segunda-feira, 12 de maio de 2008

Amy, Amy, Amy


Talento misturado com uma boa dose de polêmica. É assim que se pode começar a definir Amy Winehouse, uma das sensações da música atual. Dona de uma voz digna das antigas cantoras de jazz, a inglesa é freqüentemente comparada às grandes lendas do passado. Ao mesmo tempo, seus escândalos a colocam em páginas de tablóides ao lado de ícones pop sem calcinha e sem neurônios, dividindo, assim, sua imagem em duas vertentes não tão distintas.

Que Amy sabe cantar, ninguém duvida. Já consagrada pelos maiores prêmios musicais, suas canções se tornaram hits instantâneos. Seu primeiro grande sucesso, "Rehab", a levou ao Top 10 da Billboard e fez com que sua imagem de durona começasse a se consolidar. O refrão da música, que faz alusão às clínicas de reabilitação tão constantes no mundo das celebridades, mostra uma Amy opinativa que nega constantemente a própria necessidade de internação. Tais afirmações não deixam de ser irônicas, mas desde quando esse tipo de figura é um pecado no meio artístico?

Drogada, anoréxica, boca suja e incoerente. Um conjunto de características peculiares, mas que parecem dar certo quando se juntam à figura de Amy. Vídeos da cantora usando cocaína, fotos em que ela aparece com hematomas e referências ao seu marido Blake, que se encontra preso, são apenas alguns traços de seu lado polêmico. Para alguns, a moça já conseguiu desbancar Pete Doherty do trono de junkie mais famoso da Inglaterra, chegando ao ponto de sair de casa com o nariz sujo de pó branco. Com isso, atraiu também uma fama extremamente negativa, recebendo pedras de vários lados, como exemplo, a veterana Natalie Cole não poupou críticas à organização do Grammy por ter dado 5 prêmios à cantora, dizendo que ela só serve para mostrar o lado negativo da música e não é um bom ídolo.

Música e polêmica sempre andaram de mãos dadas, e disso ninguém tem dúvidas. Cheia de poréns e controvérsias, Amy Winehouse faz parte do escalão de bons artistas que não servem de exemplo, e é preciso conseguir separar as coisas para poder admirar seu trabalho por si só. Boa música e boa voz ela tem, e por isso esperamos que aprenda a se controlar para que não entre no time de talentosos que se foram cedo demais.

3 comentários:

Thiago Dias disse...

Ta legal, ela é boa? É. Canta bem? Sim. A música é diferente? Claro. Mas 90% do hype em cima dela eh por causa de sua personalidade e 10% por causa da música, e isso não me agrada. To esperano um segundo album pra ver se a qualidade se mantém, se é que ela vai ta viva pra produzir tal album

Mônica Alves disse...

Mas ela já tem dois álbuns!

Thiago Dias disse...

só um de grande sucesso..por isso que to esperando o próximo

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