sábado, 21 de junho de 2008

Editorial #5

54 postagens em um mês é expressivo. Sei que números não revelam desempenho, mas apontam quantitativamente as atividades que são feitas aqui, pelo menos.

(E nesse mês, ainda é dia 21 e já temos 40 colaborações!)

Contamos agora com duas novidades interessantes para os jornalistas que participam - a entrada de Priscila Jordão, estudante de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP), e a promoção da nossa colaboradora Lidiane Ferreira ao cargo de editora, que ela está exercendo com eficiência e precisão.

Apesar do aumento do número de integrantes na edição, reforço que isso, de maneira nenhuma, isso significa um rigor excessivo sobre o conteúdo dos textos. A Lidi fará mais edições para atender a grande demanda de textos.

O Bola da Foca não é o retiro dos "jornalistas de ouro" das graduações universitárias, mas me alegra as conquistas individuais de cada um, o blog como um todo e as discussões que nascem daqui. Grandes jornalistas surgem não por trás de um grupo, mas através de suas iniciativas originais, do seu exercício constante e da auto-crítica. Dessa forma, o blog entra como um espaço de diálogo.

Nós, focas, apesar de muitos deslizes, ainda preferimos uma discussão criativa. É uma diretriz que essa administração mantém e pretende tornar melhor diante de defeitos.

Nesta próxima sexta-feira, dia 27 de junho, haverá na Cásper a primeira reunião de pauta para tratar assuntos referentes às férias escolares (informar-se do local com os editores).

Obrigado pela atenção e, focas, mantenham o excelente foco até esse momento.

10 comentários:

Laís Clemente disse...

O aumento do número de integrantes não significa maior rigor na edição, Pê?

Não sei se foi exatamente isso o que você quis dizer (e sinceramente espero que não), mas se foi, discordo de você nesse ponto.

Para mim, boas idéias podem surgir individualmente, mas elas são melhor aproveitadas e executadas no coletivo. Acredito que esse blog ganharia muito em qualidade se tivesse menos textos e mais trabalho de edição. Nem todas as idéias surgem boas e prontas para serem publicadas. Como somos todos - tanto editores como redatores -, estudantes da graduação ou do ensino médio, é natural que não sejamos tão geniais assim logo de cara.
Mesmo com profissionais experientes na área, textos bons surgem como resultado de muita discussão e suor.

Por isso falo em coletivo. Creio que falta comunicação entre redatores e editores no Bola. Falta conversa, sem pedestal mesmo, para se chegar a um comum acordo sobre as matérias, seus formatos, conteúdos e abordagens. Realmente não acredito na eficácia de medidas verticais como edições de textos já no ar, que não permitem um acompanhamento de seu desempenho por parte dos autores. Dessa forma, texto e autor podem parecer melhores do que realmente são. O texto do autor pode até ficar melhor, mas como não acompanhou o processo de edição, esse mesmo autor na realidade não aprendeu nada.
E se discussão e aprendizado não são metas do Bola da Foca, que cada um crie o seu blog para falar o que der na telha. Esses blogs certamente terão muitos posts e, com a ajuda de colegas e familiares, um número considerável de visitas. Será que quantidade implica em qualidade? Sinceramente não desejaria que o blog-jornal dos meus amigos enveredasse ainda mais por esse caminho.

Não quero de forma alguma soar violenta com o meu comentário e já peço desculpas se pareci estar sendo.
É que como certamente não conseguirei comparecer à reunião de pauta do dia 27, acho que essa discussão não deveria ficar de fora.

Pedro Zambarda disse...

Lá, adorei o comentário, principalmente para pessoas que não gostam de posts alegres. Quem bom que há senso crítico aqui =]

Mas vamos à minha defesa.

1- Ao contrário dos jornalistas fixos, eu conheço todos os que estão nesse blog. Conhecendo todos os que postam, as pessoas sempre falam pra mim antes o que vão postar. Há um padrão, ou pelo menos, um padrão mais ou menos conversado. Pode soar desorganizado e usando apenas textos feitos em sala, mas há ordem. E quando eu não sei antes, depois de postado, eu faço questão de discutir com a pessoa sobre o texto (ou peço pra algum dos editores cumprirem esse ofício).

2- Comentei sobre a quantia de posts porque muita gente fez textos diretamente pra cá. Isso foi muito interessante. Além de reunir pessoas que escrevem de maneira diferente.

