quarta-feira, 16 de março de 2011

Pelo bom jornalismo de gabinete


De forma glamourizada, falam que a virtude do jornalismo é sujar os sapatos, ter dinheiro para fazer grandes reportagens e trazer informações em primeira mão. No entanto, com o barateamento das informações na internet e a concorrência acirrada entre as mídias, uma figura fica cada vez mais reforçada e numerosa nas redações: O jornalista de gabinete.

Também chamado de redator, seu principal objetivo é ler - ler vorazmente a concorrência, os releases e subir conteúdo de terceiros. Ele sempre fica na redação, sempre sabe mais do que os repórteres e, no entanto, o julgamento comum desse cargo é que ele é um jornalista preguiçoso. O argumento é falso se for considerado o alto conteúdo que esse profissional absorve no cotidiano. Ele é um elemento fundamental para auxiliar no movimento da redação.

É óbvio que precisamos cada vez mais de mais repórteres: A imprensa precisa estar mais presente no mundo e não deixando que apenas blogs independentes cubram eventos menos populares. No entanto, um bom jornalista de gabinete faz todo o conteúdo de uma redação girar. Ele consegue traçar estratégias para aproveitar o melhor da informação na internet, no jornal, na revista ou até na televisão. A forma de contribuir pode ser desde escrever um texto até organizar fotos e outros tipos de conteúdo.

O gabinete organizado é essencial para o bom jornalismo.

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