área têm uma disputa diária com os motoristas de caminhão, ônibus e táxi. Uma rivalidade que muitas vezes deixa sequelas ou até mesmo leva a morte.
"A 'guerra' entre motofretistas e motoristas de ônibus é uma grande estupidez, todos poderiam conviver no mesmo espaço, mas a falta de respeito entre eles deixa 'o bicho comer solto', aí só acontece desgraça no trânsito, acidentes e mortes", comenta Julio Cezar de Andrade,22, cobrador de ônibus.
Marcadores:
Jornalismo,
motoboy,
notícia,
reportagem
Assinar:
Postagens (Atom)
Posts mais lidos
-
Se você é fã do baterista brasileiro Aquiles Prieste r, da banda Angra, da banda Hangar ou tem problemas com críticos, saiba que este é apen...
-
Conversamos com o cantor e compositor Andre Matos , fundador das bandas Angra e Shaman , que atualmente segue em carreira solo comemorando...
-
Desde 2010, eu faço um curso de graduação em Filosofia na Universidade de São Paulo (USP). Ao chegar no quarto ano do curso, resolvi tent...
-
Segundo a Whiplash.net e o site oficial da banda , o Dream Theater marcou 4 datas para tocar no Brasil. No dia 16 de março eles estarão no...
-
J: -Sabe, às vezes penso que esse mundo tá mesmo de perna pro ar. S: -Ah, eu tenho certeza disso. Basta ligar a televisão no noticiário pra ...
-
Por Paulo Virgili Da Agência Brasil , por Creative Commons. Uma das personalidades da cultura brasileira de maior projeção popular, V...
-
Em dezembro de 2013 chegou aos cinemas o segundo filme da trilogia Hobbit , A Desolação de Smaug , lançada pelo diretor Peter Jackson, que ...
-
Na última semana de trabalho, passei a evitar fazer muitas horas de zangyô a fim de que nas semanas seguintes, reservadas para passear e con...
-
MegaDriver comemorou 10 anos de existência fazendo metal de videogame em um show nos Estados Unidos, na 12ª edição do MAGFest, evento que o...
-
Tradução e edição: Leticia Nunes. Informações de Dominic Rushe [“Arianna Huffington announces launch of World Post news website”, The Guardi...





