3- A reunião de pauta cobriria possíveis falhas - quem não se conversou para finalmente se falar e, quem sabe, trocar idéias.

Perdão se alguma coisa permanece como questão. Fiquem à vontade para me criticar ou criticar as coisas como têm sido levadas aqui dentro.

Não se trata de "zona", mas de um "amadorismo" em constante crítica de si mesmo.

Pedro Zambarda disse...

E, não, o aumento de pessoas não significa maior rigor de edição. Mas simplesmente manter um padrão.

Thiago Dias disse...

Até que enfim alguem fazendo críticas coerentes e embasadas. Ou seja, gostei delas.
Lais, em tese vc está 100% certa, não há o que discutir. Mas agora, será mesmo que um controle de qualidade, que inevitavelmente seria feito com uma edição pré-postagem é algo que queremos mesmo?
Qualidade eh totalmente subjetivo. E todos nós sofremos com isso até na qualidade, qndo um prof acorda mal humorado e dá uma nota baixa pra um puta texto. Não sei seria algo útil nesse altura.
Claro que o Bola até agora tem um postura quase anarquica, no sentido basico da palavra. Mas isso pode ser bom sim, pq primeiro partimos do fato que se essa pessoa pensa em ser jornalista, não deve escrever tão mal assim.
Mas suas criticas são validas, e devem e serão pensadas sim.

Gabriel Carneiro disse...

Thiago,

A questão é que não é porque alguém pensa em ser jornalista, que ela saiba escrever. E esse é talvez um dos principais problemas dos estudantes de jornalismo. Eles não sabem escrever. Não há mais rigor gramatical, infelizmente.

Pior, as pessoas não revisam nem mais seus próprios textos. O primeiro editor deveria ser a própria pessoa, devria ler qualquer texto que queira se levar a sério.

Eu não falo da experiência de aprendizado dentro da Foca, porque dela não faço parte. O que sei é através de relatos. Fonte secundária.

E desculpa, Thiago, não é porque é subjetivo, que o termo qualidade não existe ou é motivo para não se buscar o máximo de rigor técnico. Não só de temas que vivem bons textos.

Thiago Dias disse...

Claro que qualidade existe. Mas não é por que vc considera que uma pessoa escreve mal, que todos concordam com isso. Vc mesmo disse que existem textos aqui que são horriveis. Ouvi justamente a opinião contraria de varios pessoas para o mesmo texto. Não temos a intenção de ensinar ninguém a escrever, pq isso é ridiculo, ngm aqui tem capacidade para tanto. Mas mantenho o ponto incial. O blog ainda é um blog. Se os textos são ruins ou não, não cabe ao editor dizer, cabe a ele corrigir erros.

E sim, eu ainda acredito que o tema e as idéia são mais importantes que rigor técnico. É por causa da técnica em detrimento da idéia que criam-se "Fusers"

Pedro Zambarda disse...

Só completando a resposta do Thiago, Gabriel.

O que você falou de "primeiro editor" é um conceito muito coerente. Por isso, até mesmo antes de corrigir o texto de alguém, eu procuro perguntar. Isso não aconteceu todas as vezes e nem com todas as pessoas, mas é uma excelente sugestão tratando-se do processo de edição.

E, bom, ninguém aqui disse que estamos numa faculdade de jornalismo porque sabemos escrever. Além disso, também é interessante ressaltar que "escrever bem" é subjetivo. Não é coisa do blog daqui, é mundial isso. Os conceitos qualitativos são arbitrários desde sempre.

O que acontece é uma aceitação ou não do público, baseado em argumentos lógicos, claro, mas sobrecarregados de emoções, também.

É nisso que, quando vocês brigaram, eu insisto que relevem: a emoção. Quando o Gabriel critica o Thiago, ele não está errado, especialmente baseado em conceitos comprovados. Mas não é certo acusar ninguém de nada, muito menos menosprezar, por mera carga emocional.

Ufa, acho que é isso. Obrigado pelos comentários, todos vocês, sem distinção.

Gabriel Carneiro disse...

Realmente, o Fuser conhece muito da técnica jornalística, é só ler o textos dele.

E de novo, o tema pode ser o melhor do mundo, isso não transforma no melhor texto.

E, Thiago, vc sabe quais são os textos daqui que eu acho horríveis?

Thiago Dias disse...

Independente de qual seja, te garanto que tem pessoas que discordam de sua opinião. E a opinião delas vale tanto quanto a sua

Gabriel Carneiro disse...

Muito bom argumento!

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