quinta-feira, 24 de setembro de 2009

EMO day?


Em uma data comemorativa criada na internet, ou seja, bem vazia de significado, o Bola da Foca resolveu trazer informações desse polêmico estilo, mesmo que o leitor deste blog não aprecie a música deles. Serve, pelo menos, pra divulgar informações coerentes.

O emotional hardcore, abreviado na palavra EMO ou emocore, foi um segmento do rock hardcore, derivado da rebeldia do punk de 77, que cresceu em Washington D.C. Bandas como Rites of Spring e Embrace faziam sucesso quando a revista Thrasher criou o termo, o rótulo musical, baseada nas letras tipicamente sensíveis dos músicos, que contrariavam a agressividade do hardcore do começo dos anos 1980.

Nos anos 90, bandas como Jimmy Eat World e Dashboard Confessional ocuparam a cena, enquanto bandas emos mais agressivas começaram a compôr o rótulo screamo, conhecido por ser um emocore aos gritos.

A moda aqui no Brasil veio entre 2002 e 2003, na cidade de São Paulo, quando várias bandas supostamente independentes passaram a abraçar o rótulo, tais como CPM 22 e Fresno. No exterior, o rótulo também ganhou fama com My Chemical Romance, The Used e Panic! at the Disco. Por serem identificados com uma franja no rosto, roupas listradas e atitudes sentimentais, tais como chorar de forma forçada, os fãs de emo passaram a ser hostilizados por outros estilos no rock, incluindo vertentes do próprio punk (sobretudo os fãs de bandas anteriores aos anos 80).

Antes que você tire sarro de alguém que curte esse estilo, não custa saber quais histórias existem por trás dele. E também é bom ter noção de como a mídia e o jornalismo colaboram para sua popularização.

4 comentários:

Thiago Dias disse...

Bom post. Agora que conheço a história do movimento posso afirmar com mais propriedade: tudo uma grande porcaria para adolescentes mimados.
ps: Os Ramones se remexeriam no tumulo sabendo que essa coisa veio do Punk

Pedro Zambarda disse...

Olha, tenho uma confissão a fazer:

Ouço Jimmy Eat World. É emo, é americano, mas curti as poucas letras que li deles. (E conheci jogando Tony Hawk Pro Skater =P)

Mas o estilo inteiro é uma concha de retalhos de música ruim, mal-vista e com fãs chatos.

Marta @suco_de_uva disse...

Sim, o Emoday não serve pra nada, mas não é verdade que só porque foi criado na internet carece de profundidade. Carece porque a idéia é idiota, mas o BlogDay por exemplo, é uma das melhores idéias de eventos da interent que já existiu. (eu ia fazer a mesma crítica, daí lembrei do BlogDay)

E eu também achava que Panic! at the disco era emo, até que um ex namorado me obrigou a ouvir e ver as letras e eu pude constatar que pelo menos o cd que eu conheço não é.

Não temos lá muita paciência pra adolescentes em modo geral, mas quando eles ficavam na deles ouvindo Nirvana o mundo era mais bonito :)

Pedro Zambarda disse...

Panic! at the Disco normalmente é mais associado ao rock independente mesmo. Mas as versões, quando o rótulo tá no mainstream, trazem contrariedades.

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