sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O influente Papai Noel de Thomas Nast

É verdade que a empresa de refrigerantes Coca-cola divulgou a imagem de Santa Claus, o Papai Noel (Papai Natal, em Portugal)? Sim, a afirmação é verdadeira e marcou o começo do século XX. No entanto, o criador do velhinho Noel nem de longe é de uma marca de bebida. Trata-se do caricaturista e quadrinista alemão Thomas Nast, que desenhava o períodico americano Harper´s Weekly.

Responsável pelas primeiras charges políticas, que surgiram na modernização da imprensa dos Estados Unidos, Nast criou a imagem atual do Papai Noel em 1863: um velhinho gordo, com roupa de cores vermelha, branca e preta. Antes de seus desenhos, a figura natalina era desenhada magra, e se assemelhava a diversas personalidades de diferentes folclores, desde o deus nórdico Odin até santos cristãos.

Thomas Nast criou figuras marcantes na sociedade conservadora americana. Alguns exemplos são o elefante do Partido Republicano, o burro do Partido Democrata e até o Tio Sam, ícone cultural nos EUA.

O Harper´s Weekly: A Journal of Civilization era uma revista novaiorquina que durou entre os anos de 1857 e 1916, trazendo notícias nacionais, internacionais, ficção, humor e ensaios. Thomas Nast ficou famoso nesse periódico por cobrir a Guerra de Secessão fazendo charges e, além de criar os símbolos dos partidos, apoiar candidatos em cada eleição, mudando de lado de acordo com a conveniência do momento.

Papai Noel é um trabalho na imprensa que prova como a cultura norte-americana influi em festividades no mundo todo, mesmo que a origem do ícone seja de inúmeras mitologias. E, definitivamente, o velhinho não é apenas produto da propaganda de refrigerantes.

Pintura Merry Old Santa Claus, um dos desenhos clássicos de Thomas Nast no Harper´s.
Publicado em 1º de janeiro de 1881, com todos os elementos que consagram o Papai Noel hoje.

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