sábado, 7 de março de 2009

Poucos admitirão, mas Watchmen - O Filme é único

Muitas vezes desconfio da capacidade de alguns críticos brasileiros. Em alguns casos eles mostram um sério déficit de atenção ou, pior, um preconceito tão enraizado em sua concepção do que é cinema que simplesmente não suportam o novo, refutando-o na primeira chance. Um grande exemplo disso pôde ser visto nesta sexta-feira, com a estréia de Watchmen - O Filme. Tanto a Folha de S.Paulo quanto o Estadão preferiram simplesmente ignorar a estréia, dando uma simples nota de rodapé sobre o filme ou renegando-o aos blogs de seus colunistas. No entanto, parafraseando Anton Ego, da animação Rattattouile, a crítica depreciativa é muito mais divertida de se ler e escrever. O problema é que acabamos nos fechando para o novo neste processo, e é justamente o novo a razão de nossa profissão existir. E Watchmen sintetiza isto em perfeição: a produção de Zack Snyder causa justamente o mesmo efeito que a HQ original de Alan Moore. Quebra padrões, mantém seu significado e faz com que os espectadores saiam da sala de cinema com sua cabeça se perguntando constantemente: “O que foi aquilo que eu acabei de ver?”

Durante anos a adaptação da obra-prima de Alan Moore falhou. Em um depoimento dado no ano passado, Terry Gilliam, diretor que perseguiu o projeto por mais de dez anos, disse que havia desistido por ter descoberto que a obra era "infilmável". Seria necessário um filme de mais de 5 horas para que todo o conteúdo presente em Watchmen fosse traduzido com perfeição, e que a obra original não fosse “profanada”. No entanto, Zack Snyder nunca concordou com Gilliam. Grande fã de Alan Moore, o diretor se juntou ao roteirista David Hayter (X-Men 2 e voz de Solid Snake em Metal Gear Solid), que vinha escrevendo o texto da adaptação desde que ela passara pelas mãos de Gilliam, e iniciou o projeto. Não foram poucos que desconfiaram de tudo. De David Hayter, das liberdades que a Warner supostamente (não) daria e, principalmente, do próprio Zack Snyder. O principal medo era que Watchmen repetisse 300, um espetáculo visual, porém sem nenhum significado. O que vale dizer agora é que subestimamos Snyder.

Tudo que esperamos do jovem diretor está presente. O visual impecável, a alternância entre câmera lenta e rápida, ângulos fortes e uma trilha sonora épica. Porém, todos os excessos apresentados em 300 foram podados, e tudo foi usado na medida certa, sem cansar ou tornar-se repetitivo. O filme é sensivelmente mais violento que a HQ, e lutas que demorariam apenas dois quadros nas mãos de David Gibbons se transformam em empolgantes cenas de 5 ou mais minutos. Desde a sequência de abertura, o assassinato do Comediante, até a luta da Espectral e do Coruja contra um bando de arruaceiros. Tudo feito na medida certa para empolgar o público que não estava preparado para Watchmen, e costurado com uma trilha sonora escolhida a dedo por Snyder, em um lapso de genialidade (os créditos iniciais ao som de Bob Dylan são um clássico instantâneo). Mas, acredite, são muitos que não estão preparado para Watchmen.

“Que filme ruim. Mas talvez melhore, talvez todos eles se juntem no final e lutem contra o bandido.” Esta frase, proferida por um par de moças sentadas atrás de mim no cinema sintetiza a reação que a maioria das pessoas devem ter ao assistir Watchmen. E se tal reação fosse outra, fosse a reação natural que esperaríamos de um público acostumado aos filmes de super-heróis, estaríamos vendo uma péssima adaptação da obra de Moore. O fato é que todos aqueles personagens presentes na tela incomodam, e muito. Talvez com exceção da confusa Espectral (que sofra nas mãos da maravilhosa, porém sem muito talento, Malin Akerman). Todo o resto do elenco, formado por nomes desconhecidos, está inspirado na construção de seus personagens. É difícil apontar algum destaque, mas talvez ele fique com Jackie Earle Halley e seu neurótico Rorschach. Com uma empostação de voz perfeita, uma raiva contida e uma sociopatia extremamente compreensível, seu personagem traz a melhor cena do filme, em um final catártico. No entanto Billy Crudup faz um Dr. Manhatan impecável, em um papel que pode até soar fácil, mas que é sim o mais traiçoeiro da trama. Afinal, como interpretar um Deus? Matthew Goode faz uma construção extremamente interessante de Adrian Veidt. Com um leve toque Glam, um oculto sotaque alemão e um ar arrogante controlado e nada caricato, convence perfeitamente como o homem mais inteligente do planeta. Patrick Wilson, comprovadamente um grande ator, é a própria encarnação do Coruja, seja na aparência ou em sua nostalgia ressentida, de alguém que se tornou apenas uma lembrança daquilo que já foi. E o que dizer de Jeffrey Dean Morgan? O que dizer do Comediante? Uma palavra: perfeito.

