sábado, 24 de janeiro de 2009

Aécio vai à luta

Em entrevista publicada hoje pelo blog do Josias de Souza, o governador de Minas de Gerais, Aécio Neves, reinterou sua postura de pré-candidato à presidencia da República. Respondendo às perguntas do jornalista, Aécio afirmou, entre outras coisas, que o candidato do PSDB precisa ser escolhido de forma consciente e plausível, sem "rolo compressor" (uma forma velada de nomear na política, que José Serra faz dentro do partido). "(a decisão) Não pode ser construída no atropelo, em razão exclusivamente dos indicadores de pesquisa, que trazem, claramente, um recall".

Aécio considerou natural o fato de que José Serra largue na frente nas pesquisas, com pontuacões que variam entre 40% e 43%. No entanto, o que o partido precisa realmente levar em conta é a capacidade de crescimento e de aglutinação politíca de cada candidato. Tal aglutinação seria fundamental para traçar uma nova agenda política para o país em tempos de crise econômica. Neste ponto, Aécio se considera em uma posicão confortável: "Acho que eu tenho um diálogo talvez mais natural com partidos que hoje estão confortáveis sob o guarda-chuva do presidente Lula e amanhã podem não estar. Essa costura que fizemos na eleição para a prefeitura de Belo Horizonte, com o PSB, não é uma coisa à toa. Com o PDT também tenho um bom diálogo...".

O plano de pré-campanha do candidato já está definido. Primeiramente conversaria com várias lideranças dos principais partidos da oposição, além de iniciar uma caravana pelo país a partir de março, quando se dá a regulamentacão das prévias do partido. A intenção inicial é percorrer dois ou três estados por mês.

Vale lembrar que, desde as eleições de 2006, o PSDB vive um constante clima de racha dentro do partido. Na época, o então governador de São Paulo Geraldo Alckmim venceu José Serra na disputa pela candidatura à presidência. O racha ocorreu novamente nas eleições municipais de 2008, quando o partido decidiu apoiar o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) para a reeleição, no entanto uma pequena ala apoiou a candidatura de Geraldo Alckmim, que novamente saiu derrotado. A falta de união dentro do partido foi considerada a principal razão de ambas as derrotas. A questão agora é se a disputa entre Aécio e Serra sera pacifica ou se, novamente, muitos caciques do partido sairão dela com seus egos quebrados.

A entrevista completa está aqui: http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br

2 comentários:

Pedro Zambarda disse...

É uma alternativa na melhoria do quadro de candidatos.

No mais, a disputa hipócrita entre PSDB e PT deu no saco já.

Thiago Dias disse...

Continuo acreditando numa polarizacão cada vez maior na disputa pela presidencia no país. Espero estar errado

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