terça-feira, 3 de março de 2009

Coringa protagonista


O Coringa é o vilão mais querido pelos fãs do Batman. E olha que a galeria de inimigos do morcego não é pequena. O carismático palhaço do crime já ganhou duas grandes interpretações no cinema e é o antagonista principal de diversas histórias em quadrinhos memoráveis. Agora, ele ganhou uma graphic novel só sua.

Coringa é fruto da parceria entre Brian Azzarello (o ganhador do Prêmio Will Eisner, criador de 100 Balas e roteirista de outro clássico do Batman, Cidade Castigada) e Lee Bermejo (desenhista de Resident Evil, Batman e Superman) e foi escrito em 2008, após o filme Batman - O Cavaleiro das Trevas. Por isso, vemos um Coringa com um visual muito parecido com o de Heath Ledger: ao invés do tradicional sorriso esgarçado, cicatrizes que chegam quase às orelhas. A arte-final é primorosa e o resultado é assustador.

O Coringa sai do Asilo Arkham e é recebido por Jonny Frost, um capanga de baixo nível. A partir desse encontro, a história é contada da perspectiva de Frost. Estar ao lado do Coringa e fazer parte de sua gangue, em especial durante a campanha de retomada de Gotham, é a glória máxima que um bandido pode querer. Mexer com um psicopata, no entanto, pode ser arriscado.

Batman só aparece nas últimas páginas, o que apenas reforça a ideia de que esta é uma história do Coringa. A obra de Azzarello fica no mesmo nível de A Piada Mortal, do mestre Alan Moore (que também ganhou uma reedição em formato de luxo e que receberá uma resenha minha ainda nesta semana) e merece ser lida. O preço parece salgado (R$25,90), mas o livro vem em capa dura e acabamento luxuoso.

É uma dica para fãs de quadrinhos já experientes e para aqueles que viram ao filme, gostaram, e não se conformam que Heath Ledger não está mais aqui para gravar uma continuação.
CORREÇÃO: Coringa começou a ser escrito em 2006, muito antes do filme Batman - O Cavaleiro das Trevas. Portanto, pode-se dizer que o visual de Heath Ledger foi inspirado nos desenhos de Bermejo, e não o contrário, como eu havia dito antes.

9 comentários:

Thiago Dias disse...

Mesmo nível de Piada Mortal? Calma lá hein André..será?
Bom, ainda não li, lerei em breve, mas fico com um pé atrás pq nunca fui fã do Azello. Seu Superman-pelo amanhã é pessima. Sempre o achei mto superestimado.
Mas darei esta chance

pessoaordinaria disse...

Olá, passei pra te avisar que te dei um selo da campanha " Olha Que Blog Maneiro" , você deve efetuar os mesmos procedimentos que eu citei no Pessoa Ordinária:
http://pessoaordinaria.blogspot.com/2009/03/selo-olha-que-blog-maneiro_03.html

Pedro Zambarda disse...

Valeu pela recomendação, pessoa ;]

Bom, uma aventura solo do Coringa é deveras tentador. Se eu tiver grana, eu compraria.

André Sollitto disse...

Bom, eu gostei bastante. Ainda não li Pelo Amanhã, mas Cidade Castigada é foda. E eu acho que o Coringa do Azzarello, além de estar mais próximo do filme, está ainda mais sombrio que em A Piada Mortal, o que é ótimo.

Thiago Dias disse...

Corrigindo a correção André: O visual foi sim inspirado pelo Heath Ledger, pq a arte só começou a ser produzida após as filmagens de Cavaleiro das Trevas terem se iniciado

André Sollitto disse...

"Coringa" estava pronto bem antes do filme, mas foi lançado depois graças a um golpe de marketing. Sua arte não foi inspirada diretamente em Heath Leger, não. o próprio Lee Bermejo garantiu que se baseou em conceitos estipulados para o filme "Cavaleiro das Trevas"(de um Coringa com cicatrizes ao invés de um sorriso). Mas essa ideia havia sido conccebida há muito tempo, como é possível conferir em várias fotos lançadas na Internet. Se você reparar bem, verá que o projeto inicial incluía cicatrizes que chegavam quase às orelhas (como na graphic novel). Já Ledger possuiu cicatrizes discretas, em comparação, que nem chegam ao meio das bochechas.

Pedro Zambarda disse...

André, se o coringa de Azzarello é anterior, corrija a matéria. É importante que a informação esteja correta em primeira mão ao leitor, mesmo que ele já tenha lido o equívoco.

André Sollitto disse...

Eu sei disso. Tanto que acrescentei uam correção no final do texto no mesmo dia, quando li a informação correta. A matéria já está correta desde o primeiro dia em que ela foi ao ar.

Thiago Dias disse...

Muito bem explicado André

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