Todavia, dizer que Watchmen é perfeito seria um exagero. O filme tem um ou outro problema técnico, como alguns cortes muito rápidos, e sofre com a interpretação da já citada Malin Akerman. Algumas cenas, que foram abordadas longamente na HQ poderiam ter sido melhor aproveitadas, como as conversas de Rorschach com seu psiquiatra na prisão, ou até mesmo uma explicação melhor do trabalho realizado em conjunto pelo Dr. Manhatan e Adrian Veidt. Mas não cabe culpar David Hayter por isso, já que tais concessões tiveram que ser feitas em prol de um ganho maior: a liberdade.

Se houve um grande defeito em V de Vingança, melhor adaptação de uma HQ de Alan Moore até Watchmen, foi a pisada no freio que o roteiro dá no final, alterando totalmente a natureza anárquica do personagem, transformando-o em um mártir pela democracia. Em Watchmen, isso não acontece. Não importa o quão controversas sejam as idéias de Alan Moore por trás de sua obra, e seria necessário um texto exclusivo apenas para discutí-las, mas elas no filme se mantém. Não porque representam a idéia de Snyder ou Hayter, mas porque são a base daquilo que Watchmen é. O final não foi alterado, como muitos disseram, mas sim ressaltado. Se antes ele era induzido, agora ele é explicito. E tal final pode ter sido o responsável por tantos críticos brasileiros terem abominado o filme. Alguns, que chego a questionar se realmente viram a obra, chegaram a dizer que não há nada para se pensar em sua conclusão. Besteira.

Assim como a HQ, o filme deve ser visto mais de uma vez, e assim sendo, pode ser que brevemente esta crítica se torne obsoleta para mim mesmo. Pode ser que minha opinião se altere, positiva ou negativamente. Se Zack Snyder realmente foi alçado a categoria de gênio por ter adaptado uma das mais fantásticas obras do século XX com sucesso, só o tempo vai dizer. Mas com certeza prova que não é um cineasta comum. E correndo o risco de me repetir e de arriscar, pode ser que poucos reconheçam, pode ser que só seja reconhecido daqui a alguns ou muitos anos, mas Watchmen - O Filme, é um divisor de águas no cinema. Um filme como poucos, que dificilmente sairá da memória de quem o vir. Só o que resta é parabenizar a Warner Bros pela coragem de levar um projeto de mais de vinte anos ao seu fim. Fim este que não poderia ter sido melhor.

23 comentários:

Fernando Gonzalez disse...

Ué, mas há uma crítica no Estado, do Luis Carlos Merten. Logo acima da resenha sobre o Frost/Nixon.

E achei o filme péssimo, com licença para discordar. A interpretação de Patrick Wilson, genial em "Angels in America", está ridícula, desde as falas até as expressões, que não convencem.
A escolha musica é clichê ("Sound of Silence" durante um enterro? Só falta Réquiem de Mozart durante uma cena de batalha pra ficar mais batido) e a direção é completamente previsível, da utilização da mãe alcoólatra de Espectral até a queda do bótom no túmulo do Comediante.

Honestamente, o primeiro filme que eu vejo e que, de tão ruim, me fez sair da sala antes do fim.
E se vierem dizer que o fim faz o filme, perdão, o filme continua ruim. Uma obra boa se faz por inteiro.

Pedro Zambarda disse...

Sua resenha é controversa, Thiago.

Reforçou só uma coisa pra mim:

PRECISO LER WATCHMEN antes do filme.

Lidia Zuin disse...

