segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Até onde vai o Corinthias?

O que esperar do Corinthians a partir de agora? O que esperar de um time que faz até aqui a segunda melhor campanha da história da série B (a melhor campanha até o momento é a do Palmeiras)? O que esperar do time que fracassou previsivelmente no Paulista, surpreendeu e ao mesmo tempo decepcionou na Copa do Brasil e que emocionou o país na Série B?
Ao que parece, Mano Menezes continuará no Timão em 2009, e boa parte do time atual também permanecerá. Não se fala ainda em reforços, e os que são comentados não chegarão: Washington por exemplo, é melhor a torcida esquecer. Andrés Sanchez já afirmou que o jogador que negou defender o Corinthians na Série B, não joga pelo tima agora na Série A . Afinal de contas, terá o Corinthians campeão de 2008 condição de disputar o título, Libertadores ou ao menos brigar pela Sul-Americana em 2009? A torcida, corretamente empolgada, já clama a taça do Brasileiro e a Libertadores de 2010.

Desde que o campeonato brasileiro se tornou uma disputa por pontos corridos em 2003, 5 times grandes já caíram: Botafogo, Palmeiras, Grêmio, Atlético-MG, Corinthians. Ao contrário do que os empolgados (de novo, com justiça) torcedores corinthianos pensam, a torcida do Timão não foi a única a acompanhar fielmente seu time, dando show e recordes de público em cada jogo. As torcidas de Palmeiras e Atlético-MG fizeram um papel memorável, enquanto a avalanche azul do Grêmio (a torcida mais fanática do país na opinião deste colunista), fez história. Existe uma coincidência em três desses times até aqui. Botafogo, Palmeiras e Grêmio voltaram mais fortes do que foram, brigando por títulos e vagas em Libertadores. Isto levou a muitos torcedores e analistas a acreditar que uma queda é algo benéfico para um time que está no fundo do poço, como o Corinthians 2007. No entanto o que não é lembrado é o investimento que a reorganização política que tais times sofreram após a queda. O Corinthians viveu uma reestruturação semelhante, mas o time ainda precisa de mudanças, e não são poucas as vezes que falta seriedade à aparentemente empolgada gestão de Andres Sanchez. Não é errado a torcida estar empolgada com seu time, mas um dirigente não pode pensar com este olhar, e o presidente do Corinthians seguidas vezes mostra-se deslumbrado com seu time.


Mano Menezes, o grande técnico que levou o Grêmio da segunda divisão para a final da Libertadores, parece uma ilha de serenidade e racionalidade dentro do clube. E provavelmente deve-se a ele o acesso prematuro à série A . O time sente grande falta de um goleador, alguém na frente que marque gols. Herrera é um bom atacante, mas não pode ser referência numa Série A onde se joga muito mais fechado e com defesas infinitamente melhores que as fracas zagas da segunda divisão. O grande diferencial do time é sua zaga, com Chicão funcionando como um xerife aos moldes de Lugano no São Paulo 2005, no entanto com menos técnica. E o grande problema mesmo está no meio. Douglas é uma verdadeira incógnita. Um jogador que nunca provou muita coisa no São Caetano, onde tinha um time jogando ao se redor, e que agora se destacou em um time que era muito superior aos seus adversários. É muito fácil armar um time contra equipes não tem a mínima noção de como se marcar um meia. A baixa qualidade técnica da série B, inferior a dos anos passados precisa ser admitida pelo Corinthians, e isso é o primeiro passo para o time se preparar bem para a série A .Em uma breve análise de elenco, comparando com 5 primeiros times que disputam o título do Brasileirão, podemos facilmente a conclusão que o Corinthians disputaria a Copa Sul-Americana, talvez disputando o sexto lugar ao lado de Internacional e Botafogo. Novamente, empolgação é coisa para torcedor, e não para dirigente e jogador.

Por fim, bem-vindo de volta à séria A Corinthians. Tomara que, como a gloriosa música de Roberto Carlos diz, tenham voltado para ficar. A Série B não é lugar para um time como você. Não é lugar para uma torcida como a Fiel. Não é lugar para um estádio como o Pacaembu. E como eu vou gostar novamente de ver um São Paulo e Corinthians, já que afinal, um não vive sem o outro.

2 comentários:

Mônica Alves disse...

Eu discordo totalmente de você, e não só por ser corinthiana. Em primeiro lugar: o ano em que o Palmeiras disputou a série B o campeonato era diferente, e em proporção de pontos e jogos a campanha corinthiana foi melhor. Em segundo lugar: o Grêmio tem uma torcida mais fanática que a do Corinthians? Assim, você realmente assiste jogos de futebol?
Agora, falar da presidência é outra coisa. Pode até ser ingênua em vários quesitos, mas no ponto mais importante o presidente não peca: ele ama o time.
E você foi muito, muito parcial.

Thiago Dias disse...

Ate onde eu sei, a frase que vc questionou esta em parenteses, que significam uma opinião pessoal e a par do texto. Ou seja, algo subjetivo, se vc não concorda otimo. E ate onde eu sei, amor não transforma nada em competencia, e para gerir uma empresa (clube), competencia eh mais necessario que paixão

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