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sexta-feira, 8 de agosto de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
Um protesto contra o cartel de metrôs de São Paulo dentro do metrô
Já e o segundo que aparece na internet com o design de um aviso regular da instituição. Parabéns ao autor do protesto, ainda desconhecido.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
(Um pouco mais de) Rock Infinito e fotos de Camila Fontenele
No dia 2 de agosto, às 23h, rolou a exposição de fotos da artista Camila Fontenele, que apresentou imagens na América do Sul e possui um site próprio com retratos, books e curtas. A exibição foi dentro da casa paulistana de shows Kabul, com participação de um show da banda de rock Klatu, de Leco Peres (baixo), Carol Arantes (vocal), André Barará (guitarra) e Felipe Silva (bateria).
O ensaio de Camila foi inspirado em figuras históricas como a pintora mexicana Frida Kahlo e ambientes externos, ambos incorporados em pessoas. Já o Klatu tocou o seu repertório novo do segundo disco de carreira, chamado Um Pouco Mais Desse Infinito, composto entre 2011 e 2013.
O show conseguiu misturar rock'n'roll repleto de improvisações, meio progressivo, com obras de arte visuais originais em um ambiente bem descontraído. A defesa, tanto de Camila quanto da banda, foi por uma arte mais "autoral" e menos adepta de modas comerciais replicadas de maneira uniforme nos círculos de arte.
Você confere as fotos, tanto das imagens de Camila quanto do show da banda, logo abaixo:
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| Exibição de Camila Fontenele |
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| Johnny Ramone na parede da casa de shows Kabul |
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| André Barará empolgado no solo, acompanhado por Felipe Silva |
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| Leco Peres com sua camiseta de Rogue Squadron, de Star Wars, tocando baixo |
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| Leco Peres e Carol Arantes, os fundadores do Klatu |
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| Barará concentrado no solo de guitarra elétrica |
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| Leco Peres com outra camiseta inspirada em Star Wars |
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| Quadro inspirado em Frida Kahlo, de Camila Fontenele |
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| Logotipo do bar Kabul |
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| Quadro envolvendo ambiente aberto, de Camila Fontenele |
sábado, 9 de março de 2013
Um protesto com vários protestos contra Feliciano
No dia 7 de março de 2013, o pastor Marco Feliciano foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmera dos Deputados. Feliciano protagonizou uma polêmica em um vídeo, pedindo a senha do cartão de crédito de um fiel de sua igreja evangélica, Assembleia de Deus Capital do Avivamento, de forma forçada. Marco Feliciano também disse que africanos e pessoas negras são uma descendência "amaldiçoada por Noé".
Ativistas sociais e diversos deputados eram contra a eleição de Feliciano para essa presidência, mas seu cargo foi barganhado junto ao governo Dilma.
Hoje, às 14h, 26 mil pessoas confirmaram no Facebook uma manifestação de repúdio ao novo cargo dado pelo governo Dilma ao deputado Feliciano na Avenida Paulista com a Consolação, em São Paulo. Segundo o jornal O Globo, entre 600 e 800 pessoas se mobilizaram em SP. Os manifestantes acreditam que o número foi muito maior, chegando em 2 mil pessoas, informação que foi dada pelo portal UOL. No Rio de Janeiro, 400 pessoas se reuniram contra o pastor. O que se viu em São Paulo, e eu pude lá presenciar, foram centenas de pessoas que fecharam parte da Paulista e parte da Consolação até a praça Roosevelt, no centro, perto da estação República de metrô. O mesmo grupo voltou para a Paulista pela Augusta, na parte final do evento.
E por que isso aconteceu?
Porque o absurdo da eleição às portas fechadas de Marco Feliciano reuniu outros protestos. Um grupo que se autodenomina Anonymous Brasil fez protestos contra a corrupção. Outro grupo, que participou de um abaixo-assinado contra o novo presidente do Senado, Renan Calheiros, também estava presente. Até partidos políticos de esquerda, como o PSOL e o PSTU, estavam misturados entre pessoas que gritavam em plenos pulmões: "Sou apartidário!".
O protesto contra Marco Feliciano virou uma mobilização com vários protestos dentro. Foi um momento de empolgação coletiva, com várias palavras de ordem. Até a Polícia Militar não se intimidou com a quantidade de manifestantes e apenas assegurou que a passeata ocorresse com segurança. Não houve conflito entre pessoas e a PM.
Casais gays, militantes de esquerda, pais, mães e filhos estavam todos juntos, gritando contra a homofobia e o preconceito que o governo permitiu ganhar força na Câmera dos Deputados.
Algumas palavras de ordem que eram gritadas na rua:
"São Paulo, vem pra rua! Essa luta também é sua!"
"Eu gosto de homem! Eu gosto de mulher! Eu amo quem eu quiser!"
"Ô Feliciano, seu racista! Até o Papa renuncia!"
Um jovem brincava entre os manifestantes, usando a Bíblia como se fosse uma arma de fogo, como se ele fosse uma autoridade, criticando Marco Feliciano. O protesto ficou muito parecido com um que participei em 2007, com 40 amigos meus da Cásper Líbero. Não éramos muitas pessoas na Paulista, mas conseguimos fazer muitas pessoas buzinarem, indignadas com a falta de punição contra Renan Calheiros, que já era acusado de corrupção naquela época.
É ótimo que um protesto de seis anos atrás continue acontecendo. Sinal que ainda estamos inconformados.
Muitos motoristas de carros e motos ficaram transtornados com as ruas cheias de gente protestando. No entanto, alguns carros solidarizaram com a mobilização e buzinaram alto.
Grupos cristãos e alguns evangélicos manifestaram repúdio à Marco Feliciano, mostrando que o problema não é religioso, mas ético. Outros manifestantes também protestaram contra a eleição de Blairo Maggi, um dos maiores produtores de soja no Brasil e representante da bancada ruralista, para o cargo de presidente da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor, Fiscalização e Controle.
São Paulo e Rio de Janeiro não foram as únicas cidades com mobilizações. De acordo com o portal Terra, pessoas foram às ruas no Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina. O cartunista Laerte esteve presente no protesto de São Paulo.
Veja mais fotos da mobilização e pense: As pessoas estão aliando ferramentas eletrônicas (Facebook) com engajamento político de fato? Estão tornando efetivos seus direitos de protesto contra o que não consideram correto no governo?
Fotos: Pedro Zambarda
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sábado, 5 de dezembro de 2009
Adivinhe de qual filme. Adivinhe o personagem

