terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Conexión Chile II - La poesía no habrá cantado en vano

¡Saludos!

Acabei de voltar do passeio de hoje, exausta. Eu disse que ontem estava quente? Hoje o calor parece ter duplicado e - de quebra - o ar condicionado do quarto só funciona com a cortina aberta (ou fecha a cortina e dorme com calor, ou abre a cortina, refresca e nao dorme. Acho que eu dormi com calor... ou tentei).

Saímos do hotel por volta das 11h30 e fomos para o Parque Metropolitano de Santiago, que é enorme e tem um monte de coisas para fazer, de piscina a trilhas. Lá nós pegamos o teleférico que nos deixou no topo do Cerro San Cristóbal, onde há o Sanctuário de la Imaculada Concepción e o furnicular, uma espécie de trem que desce o Cerro até a Plaza Caupolicán.

Uma das três casas de Pablo Neruda fica a 2 quarteirões dali. A casa se chama La Chascona, que significa "descabelada", apelido de Matilde Urrutia, sua mulher. Na verdade, Neruda construiu as 3 casas, mas essa foi feita especialmente para Matilde - ou melhor, para escondê-la. O preço para entrar (há um café dentro, que não cobra entrada) é de PC$ 2.500 por pessoa (PC$10.000 equivalem aproximadamente a R$40), mas a carteirinha da Cásper (\o/ - Pedro, desculpa pelo emoticon, mas esse foi necessário vai) me permitiu pagar meia, PC$1000.

Marinheiro de terra firme, como se classificava, o poeta não podia navegar no mar pois se enjoava. Logo, resolveu fazer La Chascona como se fosse o interior de um barco. A primeira parte da casa é assim, teto baixo, estreita e com bancos ao longo das paredes. Esse 1/3 corresponde a um bar, uma salinha de jantar e a sala de jantar principal. Depois, a segunda parte já é "normal": uma sala de estar, banheiro, escadas e quartos, tanto o matrimonial como o que Matilde dormia depois da morte de seu esposo. Para chegar até a última parte passamos por um bar ao ar livre - era aberto, mas por motivos de manutenção foi fechado com vidros. Então entramos na biblioteca, que teve boa parte de seus livros queimados no golpe militar - os exemplares que ele não havia doado. E logo depois da biblioteca tem a sala de leitura, onde vemos fotos, premiaçoes e publicaçoes de e sobre Neruda.

A casa tem realmente algo a mais. Logo que entrei na salinha de jantar tive a impressão de que ali morava alguém extremamente legal, descolado. E, bom, pensando no círculo de amizades de Pablo, que incluia Frida Kahlo e Diego Rivera, ele era bem a frente para seu tempo. A mistura de estilos é intensa: cubismo, new age, colagens, clássico... é só falar. La Chascona reflete o colecionador de carteirinha que o poeta era: pratos de cerâmica, copos coloridos portugueses, estátuas africanas, enfeites da Índia e por aí vai. Claro, todos os artefatos adquiridos nos milhões de cantos do mundo visitados por Neruda. São cores sem fim.

Infelizmente não é permitido tirar fotos do interior, somente do exterior, que é igualmente impressionante: um pátio une as 3 partes da construçao, interligadas por escadarias estreitas e jardins que rondam a casa. Todas as janelas têm vista com verde. É, eu mal consegui descrever. Definitivamente algo a mais. Só vendo.

Depois, seguimos para o centro da cidade (ou achamos que sim), para a Plaza de Armas, que inclui uma catedral gigantesca (estilo Catedral da Sé), museus e um calçadão enorme, cheio de lojas, padarias e restaurantes.

Eu tinha reclamado sobre a movientação natalina? Não, nada de enfeites por enquanto - o máximo que eu consegui foi ouvir canções de Natal durante o café-da-manhã, quando tentava descobrir o nome do ator famoso da Globo que estava na mesa atrás de mim. Sim, só tem brasileiro nesse hotel. Mesmo sem enfeites nesse Natal, a multidão estava lá, marcando presença com pacotes, sacolinhas e mais pacotes. Andamos, andamos, andamos até que, exaustas, chegamos a uma praça de alimentação. Comemos e voltamos de metrô (meio de transporte oficial dessa jornalista wannabe que vos fala).

São 6h14 da tarde e ainda não há planos para o jantar.
Como sempre, manterei vocês atualizados (enquanto a internet grátis operar na minha estadia).

Bombons grátis de chocolate me aguardam no quarto (já disse que eu adoro hotéis?).
Fotos abaixo.




Teleférico - vista vasta de Santiago com direito a Cordillera ao fundo. Infelizmente, por causa da poluição, não se vê tanto.















La Chascona - vista de fora












La Chascona 1/3















La Chascona 2/3















La Chascona 3/3 - à esquerda, o antigo bar ao ar livre; no meio, a biblioteca; e à direita, a sala de leitura. O café fica embaixo da sala, mal da para ver. Esse comecinho de corrimão que leva até ele.











Plaza de Armas
- na verdade, essa foto é da internet porque é perigoso demais tirar uma câmera da bolsa ali. Resolvi não arriscar.










Para os mais curiosos, links com partes do interior da casa de Neruda:
http://www.welcomechile.com/santiago/casa-museo-la-chascona.html
http://lh6.ggpht.com/_6g59YB6KT60/RpBdjQiw5bI/AAAAAAAAAYw/LirSiVshDmA/IMG_0809.JPG
http://farm2.static.flickr.com/1308/628767200_9175721cd1.jpg?v=0
http://www.fundacionneruda.org/ing/neruda_casas/Galeria%20Casas/fotos_chascona/foto_vertical3ch.jpg
http://www.eldigoras.com/eom03/2004/2/neruda/nerimg/03LaChascona_biblioteca.jpg










"El amor supo entonces que se llamaba amor.Y cuando levanté mis ojos a tu nombre tu corazón de pronto dispuso mi camino." - Pablo Neruda

2 comentários:

Pedro Zambarda disse...

mariana, o post está excelente. Como é crônica, vou poupar o emoticon XD

É incrível como o poeta se manifesta mesmo póstumo. Muito interessante seu relato sobre a casa de Neruda.

Beijos!

Mariana Bruno disse...

tnkss
so vc comentaa! hauahuahauhauau
que bom q vc gostoo¨¨

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