sábado, 3 de maio de 2008

Bem-vinda Marvel. Bem-vindo Homem de Ferro. Bem-vindo Robert Downey Jr

Os filmes de super heróis andavam em baixa ultimamente, de forma que fica até difícil lembrar qual foi o último grande filme. Batman Begins? Ele é de 2005, assim como Homem Aranha 2 é de 2004 e X-Men 2 igualmente. Superman Returns não foi nada além de mediano enquanto Homem Aranha 3 foi sofrível e X-Men 3 não foi nada menos que horroroso. Brett Retner conseguiu em um filme estragar uma trilogia inteira que vinha sendo produzida com extrema competência por Bryan Singer. Então, não é de se estranhar o mau pressentimento que tive com Homem de Ferro assim que ele foi anunciado.

No entanto hoje, meus amigos, fico feliz em dizer que os super-heróis, e principalmente os da Marvel, estão de volta à boa e velha forma. Homem de Ferro é simplesmente fantástico! Sem exageros. E desta forma a Marvel Studios começa com o pé direito sua caminhada para se tornar uma das mais poderosas produtoras do cinema, tendo à sua disposição um material vasto e interminável, podendo fazer o que bem entender com ele. E se as coisas continuarem da forma que começaram, posso dizer que estamos entrando em uma ótima fase das adaptações de HQs.

Homem de Ferro foi escrito a oito mãos por roteiristas escolhidos a dedo pela Marvel e dirigido pelo nerd assumido Jon Favreau. Mas as boas novidades mesmo vieram com a escolha do elenco. Para o vilão Abidaiah Stane, o experiente Jeff Bridges e no papel do herói Tony Stark, Robert Downey Jr, provavelmente o melhor ator de sua geração ao lado de Johnny Deep. E pode-se dizer que este último é a alma do filme. O que Downey faz é simplesmente dar a volta por cima em uma carreira que chegou ao fundo do poço nos últimos 5 anos. Seu Tony Stark é irresistível. Dono de uma voz inconfundível e com um timing ao lado de outros atores (destaque para Gywneth Paltrowl), ele nos traz uma de suas melhores atuações, dissecando muito discretamente um personagem tão complexo quanto Tony Stark. Mesmo que os roteiristas tenham optado por não trabalhar a maioria dos conflitos internos de Tony no filme, Downey sabe que eles existem e mais, sabe que muitos deles são parecidos com os próprios conflitos, um gênio perturbado. Assim ele traz um personagem tão distante em alguém palpável, identificável e até mesmo admirável. Tudo isso regrado a muita ironia e um humor ágil e preciso.

A direção de Jon Favreau não poderia ter sido melhor. Ele é um diretor limitado e sabe disso, então caminha dentro de sua própria linha de segurança, fazendo com que o filme se balanceie bem entre o humor, a ação e o tom épico que filmes de heróis devem ter, mas sem nunca cometer o erro de tentar andar por caminhos mais complicados. Mas pode-se dizer firmemente que Robert Downey Jr e os roteiristas compensam tal fato criando a já citada personalidade interior para Stark, que poderá ser melhor trabalhada no próximo filme. As cenas de ação são espetaculares, principalmente o ataque retaliador do Homem de Ferro ao grupo terrorista que o sequestrou e que atacava a vila do homem que o ajudou a construir a Mark 1 (primeira versão da armadura, construída ainda em cativeiro). Outro ponto alto é a “corrida” do herói contra dois caças americanos. O ponto baixo talvez seja a conclusão da batalha final contra o Monge de Ferro (Obidaiah Stane/Jeff Bridges). Por fim, todo processo de construção da armadura se assemelha muito ao método usado por Chris Nolan em Batman Begins, e nos leva a acreditar que tudo aquilo é realmente possível. E quem prestar mais atenção, e conhecer mais os personagens, perceberá que está não é a única semelhança entre o Homem de Ferro e Batman.

Enfim, a grande notícia é realmente o fato de a Marvel ser a produtora do filme e ter escolhido roteiristas que sabiam do que estavam escrevendo. É de longe a adaptação mais fiel de um super-herói. Desta forma, temos uma possibilidade empolgante de termos todo o Universo Marvel no cinema muito em breve, e a participação da S.H.I.E.L.D no fim do filme só torna isso mais claro. A relação entre Tony e Peper Potts, interpretada por Gwyneth Paltrowl não cai em nenhum momento no lugar comum do romance entre herói e mocinha, e o Jim Rhodes de Terrence Roward promete empolgar numa futura continuação. E pontas soltas para esta continuação não faltam.

Os super-heróis estão de volta. E Homem de Ferro é um começo empolgante para um ano que ainda promete o melhor Batman já feito e um Hulk também produzido pela Marvel. Se o resultado de Homem de Ferro é esse, não há porque esperar menos de Hulk. Então, se você não é fã do personagem, vá e confira simplesmente a melhor adaptação de um herói desde Batman Begins, e se você for fã, vá e confira a gênese de um período de ouro do heróis no cinema.

8 comentários:

Gabriel Carneiro disse...

Vou discordar com orgulho agora: até hoje, não houve nenhum filme de super-herói melhor do que Superman - O Retorno.

Thiago Dias disse...

hm....pq?

Pedro disse...

A Louis Lane caindo no avião e batendo a coluna contínuamente na parede foi uma cena ridícula, Gabriel.

Não estou defendendo ninguém, só falando do filme.

Pedro disse...

(nem defendendo que os filmes de super-heróis tem que seguir, à risca, as regras da física. Mas bom senso é legal, às vezes)

Mônica Alves disse...

Bom, mesmo assistindo Homem de Ferro ao lado de um fã (cof cof), não tem como negar que o filme é excelente. Os efeitos, o humor, Robert Downey Jr., a história, os carros, Robert Downey Jr., os terroristas se ferrando, Robert Downey Jr., e por aí vai. Vale muito a pena e deixa todos os outros no chão (menos X-Men, que é meu favorito).

Pedro disse...

Eu gosto de Spider-man, apesar do sensacionalismo absurdo do último filme.

Mas eu sou muito tendencioso, nesse ponto.

(teci três comentários e AINDA não vi Iron Man)

Gabriel Carneiro disse...

Não gosto do herói, por isso veja quando passar na tv a cabo.

E acho que já expliquei para o Thiago porque gosto.

O que aquele cara faz com a parte visual do filme é incrível. Tem cada plano, cada jogo de luz. Ele vai muito além de contar uma história com um monte de efeitos especiais.

Thiago Dias disse...

só que o problema é que falta a historia.O filme é falho em desenvolver a parte psicologica do Superman, embora esta seja muito dificil. O roteiro não é dos melhores e o Brandon Routh..nossa, deixa muito a desejar. Comparar a atuação dele com a de Robert Downey Jr chega a ser covardia.

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