domingo, 8 de junho de 2008

Sobre as eleições americanas e a sede de mudanças

Bloggeira nova no pedaço:
Olá para todos! Sou a Priscila, amiga do Pedro, também estudante de jornalismo, mas na ECA-USP, e por convite dele vim juntar-me a vocês. Queria agradecer pelo espaço, e quem sabe, antecipadamente, pelo precioso tempo gasto em ler meus posts!

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Sobre as eleições americanas e a sede de mudanças


Além do caso Isabella, um dos temas preferidos da mídia nesses tempos têm sido as eleições americanas. Não que me interesse toda essa especulação sobre delegados ou maiorias e minorias de eleitores. Pelo contrário.

As matérias que estou realmente ansiosa para ler ainda vão demorar um pouco. Aguardo pelas notícias posteriores à eleição. Um dos meus receios é que a vitória de um panamenho (John McCain) ou de um havaiano (Barack Obama) já seja mudança demais para os norte-americanos.

Com isso quero dizer que talvez, apesar de terem levado à final figuras tão “não-americanas”, os eleitores estejam aceitando novidades apenas por peso na consciência, provocado pelo insucesso atroz do governo Bush. Nesse caso, bastaria eleger McCain ou Obama para estarem em paz consigo mesmos, e mudar mais ainda seria um exagero.

Estes pensamentos me vieram à mente quando li o artigo de Sérgio Dávila na Revista da Folha deste domingo. Ele apresenta uma série de “dados” dos candidatos, circulantes em blogs e e-mails, que me eram desconhecidos ou, eufemismos à parte, os podres de suas vidas.

McCain foi prisioneiro na Guerra do Vietnã e sofreu torturas causadoras de um possível “estresse pós-traumático”. Por isso, uma das suas primeiras medidas no governo seria bombardear o país sudeste-asiático por pura vingança. Obama, pior ainda: é fato que descende de muçulmanos, a razão de alguns o denominarem islamo-fascista. Haveria a possibilidade de sua candidatura ser uma tentativa da Al Qaeda de emplacar um contato na Casa Branca.

A intenção de Dávila é justamente comparar a sede de mudanças dos americanos com o medo delas. Olhando para essas especulações estapafúrdias, só pude concluir que são o último recurso inventado por um povo que, de modo semelhante ao dos ingleses tempos atrás, avança aos tropeços para uma nova geopolítica global, pois não consegue deixar de olhar para trás. Alguém terá coragem de guiá-los à força?

2 comentários:

Pedro Zambarda disse...

Nesse turbilhão de notícias dando "graças" a candidatura de Obama, é sempre bom lembrar esses detalhes.

Não tanto pelo Obama em si, mas pelas circunstâncias.

Thiago Dias disse...

"contato da Al Qaeda na Casa Branca". Quem escreveu isso, Sergio Davila? Pq seja lá quem for tem algum problema mental. Qnto ao McCain, sua raiva natural já eh conhecida dos americanos, e alguns a veem como algo bom, vai saber né. Dentre estes ainda vejo o Obama como um mudança drástica no panorama politico mundial. Só espero que se confirme

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