domingo, 29 de junho de 2008

Campeã francamente...

A Espanha ganhou da Alemanha por 1 a 0 e sagrou-se campeã da Eurocopa de 2008. O gol foi marcado pelo dedido Fernando Torres, aos 33 minutos do primeiro tempo. Foi a segunda conquista dos espanhóis na competição.
A partida final reuniu duas seleções com perfis diferentes. De um lado a Alemanha, que deve ser respeitada em qualquer ocasião, não importando quem esteja representando suas cores. Do outro, estava a Espanha, possuidora de uma mística negativa sobre suas costas. É uma seleção que titubeia em momentos decisivos. Mas não hoje.
O que se viu no início do embate foi uma Alemanha com mais posse de bola que acuou a Espanha pelo lado esquerdo, mas sem criar nenhuma chance de gol clara. A Espanha, por sua vez, acertou a marcação no meio de campo - que voltou mais para buscar o jogo - e com isso começou a construir jogadas com passes envolventes e desfechos perigosos. Aos 14 minutos, Metzelder quase marcou contra, em cruzamento de Capdevilla. Sérgio Ramos, utilizando a mesma jogada, levantou a bola para Fernando Torres, aos 22, acertar a trave.
A Fúria seguia melhor no jogo controlando o meio campo, e não dando chances aos alemães. Xavi, Iniesta, David Silva, Marcos Senna e Fábregas dominavam e, com toques rápidos, criavam chances de gol. Até que, aos 32 minutos, - com um passe em profundidade de Xavi – Fernando Torres, misturando raça e categoria, finalizou sutilmente na saída do goleiro Lehmann e fez a festa dos súditos do rei Juan Carlos.
Visivelmente a Alemanha sentiu o golpe, e quase perdeu a cabeça. Ballack esquentava o jogo, e o clima ficava cada vez mais quente, como o vermelho da camisa da Espanha. Sorte dos germânicos, já que o primeiro tempo havia sido finalizado.
Atrás no placar, o técnico alemão Joachim Low substituiu o apagado Lahm, pelo lateral esquerdo Jansen. Mas os espanhóis continuavam melhor: Sérgio Ramos impecável na marcação pelo lado esquerdo anulava Podolski, Marcos Senna dava a qualidade necessária para a saída de bola, auxiliado pelo excelente Xavi, que era um monstro, pelo excesso de categoria que demonstrava no jogo.
O técnico alemão colocou o brasileiro naturalizado Kevin Kuranyi, procurando pressionar a zaga da Fúria, entretanto apenas uma chance foi criada, um remate de fora da área de Ballack. Pouco, para quem procurava o título.
A Espanha seguia perigosíssima nos contra-ataques, e, por diversas vezes, pôde definir a final. Assim, bastou controlar o jogo no meio campo, dar o espetáculo que a tanto tempo procuramos no futebol mundial e esperar o apito do árbitro italiano Roberto Rosseti.
Os espanhóis, depois de 44 anos, voltavam a levantar um troféu. Uma grande lição para o futebol mundial, que voltou a premiar a ofensividade e o espetáculo. Por “osmose”, David Villa (ausente da final por lesão) levou a chuteira de ouro por ter sido o artilheiro da competição, marcando quatro vezes.


Temos que agradecer aos espanhóis pelo espetáculo que nos proporcionaram. Nessa excelente competição e de altíssimo nível técnico, EUROCOPA 2008.

7 comentários:

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Thiago Dias disse...

Só um pitaco. O Sergio Ramos atuou pela direita, anulando o Podolsky. Quem atuou pela esquerda foi o Iniesta que fechou pra cima do Ballack.

José Edgar de Matos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
José Edgar de Matos disse...

Lado esquerdo do ataque da Alemanha =]

José Edgar de Matos disse...

Mas sim, lado direito da defesa espanhola. O Sérgio Ramos foi impressionante hoje, e o Iniesta jogou muita bola. O Ballack jogou mais pelo meio, trombando com o Marcos Senna (que fez uma Euro impressionante). Lado direito do ataque alemão era responsabilidade do Schwenschteiger, perdedor do duelo contra o Iniesta.

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