Logo no início do filme, recebi uma SMS do Fernando Gonzalez: fui ver Watchmen e sai no meio do filme. Eu fiquei encucada, já que o filme tava sendo tão esperado por todo mundo (até quem nunca leu a HQ). Achei que seria revolucionááário, tipo o efeito provocado pelo Cavaleiro das Trevas. Tentei não me influenciar por uma primeira opinião negativa (não procuro resenhas antes de ver um filme, nem nada), mas infelizmente Watchmen não conseguiu me surpreender.

Aliás, supreendeu sim. Eu esperava algo bem diferente, algo bem legal, mas como meu namorado disse: "Isso parece Sexta-feira 13". Um puta exagero de cenas de sexo perdidas em mais um monte de cena jogada. Eu não li a HQ, confesso, mas estava acompanhada de 2 amigos que leram e que me confirmaram que, por exemplo, a cena de sexo entre a Espectral e o Coruja, na nave, não toma mais que dois quadrinhos e não passa de um abraço ou coisa assim. Desnecessário: a personagem passou de mão em mão e reforçou a sua posição como inútil dentre o grupo.

Eu fiquei praticamente 3 horas sentada, impaciente pra saber o final do filme, se ele iria trazer algo de bom pro longa. Mas não. Aquela porcaria de Dr Manhattan me dava nojo. O desgraçado do diretor nem se deu ao trabalho de explicar porque o monstrinho azul fica peladão o filme inteiro, motrando aquele pênis superdotado. Vamos todos ver dezenas de vezes o membro azul e radiante do Dr M que, irritado com a humanidade, porque o filme mostra que as mulheres que ele amou 'não prestavam', foi para Marte. Nossa, que legalzão.

E aí vai a Espectral toda arregaçadinha porque o Dr não dava atenção pra foda com ela, dá para o Coruja 37 mil vezes, vai pra Marte com o azulão e quer que ele salve a humanidade em nome dela. E ele se convence, depois de ver que ela é a perfeição que veio do caos. Nossa, tão perfeita que me comoveu ver milhares de pedaços de madeira cairem na cabeça dela enquanto ela, heroicamente, invade o prédio em chamas e tenta se equilibrar sobre uma bota de salto agulha. Campeã. Mais campeã ainda é a chapinha infalível.

O único personagem que me deixou feliz foi o misto de Jigsaw com House que foi o Rorschach. Concordo com seu elogio à adaptação de voz e tudo mais. Adorei ele, pena que morreu (com muita honra) e que o Coruja virou uma moça por isso, sendo que na HQ simplesmente o Dr Manhattan sai andando e acabou. Aliás, achei puta sacanagem também não ter explicado por quê aquela mancha preta na máscara do Rorschach muda. Afinal, ninguém lá é sobre-humano, tirando o Dr Azul que pode fazer tudo só porque foi 'desmaterializado' ou sei lá o que.

Apesar de ter sido uma grande sacada o comecinho do filme, também achei meio idiota. Aliás, o filme inteiro tenta ganhar um ar mais intelectual e menos Blockbuster enfiando frases de efeito: algumas provindas da HQ, algumas do senso comum. Eu acho que a única informação interessante que o filme passou foi "Hitler era vegetariano". Foi ridículo ver o paralelo que fizeram entre aquela super-heroína lésbica beijando a enfermeira, como naquela famosa foto; foi irritante ver o símbolo do Comediante no solo de Marte, por causa de um suposto rosto que existe no solo do planeta.

E por falar em Marte, muito interessante entender como a Espectral chega num lugar arenoso e meio avermelhado e fala 'Nossa estou em Marte'. Sim!! Onde mais ela estaria senão Marte? Vá à merda.

O tempo todo os super-heróis passam de palhaços que usam máscaras e roupas espalhafatosas para pessoas normais que têm filhos, que vão ao banheiro, vomitam, que precisam comer, dormir, whatever. PESSOAS. Daí de repente, elas não querem mais ser normais, a nostalgia do Coruja fala mais alto e eles resolvem voltar a ser celebridade. Ai a fama, ai o glamour: vamos todos voltar a salvar o mundo porque é um luxo. Um cu.