Post do blog Design You Trust, mostra fotos da revista Empire comemorativa de 20 anos. São fotografias recentes de grandes astros de Hollywood encarnando seus papéis favoritos, sendo em algumas com o figurino completo ou com apenas parte dele.É bacana ver Laurence Fishburne cabeludo e grisalho hoje em dia, bem diferente do careca Morpheus no filme Matrix de 1999, criado há 10 anos atrás. Algumas estrelas foram mais discretas, como Mel Gibson e Arnold Schwarzenegger. Apenas um objeto característico remete a personagens históricos como William Wallace (Coração Valente, 1995) e T-800 (Exterminador do Futuro 2, 1991).
Sean Bean e Viggo Mortensen são dois atores que se transformaram nos papéis de Boromir e Aragorn, na trilogia Senhor dos Anéis. Hoje em dia eles não se parecem nada com seus personagens, mas é sempre bom recordar, após esse tempo.
A revista Empire é especializada em cinema. Vale a pena ver o material, tanto pela qualidade das fotos quanto pelo intuito do ensaio.
Sean Bean e Viggo Mortensen são dois atores que se transformaram nos papéis de Boromir e Aragorn, na trilogia Senhor dos Anéis. Hoje em dia eles não se parecem nada com seus personagens, mas é sempre bom recordar, após esse tempo.
A revista Empire é especializada em cinema. Vale a pena ver o material, tanto pela qualidade das fotos quanto pelo intuito do ensaio.


