segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Isinbayeva: sem limite

Na falta do mito americano, os chineses puderam apreciar beleza da russa, principalmente em sua competência na competição. Yelena Isinbayeva conquistou a medalha de ouro no salto com vara, batendo os recordes olímpico e mundial, dos quais ela era dona. Na falta do mito americano, os chineses puderam apreciar beleza da russa, mas principalmente sua competência na competição.

A russa entrou nos jogos com a quase certeza da vitória. Então, sua verdadeira batalha era contra si própria. Seu primeiro salto, apenas para aquecimento, foi tranqüilo: 4,70m. Isinbayeva descansou até o sarrafo atingir 4,85m, ultrapassando a altura de forma tranqüila e garantindo o ouro. Restava na competição apenas a americana, Jennifer Stuczynski. A concorrente bem que tentou, mas não conseguiu ultrapassar 4,90m, o que garantiu o bi-campeonato olímpico para a fenomenal atleta russa. A batalha pessoal se inciava naquele momento.
Detentora do recorde olímpico de 4,91m, Isinbayeva saltou para 4,95m e, após duas tentativas, ela conseguiu superar a marca; o recorde olímpico havia sido quebrado novamente. Restava o mundial, que em seguida foi quebrado por um centímetro. A atleta em sua terceira tentativa saltou o sarrafo à 5,05m, sem derrubá-lo, levando os chineses ao delírio. Pela 24ª vez a russa melhora o recorde global. A melhor saltadora da história não decepcionou em Pequim.


O mico foi a (des) organização do Comitê responsável pelo Ninho de Pássaro. Pior para a brasileira Fabiana Murer, candidata a medalha no mesmo salto com vara. Fabiana se preparava para saltar 4,65m, marca já alcançada pela atleta, quando sua vara desapareceu. A responsabilidade pelo sumiço coube ao Comitê Organizador, que com essa falha prejudicou – e muito - a participação da nossa representante. Murer paralisou a competição por alguns minutos, ameaçando abanoná-la. O que não acabou ocorrendo, pois a saltadora acabou utilizando uma vara improvisada. Mas não foi o aparato inadequado o maior vilão, e sim o psicológico, perdido com o contratempo.
Fabiana esperava saltar 4,80m, mas com esse empecilho que tirou-lhe a concentração: não passou de 4,65m, derrubando o sarrafo por três vezes, dando adeus ao sonho de medalha, finalizando em 10° lugar. Ah, se isso acontece no Brasil!


Jogamos a vida no handebol masculino, e acabamos morrendo. O Brasil perdeu para a Espanha, por 36 a 35, terminando os jogos olímpicos com uma única vitória, frente a China. A missão da classificação era complicadíssima, precisaríamos vencer os espanhóis por uma diferença de 15 gols, e o adversário também não ajudava para o nosso time realizar tal façanha. A derrota expôs os defeitos do nosso handebol, que infelizmente está a quilômetros de distância das potências européias.


No vôlei masculino tivemos um dia perfeito. Nas areias, Márcio e Fábio Luiz derrotaram Gosch e Horst, da Áustria, por 2 sets a 0, parciais de 22/20 e 21/17, avançando às semifinais do torneio. Os brasileiros terão como adversários Ricardo e Emanuel, a outra dupla nacional. Os atuais campeões olímpicos tiveram sua melhor atuação na competição, superando com relativa tranqüilidade, os americanos Gibb e Rosenthal. Resultado final de 2 a 0 (21/18 e 21/16). O confronto brasileiro nessa etapa garante no mínimo a medalha de prata. Teremos um grande jogo, entre essas grandes duplas.

A vitória sobre a Alemanha, na quadra, guiou a seleção masculina à primeira colocação da chave, devido a vitória da Polônia sobre a Rússia. O Brasil superou os gigantes alemães com algumas dificuldades, os 3 sets a 0 (25/22, 25/21 e 25/23) não refletiram a atuação irregular dos homens brasileiros. Ineficiente na recepção, os brasileiros não tiveram um bom desempenho ofensivo. Sorte nossa que o adversário resolveu nos presentear com erros de saque, totalizando quase um set de bolas equivocadas. A liderança da chave facilitou a vida do time de Bernardinho, porque a próxima adversária será a China, quarta colocada e teoricamente, a seleção mais fraca da outra chave.
Tivemos uma grata surpresa nessa segunda-feira, na classe 49er conquistamos nossa primeira medalha feminina na história da vela nacional. As responsáveis pelo feito, Fernanda Oliveira e Isabel Swan, venceram a última etapa – conhecida como medal race – e conquistaram um lugar no pódio. Uma grata surpresa em uma modalidade na qual não apostávamos nada. As meninas estão de parabéns, pois esse bronze vale ouro. Com a medalha, a vela empata com o judô na liderança dos esportes nacionais premiados, sendo a décima quinta, 14 entre os homens e a primeira entre as mulheres.


Mas o grande destaque do dia deu-se nos gramados de Xangai. A seleção feminina deu show, goleou o fantasma chamado Alemanha por 4 a 1 e garantiu sua vaga na final olímpica. As alemãs logo aos 9 minutos marcaram, após uma falha de Érika. O amadurecimento da equipe apareceu, o desespero não bateu, e após o empate - conquistado em um belo chute de Formiga, após uma jogada genial de Cristiane - o Brasil controlou as ações e brilhou.