Eu queria morrer com as cenas em câmera lenta. Lenta demais, detalhista demais. Não achei tão necessário assim. Mas daí nem é crítica, é opinião mesmo. Agora, a trilha sonora REALMENTE foi miada. Que merda de música durante a cena de sexo da Espectral (claro, sempre essa cena tosca) e o Coruja? ALELUIA? Essa merda de música tocou no Shrek!!! ALELUIA POR QUE ELA FINALMENTE TREPOU COM GOSTO? Ah, fala sério. Ainda aperta o botão pra soltar uma labareda quando ela finalmente atinge o orgasmo. Parabéns, filhona. Nossa, parabéns mesmo. Com aquele Mutumbo do Dr Manhattan você não conseguia?

Nossa, desculpa a falta de compostura, mas eu, além de chiar o filme inteiro, não consigo entender como uma história tão ruim tava se tornando tão polêmica. Isso que dá: publicidade, adaptação e trailer bonito. Quem saiu dizendo 'nossa que loco o filme meu nossa nossa', no mínimo é muito fã de Watchmen ou no máximo não entendeu nada. Eu não posso dizer que não entendi e nem que entendi, porque eu achei uma lambança toda a organização dada em 3 horas pra 12 volumes. Só elogiaria a 'solução' do Adrian dada ao mundo. Só.

Pedro Zambarda disse...

porra, descrição de cena de sexo by Lidia é demais, hahahahahahhahaahahahahahaha.

Fernando Gonzalez disse...

Aleluia na cena de sexo?
O Aleluia do Messias do Handel????
Ah, FAÇAMEOFAVOR, que coisa mais ridícula.

Thiago Dias disse...

Que bom que é controversa Pedro. Se tratando de Watchmen..isso quer dizer que atingi meu ponto. Agora..gente, so eu que enxerguei a ironia humoristica proposital na cena de sexo? huauhauha

Lidia Zuin disse...

Eu consegui captar a ironia na cena de sexo, mas ter notado não significa ter apreciado, né

Thiago Dias disse...

Agora uma coisa..uma pesquisa básica na internet me revelou qual foi o último filme que gerou reações tão controversas e tão explosivas ao sair de uma sala de cinema: Blade Runner. Isso deve significar algo

Fernando Gonzalez disse...

Deve. Que Zack Snyder tentou se equiparar a Ridley Scott e falhou epicamente.

Thiago Dias disse...

Não fala isso não Fernando. A comparação não teve esse sentido e ela não tem o menor fundamento. O que quero dizer, é que a obra de Snyder, na verdade a de Moore, não tem meio termo, ou vc ama ou odeia. Assim como Blade Runner. A diferença é tão gritante que o conto original de Blade Runner (não sei se vc leu) é fraquissimo, e foi mto melhorado por Scott. Enquanto a obra original de Watchmen..bem, não precisa falar

Fernando Gonzalez disse...

Ok, Thiago, faz sentido.
Mas a diferença é, como filme, que Blade Runner é muito bom e Watchmen é muito ruim.

Pedro Zambarda disse...

SANGUE! SANGUE!



Ok, vou ver o filme. Beijos!

Thiago Dias disse...

E Pedro se rende! uhahua

Lidia Zuin disse...

Eu nem amo e nem odeio Blade Runner. Se eu não fosse fã de ficção científica cyberpunk, eu acharia o filme chato e enrolado. No caso, eu achei o filme meio lento e enrolado.. e o protagonista me irritou com o jeitão James Bond dele. Mas sei lá... Nada a ver com opinião pública isso, porque a maioria das pessoas, assim como você, Thiago, adoraram o filme.

Felipe T. disse...

Watchmen se tornou um ótimo filme. Mesmo.

E que faz jus ao legado de Moore.

Francisco Henrique disse...

Qual foi o último filme que você assistiu em que o roteiro foi preparado especialmente para o cinema? Difícil de lembrar.

Afinidades à parte, triste mesmo é ver que o cinema, arte tão recente, está preso às adaptações de livros e quadrinhos -- adaptação é criação?

Acredito que com temáticas complexas ou não -- uma das críticas se baseia no argumento de que quadrinho tem que ser simples, tragável --, quem sai perdendo é o próprio cinema.

Thiago Dias disse...

Concordo plenamente com vc Francisco. Chega até a irritar a quantidade de continuações/rebots/remakes e etc...

Lidia Zuin disse...

Ah, agora eu entendi a tal da controvérsia.

