sexta-feira, 20 de junho de 2008

Sopa de Letras

Atrasos. Através dos prazos aprendemos o valor de um traiçoeiro amigo. Uma inimigo eterno que nos acaricia e nos renuncia, sempre.

Deveria ter postado essa crônica minutos atrás. Semana passada passei pelo mesmo transtorno. O retorno de minhas atividades nem sempre corresponde, nem sempre responde aos meus anseios, ao seio dos meus desejos.

Cronos serrou o pênis de Uranos, garroteou o órgão. Desde então, temos o trauma de estarmos sempre castrados pelo mover dos ponteiros. O que não se pergunta é se os parâmetros estão realmente corretos.

Tudo deveria ter um horário certo de dormir. E certos cronistas não deveriam dormir nas aulas da Cásper (!).

Mas se a perfeição fosse como música ordenada, não seria eu. Se essa crônica fosse postada na quinta, junto com sua filosofia igualmente de quinta, com versos em terças, talvez não tivesse um bom assunto para botar em cronologia. Talvez não tivesse algum objeto para desordenar.

Sopa de Letras é como retas em uma estrada de curvas - turvas são as visões do escritor que se aventura em comunicação. Mesmo assim, transpiro clara a tese e a contradição. O postar no dia certo e o errar sem nenhuma diferença. Adormecer e estar mais consciente que os acordados - eis o real sono que todos deveriam ter.

Concentração até no barro, no lodo de seus atos.

Sopa de Letrinhas são crônicas publicadas normalmente às quintas-feiras.
Publicada nesta sexta-feira por culpa do soneca.

Falam de comunicação, de protesto e contra-protesto.

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