Cristiane virou o jogo em um contra-ataque comandado pela craque Marta. A camisa 10 fez o terceiro em um lance de gênio, driblando a adversária e tocando de “biquinho” na bola, sem permitir qualquer reação da goleira Angeler. Mas a obra prima ficou para o final. Cristiane driblou quatro defensoras e concluiu com categoria, na saída da goleira germânica; sacramentando a belíssima vitória, e enchendo a moral para a final. Na decisão encararemos os Estados Unidos, algozes em Atenas 2004. Outra vingança será necessária.

Principais Resultados:

Basquete masculino
Grupo A

Croácia 91 x 57 Irã
Austrália 106 x 75 Lituânia
Argentina 91 x 79 Rússia
Grupo B
Grécia 91 x 77 China
Espanha 98 x 50 Angola
Estados Unidos 106 x 57 Alemanha

Handebol masculino
Grupo A

Espanha 36 x 35 Brasil
Croácia 33 x 22 China
Polônia 30 x 30 França
Grupo B
Islândia 32 x 32 Egito
Rússia 29 x 22 Coréia do Sul
Dinamarca 27 x 21 Alemanha

Vôlei masculino
Grupo A

Bulgária 3 x 1 Venezuela - 23/25, 25/19, 25/19 e 25/22
Itália 3 x 2 China - 25/17, 25/23, 21/25, 20/25 e 16/14
Estados Unidos 3 x 0 Japão - 25/18, 25/12 e 25/21
Grupo B
Brasil 3 x 0 Alemanha - 25/22, 25/21 e 25/23
Polônia 3 x 2 Rússia - 17/25, 26/24, 24/26, 25/23 e 15/12
Sérvia 3 x 0 Egito - 25/16, 25/13 e 25/17

Triatlo feminino
1 - Andrea Hewitt (AUS) - 1h58m27s66
2 - Vanessa Fernandes (POR) - 1h59m34s63
3 - Emma Moffatt (AUS) - 1h59m55s84

Vôlei de praia – masculino
Quartas-de-final

Rogers e Dalhausser (EUA) 2 x 0 Klemperer e Koreng (ALE) - 21/13 e 25/23
Geor e Gia (GEO) 2 x 0 Schuil e Nummerdor (HOL) - 21/19 e 21/19
Márcio e Fábio Luiz (BRA) 2 x 0 Gosch e Horst (AUT) - 22/20 e 21/17
Ricardo e Emanuel (BRA) 2 x 0 Gibb e Rosenthal (EUA) - 21/18 e 21/16

Vela
470 – feminino

1 - Austrália - 43
2 - Holanda – 53
3 - Brasil – 60

Ginástica artística – masculina – Final
Argolas:

1 - Chen Yibing (CHN) - 16.600
2 - Yang Wei (CHN) - 16.425
3 - Oleksandr Vorobiov (UCR) - 16.325
Salto:
1 - Leszek Blanik (POL) - 16.537
2 - Thomas Bouhail (FRA) - 16.537
3 - Anton Golotsutskov (RUS) - 16.475

Ginástica artística – feminina – Final
Barras assimétricas:

1 - He Kexin (CHN) - 16.725
2 - Nastia Liukin (EUA) - 16.725
3 - Yang Yilin (CHN) - 16.650

Futebol feminino
Semifinais

Brasil 4 x 1 Alemanha
Estados Unidos 4 x 2 Japão

Atletismo
Lançamento de disco – feminino

1 - Stephanie Brown Trafton (EUA) - 64.74
2 - Yarelys Barrios (CUB) - 63.64
3 - Olena Antonova (UCR) - 62.59

Salto com vara – feminino
1 - Yelena Isinbayeva (RUS) - 5.05 (WR)
2 - Jennifer Stuczynski (EUA) - 4.80
3 - Svetlana Feofanova (RUS) - 4.75

Salto em distância – masculino
1 - Irving Saladino (PAN) - 8.34
2 - Khotso Mokoena (AFS) - 8.24
3 - Ibrahim Camejo (CUB) - 8.20

3.000 metros com obstáculos – masculino
1 - Brimin Kiprop Kipruto (QUE) - 8m10s34
2 - Mahiedine Mekhissi Benbbad (FRA) - 8m10s49
3 - Richard Kipkemboi Mateelong (QUE) - 8m11s01

800m feminino
1 - Pamela Jelimo (QUE) - 1m54s87 (WR)
2 - Janeth Jepkosgei Busienei (QUE) - 1m56s07
3 - Hasna Benhassi (MAR) - 1m56s73

400m com barreiras – masculino
1 - Angelo Taylor (EUA) - 47s25
2 - Kerron Clement (EUA) - 47s98
3 - Bershawn Jackson (EUA) - 48s06

4 comentários:

Pedro Zambarda disse...

Seus textos melhoram a medida que ficam menores.Ficam mais suscintos e mais factuais

Mas, peloamordedeus, cuidado com as vírgulas.

Thiago Dias disse...

realmente. Vale lembrar que um texto tão grande se torna cansativo, por isso que esse menor, fico melhor.
Agora, tem uns erros bem aparentes ainda

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