terça-feira, 3 de junho de 2008

Arte, Indústria e Comércio, tudo “só de isopor”

Reportagem Relâmpago
Fotos e texto por Pedro Zambarda de Araújo, 2º ano de jornalismo

Fortíssimo centro comercial, no coração da capital paulistana, a Rua 25 de março é marcada pelo excessivo movimento e claustrofobia gerada tanto por ambulantes quanto lojas com produtos diversificados de atacado, com esse clima chegando até mesmo na venda de exemplares falsificados. Em uma de suas travessas, a Rua Conselheiro Basílio Jafet, localizado no número 173, vê-se uma pequena loja, com um logotipo modesto em azul e vermelho, de letras arredondadas, chamada “Só Isopor”. Há poucos funcionários – apenas 4, aparentemente, com um deles ocupado organizando o estoque da loja – mesmo para um movimento praticamente nulo de clientes às 10h, numa terça-feira que oscila entre o frio e um sol que timidamente surge.

A ausência do dono da rede na loja, que é também sede, é justificada por acontecimentos recentes: a única filial dessa rede de produção e vendas de isopor, localizada na própria Jafet, mas no número 180, foi fechada pela posse do proprietário original. Dessa forma, Danilo Atui, dono da Só Isopor, migrou a segunda unidade para o endereço Avenida Vautier, bairro do Pari, Zona Norte. O estabelecimento é nos números 337 e 341, ou seja, lojas geminadas.

“Esta é uma companhia familiar. A história de meu pai começou com amigos há 30 anos atrás, antes desse negócio” disse o próprio Danilo. Narrando as histórias de seu pai, Edson Atui, nos anos 1980, o filho e atual dono disse que ele passou por produção de embalagens e aparelhos de ar condicionado para algo mais rentável e necessário para sua sobrevivência como empresário, o isopor. “Primeiro ele tentou investir na produção de decoração para festas mais básicas, como corações, estrelas e produtos mais voltados para essa área. O mercado deu uma resposta negativa. Então, saiu da exclusividade no ramo de fábricas decorativas para montar uma loja com isopor na região da 25 de Março. Ela era apenas para uma “vitrine”, essa loja-piloto. Em dois anos, o local começou a dar resultados interessantes”.

Abrindo uma filial maior no número 180 da Conselheiro Basílio Jafet, as lojas passaram a compor um campo ampliado de vendas, com uma de frente da outra. “Quando ocorreram problemas com o proprietário, o bairro do Pari estava em expansão, então achamos importante abrir um espaço aqui” frisou, sendo essa mudança de localização feita em 2008, neste ano. Falando especificamente sobre os objetos de isopor, Daniel foi preciso no direcionamento da empresa: “temos cerca de 2.000 modelos de produtos, com os temas de Natal, Páscoa, para festas infantis, festas rave, formaturas, casamentos, eventos exclusivamente temáticos e até mesmo cenografia”.

Das festividades que suas mercadorias são vendidas, o dono da Só Isopor destacou principalmente as natalinas. “Sem comparação é o Natal. A Páscoa também é importante, mas o Natal vende mais, sem dúvida alguma. E, dos produtos mais vendidos, para o público, são as bolas (de isopor), que são o carro-chefe” explicou o empresário.
Um dos aspectos curiosos da Só Isopor no Pari, ao contrário da unidade na Rua Jafet, é a venda de algumas apostilas que ensinam artes plásticas com isopor e outros componentes, entre os produtos comercializados. “Vendemos as apostilas de uma professora (Bel Goldinho) que desenvolveu, ao longo dos anos, técnicas com isopor e cursos para orientação” comentou, mostrando que o lado artístico da atividade presente. E enfatizou, falando da própria loja: “também oferecemos cursos aqui dentro, iniciados possivelmente até julho, para trabalhar com isopor e as diversas formas de tratá-lo, com escultura, pintura e acabamento em geral”.

Com apenas 9 anos de existência, apesar da experiência de 30 anos do pai, Danilo segue com a loja Só Isopor, um negócio incomum e atraente para empresas de eventos e alguns clientes. “Temos expectativa de crescer. E o isopor, que na verdade é um nome registrado (tendo o nome científico de poliestireno), tem também perspectiva de ser estudado na construção civil, que é um ramo com futuro, embora não seja nossa área de interesse”.
Textura, tintura e acabamento, além da mistura com vidro, ou madeira, “transformam” o isopor em outro material, aparentemente mais consistente. Isso é especialidade dessa loja, em estandes e casas compostas inteiramente com esse material tão peculiar e, aparentemente, frágil às pancadas.
Foto 1: Renas de Isopor sem coloração.
Foto 2: Coelho com acabamento colorido e textura.
Foto 3: Foto cedida por Danilo Atui - a fachada com objetos de isopor da antiga Só Isopor no número 180 da Conselheiro Basílio Jafet.

3 comentários:

Thiago Dias disse...

Cara, uma loja feita só de produtos com isopor. A prova de que em São Paulo você acha absolutamente tudo que procurar. Boa matéria Pedro

Anônimo disse...

tem o endereço eletrönico da loja?
estou precisando de microparticulas de isopor para comprar

regina disse...

oi preciso obter letras de isopor ou apostilas com um curso...

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