sábado, 24 de maio de 2008
A nostalgia do começo do heavy metal progressivo
Fotos e texto por Pedro Zambarda de Araújo, originalmente para a Whiplash.net “Best I Can” ressoava pelo Credicard Hall, respeitada casa de shows em São Paulo, no último dia 16 de maio, às 22h. Geoff Tate destacava-se de seus colegas de banda, com um vocal comparável ao célebre Bruce Dickinson da banda Iron Maiden, com linhas vocais melodias ora suaves ora agressivas. Eram os Queensrÿche, quinteto norte-americano pioneiro em aliar a música progressiva de bandas como Yes, Genesis e Pink Floyd ao thrash metal e ao hard rock, gêneros do rock predominantes no cenário musical dos Estados Unidos, juntamente com o Fates Warning, um grupo semelhante.
No entanto, mesmo com esse passado importante tanto para os fãs de música pesada quanto para os admiradores de longos e técnicos solos de instrumentos do progressivo, o público brasileiro foi insuficiente nas apresentações em nosso país: cerca de 800 pessoas no show no Rio de Janeiro, dia 8 de maio, e, pasmem, cerca de 300 pessoas em Belo Horizonte, dia 10. Para a história que o Queensrÿche marca desde seu gênese em 1981, com músicas explorando temas sociais, psicológicos e políticos em suas letras, algumas com tom futurista, foi vergonhosa a ausência de muitas pessoas.
Mesmo assim, a banda fez sua apresentação com o mesmo entusiasmo que em todas as apresentações dessa turnê. Em São Paulo, estavam presentes cerca de 3000 pessoas de público, um número menos alarmante em relação às outras cidades. Dessa forma, “NM 156”, a segunda música, levou o público de volta ao passado, na época do CD The Warning, em 1984, com letras que questionavam mais a política. Enquanto “Best of You” do popular Empire, de 1990, fala sobre paralisia e superação, problemas considerados mais pessoais.
Embora esteja na banda há apenas 5 anos, Mike Stone, com seu jeito meio "punk” e sua guitarra com desenho de fogo, fez bonito ao seguir, praticamente com fidelidade, as músicas do Queensrÿche da época de Chris DeGarmo, um guitarrista compositor forte dentro da banda. O público também aceitou bem Mike, incentivando em seus solos, que eram poucos devido ao trabalho que ele tinha na base das músicas. No entanto, Stone chegou a brincar com um cavaquinho elétrico com o público, ápice de sua presença de palco.
“Screaming for Digital” fez outro retorno, desta vez até 1986, no álbum Rage For Order, totalmente nostálgico. Ao contrário dessa nostalgia, “Hostage” e “The Hands” trouxeram o recente material da banda Operation Mindcrime II, que é uma continuação da saga do drogado revolucionário Nikki do CD de 1989, a primeira parte. Por repetir uma história passada, o material é fonte constante de críticas severas.
Do álbum Promised Land, de 1994, “Bridge” foi acompanhada por um discurso sobre fracassados feito pelo vocalista Geoff Tate. Além da competência vocal, o frontman se revelou uma pessoa cordial e carinhosa com seus ouvintes, explicando o significado das músicas e não permanecendo no clichê de “thank you São Paulo”, e saudações desse gênero.

Embora muitos tenham reclamado da falta de expressão, o baixista Eddie Jackson se portou agressivo em faixas como “Eyes of Stranger”, clássica do Operation Mindcrime, o primeiro, não sua continuação. O músico, além de fazer o vocal de fundo de forma competente, atirou palhetas para o público no final da apresentação, como se fossem dardos para um alvo, com um riso inesperado.
A banda inteira teve um desempenho marcante no cover do clássico de Black Sabbath, “Neon Nights”, imortalizada na voz de Dio. Tate não conseguiu o mesmo agudo da música original, mas conseguiu cantá-la de maneira satisfatória. Michael Wilton, guitarrista solo e fundador do grupo, deu um show de técnica, precisão e feeling, mesmo em músicas mais pesadas e repetitivas. Também tocou junto com Mike Stone, provando que a banda não é formada apenas por músicos isolados.

O palco foi rodeado, durante toda a apresentação, por efeitos de fumaça e luzes das mais variadas cores, dando o tratamento es
tético que a trupe de Geoff Tate e Michael Wilton merece.De todos os CDs, no entanto, o que mais teve destaque foi o popular Empire, que teve, inclusive, músicas gravadas em clip para a MTV. No show paulistano, canções antológicas como “Silent Lucidity”, que fechou o show, a faixa-título “Empire”, “Last time in Paris” e “Jet City Woman” agitaram o público, que não fez feio e sabia todas as faixas. Scott Rockenfield, outro membro fundador da banda, continuou com sua qualidade “detonadora” nas baquetas.
E, entre todas essas faixas clássicas e empolgantes, “Anybody Listening?”, também do Empire, me chamou mais a atenção entre todas as executadas naquela noite incomum: nela, os músicos pareciam em um transe dentro da melodia melancólica da guitarra típica do hard rock oitentista. Irrompendo esse clímax estava, novamente, Geoff Tate, gesticulando e sentindo cada uma de suas letras como se fosse a sua própria realidade. A performance do vocalista é um exemplo para quem vive de música: mesmo com um público pequeno, ele tornou o Queensrÿche um canal de expressão simpática ao público presente, que realmente aprecia suas canções.

O set paulistano foi o mesmo do show do Rio. A empolgação do público? Bom, São Paulo é conhecido como um dos grandes centros de heavy metal do Brasil, senão o maior. A fama não é à toa. Excelente espetáculo, Queensrÿche e público.

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