Felipe Vilasanchez disse...

tinha escrito um grande comentário, mas mudei de idéia e vou me concentrar no ponto chave da minha argumentação. Só gostaria que vocês entendessem o que eu vou falar não como um contra argumento a uma das coisas que foi dita aqui, mas sim como um toque que eu to dando pra vocês sacarem o filme direito.

Não sei se vocês nunca pararam para pensar nisso que eu vou falar; e se nunca pararam, acho interessante.

O que significam as roupas? Toda nossa sociedade usa roupas, e ela adquire uma porção de significados no dia a dia. Mas, basicamente, o que usar roupas significa?

Já viram, ou ouviram falar, daquelas performances que os artistas fazem pelados? O que eles querem dizer quando estão pelados, executando alguma ação?

Considerando aqui que a maioria de vocês estuda jornalismo, vou perguntar se algum de vocês já leu algum livro que fale de linguística, semiologia, todas essas coisas. Faz bem dar uma sacada nesses assuntos pra ver filme. A gente adquire ferramentas que ajudam bastante a interpretar as mensagens das obras de arte.

Fazer comparações e tirar conclusões sem tentar entender a estrutura e a linguagem da obra de arte é um pouco equivocado. Não tem nada de errado nisso, aliás, a gente aprende com isso, mas a gente perde 90% da diversão em ver um filme, um quadro, uma peça de teatro ou ler um livro quando a gente não considera a "gramática" própria dele. Só que ninguém vai ensinar pra gente a gramática própria de uma obra particular. Cada uma tem a sua.

Agora, pensem no que a roupa significa. Vocês estudam jornalismo e conhecem uns termos muito bons pra entender isso. E percam tempo nisso. Depois, é só pensar no resto seguindo a sacada que vocês tiveram nessa reflexão sobre a roupa. Não sobre o que ela significa, mas a forma como vcs chegaram à conclusão.

Cineastas tem muito mais coisas na cabeça que os críticos que escrevem pros jornais e que os jornalistas, podem ter certeza.

Pedro Zambarda disse...

Jornalistas tem muito a aprender com cineastas, sem dúvida, Felipe. A crítica deveria beber da arte, não simplesmente fugir dela (procurando um utilitarismo, muitas vezes).

Mas fico com o Chico no quesito criatividade. Não vi Watchmen ainda (talvez só veja em DVD =P), mas reclamo pela falta de produções originais, ao passo que os remakes e as adaptações aumentaram de maneira maluca.

Thiago Dias disse...

É chato tantas adaptações? Sim. Mas não devemos deixar de enaltecer suas qualidades.

Felipe disse...

Eu concordo com o chico e com o thiago. Mas aí a questão das adaptações e tentar entender pq tantas são feitas. Deve ter algum motivo que leve ao grande número.

Mas eu acho que o que o chico tá apontando aí não é a quantidade de adaptações, mas que tem histórias que não dá pra adaptar pro cinema, pela própria linguagem.

Lidia Zuin disse...

Somos jornalistas em formação, não venha procurar aqui uma crítica digna de Bravo, Set ou qualquer outra publicação sobre cinema. Se a gente não citou autores pra fundamentar nossa opinião, desculpa, mas eu acho uma chatice ter que dar nome aos bois o tempo todo (até porque nem sempre é possível).

A gente não ter entendido o filme é uma coisa, a gente não ter gostado do pouco que entendeu ou se equivocou é outra. Eu não abandonei o barco quando o vento ficou mais forte, eu persisti até o último segundo do filme, tendo esperança de que eu fosse achar enfiado no âmago da criação alguma coisa que me surpreendesse. Infelizmente, não teve nada além do personagem Rorschach. Sou apática ou pseudo-intelectual? Longe disso.

Tudo ali foi muito bem posicionado com um propósito e tudo mais, bem estudado, nada foi jogado ao acaso.. mas sinceramente? Mesmo assim... Eu não falei coisas ruins do filme porque eu sou do tipo que tem sede por crítica: fala mal de tudo que for possível, acha porcaria em tudo que existir. Não sou assim... Antes de ser jornalista ou de ter todas essas formalidades profissionais, eu sou uma espectadora, estudante de 18 anos e, pra piorar, não-fã da HQ. Se eu ou qualquer outra pessoa de características semelhantes às minhas fez um posicionamento que, a nível acadêmico ou profissional, desagradou, desculpaí.

Posts mais lidos